sábado, 30 de julho de 2016

Jack Prince































E a temporada da Indy vai começar.

Vale contar uma história que pouca gente sabe.

Sobre um inglês que influenciou o automobilismo americano de tal maneira que ainda
hoje vemos sua sombra nos autódromos ianques.

John Shillington Prince era um apaixonado pela velocidade.

Jack, como era conhecido, competiu e venceu várias vezes sobre duas rodas.

Os velódromos franceses o deixavam fascinado.

E não saíram de sua cabeça.

Isso mudou sua vida para sempre.

Prince enxergou outras possibilidades para as pistas de madeira além das bicicletas.

Carros e motos.

Ao se aposentar das competições europeias, Prince decidiu ir para os Estados Unidos
em 1889.

Se especializou em planejar e construir esse tipo de pista para os ciclistas acelerarem.

Era um engenheiro.

Com mais prática do que estudo.

Mas sabia o que fazia.

Elaborou o ousado projeto do seu primeiro Motordrome em Los Angeles.

Associado ao conhecimento de Fred Moskovics, um ex-membro da equipe Daimler
Mercedes, e com os petrodólares do empresário americano Frank Garbutt.

O projeto de Playa del Rey ficou pronto em 1910.

E foi o seu divisor de águas.

Ali a coisa explodiu.

O público ficava em êxtase ao ver os carros em alta velocidade dentro daquela arena.
























De repente todos queriam ter um circuito daquele.

Depois da Califórnia apareceram Motordromes em Illinois, Iowa, Nebraska,
Nova York, Washington, Pensilvânia, Ohio, Missouri e Carolina do Norte.

Chegou até a Flórida.

Mais de vinte pistas funcionaram ao mesmo tempo nos Estados Unidos.

Uma verdadeira febre tomou conta do país.

Sempre com lotação esgotada.

Certa vez em Chicago foi registrado que 80.000 pessoas estavam nas arquibancadas.

O sucesso era tamanho que em alguns circuitos havia iluminação para realização de
disputas noturnas.

A premiação era excelente.

Atraindo dessa forma os melhores pilotos.

E muitos malucos também.

Alguns chegavam a ganhar 20.000 dólares por ano.

Uma fortuna para a época.

No entanto poderia custar a vida.

As pistas de madeira não tinham segurança nenhuma.

As mortes eram comuns.

Tanto de motoristas como de expectadores.

Nas corridas de moto quando havia um acidente de menor gravidade, no minimo,
o sujeito acabava coberto por farpas.

A manutenção deixava muito a desejar.

Com o tempo apareciam espaços e buracos entre as tábuas.























Durante uma prova em Beverly Hills um dos pilotos chegou aos boxes apavorado.

Disse que algum acidente horrível havia acontecido pois ele viu uma cabeça rolando
na frente do seu carro.

Não era nada disso.

Os moleques da região ficavam embaixo da pista e colocavam a cara nos espaços
entre as placas para poderem ver os carros.

Surreal.

Mas os pedidos para novos autódromos não paravam de chegar.

Eram tantos que Prince chegou a se associar ao engenheiro civil Art Pillsbury
para dar conta de todos.

Rolava muita grana.

A margem de lucro era enorme.

Alguns promotores então resolveram ampliar as fronteiras.

Dessa forma levaram o conceito até a Austrália.

Foram feitas pistas em Sidney e Melbourne na década de 20.

Apesar da inclinação imitar os dos Motordromes americanos elas eram de
concreto e não de madeira.



































Apesar do material ser diferente a carnificina foi a mesma do outro lado do mundo.

Para evitar que as motos e carros voassem no público os australianos tiveram a
brilhante ideia de colocar arame farpado em torno da pista.

Imaginou o resultado?

A dificuldade de manutenção e a Grande Depressão de 1929 foram fatores
determinantes para o fim da Era dos Motordromes.

Ao todo foram 20 anos de loucuras.

Com heróis e tragédias de todos os tamanhos.

É uma parte obscura da história do automobilismo.

Porém o seu legado ficou.

A herança pode ser vista na TV durante os finais de semana.

Os ovais atualmente utilizados pela Nascar e Indy devem seu conceito a
visão apresentada por Jack Prince no início do século XX.

Onde o público pode enxergar toda a ação.

Alguns acham até mais do que isso.

Que os graves acidentes, que até hoje ocorrem neste tipo de autódromo
de altíssima velocidade, poderiam ser debitados também na conta do criativo
e pioneiro projetista inglês.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Príncipe


























Imagem da sensação Max Verstappen.

Fiquei imaginando.

E se o jovem fenômeno das pistas fosse brasileiro?

Globo em polvorosa!

Faustão, Ana Maria Braga, Caldeirão do Huck.

Minha referência do que seria essa situação hipotética é Neymar.

Com todos os tipos de exageros, claro.

Sem exceção.






Clipping

























Filhos.

De Keke, de Michael e de Mika.

Monza vai pagar e assim vai continuar no calendário por mais quatro
temporadas.

Pascal Werhlein está completamente entregue.

A Mercedes define totalmente os rumos de sua carreira.

Sabe aquela história de mudança na largada com safety-car?

Fica tudo como está.

Os sensores que vigiam os limites da pista estarão presentes também em
Hockenheim.

Bem em cima da linha mesmo.

O rigor, em comparação com Hungaroring, será maior.

Como o Tordo havia adiantado, o projetista James Allison deixou a
Scuderia Italiana.

Mattia Binotto assumiu o cargo de diretor técnico.

Sobre isso o Tordo conta três coisas.

A primeira é que Binotto é um homem que sabe lidar melhor com as pessoas.

A segunda é que ele é um interino.

(existe a busca por uma solução definitiva)

A terceira é Wolf Zimmermann.

Já em Maranello, um dos criadores da unidade de força da Mercedes ganha
ainda mais influência dentro da Ferrari.

McLaren contará com uma nova mistura elaborada pela Mobil.

Vem mais potência por aí.

Esteban Ocon (pela Renault) e Charles Leclerc (pela Haas) vão aparecer
do primeiro treino livre na Alemanha.

No último Clipping, a gente destacou o fato de Pierre Gasly ter assumido
a liderança da GP2.

No pior momento de Daniil Kvyat, Gasly mostra serviço e aparece como
uma opção real para seu lugar na Toro Rosso.

Mais.

Os ventos da Rússia dizem que a turma dos energéticos já descartou Kvyat.

A Longbow (Tetra Pak), que adquiriu a Sauber, possui planos bem definidos
para o time.

No início, a instituição financeira irá garantir o dinheiro para sustentar a
Sauber pelos próximos três anos.

Durante esse período, há a expectativa de surgir um patrocinador master.


O departamento de design será incrementado para poder criar em outros
seguimentos da indústria (tipo a Williams).

A Sauber tem um histórico de inovação na Fórmula 1.

Sua tecnologia pioneira permitiu que times menores pudessem construir
bólidos para a categoria mesmo sem dispor de um túnel de vento,

Tudo isso através do software que calcula a dinâmica dos fluidos.

A Caterham, por exemplo, foi uma das escuderias que usufruiu dessa
tecnologia.

E por falar em túnel de vento, a Sauber conta com um monstro desses
para chamar de seu.

E de primeira.

Tanto que a Audi utilizou o ventilador de Hinwil para construir o poderoso
R18.

Tudo isso para dizer que (com o dinheiro da Longbow) a Sauber se tornou
um lugar interessante para se estar nas próximas temporadas.

Frases.

"Uma equipe não funciona, se dentro dela existirem dois times diferentes."

Kimi Raikkonen sobre 2014 (quando estava ao lado de Fernando Alonso).

"Rosberg tem um companheiro difícil.

Forte, rápido e que não erra.

E fora da pista ele tem uma influência significativa...

Boa sorte para Nico ao lidar com isso!"

Fernando Alonso, rindo.

Por fim.

Design 2017.





















quarta-feira, 27 de julho de 2016

terça-feira, 26 de julho de 2016

Deixa Rolar

























Bom dia petrolheads!

Conversa de final de semana.

"E aí?"

Pergunto.

"Pode cravar! Pode cravar!!"

Falo nada.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Clipping































Três imagens da Hungria.

A costumeira solidão de Hamilton.

A telemetria justificando o julgamento da FIA sobre a pole position de Rosberg.

E a Ferrari no escuro.

A corrida foi chata.

Decidida na primeira curva.

Lewis assumiu a ponta e foi assim até o final.

Sem ataques ou ameaças.

Parecia combinado.

Ficou estranho quando o piloto inglês diminuiu seu ritmo claramente para prejudicar
Nico no jogo de paradas em relação a Daniel Ricciardo.

A Mercedes percebeu e ameaçou chamar Rosberg primeiro ao box.

Hamilton imediatamente voltou a acelerar e com isso puxou seu companheiro.

Como eu disse, parecia combinado.

Sem ataques ou ameaças após a largada.

Uma notinha a mais vinda da Mercedes.

Nos contratos de seus dois pilotos consta uma cláusula de opção para 2018.

Que pode ser ativada ou não.

Toto Wolff joga pesado e mostra desta forma que os interesses da Mercedes estarão
sempre em primeiro lugar.

A interpretação das regras acabou ajudando Daniel Ricciardo, Max Verstappen,
Sergio Perez, Nico Hulkenberg e Valtteri Bottas na classificação.

Poderiam ter sido excluídos.

No Q1 eles ficaram acima dos 107% em relação ao tempo de Rosberg.

Falando em regras, haverá uma reunião entre a FIA e as escuderias na Alemanha.

A proposta é eliminar a partida inicial lançada após a entrada do safety-car.

Os carros alinhariam novamente na posição do grid de largada.

A McLaren desmentiu qualquer possibilidade de Stoffel Vandoorne assumir o lugar
de Rio Haryanto na Manor.

Sobre isso, a Pertamina (principal patrocinadora da Manor) pediu que até a próxima
quarta-feira a escuderia se posicione oficialmente em relação ao assunto.

A ameaça é de suspensão do pagamento do acordo de patrocínio.

A Fórmula E fechou um acordo com Montreal para sediar uma de suas etapas.

No circuito Gilles Villeneuve mesmo.

Bernie Ecclestone não gostou da história e diz estar pronto para tirar os canadenses
do calendário da Fórmula 1.

Pierre Gasly (Red Bull) assumiu a liderança da GP2.

"Hamilton: ser um campeão mundial não te dá o direito de desrespeitar os outros
competidores."

Frase de Esteban Gutierrez.

Por fim.

A mala de Carmen Jordá.















domingo, 24 de julho de 2016

Pacote

























Interessante.

Com Lance Stroll apresentando uma proposta de mais de 25 milhões de euros
para a Williams, os destinos da dupla Felipe Massa e Vatteri Bottas pode
parecer ameaçado.

Entretanto um dos cenários apontados no horizonte parece ser bem reconfortante.

Os titulares da escuderia de Frank desembarcariam na Renault em 2017 tendo
Kevin Magnussen como piloto reserva.

Um negócio de oportunidade que tiraria dos planos o piloto Mercedes Esteban
Ocon.

Que reviravolta!

Assim os franceses estariam monitorando de forma atenta as negociações de Grove
com Jenson Button / Lance Stroll.

Quem disse que o mercado de pilotos não está aquecido?

sábado, 23 de julho de 2016

Pule de Dez


























Imagens de Jordan King.

O piloto britânico compete atualmente na GP2 e é responsável pelo desenvolvimento
do carro da Manor.

Olho nele!

King é o principal candidato para substituir o indonésio Rio Haryanto.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Clipping




























Reparou na diferença?

A largura do pneu do ano que vem chama a atenção!

E muda tudo.

Por isso os times já estão trabalhando firme para a próxima temporada.

Adrian Newey não esconde sua empolgação.

Para não passar em branco, nos últimos dias, Pierre Gasly conduziu o RB10
no circuito de Valellunga seguindo com a programação de testes da Pirelli.

A Force India anda fazendo experimentos no túnel de vento da Toyota
localizado na Alemanha.

Falando nisso, a relação (ou a falta dela) túnel de vento / pista tem sido a
causa dos maiores problemas da Williams em 2016.

A Petrobras parece firme em continuar na categoria máxima do automobilismo.

Além da tentativa de criar um vínculo com a Renault através da Toro Rosso,
os números mostram que seus investimentos tendem a crescer na Fórmula 1.

Do ano passado pra cá, já houve um aumento de 8 milhões de euros no
seu aporte.

A procura por novas frentes demonstra que o montante pode ultrapassar
facilmente 30 milhões de euros anuais em 2017.

Esteban Ocon, figurinha carimbada na Renault para o ano que vem, foi
confirmado no primeiro treino livre na Hungria.

Aliás, os atuais dois pilotos da escuderia francesa seguem com o futuro
incerto.

Hungaroring com novos sensores em algumas curvas.

A FIA pode ter gostado da brincadeira de vigiar quem gosta de ultrapassar
os limites da pista.

Com todas as portas fechadas, Felipe Nasr parece abraçar a Sauber.

(apesar de um boato - boato!! - com a Haas)

O brasileiro admite a necessidade do patrocínio do Banco do Brasil para
seguir ao lado de Marcus Ericsson na próxima temporada.

Sauber que foi vendida para a Longbow Finance S.A.

Empresa que é o braço financeiro da Tetra Pak.

Mas por que uma instituição financeira compraria o time de Hinwil?

Lembra da Genii Capital com a Lotus?

É a mesma coisa.

O luxuoso paddock da Fórmula 1 é um dos melhores ambientes do mundo
para fomentação de novos negócios.

Um lugar mágico para encantar clientes.

Atrair novos investidores a olharem para sua vitrine e adquirirem seu produto.

Simples.

O Tordo diz que James Allison pode dizer adeus a qualquer momento para
a Ferrari.

O projetista inglês tem ido pouco em Maranello.

Suas faltas são constantes.

Talvez os motivos estejam na atual situação da Scuderia Italiana mais a
perda recente de sua esposa.

Ou uma proposta da McLaren.

Não sei.

O que sei é que James Key (Toro Rosso) recebeu uma proposta dos italianos.

Recusada.

(assim como fez Ross Brawn)

Brawn que chegou a dizer que a Ferrari precisa de tranquilidade.

Um recado.

Sebastian Vettel não está indiferente para a falta de rumo.

É de sua estirpe (assim como Alonso e Hamilton) querer vencer sempre.

Ele vai esperar o bólido do ano que vem.

E ver os resultados.

Mas em todo caso já sondou Toto Wolff para saber até quando ele pretende
contar com Nico Rosberg.

Lewis pode não ter gostado da aproximação do rival.

E, marcando território, disse querer ficar na Mercedes por mais cinco
temporadas.

Interessante.

O mercado de pilotos?

Lance Stroll e Jenson Button colocam suas sombras sobre a Williams.

Sergio Perez se recusa a confirmar sua permanência na Force India,
apesar de Vijay Mallya ter dito que ele continua.

(o mexicano trata de uma possibilidade com a Renault)

E a Manor já começou a leiloar o lugar de Haryanto.

Por fim.

Um exemplo de ousadia para o ano que vem.

Asas da imaginação!












domingo, 17 de julho de 2016

Go!
























Erros.

E assim um título mundial escorre pelos dedos...