terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Rascunho Cavuca
















Vermelha e branca??

Por que não?

Atualmente a Honda é a maior patrocinadora de uma equipe de Fórmula 1.

Mas isso é uma questão menor.

A principal é o motor.

O desempenho deste poderá decidir o destino de Fernando Alonso.

Stephen Fitzpatrick (Manor) tem viagem marcada para Indonésia nesta semana.

Vai decidir de uma vez por todas se Rio Haryanto será ou não piloto de sua
equipe.

Para escrever o Rascunho a gente sempre procura algo a mais.

Informações que possam acrescentar e nos ajudar a entender um pouco mais
esse intricado mundo da Fórmula 1.

Cavuca.

Veja por exemplo o caso de Baku.

O Azerbaidjão receberá pela primeira vez a categoria máxima do automobilismo
nesta temporada.

Foi anunciado um contrato de dez anos.

Aí você descobre que na verdade são cinco + cinco.

Os primeiros cinco anos são obrigatórios e sujeitos a multas no caso de quebra
contratual.

Os outros cinco são opcionais.

A taxa anual cobrada pela FOM é de 30 milhões de euros.

Valor que facilmente dobra se pensarmos em todos os custos para realização
de um GP.

Mais?

O país ainda sofre forte influência da Rússia por conta do petróleo.

Vladimir Putin controla o vizinho com mão de ferro.

E suas boas relações com Bernie Ecclestone devem ter facilitado muito a
chegada da F1 por lá.

Mais ainda?

Fique sabendo que Flavio Briatore é o idealizador da corrida de Baku.

Sim.

Interessante como o empresário italiano está perto e longe ao mesmo tempo.

Talvez nunca mais o veremos numa escuderia.

Houve uma última tentativa quando tentou ocupar o lugar deixado por Stefano
Domenicali em 2014.

Um erro.

Mal sabia ele que naquela mesma temporada Alonso estava sendo varrido e
qualquer pedido do asturiano se tornaria irrelevante.

Quanto mais exigências!

Nada (e nem ninguém) atrapalharia a chegada de Sebastian Vettel.

Por fim.

A assinatura de Kevin Magnussen com a Renault ofuscou a saída de outro
piloto dinamarquês.

Marco Sorensen não conseguiu se manter como piloto de reserva ou de
testes depois da mudança Lotus / Renault.

Indignado, ele colocou a boca no mundo.

Entregou que Carmen Jordá chegou a ser 12 segundos mais lenta que ele
nos simuladores de Enstone.

Sem dinheiro (perdeu o patrocínio da Saxo Bank), Sorensen ficou também
sem espaço dentro do time.

Pena.

Se tivesse recursos, com a saída de Maldonado, ele poderia almejar até
mesmo a titularidade.

Coisas da vida!

E Carmen Jordá?

Quais as razões de mantê-la?

São duas.

A primeira é a exposição que a piloto traz por motivos óbvios.

E vou te contar que a Renault está priorizando mais o marketing do que
os títulos.

A segunda é dinheiro.

Carmem (com certeza) traz recursos para a Renault.

A vaga não é gratuita.

Quanto?

Aí que está a parte mais divertida!

Pode deixar que logo a gente descobre.  

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Tá doido!


???

Rascunho N























Ele mesmo.

Ayrton Senna se preparando para temporada de 1994.

Circuito de Paul Ricard.

Novas?

Estão cravando Pascal Wehrlein na Manor.

O que seu sei?

Que o americano Alexander Rossi está bem confiante.

E que Rio Haryanto estaria apenas aguardando uma resposta da equipe.

Piers Hunnisett, seu empresário, trabalha 24 horas por dia para que se
confirme uma boa notícia para o piloto da Indonésia.

Através de Cyril Abiteboul, a Renault confirmou que Esteban Ocon estará
presente em todos os GPs e que também participará de alguns treinos livres.

O que ele não disse é que nessas oportunidades Ocon irá sempre substituir
Jolyon Palmer.

Está claro que na briga interna da Renault Kevin Magnussen terá vantagem
sobre seu companheiro novato nesta temporada.

Ainda no assunto Renault, a informação é que a fábrica do diamante invista
algo em torno de 1 bilhão de euros (num período de dez anos) na categoria
máxima do automobilismo.

Tudo isso para vencer nas pistas e impulsionar as vendas de seus segmentos
esportivos e de luxo.

Com orçamento médio (previsto) de 300 milhões de euros para as próximas
temporadas, não é de se espantar que os franceses estejam atrás de um líder
para suas campanhas futuras.

A Renault mira as estrelas.

E quer uma delas num de seus cockpits.

Haas e Ferrari vão realizar no mesmo dia seus 100 km de filmagens.

A coisa vai rolar em Barcelona mesmo, um dia antes do início dos testes.

Pastor Maldonado contou que está com muitas propostas para seguir carreira
no automobilismo e que em breve irá revelar seu destino.

Por fim.

Se eu fosse apostar na entrada de um novo fabricante na Fórmula 1?

Diria o nome da Hyundai.

Por que?

Explico.

Sob o comando de Albert Biermann (que foi por décadas o chefe da divisão de
motorsport da BMW), a marca sul-coreana deverá investir forte no automobilismo
nos próximos anos para divulgar sua seção de alto desempenho batizada de N.

Estamos falando de bilhões de euros.

No plural mesmo.

E não se engane, nada traz mais exposição que a categoria máxima do automobilismo.

Estamos de olho.















sábado, 6 de fevereiro de 2016

Start


























Mônaco.

Início dos anos 70.

Alguém saberia dizer quem são os dois pilotos na primeira fila?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Pequenas Passagens




















Por mais de dez anos ele foi o porta voz do exército vermelho.

O chefe de comunicação.

Apesar de ser considerado rígido pelos jornalistas, Luca Colajanni
sempre foi muito correto em suas atribuições.

Realizou um trabalho dificílimo.

Pois tudo que sai da Ferrari ganha proporções épicas.

Pra termos uma ideia, ele gerenciou as falas de figuras como Michael
Schumacher e Fernando Alonso.

(o segundo era mais complicado por combinar uma coisa e dizer outra)

Lidar com as mensagens da Scuderia Italiana para o mundo necessita
cuidado.

Mas ele é lembrado com elogios.

Era da turma de Aldo Costa, Stefano Domenicalli...

Bons profissionais que não estão mais lá.

Depois?

Colajanni passou pela Marussia e a modernosa Fórmula E.

Certa vez ele organizou um entrevista em Fiorano.

Profissionalismo extremo.

Tudo preparado.

Imprensa ansiosa.

Raikkonen.

(querido, mas quase sempre mudo - um pesadelo para o assessor)

Antes de começar, o finlandês pede para ir ao banheiro.

Demora.

E vem a descoberta.

Kimi fugiu pela janela e foi embora.

Alguns trabalhos são mais complicados que outros, não?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Rascunho Jaune




































Dia especial para a Renault!

Um retorno.

Vamos ao que interessa saber?

Os pilotos tiulares da escuderia francesa serão Kevin Magnussen e Jolyon
Palmer.

Esteban Ocon será o reserva.

Lembrando que Ocon (que derrotou Max Verstappen na GP3) ainda está
vinculado a Mercedes sob contrato.

Carmen Jordá continua responsável pela parte de desenvolvimento.

Ela diz que nesta temporada estará correndo também em outra categoria.

A tal outra categoria que a jovem deverá desembarcar é a Fórmula E.

Quanto aos patrocinadores conseguimos ver as chiques Devialet (acústica)
e a relojoaria francesa Bell & Ross.

Também marcaram presença na carenagem a Jack & Jones (Bestseller),
EMC, Microsoft, Total, Infiniti, Gravity e Genii, as duas últimas da
Genii Capital.

As áreas ocupadas pela PDVSA no ano passado?

Na tampa do motor foi substituída pela Infiniti, porém a asa traseira ficou
sem nada escrito.

Possivelmente sendo negociada ainda com a Total.

Na parte técnica vale destacar a chegada de Bob Bell  que foi uma das
cabeças responsáveis pelo sucesso da Mercedes.

Outra coisa.

O programa de jovens pilotos foi ressuscitado.

A Renault Sport Academy dará apoio nesta temporada as promessas
Oliver Rowland, Jack Aitken, Louis Deletraz e Kevin Jore.

Por enquanto não está claro quem será o responsável por essa parte.

No passado Flavio Briatore iniciou um projeto similar em 2001, o Renault
Driver Development.

Depois do Muro de Cingapura, já sob o comando da Genii, a Lotus repetiu
a ideia com sua Lotus Renault Academy de 2011.

Caçando jovens talentos onde estivesse o dinheiro (China, Brasil...).

Todos os programas anteriores gerenciavam as carreiras dos pilotos.

Algo que poderá ser terceirizado e cair nas mãos de Nicolas Todt.

As cores?

Nada demais.

O carro apresentado é um modelo do ano passado com um bico que não
foi utilizado.

E o amarelo será a cor predominante quando os bólidos alinharem para o
GP da Austrália.

A briga.

Kevin Magnussen esteve com seu novo engenheiro dias atrás.

Houve um forte desentendimento entre os dois.

Tanto que chegaram as vias de fato!

Testemunhas falaram da arrogância do jovem dinamarquês.

Estranho.

Porém já aconteceu um aperto de mãos.

Foi revelado que a Ferrari fez uma proposta para que a Red Bull e Toro
Rosso utilizassem motores da Alfa Romeo.

O plano de Sergio Marchionne era introduzir a tradicional marca italiana
de volta a categoria máxima do automobilismo.

A coisa seria desenvolvida pela própria Scuderia Italiana mas seria diferente
do utilizado por Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen.

Além de ajudar nos custos, a Red Bull poderia opinar na construção.

A história oficial é que o pessoal do energético achou muito caro.

A verdade?

A Red Bull sabe que a Ferrari nunca permitiria que um motor saísse de
Maranelo para bater seus carros vermelhos.

Mais.

Christian Horner não quer dividir com os italianos as descobertas feitas
em Milton Keynes por Mario Illien.

Assim, nada feito!

Max Chilton se move para Indy.

O ex-piloto da F1 comprou sua vaga na Chip Ganassi.

Será companheiro de Scott Dixon, Tony Kanaan e Charlie Kimball.

Honda coloca mais dinheiro na McLaren.

E Ron Dennis concorda em mudar suas cores a pedido dos japoneses.























Vermelho e Branco.

Vamos conferir.

Lembra da história de um outro piloto russo na Fórmula 1?

Pois bem.

A Force India assinou com Nikita Mazepin.

O menino de 16 anos se destaca por ser herdeiro de uma fortuna de
4 bilhões de dólares.

Tava reparando que quem está sem um piloto reserva é a Williams.

Para assumir mesmo, caso aconteça um problema com Bottas ou Massa.

Por fim.

Um conto.

Em 2013 Sebastian Vettel estabeleceu sua base salarial com a Red Bull
para as anos seguintes.

A cada temporada  o time austríaco acrescentaria 4 milhões de euros aos
vencimentos do piloto alemão.

Pelas contas, Vettel chegaria em 2017 ganhando 34 milhões de euros.

Aí chegaram as propostas.

Em abril de 2014 (entre os GPs do Bahrein e China) a Ferrari disse ao
tetra campeão que o queria vestindo vermelho.

Em julho (GPs da Inglaterra e da Alemanha) a McLaren também chama
Sebastian para conversar.

Entre salário e premiações os ganhos chegariam a algo em torno de 50
milhões de euros anuais.

Pra definir.

Ron Dennis quer um líder para receber a Honda.

Entretanto Vettel quer a Ferrari.

Agradece a proposta de Woking e avisa a Red Bull sobre o assédio e que
irá sair.

Mas o piloto quer ser valorizado.

Assim ele mostra para a Ferrari os números da Red Bull e McLaren.

A Scuderia Italiana entende a necessidade, aumenta sua aposta e leva o
contrato para ele assinar no Japão.

Vettel coloca seu nome no papel e vincula seu talento ao time italiano
por três temporadas (2015 - 2016 - 2017).

Entre salário fixo e premiações (vitórias, títulos) ele poderá chegar a
receber algo próximo de 180 milhões de euros nesses três anos.

E nem tem empresário...


















Detalhe











































Bom dia petrolheads!

Um número para registro.

Ultrapassamos a marca de 4.000 posts!

Uma curiosidade.

Sabe o que nais mudou no Blog desde a primeira postagem?

A cobrança.

Os amigos que frequentam este espaço são exigentes.

Esperam sempre ler sempre algo diferente.

Uma outra perspectiva.

O detalhe.

Longe da mesmice.

Com qualidade.

É difícil atingir todas as expectativas.

Claro.

Mas saber que elas existem (depois de tanto tempo), traz um incentivo
e enchem a gente de orgulho.

Só posso agradecer.

Valeu!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Pastor Maldonado























"Hoy con la mayor humildad les informo que no estaré presente a la parrilla de
salida de la F1..."

Assim Pastor Maldonado iniciou sua nota de despedida da Fórmula 1.

Ele não estará no grid de 2016 e será substituído pelo talentoso Kevin Magnussen
na Renault.

Estou monitorando o caso Maldonado a vários dias.

A melhor fonte venezuelana (quando o assunto é o Pastor) só entregou que ele se
desligaria do time francês nas últimas horas.

Até pouco tempo atrás tudo parecia bem.

O que mudou?

Para entender precisamos voltar no tempo.

Vem comigo.

No início de janeiro, Magnussen teve uma reunião com a Renault em Enstone.

Kevin foi acompanhado do seu principal patrocinador (Bestseller).

A princípio, a conversa seria para tornar o jovem dinamarquês piloto reserva
da Renault.

Não só isso.

O time francês abriu a possibilidade de Magnussen se tornar titular no próximo
ano.

Uma oferta tentadora.

Mas que deve ter causado desconfiança em Kevin por seu histórico recente
com a McLaren.

Poucos dias depois houve outra reunião entre as partes.

E a conversa mudou.

Abriu-se a possibilidade de titularidade para Magnussen, caso o piloto
dinamarquês conseguisse aumentar a proposta com seu apoiador.

Notem amigos que as tratativas sempre envolveram muito dinheiro.

Não se iludam.

Talento está em segundo lugar por aqui.

Valores?

Algo em torno de 7,5 milhões de euros.

Pouco tempo depois, Maldonado tomou conhecimento da negociação.

E comunicou tudo a PDVSA.

Uma das parcelas de patrocínio venezuelano estava atrasada.

(uma coisa comum que já havia acontecido em anos anteriores)
























Justamente neste ponto a Renault e a petrolífera venezuelana sentaram na mesa
para tratar do rompimento do contrato.

Nunca houve possibilidade de retorno.

Digo isso apesar de haver alternativas (outras estatais) no caso da Renault
querer contar com os serviços de Pastor.

Dessa maneira a Renault vai alinhar com o estreante Jolyon Palmer e Kevin
Magnussen.

Dois pilotos pagantes, que fique claro.

Mas quais seriam os motivos por trás da fabricante francesa apressadamente
abrir mão do valioso contrato com a PDVSA?

São duas as razões.

A primeira é a empresa de petróleo francesa Total.

Com a saída da PDVSA, a carenagem amarela da Renault ganhará vários
espaços vazios para patrocinadores.

E a Total deverá explorar essas brechas para aumentar sua participação.

Diferente da PDVSA que derramava 40 milhões de euros na Lotus, a Total
colocava apenas 3 milhões de euros por ano.

Esse montante deverá aumentar significativamente, assim como o aparecimento
do nome Total nos carros da dupla Magnussen / Palmer.

A segunda razão é poder.

Apesar de ter vendido o controle da Lotus para a Renault, a Genii Capital ainda
continuou com uma participação na escuderia.

Mas a venda se deu contando com o aporte financeiro da PDVSA.

Com o rompimento, a Genni Capital terá que honrar os valores perdidos.

A pressão financeira para que haja um desligamento dos antigos donos subiu.

Com a manobra, a Renault ganhou ainda mais poder e quem sabe 100% de
controle sobre o time.

Interessante.

O plano original da PDVSA era permanecer na Fórmula 1 até 2019.

Mostrando a força de Caracas.

Com Pastor, claro.

A recente crise da Venezuela e a chegada da Renault puseram uma pedra
sobre tal objetivo.

Li muitas críticas duras sobre Maldonado.

Sobre como ele não merecia estar na categoria máxima do automobilismo e
que estava ali somente pelo dinheiro.























As pessoas esquecem que Pastor foi campeão da GP2 de forma absoluta.

E que foi cobiçado por diversas equipes da categoria máxima do automobilismo
bem antes desse título acontecer.

Quando testou pela Minardi em 2004, Pastor foi elogiado pelo lendário Giancarlo.

Minardi (conhecido descobridor de talentos) o queria em suas fileiras.

Entretanto quando outras escuderias (com mais recursos técnicos) sondaram
Maldonado, se desmanchou qualquer possibilidade disso acontecer.

Muitos ficaram surpresos quando Pastor venceu aquele GP da Espanha em 2012.

(de forma magistral, diga-se de passagem)

Porém Giancarlo Minardi não era um deles.

Outro que elogia Pastor é Xevi Pujolar, que foi engenheiro de pista do venezuelano
na Williams.

"Ele sempre foi subestimado.

Entretanto ele é rápido, se dá bem com a equipe e tem sensibilidade para dizer
o que há com o carro."

Claro que a velocidade de Maldonado é inquestionável.

E é certo que existem deficiências também.

Grandes.

A falta de evolução, como ocorreu no caso de seu ex-companheiro de equipe
Romain Grosjean, é uma delas.

Faltou o amadurecimento para auto-preservação.

Ficou a imprevisibilidade.

Enxergo a passagem de Pastor pela Fórmula 1 histórica e marcante.

Não apenas pela sua vitória.

Ou ainda por escrever seu nome entre os raros nove pilotos que conseguiram
subir no lugar mais alto do pódio desde a temporada de 2011.

(ano de estréia de Maldonado)

O que me impressiona é fato que o venezuelano salvou duas escuderias de irem
à falência.

A primeira foi a Williams.

Quando a Philips deixou de patrocinar o time de Grove em 2010, a situação
ficou mais do que no vermelho.

A chegada de Maldonado trazendo consigo a PDVSA mudou tudo.

Frank Williams aprendeu com os erros passados (BMW, Helwett Packard) e
preparou seu time para se tornar menos dependente de uma parceria única.

Abriu seu capital, passou a vender tecnologia em diversos setores e se diversificou
industrialmente.

O período em que a PDVSA derramou a prata foi essencial para que Frank
respirasse e alinhasse sua escuderia para o futuro.

Foram trés anos.

Para sobreviver.

Se a Williams não tivesse assinado com Pastor em 2011, ela nunca poderia ter
uma promessa como Valtteri Bottas, um motor da qualidade Mercedes e ainda
conseguir dois terceiros lugares consecutivos no Mundial de Construtores nas
últimas temporadas.

E melhor, poder sonhar novamente em vencer!

A segunda equipe que deve as calças a Pastor é a Lotus.























Maldonado chegou a colocar algo em torno de 80 milhões de euros nas mãos
da Genii Capital durante as duas últimas temporadas.

Mesmo período em que Gerard Lopez (cabeça da Genii) passou a diminuir
seus investimentos na Fórmula 1.

Bernie Ecclestone ficou surpreso ao ver a Lotus viva por tanto tempo.

Como comentamos no início deste texto, o anúncio de Pastor para a temporada
de 2016 era apenas para valorizar a Lotus.

Afinal, colocar uma equipe na vitrine de vendas com um patrocinador como a
PDVSA deveria atrair um comprador com certeza.

E atraiu.

O cenário hoje mostra duas boas escuderias no grid graças a Pastor.

A Williams como a melhor equipe cliente e com a ambição de se tornar campeã
nos próximos anos.

E a Renault que retorna com seu time de fábrica almejando o topo e balançando
o mercado ao caçar abertamente pilotos como Fernando Alonso.

Por fim.

É uma pena perder uma figura como Maldonado.

Apaixonado, autêntico, irado.

Que desperta sentimentos reais.

Que faz acreditar que poderíamos também ter ganho uma corrida na categoria
máxima do automobilismo.

O que me vem a mente?

Mansell, Montoya...

Doidices.

Algo colorido entre tanto branco, prata e preto.

Um latino.

Genuíno.

Imperfeito.

Como definiu, na mosca, Pino.

"Ele dirige um fórmula 1 como se tivesse acabado de roubá-lo!"

Ruim?

Incompreendido?

Bom?

Quem somos nós para julgar?

Aquele que nunca errou ao volante, que atire a primeira pedra!















sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Década




















Estranho!

E aí?

Alguém saberia dizer quem é o menino tentando domar o motor BMW?