quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Garage Hélicoidal



























Fotos do prédio que abriga a Garage Hélicoidal.

Edificação inaugurada em 1932 para atender a crescente demanda por vagas
de estacionamento da cidade de Grenoble no sul da França.

Está preservada por ser considerada um monumento histórico local.

Excelente.

Destino melhor do que recebeu outra construção fantástica.

A Garage Banville de Paris.

Mesmo tendo mais história acabou engolida pela especulação imobiliária.

Ah sim, o edifício da Hélicoidal não foi palco de corridas.

Corridas?

Clique aqui para entender .

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Abismo





















"Nem consigo ver os carros das equipes principais. 

A diferença chega a 2,5 segundos."

Carlos Sainz Jr. (em 2017, ainda piloto da Toro Rosso)

Fiquei pensando sobre a declaração do piloto espanhol.

Sobre a diferença.

Houve uma grande mudança no regulamento de 2016 para 2017.

O objetivo era embaralhar um pouco as cartas e trazer uma disputa maior
para a Fórmula 1.

Mas há limitações.

Pois a tendência é continuar a briga por vitórias apenas entre as grandes 
equipes.

A palavra certa seria disposição natural de se manter tudo mais ou menos
como está.

A razão é que a corrida armamentista não permite que as pequenas clientes
possam brigar de igual para igual com os times de fábrica.

Diria que é impossível.

Além da desvantagem de não poderem construir um chassi completamente
integrado com a unidade de força, as escuderias menores precisam lidar
com um gigante ainda maior: o desenvolvimento contínuo.

Que fique claro, não é fácil nem para as grandes.

Daí testemunharmos apenas duas equipes lutando pela vitória.

Ou, pior, uma só.

Não é difícil entender.

O projeto de um carro de Fórmula 1 é iniciado do zero.

Com a construção e destruição de centenas (milhares?) de protótipos na busca
por um conceito imbatível.

As áreas de engenharia e de tecnologia tentam descobrir o pulo do gato nas linhas
do regulamento.

Pensou no custo?

A FIA também.

Para tentar equilibrar o jogo, a entidade limita a capacidade de processamento
dos computadores usada em cada simulação aerodinâmica.

E ainda obriga a usar somente CPUs que possuem funções mais gerais ao invés
de GPUs específicas para funções gráficas.

Claro, não estou tentando dar uma de expert em informática.

Somente demonstrando os curiosos emaranhados do regulamento.

Mesmo assim as maiores escuderias conseguem investir de forma que outros
aspectos do sistema sejam otimizados.

O que acaba causando diferença no desempenho apesar das leis.

Outra coisa regularizada é a utilização do túnel de vento.

Hoje, pela regra, só pode ser ligado durante 25 horas semanais.

Quando a coisa era liberada, os times não desligavam em momento algum.

Chegando ao absurdo da Williams construir dois tuneis de vento em Oxfordshire,
um para modelos em escala e outro para bólidos em tamanho natural.

A solução atual envolve a CFD (Computational Fluid Dynamics) que nada mais
é do que a ferramenta digital que permite analisar diversas situações para ajudar
a resolver problemas do fluxo de fluidos.

Simular no computador.

A integração desses diversos setores é um dos maiores segredos do sucesso
dentro da categoria máxima do automobilismo.

A altíssima tecnologia envolvida acaba criando parcerias entre os times e marcas
como Microsoft, Boeing e Siemens para suprir as necessidades criadas.

Por isso vemos com facilidade nomes assim estampados nos carros.

Para dar chance para a menores ainda há muitas restrições de testes, principalmente
quando se fala em chassi.

Entretanto há uma terra sem lei quando o assunto é sobre software de fabricação
e teste de peças para definir sua eficiência.

O que segundo alguns especialistas, foi uma das áreas em que a Ferrari mais investiu
nos últimos meses.

E colhe os frutos.

A fabricação de peças é uma parte muito sensível.

As partes de metal são até fáceis de serem criadas.

O problema mesmo são as de fibra de carbono.

Aí a coisa muda de figura.

Pois uma peça pode levar mais de cinco dias pra ser finalizada num procedimento
normal.

Caso uma equipe não tenha uma dessas para reposição no box durante um final
de semana de GP, o time precisa buscar na fábrica no tempo certo de maneira
que esteja montada no carro e pronta para ir para a pista.

Essa logística envolve custos altíssimos.

Não são todos que possuem um avião à disposição.

Vale notar que mesmo sendo adversárias, as escuderias se ajudam e muitas vezes
umas trazem equipamentos para outras num momento de aperto.

Carona mesmo!

Uma grande equipe conta com mil funcionários.

Sendo que apenas sessenta podem estar num GP.

A transmissão de dados entre a sede e o box é importantíssima.

Lembro de Vettel exaltando os membros da Ferrari por sua vitória na Austrália
(2017).

"Grande ragazzi, questa è per noi. Questa è per Maranello."

Sim.

A conquista foi dividida com o quartel-general.

Porque a velocidade com que esses dados são interpretados para elaborar uma
estratégia é equivalente a habilidade do piloto.

Mais.

Os duzentos sensores que um Fórmula 1 carrega produzem bilhões de dados
que aguardam ser decifrados para se tornarem melhorias a serem aplicadas na
prova seguinte.

Como decifrar tal quebra-cabeça?

Estamos perante outra parte importante que não existe sequer uma linha no
regulamento.

Portanto as equipes podem usar um poder ilimitado para esclarecer as informações
coletadas.

E com certeza criar um modelo ideal de compreensão para tal tarefa envolve milhões
de dólares.

Repare que alguns territórios escassos de regulamentação ajudam a ampliar 
a diferença entre as grandes e as pequenas equipes.

Existem outros que poderiam ser listados, claro.

(como ter poder econômico para poder contar com os melhores pilotos)

Olhando este cenário, fico impressionado de que o abismo não seja ainda maior.

Outra frase de Carlos Sainz Jr. (quando percebe sua impotência) resume bem tudo
isso.

"São outra categoria."

São mesmo.


sexta-feira, 26 de outubro de 2018

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Andrea de Cesaris
























O piloto italiano que largou 208 vezes na Fórmula 1.

Nunca venceu.

Nunca pilotou pela Ferrari.

Andrea de Cesaris é lembrado por coisas assim.

Era conhecido pelo apelido: Crasheris.

Vinha da fama adquirida em seus primeiros anos da Fórmula 1.

Já tinha nome.

Ron Dennis o conhecia da Fórmula 2.

No seu começo no Kart alcançou o título mundial.

Mas sua passagem pela McLaren foi um desastre.

Um não, vários...

14 Carros quebrados.

Os mecânicos, irritados, chegaram a recusar fazer os reparos.

Um piloto jovem que desabou sob pressão.

Mas sua trajetória na categoria estava garantida.

Sua família possuía contatos interessantíssimos.

E o homem que respondia pela Marlboro era o melhor amigo de seu pai.

Assim se passaram 14 anos.

10 equipes.

Andrea era um italiano nevoso.

Certa vez em Mônaco por pouco não desceu do carro para enfiar a mão na
cara de Piquet após um acidente.

Quando colocou a cabeça no lugar já era tarde.

Seu tempo havia terminado.

Em Spa-Francorchamps um jovem Michael Schumacher conseguiu provar isso.

A equipe Jordan questionou o piloto romano.

Sua situação havia ficado desconfortável.

Parecia o final de um casamento.

Onde a paixão apenas não era mais suficiente.

Paixão mostrada em desenhos que apresentava aos engenheiros.

Buscando soluções.

Eram como cartões para a amada.

Porém todos sabemos que é preciso atitudes e postura para se manter
uma relação.

Resultados.

Ninguém vive de promessas.

O amadurecimento veio.

Mas a Fórmula 1 já não o queria em sua casa.

A história havia chegado ao fim.

Aposentado das pistas, Andrea de Cesaris foi para a praia.

E abraçou as ondas e o Windsurf.

Sem compromisso, claro!

Seu verdadeiro amor estava perdido no passado.

sábado, 29 de setembro de 2018

Lucrando
























Fotos avulsas da Era dos Motordromes.

Quando os Estados Unidos foram tomados por board tracks no início do século
passado.

Não é fácil encontrar material sobre o assunto.

Até porque as pistas, por serem de madeira, foram todas destruídas.

Quando aparece, é um recorte de jornal, uma notinha ou um resultado de corrida.

Outro dia estava pesquisando sobre as pistas de Chicago.

Sei que eram duas.

Riverview Park de 1911 e Park Speedway de 1915.

Pistas que chegavam a receber até 10.000 pessoas em dias de corrida.

Claro que aconteciam muitos acidentes.

A falta de segurança aliada a alta velocidade é uma receita fatal.

Em Riverview os pilotos chegavam a decolar.

Acabavam no rio ao lado do circuito.

Houve uma época que as autoridades locais resolveram contratar oficialmente o  
vigia do autódromo para recolher os corpos caso isso acontecesse.

O sujeito ganhava 25 dólares por cada retirada macabra.

Serviço extra que ajudava a completar seu salário.

E sempre havia trabalho por fazer.

Uma reportagem da época diz que ele chegava a receber até 75 dólares.
 
Por semana.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Isle of Man



A ilha é muito conhecida pela histórica prova de motos.

Mas existem os karts também!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Nas ruas de Pau




























Circuito de Pau. França.

Duas largadas.

Fórmula 2 e F3000.

Na porta de casa.