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domingo, 21 de junho de 2020
Jody Scheckter
As imagens acima mostram um cara que não tem medo
de mudanças.
E as mudanças acompanharam toda a vida de Jody Scheckter.
No início dos anos 70 esse sul africano chegou à Europa.
E da Fórmula Ford até a Fórmula 1 foram apenas dois
anos.
Uma ascenção muito rápida.
Um conto ligeiro.
A partir daí apareceu a violência na sua maneira de
guiar.
Em Paul Ricard, Emerson Fittipaldi foi o primeiro
a sofrer.
Na corrida seguinte, na Inglaterra, Jody causou um acidente
histórico com diversos carros.
Por causa disso o italiano Andrea de Adamich encerrou
sua carreira.
Scheckter recebeu três meses de punição.
No ano seguinte, ele foi contratado por Ken Tyrrell.
Seu companheiro, Cevert, chegou a dizer que ele deveria
ser proibido de correr.
Jody mudou sua atitude.
Para melhor.
Se tornou um acumulador de pontos.
A lendária Tyrrell P34 conheceu sua única vitória com
Scheckter no comando.
Não só isso.
Em 12 corridas pontuou 10 vezes com o carro de seis
rodas.
Impressionante.
Após dois anos na Equipe Wolf , ele foi para a Ferrari
em 1979.
Cada vez mais maduro, se mostrou contrário ao Apartheid
de seu país natal.
E prometeu o título ao Commendatore Enzo.
Se tornou o último campeão da Scuderia antes da
Era Schumacher.
Logo após a conquista deixou a Fórmula 1.
E se dedicou a outros projetos.
Nos anos 80 se tornou um milionário com a patente
de um simulador de tiro.
Também ajudou nos primeiros passos de seus filhos
no mundo das corridas.
E as mudanças não pararam na vida desse inquieto ex-piloto.
Que continuou ganhando títulos.
O último foi o de Melhor Criador Orgânico da Inglaterra.
Criador?
De porcos!
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Humberto Corradi
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quarta-feira, 17 de junho de 2020
Juízo
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Humberto Corradi
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09:00
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terça-feira, 16 de junho de 2020
Quebra-mola
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Humberto Corradi
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domingo, 14 de junho de 2020
Rival
Ferrucio era um fanático por touradas.
Daí, além de seus veículos sempre receberem nomes de
touros, o próprio logotipo da marca criada por ele ser
também o animal estilizado.
Nosso personagem era um rico fabricante de tratores e
sistemas de calefação.
Também um apaixonado por super carros.
Tinha especial admiração pela Ferrari.
Porém sofria, assim como outros proprietários, quando enfrentava
algum problema com a famosa marca italiana e tentava resolver
com Enzo Ferrari.
Era tratado com desprezo.
Para o comendador, os clientes sempre foram uma amolação que
financiava seus projetos.
Isso irritava Ferrucio.
Assim ele resolveu entrar no ramo dos automóveis de rua
e criar um carro melhor que o de Enzo.
E não só isso, queria ainda tratar bem seus clientes.
Assim, em 1964 , no Salão de Turim, apareceria a primeira
Lamborghini, a 350 GVT.
Possuindo um motor V12 projetado pelo engenheiro Giotto
Bizzarrini, recém demitido da Ferrari após criar a 250 GTO.
A máquina rivalizava em tudo com seu concorrente de
Maranello.
Uma criação tão impactante que o próprio Enzo Ferrari
reconheceu seu brilhantismo.
Ferrucio havia cumprido sua palavra.
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Humberto Corradi
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quarta-feira, 10 de junho de 2020
Quase na Indy
O ano é 1986.
Enzo Ferrari estava extremamente contrariado com os rumos da Fórmula 1.
O problema maior era o regulamento.
Ele gostaria de alterar as regras em relação aos motores.
Aborrecido, resolveu criar um plano para deixar a categoria.
O destino?
A Indy.
Um sonho antigo que morava no coração do Commendatore.
Repetir o feito da Lotus.
Vencer as 500 milhas de Indianápolis.
O que parecia uma loucura começou a tomar forma.
Para começar a Scuderia Italiana contratou Steve Horne, chefe da Tasman
Motorsport, como consultor técnico.
A coisa se desenvolveu durante um ano.
E o carro ficou pronto!
Passou pelo túnel de vento e pela pista de testes com resultados impressionantes.
Na imagem acima vemos Michele Alboreto experimentando o bólido.
Chegou a ser estabelecida uma data e local para sua estréia em competições nos
Estados Unidos.
Outubro de 1986.
Laguna Seca.
A cartada de Enzo caiu como uma bomba no mundo da Fórmula 1.
A ameaça de perder a Ferrari fez com que as regras fossem revisadas.
Acabando com a briga.
Com isso John Barnard, que havia assumido o projeto no final, resolveu
cancelar tudo e continuar na F1.
E o carro?
Voltou para a garagem.
De lá seguiu para o museu da equipe.
Se tornou uma lembrança.
Não se deve duvidar dos italianos.
Eles não costumam blefar.
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Humberto Corradi
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09:50
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terça-feira, 9 de junho de 2020
Wolfgang Von Trips
O piloto alemão Wolfgang Von Trips era um nobre.
De uma linhagem familiar dos tempos da inquisição.
Rico.
E culto.
Falava diversos idiomas.
Sabia administrar as terras e a fortuna da família.
Dentro de seu imenso e vazio castelo, tomava conta de tudo.
Vazio porque foi pilhado durante a Segunda Guerra Mundial.
Ele poderia ter se confundido com Alfonso de Portago ou
Mike Hawthorn.
Ser mais um daqueles que nasceram em berço de ouro.
Mas Von Trips pensava diferente.
Havia um elo de ligação com sua pátria.
Na sua mente estavam as histórias de Hermann Lang,
Bernd Rosemeyer e Rudolf Caracciola.
Ele queria as honras.
Em 1956 ele passou a fazer parte da Ferrari.
A briga interna por um lugar na Scuderia Italiana era insana.
Muitos pilotos.
Poucos cockpits.
Von Trips precisava se destacar.
Vencer a concorrência.
Logo estava andando fora de todos os limites.
E com isso os acidentes foram se acumulando.
Von Trips pensava no futuro.
Foi assim que na volta de uma viagem aos Estados Unidos
ele trouxe dois Karts na bagagem.
Aquilo não existia na Europa.
Ele conseguiu uma empresa que copiasse os modelos da coisa.
Contruiu uma pequena pista dentro de suas terras.
Ele queria dar oportunidades para que outros compatriotas
chegassem a Fórmula 1.
Nascia assim a Campeonato Europeu de Kart.
Na mesma pista que curiosamente, em 1973, seria palco da
estréia dos irmãos Schumacher no automobilismo.
A reviravolta na atribulada carreira de Von Trips se daria
em 1959.
Os olhos do Commendatore já haviam visto o piloto.
E Enzo Ferrari sempre gostou dos apaixonados.
Dos que se doavam.
Enzo passou a cuidar dele.
E com algumas punições foi colocando a cabeça do alemão
no lugar.
Tudo foi ajustado.
Continuou a ser um piloto rápido.
Porém mais seguro.
Em 1961 Von Trips já comandava a Ferrari.
O título passou a ser questão de tempo.
Uma glória para a Alemanha.
Ele chegou a etapa italiana como favorito.
Uns dias antes assistiu Berlin ser dividida por um muro.
Von trips fez a pole.
Parecia que tudo iria dar certo.
Não deu.
Falhou na largada.
E o antigo piloto afobado, que estava adormecido, acordou.
Na parabólica sua Ferrari e a Lotus de Jim Clark se envolveram
num acidente.
O carro vermelho atingiu os espectadores.
Entre os que morreram estava Von Trips.
O menino sonhador que cresceu assistindo aos duelos da
Mercedes contra a Auto Union.
As façanhas de seu herói Rosemeyer.
E que acabou tendo o mesmo trágico destino ao querer buscar
suas glórias.
A morte no asfalto.
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Humberto Corradi
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sexta-feira, 5 de junho de 2020
Paternidade
Num espaço de discussões no Facebook apareceu o tema.
Quem é o pai dos aquecedores de pneus?
A cultura popular aponta Nelson Piquet.
Outro dia fiz um post aqui que trouxe dúvidas.
A foto em que aparece a McLaren de Emerson Fittipaldi com cobertores nos pneus.
A data: setembro de 1974.
Mosport Park.
Mas qual é a história disso?
Começa ainda na sexta-feira, durante os treinos para a prova.
Fazia muito frio.
Fittipaldi havia discutido com a equipe o problema do aquecimento dos pneus.
A solução veio com Teddy Mayer.
O cara improvisou um forno!
Mandou comprar um aquecedor a gás.
O troço aquecia os pneus dentro de uma caixa de madeira.
Tudo construído pelos mecânicos da McLaren.
O plano foi colocado em prática no domingo.
Três horas antes do inicio da corrida.
O sigilo era total.
Não queriam que nenhuma outra equipe percebesse a manobra.
No warm-up, Emerson chegou a sair com os pneus frios.
Faltando duas horas para a largada a Ferrari descobriu o segredo.
Desespero!
Tentaram até solucionar o problema.
Os italianos colocaram seus pneus dentro de dois carros e ligaram os aquecedores.
Claro que não deu certo.
Os pneus foram colocados sem a temperatura adequada nos carros de
Niki Lauda e Clay Regazzoni.
O frio era intenso.
Por isso, mesmo após a volta da apresentação, a McLaren cobriu
seus pneus com cobertores.
Daí a foto...
O relato é da época.
Do próprio Emerson Fittipaldi.
O vencedor da prova.
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Humberto Corradi
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quinta-feira, 4 de junho de 2020
Olivier Gendebien
O belga Olivier Gendebien foi um herói da Segunda Guerra
Mundial.
Do tipo que meteu chumbo nos nazistas.
Participou da resistência no seu país e também da divisão de
paraquedismo do exército britânico.
Seu nome também é lembrado por outros motivos.
Gendebien foi um dos maiores pilotos de Sportcars de todos
os tempos.
De família rica, na universidade se formou em engenharia.
Depois da guerra foi trabalhar na África.
No Congo.
Lá descobriu o Rally.
Seus bons resultados na categoria chamaram a atenção
de Enzo Ferrari.
Logo ele conseguiu um contrato com a Scuderia Italiana.
Seu jeito de conduzir era admirado pelo Commendatore.
"Um nobre ao volante".
Chegou a participar de 15 corridas da Fórmula 1.
Porém foi nas provas de Endurance que Gendebien se destacou.
E colecionou vitórias.
Reims, Sebring, Nurburgring...
De 1957 à 1962 seu nome no alto dos pódios virou rotina.
Três títulos na Targa Florio.
Quatro conquistas nas 24 horas de Le Mans.
Quatro!!!
Uma verdadeira lenda.
Em 1962 seus familiares o pressionaram para que deixasse
as pistas.
Havia o medo que Gendebien fosse mais um entre os dezenas
de mortos vítimas de acidentes na época.
Abastado, morreu em 1998 em sua casa no sul da França.
Perguntado certa vez sobre o segredo da sua carreira vitoriosa,
o belga respondeu:
"Dobrar as esquinas mais rápido do que se gostaria..."
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Humberto Corradi
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terça-feira, 2 de junho de 2020
Ivan Capelli
Interessante.
Tentando desvendar a história de um piloto descobrimos muito sobre toda uma categoria.
O piloto é Ivan Capelli.
A categoria é a Fórmula 1.
Ainda criança ele teve uma experiência marcante.
Seu pai produzia comerciais para a Parmalat.
Certa vez levou o filho até Fiorano.
O garoto, bem comportado, chamou a atenção de Ermano Cuoghi.
O mecânico-chefe do carro de Niki Lauda.
Num instante o menino estava dentro da Ferrari.
Capelli tinha 11 anos.
Esse italiano passou por todas as etapas de formação.
Kart, Fórmula 3, Fórmula 3000...
Em 1985 fez sua estréia na categoria máxima do automobilismo.
Nada heróico.
A pista de Brands Hatch ele nem conhecia.
Ken Tyrrell foi seco.
"Se você quiser é assim: sentar e dirigir!"
No ano seguinte pilotou algumas vezes pela AGS.
Um time que possuía 7 funcionários.
Já na March teve sua melhor época.
Foi quando guiou um desenho de Adrian Newey.
Em 1992, 17 anos depois, ele voltou a sentar numa Ferrari.
Mas nada deu certo.
Capelli estava acostumado ao ambiente das pequenas equipes.
Familiar.
Onde todos falam com todos.
O excesso de burocracia da Scuderia Italiana arrasou com sua motivação.
Sua sinceridade é reveladora.
"Não tinha concentração.
Depois de 4 horas de trabalho meus pensamentos estavam em outro lugar."
Outro fator foi a pressão de uma equipe grande por resultados.
O desconforto foi imenso.
Os jornais italianos chegaram a dizer que ele não tinha glóbulos vermelhos suficientes para estar na equipe.
Foi uma decepção.
Aqueles que trabalharam com ele na March tinham a certeza que ele no futuro seria um campeão.
Estavam enganados.
Ainda houve uma tentativa pela Jordan.
Em vão.
Sua carreira havia terminado.
Com o passar dos anos a tristeza o deixou.
Nada melhor que o tempo para curar feridas.
Se tornou um bom comentarista na TV italiana.
Hoje ele se empolga quando perguntado quem foi o melhor.
"Senna".
Sem hesitar.
"Eu o conhecia desde o Kart.
Era impressionante.
Ele sempre fez coisas diferentes na pista...
Só ele conseguia fazer aquilo!"
E quando vai descrever as manobras, com seu jeito alegre, quase cai da cadeira.
Talento, oportunidade...
Ivan Capelli não pode reclamar.
Sua biografia mostra um pouco de que são feitos os campeões na Fórmula 1.
Talento e oportunidades não bastam.
É preciso muito trabalho duro.
Dedicação.
Suportar a pressão.
E até mesmo um pouquinho de sorte.
Não falo da ventura comum.
Mas aquela que acompanha os que se esforçam e lutam mais do que os outros.
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Humberto Corradi
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312 T
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domingo, 31 de maio de 2020
Tá doido!
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Humberto Corradi
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sexta-feira, 29 de maio de 2020
James Hunt
Festas.
Mulheres.
Álcool.
Cigarro.
Aquele que vomitava de tensão antes de cada Grande Prêmio.
São essas coisas que passam na cabeça das pessoas ao se falar sobre James Hunt.
Mas não foi isso?
Foi.
Mas houve a sorte também.
Sorte de escapar de diversos acidentes.
Até em um lago ele caiu durante uma prova da Fórmula Ford.
Saiu facilmente do carro.
O cinto de segurança não era sua prioridade.
Mais?
Sorte de encontrar um Mecenas das Pistas.
Lord Hesketh era exatamente isso.
Mesmo que os resultados demorassem a aparecer.
A aventura iniciada na tediosa F2 logo chegaria à Fórmula 1.
E o improvável aconteceu.
1975.
Em Zandvoort, Hunt terminou em primeiro com o carro branco.
Porém a fonte de dinheiro secou.
E Hunt parecia que estava sem futuro.
Mas a sorte cuidaria de tudo.
Não abandonaria assim o piloto inglês.
Para espanto de todos Emerson Fittipaldi deixou a McLaren para seguir sua
própria sorte.
Sorte?
Eu não disse que ela estava ao lado de Hunt?
O piloto festeiro passou então a ocupar o cockpit vago na equipe de Teddy Mayer.
1976.
O duelo entre Ferrari e McLaren prometia.
Mas Niki Lauda estava impossível.
Nas nove primeiras etapas foram 5 vitórias, 2 segundos lugares e 1 terceiro.
Hunt precisaria de muita sorte para ser campeão.
Isso.
Sorte.
Em Nurburgring, Lauda sofreu o terrível acidente.
Hunt venceu.
E repetiu a dose na Holanda, no Canadá e nos Estados Unidos.
Lauda retornou do mundo dos desenganados.
No Japão, palco da última etapa, apenas 3 pontos separavam os dois pilotos.
A sorte fez chover.
Muito.
Lauda abandonou.
Tudo ainda estava fresco.
Recente demais.
O acidente na Alemanha havia mudado sua vida.
Ninguém enxergava nada no circuito de Fuji.
Hunt estava mais nervoso do que nunca.
Ainda mais que a sorte decidiu mostrar que ela estava no comando.
Faltando dez voltas o pneu da McLaren furou.
Ao sair dos boxes o inglês estava na nona colocação.
Sem ver direito ele ultrapassou todas as manchas na pista.
A corrida terminou.
James Hunt se tornou o novo campeão mundial.
Ele não saudou a sorte.
Mesmo assim ela ainda insistiu.
E ainda lhe deu de presente três vitórias no ano seguinte.
Porém nessa mesma temporada Hunt decidiu abandonar tudo.
A sorte continuou na Fórmula 1.
Decidindo destinos.
Observando de longe James Hunt.
Um de seus escolhidos.
Em 14 de junho de 1993 ela resolveu visitar o ex-piloto em sua casa.
Uma última vez.
Apenas para dizer adeus.
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Humberto Corradi
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Avulsas
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Humberto Corradi
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quinta-feira, 28 de maio de 2020
Mágica
Outro dia fiz um post sobre a pilotagem perfeita de Jackie Stewart em
Nurburgring.
Um assombro.
Hoje o personagem é Stirling Moss.
Em 1961 ele fez mágicas no principado de Mônaco.
O Inglês já havia causado surpresa ao conquistar a pole position com a
Lotus particular de Rob Walker.
Um feito.
Deixou para trás as poderosas Ferraris e ninguém menos que Jim Clark
com o carro oficial da equipe.
Romolo Tavoni, o estrategista da Scuderia Italiana, tinha o plano na cabeça
para derrotar Moss.
Não havia motivo para desespero.
No meio da prova ele seria uma presa fácil.
Phil Hill, Richie Ginther e Wolfgang Von Trips seguiram à risca as ordens do
comandante vermelho.
Assim Stirling Moss conservou a liderança após a largada.
Após algumas voltas, Tavoni deu o sinal para seus pilotos acabarem
com o inglês.
E começou a caçada.
Moss pilotou bravamente.
Estava fazendo a corrida da sua vida.
Perfeita.
E um a um os pilotos da Scuderia Italiana foram ficando para trás.
Wolfgang Von Trips rodou.
Depois foi a vez de Phil Hill.
Restou apenas Ginther.
O duelo entre os dois foi espetacular.
A cada volta os tempos foram caindo.
Despencando, na verdade.
Ambos fizeram a melhor volta da prova.
1.36.300
Inacreditável!
Os cronômetros pareciam mentir.
Eles haviam atingido um tempo 3 segundos melhor que o da pole
position!
Mas Moss estava impossível.
Inalcançável.
Por isso a Ferrari fracassou.
O plano de Tavoni era perfeito.
Seus carros eram melhores.
Mas o piloto inglês recorreu ao sobrenatural.
Como lutar contra isso?
Um dos momentos mais belos de toda a história da Fórmula 1.
Tesouro de Mônaco.
A etapa especial.
Quase uma corrida extra-campeonato no calendário.
Diferente.
Mágica.
Talvez essa coisa de outra dimensão no principado tenha mesmo um
fundo de verdade...
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Humberto Corradi
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quarta-feira, 27 de maio de 2020
Cockpit
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Humberto Corradi
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terça-feira, 26 de maio de 2020
Clipping
Um Clipping!
Fazia tempo...
Mão
Uma pequena história.
Financeira.
Quando a Mercedes abriu negociações salariais para que
Lewis Hamilton se mudasse de Woking em 2012, a coisa
esbarrou nos valores.
Eram 34 milhões de euros.
Muito.
A Petronas ajudou.
A petroleira malasiana contribuiu com uma parte.
6 milhões.
Lembrando que os alemães bancavam o salário do piloto
inglês em seus tempos de McLaren.
Perguntar não ofende
Falando nisso.
Em dezembro de 2019 a Ferrari encerrou as tratativas com
Hamilton para ele ocupar o lugar de Sebastian Vettel.
Só depois confirmou com Carlos Sainz Jr.
El Dinero
A ida de Sainz Jr. para a Ferrari movimenta o mercado
televisivo espanhol.
Briga feia entre a Movistar e a DAZN.
Carlos assinou um contrato de dois anos com a Scuderia
Italiana.
Os vencimentos?
Serão 6 milhões de euros na primeira temporada e 7,5 milhões
na segunda.
Seu patrocinador, Estrella Galicia, vai acompanhá-lo.
Serão 3 milhões de euros para colocar seu nome na Ferrari.
(provavelmente no capacete)
Vettel e a Mercedes
Assim.
2021.
Toto Wolff diz que o quer:
Hamilton / Russell.
A Daimler (dona da Mercedes) fala em:
Hamilton / Vettel
Fazendo muitas estimativas com o marketing da coisa.
Decisão só daqui dois meses.
Quem?
Valtteri Bottas?
Ninguém fala mais nele.
Se ele for campeão em 2020??
Vocês perguntam cada coisa...
Dificuldades Financeiras
A McLaren e a Renault estão fazendo contas.
Os ingleses demitem e colocam carros lendários e seus
imóveis em garantias para empréstimos.
Já os franceses contam com o socorro estatal.
Trocas e Mudanças
No início de 2018, Daniel Ricciardo pediu 20 milhões
de euros para renovar com a Red Bull.
O Time dos Energéticos disse não.
Sabendo que o australiano estava no mercado, a McLaren
ofereceu o valor desejado pelo piloto.
Mas a performance do carro laranja não empolgou o aussie.
A Renault entrou na jogada.
Entregou a pedida salarial com mais dois bônus.
Se fosse campeão, o piloto receberia mais 5 milhões de euros.
E se a escuderia alcançasse o quarto lugar no Mundial de
Construtores, outros 5 milhões de euros.
No início deste ano houve uma discussão sobre redução nos
valores do acordo.
Ricciardo não gostou.
A presença de Esteban Ocon também lhe deixou incomodado.
A gente sempre sente a mudança nos ventos futuros.
(pra você entender: Ocon é o Leclerc e Ricciardo é o Vettel...)
Só que o nobre Carlos Sainz Jr. já havia avisado seu chefe na
McLaren que iria se mudar para Maranello.
Então Zack Brown chamou Ricciardo para tomar um chá.
Daniel confirmou seu acordo com a McLaren.
Dois mais um.
2021 e 2022 (podendo ser estendido para 2023).
Salário de 10 milhões de euros.
Com um extra de 400 mil euros por ponto alcançado.
E um bônus de 1 milhão em caso de vitória.
Ah, sim.
E o status de primeiro piloto.
Por Fim
Faz tempo que a Ferrari já sabia (procurou Lewis).
Faz tempo que a McLaren já sabia (procurou Ricciardo).
OK.
E você acha que Sebastian Vettel não sabe seu destino?
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Humberto Corradi
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segunda-feira, 25 de maio de 2020
Melhor
Bom dia petrolheads!
Alguns dias começam melhores que outros.
24 horas de Le Mans. 1973.
O piloto brasileiro Jose Carlos Pace com sua Ferrari.
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Humberto Corradi
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sábado, 23 de maio de 2020
Jean Behra
O francês Jean Behra pertencia aquela linhagem da Fórmula 1 que cometia excessos.
Daqueles que corriam no limite.
Ele começou sua carreira nas motos.
Seu físico era franzino.
Quase um jóquei.
Por isso tudo lembrava outro piloto.
Tazio Nuvolari.
Daí conquistou a admiração de Enzo Ferrari.
Behra sonhava com uma vitória.
Porém sua contratação pela Scuderia Italiana veio tarde demais.
Behra estava castigado.
Tinha 38 anos.
Seu corpo acusava o número elevado de vezes em que saiu das pistas.
O rendimento não era o mesmo do passado.
Sua cabeça não aceitava o fato de ficar atrás de seus companheiros de Ferrari.
Era sempre dominado por Phil Hill e Tony Brooks.
Isso o deixava irritado.
Nervoso.
Até que um dia seu sangue ferveu.
Achou que estava recebendo um equipamento inferior.
E acusou Romolo Tavoni.
Na briga esmurrou o diretor esportivo da equipe italiana.
Imagine Rubens Barrichello dando um soco em Jean Todt...
O piloto francês foi demitido.
Mas não desistiu.
Queria provar a todos que era um bom piloto.
Na Alemanha ele embarcou na corrida preliminar da fórmula 1 com seu Porsche.
A pista estava molhada.
Era Avus...
Precisa explicar?
Na nordkurve Jean Behra perdeu o controle e bateu num poste.
Morreu sedento pela vitória.
O commendatore não foi ao seu funeral.
Mas a Ferrari se sentia culpada.
As palavras de Carlo Chiti, diretor técnico da Scuderia, deixou escapar o sentimento.
"Abandonamos um homem desesperado..."
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Humberto Corradi
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sexta-feira, 15 de maio de 2020
Dallas
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Humberto Corradi
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terça-feira, 12 de maio de 2020
Para onde irá Vettel?
Um movimento de mercado que agita toda a Fórmula 1.
Sebastian Vettel se separa da Ferrari ao final da temporada
de 2020.
A proposta?
Apenas mais um ano de contrato.
Redução salarial.
O piloto escolheu seguir outro caminho.
A razão?
Dinheiro?
Não.
A parte financeira poderia ser solucionada.
O curto período do acordo proposto pela Scuderia Italiana
foi o gatilho.
Vettel sabe que a Ferrari não vai vencer em apenas um ano.
2020
Ou dois.
Em 2021.
Necessita de mais trabalho.
E sua dedicação ao projeto, os gastos de energia tentando
melhorar a performance do carro, desgastaram sua imagem.
Enquanto que Charles Leclerc voava, se preocupando
apenas com sua pilotagem.
Chamando muita atenção.
Leclerc me lembra Senna...
E para onde vai Sebastian.
Minha visão é que ele deverá retornar para a Red Bull.
Ele é amado ainda por lá.
Marko e Horner pensam num equilíbrio ao lado de
Max Verstappen.
Podendo assim, disputarem novamente os dois títulos.
De pilotos e construtores.
A Honda aprovaria a empreitada.
Uma redução de salário deverá ocorrer.
De 35 milhões de euros anuais para 20.
McLaren?
Renault??
Seria dar murro em ponta de faca.
E para o seu lugar na Ferrari?
Leonildo aponta Sainz Jr.
Com Ricciardo, Giovinazzi e até Bottas (!) sendo citados.
Ver a Scuderia sem um campeão mundial será estranho.
Mas as opções são estranhas e mirabolantes.
Raikkonen.
(ressuscitar) Alonso.
Ou (desencavar) Rosberg (quem dera!!)
De qualquer forma a notícia do tetra campeão mundial
foi excelente.
Agitou a categoria máxima do automobilismo.
E retornou a mente aquela velha certeza.
A única.
Que tudo vai sempre mudar.
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Humberto Corradi
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Red Bull,
Sainz Jr.,
Vettel
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