sexta-feira, 18 de outubro de 2019

BPR


























Bom dia a todos.

Olha aí as preciosidades enviadas pelo amigo Fernando via mail.

As fotos da passagem da BPR por Curitiba em dezembro de 1996.

Pra quem não sabe a BPR Global GT Series foi a categoria predecessora da atual
FIA GT.

Destaque para os brasileiros Nelson Piquet, que foi parceiro de Johnny Ceccoto,
e pro veloz Maurizio Sandro Sala.

Valeu demais Fernando!

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Alpha & Ômega
























A imagem de um carro estampado com o nome da Benetton se faz necessária.

Pois este post fala sobre a decisão da Red Bull de mudar o nome da
Toro Rosso para Alpha Tauri em 2020.

(pode saber que as outras equipes já aprovaram)

Acho que todo mundo já sabe que a Alpha Tauri se refere a uma parte
do império dos energéticos que se dedica ao mundo da moda.

Moda...

Fórmula 1...

Benetton...

Pegou o lance?

E daí?

Tipo assim.

A Benetton deixou suas marcas na categoria máxima do automobilismo.

Um ícone.

Que deu os primeiros dois títulos para Michael Schumacher.

Lembrando que o alemão montado numa Benetton perseguia Senna
em Ímola, antes do acidente que matou o brasileiro em 1994.

E venceu a prova.

Simbólico.

Indicando uma nova era que viria.

A marca italiana trouxe sua identidade e controvérsia para o mundo
do automobilismo.

Vendendo um estilo de vida.

Um pensamento.

Uma ideia.

E é exatamente o que a Red Bull quer resgatar com a decisão.

Interessante que a marca austríaca também trilhou um caminho semelhante
ao da Casa de Luciano Benetton.

Trazendo algo muito maior que apenas um patrocínio.

E assim como o outro, um projeto vitorioso.

Entretanto a Fórmula 1 sugou a alma da Red Bull.

(mais uma semelhança com a Benetton)

O diferente se tornou mais um.

Uma equipe de primeira linha, claro.

Porém sem refletir um algo mais.

A Alpha Tauri vem para um renascimento.

Raiz.

Para ganhar dinheiro.

(lógico!)

Com um tempero para dar sabor ao que está insípido.

Barulho, moda, mídia.

Talvez, com um pouco mais de ousadia e dinheiro, até um salto competitivo.

Tirando do baú um velho sonho.

De dominar as pistas com duas escuderias.

Atenção.

Os próximos passos apontarão a direção que a coisa seguirá.

Inclusive não ficaria surpreso se anunciassem a contratação de um piloto
talentoso em meados de 2020 para comandar a Alpha Tauri em 2021.

E além.

Novo e promissor.

Assim como fez a Benetton.


terça-feira, 8 de outubro de 2019

Pequenas Passagens























Zandvoort, 1960.

Quarta etapa daquela temporada da Fórmula 1.

Campeonato que foi vencido por Jack Brabham.

A foto acima é do inglês Lance Reventlow.

Foi abreviado.

São seis palavras que formam seu nome todo.

Assim como seis são o número de casamentos da sua mãe, a socialite Barbara
Hutton, uma milionária de sua época.

Seu progenitor fazia parte da nobreza européia, por isso Lance herdou o título.

Conde.

Seus pais viveram um casamento conturbado e em poucos anos se separaram.

Logo o jovem conde teria como padrasto o ator Cary Grant que o arrastou
para Los Angeles.

Hollywood.

O glamour do cinema.

Não durou muito.

Rapidamente sua mãe arrumou um novo amor: o príncipe Igor Troubetzkoy.

Foi neste momento que Lance, ainda adolescente, descobriu o automobilismo.

A razão foi simples.

O tal príncipe havia vencido nada mais nada menos que a edição da Targa Florio
de 1948 a bordo de uma Ferrari.

Foi a fome com a vontade de comer.

O garoto (rico) cresceu apaixonado pela velocidade.

Tanto que por conta disso se envolveu de vez no mundo das quatro rodas
construindo sua própria equipe a Scarab.

A equipe teve um início promissor, mas tentou um passo maior que a perna
ao correr na Fórmula 1.

Apesar de seu fracasso em sua aventura na Europa, o conde não se abateu
e passou então a se concentrar nos modelos esportivos na América.

Assim participou e ganhou diversas corridas nos Estados Unidos no final
dos anos 50 e início dos 60.

Nada mau.

Entre seus amigos e incentivadores estava o ator James Dean, um outro
apaixonado pela velocidade.

Dentre as pessoas que trabalharam com Lance estão pilotos como Carroll 
Shelby, que chegou a ter pelo menos uma vitória a bordo de um Scarab, e
AJ Foyt.

Como tinha muito dinheiro, Reventlow nunca precisou fazer carros para
venda.

Por esse motivo existem poucos Scarabs.

Apenas aqueles que foram utilizados em corridas.

São verdadeiras raridades.

Aos 36 anos, num acidente de avião, o Conde Lance Reventlow perdeu
sua vida nas montanhas do Colorado, próximo a Aspen.

Porém 10 anos antes, em 1962, ele já havia se desligado dos autódromos.

Essa brincadeira foi deixada de lado pelo garoto rico.

Nesse instante toda a equipe técnica e suas instalações foram assumidas por
Shelby.

Ninguém melhor.

Assim Carroll Shelby começou a criar ali seus lendários Cobras e Mustangs.

Roteiro de filme.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Zonda
























Fórmula 2.

Argentina. 1968

Na pista, entre outros, Andrea de Adamich, Jean-Pierre Beltoise, Jochen Rindt,
Jo Siffert, Clay Regazzoni e Pedro Rodriguez.

Ferrari, Matra e até carros de Frank Williams brigando.

E esse cenário?

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Meio



























Nico Hulkenberg está com dificuldade de encontrar um cockpit na Fórmula 1.

Por isso seu nome se tornou motivo de debate.

O piloto alemão não é novinho.

E hoje possui um salário respeitável na Renault.

Valor?

8 milhões de euros.

Daniel Ricciardo, seu companheiro, recebe 20 milhões de euros.

Alain Prost declarou que Hulk é um pessimista.

Um pessimista caro...

A motivação aqui é orçamento.

Não se engane.

Esteban Ocon vai ser bem mais barato.

Basta saber que Charles Leclerc ganha 3 milhões de euros na Scuderia
Italiana.

Mais.

Nico não possui sequer um pódio na categoria máxima do automobilismo.

O salário (o mesmo de Bottas!) e a idade (tempo de contrato) atrapalham
um acordo com outra escuderia.

Fiquei pensando como Nico chegou nessa situação.

Matutando sobre a questão.

Principalmente mirando os resultados.

Fui rever os dados.

Mais especificamente as últimas três temporadas.

E acho que ele não foi mal.

Vem comigo.

Tirando os pilotos das três principais equipes (Red Bull, Mercedes e Ferrari),
repare a classificação do sétimo ao décimo lugar.

Com destaques.

Na ordem.

2016 - Sergio Perez, Valtteri Bottas (ainda na Williams), Hulkenberg
            e Fernando Alonso.

2017 - Sergio Perez, Esteban Ocon, Carlos Sainz Jr. e Hulkenberg.

2018 - Hulkenberg, Sergio Perez, Kevin Magnussen e Carlos Sainz Jr.

Convido você a retornar para a foto que se encontra no topo do post.

Viu esses caras que iniciam todas as provas no miolo?

Escapar ileso na primeira curva em cada GP já seria um feito, não?

Perceba que são sobreviventes.

Assista a qualquer vídeo onboard de largada de um piloto na miuca
do grid.

Tá doido!

Não tem moleza.

A vida de Hulkenberg na Fórmula 1 foi essa.

"Ah, mas outros chegaram entre os três primeiros."

Sim.

Eventos pontuais.

Exceções.

Quebraram 200 lá na frente e o cara chegou.

Porém o normal é sexto, sétimo...

Se tudo funcionar 100%.

Quero dizer que Hulkenberg nunca teve uma chance real.

E o tempo passou.

É isso.

Peço clemência.

Outro nome que chama atenção nos resultados é o de Sergio Perez.

O mexicano é constante.

E também não teve oportunidade numa grande equipe.

A McLaren?

Carro apenas mediano.

Perez tinha um bólido melhor na Sauber no ano anterior a sua mudança.

O tempo está correndo contra o piloto da Racing Point.

A história se repete.

Enfim.

Se o piloto não estiver dentro das três maiores equipes, estará no meio.

Onde chegar em sétimo é vitória.

Pulando para a elite, a coisa muda de figura.

A meta é sair na primeira posição.

Ou nunca será campeão.

Veja os números de poles de Sebastian Vettel em comparação com
Mark Webber.

Nico Rosberg só alcançou o topo quando disputou a primeira fila
a tapa com Lewis Hamilton.

O que também explica parte do fracasso de Fernando na Ferrari.

Alonso nunca foi um poleman.

O espanhol se meteu em muitas enrascadas e acidentes por largar
um pouco mais atrás.

E deixou pontos preciosos pelo caminho.

Mesmo defeito que noto em Max Verstappen.

Por outro lado, Leclerc nasceu para colecionar poles.

Vai ser monstro.

Escapar do meio, largar na frente fugindo da confusão e sair ileso na
primeira curva não é tudo.

Mas sem isso ninguém chega a qualquer lugar.

Pior.

Ficará esquecido pelo caminho.


terça-feira, 24 de setembro de 2019

Desejo



























Engraçado como as pessoas despejam suas frustrações mais íntimas
de forma desprezível.

Fiquem tranquilos.

Mercedes será campeã novamente em 2019.

Assim como Hamilton.

Não tenho dúvidas.

Ainda mais testemunhando como a Casa de Brackley trata bem seu
principal piloto.

Tanto que Valtteri Bottas recebeu ordens de reduzir seu ritmo para não
ultrapassar seu companheiro após sua parada em Singapura...

Lamento que a Ferrari tenha encontrado seu caminho tarde demais.

Porém algo aponta para uma esperança.

Em 2020.

Os vermelhos sendo dominantes numa luta épica entre Sebastian
Vettel e Charles Leclerc pelo título.

Com brigas internas, divisão na equipe e olhares atravessados.

Uma luta temperada por Lewis e Verstappen.

Desejo.

Quero sangue!

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Segundo Escalão



























Personagem da semana.

Nico Hulkenberg.

Uns anos atrás (2015) falamos sobre ele.

Clique aqui

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Ferrari 90










































O cartaz comemorativo do aniversário da Scuderia Italiana exaltando sua
história e seus pilotos.

(difícil achar Alonso)

O público ovacionou seus pilotos em Milão.

Principalmente Vettel.

"Uno di noi, Sebastian uno di noi..."

sábado, 24 de agosto de 2019

Freezer



























Esquentou.

Ou melhor, vai esfriar.

A proposta declarada pela Renault é congelar o desenvolvimento das
unidades de força da Fórmula 1 em 2021.

Por que?

Redução de custos e melhoria no desempenho.

Equilíbrio.

A Honda concorda pelas palavras vindas da Red Bull.

Do lado italiano, a Ferrari não se pronunciou.

Ainda.

Mercedes?

Toto Wolff demonstra preocupação com a proximidade dos rivais
quando o assunto é potência.

E por isso a prioridade é manter a supremacia das Flechas de Prata.

Em Brackley, sede da equipe, o protótipo da unidade de força que
empurrará os carros de Bottas e Hamilton na próxima temporada
já foi ligado.

Uma ousadia.

Pois é a maior atualização da unidade de força da Mercedes dos
últimos seis anos.

Estão se preparando.

Pois o inverno está chegando.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Marbles



Tipo Fórmula 1 com Rally.

Hamilton largou bem.

Perdeu a liderança para Verstappen e Vettel no meio da prova.

Mas no final, Lewis se recuperou e fez duas ultrapassagens espetaculares
para vencer.