sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Caminho do Sol Nascente























A F3000 japonesa.

Início dos anos 90.

Uma galera conhecida.

Nas imagens acima, além de dois pilotos brasileiros, aparecem Eddie Irvine,
Mika Salo e Johnny Herbert.

Identificou a turma toda?

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Calder Park
























Raras imagens.

E aí?

Quem seria o piloto do carro verde número 9?

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Fadiga



O campeão da temporada de 1961.

O americano Phil Hill (nenhum parentesco com Graham Hill) apreciava
as pistas.

Os desafios dos traçados.

Não ligava para o circo que estava no entorno.

Seu prazer era pilotar em alta velocidade.

De preferência sozinho.

Numa pista que não estivesse suja de óleo.

Sem ninguém ao lado para atrapalhar.

A competição fazia mal.

A mudança em sua personalidade foi uma prova disso

Após sete anos na Fórmula 1 ele se tornou um sujeito desconfiado.

Nervoso.

Egoísta.

A luta era tão intensa que não existia espaço para fazer amigos.

Só havia adversários.

E um era especial.

Enzo Ferrari.

O Commendatore sempre amou aqueles que corriam riscos.

Os devotos da Scuderia Italiana.

Pilotos como Tazio Nuvolari, Gilles Villeneuve.

Hill não era assim.

Mesmo tendo vencido três vezes as 24 horas de Le Mans.

E sido campeão na Fórmula 1.

Todos os feitos a bordo de uma Ferrari.

De nada adiantou.

O coração de Enzo não se movia em favor do ianque.

"Não era seu tipo de piloto.

Ví muitos morrerem defendendo a Scuderia.

Ele amava os intrépidos, mas eu não queria ser mais um dos seus cordeiros
sacrificados."

Certa vez, em 1967, ele foi aos Estados Unidos durante o inverno.

Como fazia sempre.

Porém, diferente das outras vezes, nunca mais retornou à Fórmula 1.

Não havia mais vontade.

Parece que as corridas, e tudo que acontecia ao seu redor, haviam dizimado
o piloto.

O sentimento.

"Esperava outra coisa.

Lá dentro você só quer vencer.

Não pensa em mais nada..."

Lembrei da Bíblia.

"Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

domingo, 13 de agosto de 2017

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Thundercats



Monarch era um leão bem alegre e esperto.

O felino pulou pela primeira vez para um carro com 3 semanas
de vida.

Quem contou como tudo começou foi o Destemido Egbert.

Seu dono.

A reportagem do jornal data de 1931.

Egbert era um showman.

Um britânico que arriscava sua vida nos Silodromes.

Um muro da morte.

 A versão pocket dos motordromes americanos.

Alguns já até viraram posts aqui no Blog.

Playa del Rey, Saint Louis, Legion Ascot.

Como a matéria prima era madeira, todos praticamente desapareceram
após a Segunda Guerra Mundial.

Porém logo surgiu uma versão para parques de diversão.

O tal Silodrome.

O nome vem do formato parecido com um silo de armazenagem
de grãos.

Na verdade apenas retiraram as retas dos antigos motordromes.

Eram baldes gigantes de madeira.

Numa versão bem compacta para facilitar o transporte que a vida
circense exigia.

Dentro da coisa motos e carros giravam para delírio do público
que assistia a tudo de cima.

Uma festa regada a algodão doce e pipoca.

A cada ano os espetáculos ficavam mais ousados.

É justamente nesta parte da história que entraram os leões.

Egbert adaptou o seu carro para que seu leão participasse do show.

Monarch não usava qualquer tipo de cinto.

Um repórter do Yorkshire Evening Post foi ver algumas apresentações.

E notou as atitudes curiosas do grande gato.

"Todas as vezes em que sua jaula era aberta ele ia imediatamente para
sua posição ao lado do piloto.

Caso Egbert demorasse a dar a partida, Monarch logo soltava um rugido
para demonstrar sua impaciência.

Se parasse o carro cedo demais, durante o número, o leão africano não
descia do veículo.

O felino também ficava entediado com tantos giros.

Egbert sabia a hora de parar, pois a cabeça de Monarch ia se aproximando
de seu rosto..."

Havia variações do número em outros parques.

Alguns usavam Sidecars.

Isso mesmo.

Leões de moto!

Outros soltavam o leão no Silodrome para caçar as motos que
giravam ao seu redor na horizontal.

Felizmente, apesar das tentativas, não há registro que alguma moto
tenha sido alcançada.

A festa acabou em 1964.

Quando um outro leão chamado King revidou uma provocação.

Um bêbado maluco colocou a mão dentro de sua jaula.

Para salvar o sujeito a polícia atirou e matou o animal.

King era o último leão de sua espécie.

Aquela que não tinha medo da velocidade.


Propaganda







































A FIAT contando vantagem.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Nebelmeister





















Nurburgring.

1936.

O tempo não estava bom na Alemanha.

A largada se deu em pista molhada.

Estavam todos lá.

As lendas.

Rudolf Caracciola, Stuck, Bernd Rosemeyer e Tazio Nuvolari..

Mais de 300.000 pessoas foram ver seus heróis ao vivo.

Especialista em pisos escorregadios, Caracciola pulou na frente na primeira
volta da prova quando os bólidos passavam pelo Karussell.

Entretanto veio a infelicidade.

Poucas voltas depois o motor de sua Mercedes falhou.

Tazio Nuvolari (com sua Ferrari - Alfa Romeo) tomou a ponta.

As condições foram piorando.

Neblina.

Que foi ficando mais densa a cada volta.

Ninguém via nada direito.

Parecia que tudo conspirava contra Nuvolari.

Pois naquelas circunstâncias, Rosemeyer foi se aproximando.

Em frente ao seu público a Auto Union de Bernd surgiu do nada liderando
a prova.

Delírio da torcida.

E como um raio desapareceu novamente no nevoeiro.

Os pilotos só conseguiam enxergar até 30 metros a sua frente.

Nuvolari ainda tentou acompanhar Rosemeyer.

Fez de tudo.

Impossível.

O piloto alemão não diminuía o ritmo.

E começou a abrir cerca de 30 segundos por volta para o italiano.

Todos ficaram  abismados

Rosemeyer cruzou a linha de chegada com mais de 2 minutos de diferença!

Impressionante.

Uma vitória histórica.

Um assombro de pilotagem em uma situação tão adversa.

O texto pode parecer até exagerado.

Cheio de licenças poéticas.

Ainda bem que existe a prova em vídeo!

Tá doido!

 

Nico Rosberg pegando o boi pelo chifre!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Willy Mairesse






Fotos da carreira do belga Willy Mairesse.

Um vencedor.

Porém infausto.
 
Suas conquistas?

Targa Florio, 500 km de Spa-Francorchamps e 1000 km de Nurburgring.

São apenas algumas.

No seu tempo o piloto tinha seu talento provado em diversas categorias.

Rally, Turismo.

Endurance.

E Mairesse era talentoso.

E não tinha medo.

Pilotava no limite.

E às vezes até ultrapassava a razão.

Por isso vemos sua biografia lotada de acidentes.

E uma participação irregular na Fórmula 1.

Em Spa, 1962, após uma batalha épica com Trevor Taylor, Mairesse foi jogado
pra fora de sua Ferrari após capotar.

O carro pegou fogo.

E Mairesse, mesmo encontrado sem as calças e os sapatos, escapou com poucos
ferimentos.

Sua paixão era transparente.

Seu semblante antes das largadas assustava alguns de seus pares.

Era a vontade de vencer.

E o público sempre adorou esses tipos.

São amados.

Eu sei.

Gilles Villeneuve e Nigel Mansell são bons exemplos.

Qualquer post aqui falando mal do Leão é sempre recebido com vaias!

Mairesse pertencia a essa linhagem.

Porém lhe faltava aquele algo mais para atingir a genialidade.

E isso o destruiu por dentro.

No início de 1963, Phil Hill havia feito a previsão.

A briga interna na Ferrari entre John Surtees e Mairesse acabaria trazendo
erros forçados.

Mairesse foi a vítima da história.

Em Nurburgring o ferimento no braço foi grave demais.

E o deixou um ano longe das pistas.

E da Ferrari.

Ele ainda voltou aos circuitos.

Diferente.

Mais amargo.

Ciente que seu tempo havia passado.

Em Le Mans, 1968, aconteceu o golpe final.

A porta de seu Ford GT voou pelos ares.

Mairesse ficou 15 dias em coma.

Até para voltar a realizar os gestos mais simples precisou da fisioterapia.

O homem sobreviveu mas sua alma estava morta.

Um ano depois ele foi de trem até Ostende, no litoral da Bélgica.

No hotel, escolheu um quarto com vista para o mar.

E tomou uma decisão após anos de lutas e pouca sorte.

Com uma overdose de pílulas para dormir ele resolveu partir.