quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Salve!


























Não simpatizo com Michael Schumacher.

Mas quando penso em sua aposentadoria surge um incômodo.

Schumacher é um protagonista dentro da Fórmula 1.

Já me acostumei com o personagem.

Super campeão.

Polêmico.

Figura fácil de se reconhecer.

Todo mundo tem uma opinião a respeito do sujeito.

Porque ele é uma referência.

Gosto de mudanças.

Do novo.

Porque criam expectativas.

Prendem minha atenção.

Mas certas coisas...

Se for para sair ele merece uma despedida melhor.

Gostaria que se encontrasse com a Ferrari uma última vez.

Seria um deleite para os fãs e a mídia.

Um exagero.

Uma festa.

Com muito barulho.

No estilo italiano.

Para ficar na história da Scuderia.

Uma despedida a altura de seus números absolutos.

Restaurando uma parceria perfeita.

Ou pelo menos lembrando...

Para marcar nossa memória.

E deixar uma ótima impressão.

Derradeira.

E dramática.

Ah, se o Commendatore ainda estivesse vivo...

Os mitos devem ser tratados com respeito.

Pois isso é uma das coisas que deixam o esporte mais nobre.

Mais belo.

Essa saudação aos que foram grandes.

Senna, Clark, Fangio...

Salve Schumacher!

Admirando ou detestando.

Não importa.

Poque não devemos esquecer daqueles que nos despertam sentimentos.

Pois sem essa emoção a Fórmula 1 fica sem valor.

Vazia.

E passa a ser apenas um amontoado de máquinas barulhentas.

E sem sentido.

14 comentários:

Marques disse...

Assino.

Leonardo disse...

O Schumacher já se "aposentou" uma vez.....não seria uma novidade a Formula 1 sem ele.

Ricardo Reno disse...

Corradi,

Disse tudo e mais um pouco.

Coloque minha assinatura depois do Marques.

Anderson Lopes disse...

Se o Commendatore estivesse vivo, Schumacher não sobreviria ao "piti" de Magny-Cours e não estaríamos falando dele agora.

TW disse...

Mais um ótimo texto!

Creio que esse sentimento pra mim foi mais forte em 2006, quando, mesmo não gostando do alemão, não o queria ver saindo da F1.

Hoje em dia, fica quase despercebido durante as corridas. Raramente surge e quando o faz, quase sempre é por alguma besteira.

Merecia um final melhor. Mas ele assim o quis.

abs

Anônimo disse...

Hummmmm, sei não, Corradi...

Schumacher teve sua despedida merecida em 2006... chorou, recebeu um troféu 'pelo conjunto da obra' no GP do Brasil, ocasião em que até um beijo do Pelé ele recebeu... Saiu (mais ou menos) por cima, deixou um pupilo/discípulo na Ferrari - Massa - e recebeu todo o carinho dos italianos que despediam do "mito" que tirou a Ferrari da longa estiagem e, ainda por cima, estabeleceu recordes e mais recordes com as máquinas 'rossas'...

Voltou porque quis. Simples assim. Tinha algo a provar? Talvez... Está com um desempenho bem abaixo do que se esperava e muito irregular... é um Schumacher prateado diferente do Schumacão vermelho...

Como teve a 'merecida' despedida, em 2006, na minha opinião, a boa imagem que ele poderia deixar dessa [2a] vez é a de levar a Mercedes a uma vitória... Olha que ele já conseguiu - na pista - uma pole position!

Uma situação de "consagração mítica " definitiva do Queixumacher, seria ele pilotar para uma equipe menor - Sauber?, Force India? Williams? - e ter um desempenho MUITO BOM... aí sim...

Não creio que haja uma comissão de boas vindas ao vetusto "Schumagoo" por parte dos tifosi... será??

E eu encerro aqui, com sua primeira frase: Não simpatizo com Michael Schumacher...


um abraço,
Renato Breder

Anônimo disse...

Schumacher nos deixou belíssimos números, recordes pulverizados sistematicamente, exímio piloto que deixou seu nome escrito para a posteridade, mas grandes pilotos não são feitos somente de números eles precisam de oponentes a sua altura. Schumacher correu sozinho por anos consecutivos em um vazio melancólico e isso não tirou sua velocidade, mas deixou de premia-lo e nos premiar com disputas maravilhosas que em outrora existiram com pilotos de grande nível. Não tirou seu brilho, mas abriu margem para contestações e elas com o passar dos anos criam opiniões nem sempre favoráveis.

Robison Filippi

Rodrigo Felix disse...

a F1 carece de grandes personagens... e Schumacher certamente é um dos mais importantes, não importando o que fez ou deixou de fazer...

O mesmo serve para Alonso hj em dia: é polêmico, mas nada insosso.

harerton disse...

Schumacher ganhou de Hill 2 vezes e de Montoya 1 vez. E perdeu de Hakkinem uma vez e também de Villeneuve. Perdeu de Hakkinem uma outra vez devido ao seu acidente. E, pelo que 94 se desenhou, teria perdido de Senna também. Ou seja, enquanto teve adversários, ele não sobrava tanto assim.

Mas foi um dos maiores, sem dúvida.

Anônimo disse...

Não acho mito, tanto que é figura apagadíssima, ganhou mas não brilhou, só ganhou porque não haviam carros melhores que a Ferrari, quando houve perdeu, perdeu de pilotos melhores, Alonso o enterrou vivo, está tendo o devido descrédito, devolvendo os títulos roubados do início de sua carreira.

Anônimo disse...

Na minha opinião, Schumacher já se aposentou e a sua despedida ocorreu em Interlagos 2006.

O bonde passou e Schumacher não é mais o mesmo, e pra mim, ele não deveria ter voltado.

Mauro Santana
Curitiba-PR

Carlos Del Valle / Podcast F1 Brasil disse...

Hehe sua sugestão sobre Schumacher retornar à Ferrari poderia dar uma polêmica danada. Fãs de MSC x fãs de ALO, já pensou? O que daria MSC x ALO na Ferrari?
Também nunca fui simpatizante do MSC, mas tenho enorme respeito a sua obra. E não adianta crucificar o alemão e idolatrar Nelson e Ayrton, porque os dois foram bem sujos em vários momentos. E os campeonatos de MSC em 2000 e 2003 foram obras primas, na minha opinião...

Carlos Gil disse...

Não sou fã do Schumacher (longe disso, muito longe) mas não gostei do modo como ele saíu em 2006, pois ficou a impressão de que ele foi empurrado para fora da F1, logo então que o reinado da Ferrari havia sido vencido, e o resto do dream team estava de saída.
Enquanto piloto de F1, na forma em que se encontrava em 2006, Schumacher teria ainda mais umas três ou quatro épocas competitivas (não obrigatóriamente vitoriosas) pela frente.
Resumindo, ele saíu demasiado cedo, e regressou quando deveria estar a saír, ou a inciar a sua última temporada.
è óbvio que o circo do Ecclestone não tem nada a perder com a presença do heptacampeão, já o Schumacher tem muito (ainda) a perder.
Não porque ele seja o pior piloto do grid, mas porque ele é o hepatacampeão Michael Schumacher.
É tempo de deixar a pilotagem na F1.
Agora ele está a mais.
CG

Cardozo disse...

Um dos maiores pilotos de F1 de todos os tempos.

Sem qualquer dúvida.

Abraço,

Peter