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sexta-feira, 4 de novembro de 2022

70 x 7

Na imagem que ilustra o post aparecem Stirling Moss e Mike Hawthorn.

Não se engane com a foto.

Os dois não se gostavam.

Talvez a causa seja a forma diferente que os dois encaravam a vida.

A rivalidade nas pistas também contava.

Hawthorn gostava de chamar Moss de "carequinha".

Irritante.

Temporada de 1958.

Moss tinha três vitórias a mais que Hawthorn.

Porém o piloto da Ferrari teve mais regularidade.

E venceu o campeonato.

Em Portugal aconteceu o improvável.

Uma daquelas ações que se tornaria lenda na  Fórmula 1.

Moss liderava com facilidade e venceu a prova.

Logo atrás, faltando um quilômetro para a linha de chegada, Hawthorn perdeu o
controle do carro.

Stirling Moss olhou a situação.

Com brados, incentivou o piloto da Scuderia Italiana a retornar para a corrida
aproveitando a declividade da pista.

Hawthorn voltou e conseguiu a segunda colocação.

A direção de prova queria desclassificar o ferrarista.

A manobra feita pela contra-mão era ilegal.

Moss foi em defesa de Hawthorn que assim conservou o segundo lugar.

Como disse acima, Hawthorn foi o campeão daquele ano.

Com diferença de apenas um ponto sobre Moss.

Ética, nobreza...

Realmente não sei como nomear esse tipo de atitude.

sábado, 1 de outubro de 2022

Extras






























Imagens de outros tempos da Fórmula 1.

Época em que havia espaço para certas ousadias.

Experimentos.

Quando as corridas extras faziam parte da tradição.

A categoria máxima do automobilismo visitava lugares que não eram inscritas
como parte do campeonato oficial.

Uma oportunidade de ver os melhores pilotos do planeta disputando posições
em outras praças.

Pequenos circuitos.

Pistas de rua.

Veja o exemplo de Roskilde na Dinamarca.

A primeira foto que ilustra esse post.

Curtinha.

Pouco menos de 1.500 metros.

Curvas inclinadas.

Sem retas!

Recebeu a Fórmula 1 em duas oportunidades no início dos anos 60.

Stirling Moss (que classificava a pista como pitoresca) e Jack Brabham
venceram ali.

Lendas.

O tempo de volta era de 40 segundos.

Na segunda imagem podemos ver John Surtees em Solitudering.

Circuito localizado nos arredores de Stuttgart.

Que cansou de ver rugir os poderosos motores da F1.

Chris Amon, Jim Clark, Dan Gurney e todas as estrelas da época iam
com tudo tentar marcar seus nomes por lá.

E por último destacamos o Grand Prix de Bruxelles.

Que obrigava os bólidos a passear pelas ruas da capital belga.

Disputada em três baterias com tempos agregados.

(repare que no informativo aparece Lucien - tio de Jules Bianchi)

Essas aventuras duraram até 1983.

Quando a última edição da Race of Champions foi realizada em Brands 
Hatch no formato ainda de evento extra-campeonato.

Vencida por Keke Rosberg e sua Williams.

Interessante como o passado mostra que a Fórmula 1 é o produto que, além
de muito valioso, pode ser trabalhado de diversas formas.

Correr nestas pistas citadas e em outras como Pau, Aspern, Syracuse, Posillipo,
Karlskoga e Vallelunga deveria ser uma festa.

(cada uma valeria um post)

Eventos mais leves, sem a tensão da obrigação de vencer a qualquer preço.

Poderia acontecer novamente?

Talvez.

Veja a curiosidade que a viagem de Fernando Alonso para Indianápolis
despertou.

O inusitado causa isso.

Ainda mais se criar a oportunidade para que pessoas que não possuem acesso
possam ver de perto seus heróis em ação.

Que tal uma etapa extra com uma premiação especial para os pilotos?

Seria interessante, não?

Grid invertido de acordo com a classificação do mundial?

Carros com motores iguais?

Quem sabe valendo uma taça que imprimisse o nome dos vencedores ao longo
dos anos...

São somente algumas ideias.

E tenho certeza, você deve ter outras.




terça-feira, 24 de maio de 2022

Mágica






















Outro dia fiz um post sobre a pilotagem perfeita de Jackie Stewart em
Nurburgring.

Um assombro.

Hoje o personagem é Stirling Moss.

Em 1961 ele fez mágica no principado de Mônaco.

O Inglês já havia causado surpresa ao conquistar a pole position com a
Lotus particular de Rob Walker.

Um feito.

Deixou para trás as poderosas Ferraris e ninguém menos que Jim Clark
com o carro oficial da equipe.

Romolo Tavoni, o estrategista da Scuderia Italiana, tinha o plano na cabeça
para derrotar Moss.

Não havia motivo para desespero.

No meio da prova ele seria uma presa fácil.

Phil Hill, Richie Ginther e Wolfgang Von Trips seguiram à risca as ordens do
comandante vermelho.

Com calma.

Assim Stirling Moss conservou a liderança após a largada.

Após algumas voltas, Tavoni deu o sinal para seus pilotos acabarem
com o inglês.

E assim começou a caçada.

Moss pilotou bravamente.

Estava fazendo a corrida da sua vida.

Perfeita.

E um a um os pilotos da Scuderia Italiana foram ficando para trás.

Wolfgang Von Trips rodou.

Depois foi a vez de Phil Hill.

Restou apenas Ginther.

O duelo entre os dois foi espetacular.

A cada volta os tempos foram caindo.

Despencando, na verdade.

Ambos fizeram a melhor volta da prova.

1.36.300

Inacreditável!

Os cronômetros pareciam mentir.

Eles haviam atingido um tempo 3 segundos melhor que o da pole 
position!
 
Mas Moss estava impossível.

Inalcançável.

Por isso a Ferrari fracassou.

O plano de Tavoni era perfeito.

Seus carros eram melhores.

Mas o piloto inglês recorreu ao sobrenatural.

Como lutar contra isso?

Um dos momentos mais belos de toda a história da Fórmula 1.

Tesouro de Mônaco.

A etapa especial.

Quase uma corrida extra-campeonato no calendário.

Diferente.

Mágica.

Talvez essa coisa de outra dimensão no principado tenha mesmo um
fundo de verdade...

sábado, 14 de maio de 2022

Peter Collins




























Ele era o parceiro de Mike Hawthorn.

Companheiro de festas.

De aventuras.

Isso mesmo.

Para Peter Collins a corrida era apenas mais uma aventura.

Não havia compromisso.

Tudo fazia parte do lúdico.

Collins era do time dos bem-nascidos.

O mundo era dele.

Ainda jovem, na Inglaterra, foi expulso da escola.

Matava aulas para ficar futucando carros.

Começou a vencer provas locais e logo se destacou entre seus pares.

Em 1952 chegou a Fórmula 1.

Com pouco mais de vinte anos.

Passou pela Vanwall e Maserati.

Na Ferrari encontrou Juan Manuel Fangio.

É aí que aparece um ato de desprendimento sem igual.

Final da temporada de 1956.

Na Itália os dois pilotos da Scuderia Italiana brigavam pelo título.

Collins precisava fazer sua parte: vencer a prova.

E ainda contar com a sorte para ter chances.

Fangio não podia terminar a corrida.

Um infortúnio de seu companheiro de equipe seria bem vindo.

Os dados foram lançados.

O carro do argentino quebrou.

Collins só tinha Stirling Moss na sua frente.

Durante a parada de reabastecimento, Collins olhou para Fangio
parado no box.

Sem hesitar, o inglês desceu do carro e cedeu seu lugar.

O regulamento da época permitia.

Juan Manuel Fangio chegou ao título.

Em meio a milhares de perguntas, Collins se justificou.

"Ele merecia vencer. 

Ainda tenho muito tempo."

Não tinha.

A partir daqui a história fica dramática.

Os dois anos seguintes seriam os últimos de sua vida.

E Peter Collins os viveu intensamente.

Conheceu Lousie King e em uma semana eles se casaram.

Levou a atriz americana, filha de diplomata, para morar com ele
em Mônaco.

No Mipooka, seu iate, ele e Hawthorn selaram um acordo em 1958.

Um pacto.

Não importava mais quem chegasse em primeiro.

Os prêmios seriam sempre divididos entre eles.

Isso trouxe uma rivalidade com o piloto italiano Luigi Musso 
dentro da Scuderia Italiana.

O Commendatore não tomou partido.

Só queria saber das vitórias.

Em Reims, Musso estava pressionado.

As dívidas estavam altas demais.

Precisava da vitória.

Do dinheiro.

Fiamma, sua namorada, acompanhava tudo e sofria junto.

O italiano andou acima de seus limites e acabou se acidentando.

Mesmo sendo levado ao hospital, não resistiu.

No hotel, a equipe Ferrari recebeu a notícia de sua morte.

Hawthorn foi o vencedor da prova.

E comemorou com Collins.

Com muita cerveja.

Fiamma não se conformava.

"Aquilo não estava certo".

Ela dizia.

Menos de um mês depois a parceria dos ingleses acabaria.

De forma trágica.

Em Nurburgring, Hawthorn assistiu ao acidente de Collins.

O piloto inglês, assim como Musso, morreu no hospital.

Hawthorn, amargurado, viveu apenas por mais seis meses.

Com o fim dos inimigos, Fiamma se sentiu liberta.

"Eu odiava os dois. 

A morte deles me trouxe paz."

Tantos sentimentos.

Num esporte que exalta a mecânica.

A engenharia.

A tecnologia.

E parece frio.

Nobreza, cordialidade, amor, intriga, rivalidade, desejo de vingança.

E ódio.

Existe coisa mais humana que a Fórmula 1?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Pequenas Passagens





Nas imagens acima aparece o inglês Alan Stacey.

Sua estréia na Fórmula 1 se deu na temporada de 1958.

Em Silverstone.

Era considerado um piloto seguro e competente.

Conservador.

Não era pouca coisa.

Já que Stacey possuía certas desvantagens em relação aos seus pares.

Acredite.

Uma de suas pernas era mecânica.

Para passar nos exames físicos exigidos em Le Mans ele contou com ajuda.

Os outros pilotos fizeram um teatro para distrair e ludibriar os médicos.

Uma verdadeira loucura!

Porém sua morte nada teve a ver com sua deficiência.

Aquele final de semana na Bélgica já dava sinais que tudo daria errado.

Spa-Francorchamps.

1960.

Stirling Moss já havia sofrido um terrível acidente nos treinos.

Logo depois foi a vez de Mike Taylor.

O outro piloto da Lotus estava apenas indo até o local do sinistro ver como
estava seu companheiro.

A barra de direção de seu carro quebrou.

Taylor nunca mais andou na Fórmula 1.

No outro dia, durante a corrida, foi a vez de Chris Bristow.

Foi quando duelava por posição com o imprevisível Willy Mairesse.

Bristow perdeu o controle do carro na mesma curva onde Moss havia se
acidentado um dia antes.

A Burnenville.

A tragédia não paralisou a prova.

A pista belga queria mais sangue.

Chegou então a vez de Alan Stacey.

Quando se aproximou do mesmo local ele perdeu o controle.

Algumas pessoas que assistiam a prova notaram que um pássaro havia 
atingido seu rosto.

Provavelmente quebrou seu pescoço.

Uma fatalidade.

Agora, imagine.

Se com toda tecnologia atual dos capacetes, mesmo assim, Felipe Massa
apagou quando a mola solta do carro de Barrichello o atingiu.

Você acredita que houve alguma chance para o pobre Stacey 50 anos atrás?

sábado, 1 de março de 2014

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A Imagem


























Uma foto que eu amo.

Stirling Moss e Juan Manuel Fangio por cima.

Monza. 1954.

Hoje, a Fórmula 1 passa por baixo...

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

James Hunt




















Tripleta com as imagens do sortudo James Hunt.

Com participação especial de Sir Stirling Moss.

Sortudo?

Clique aqui.

domingo, 4 de agosto de 2013

Realismo


























Nas imagens aparece a Fórmula 1 em seu período mais romântico.

Na verdade era o final.

O profissionalismo de pilotos e equipes já mostrava o que seria o futuro.

A sorte não seria mais o principal ingrediente das vitórias.

Dan Gurney, esse que aparece na foto logo acima, serve como exemplo.

Era um daqueles que amavam mais os ajustes do que as batalhas no asfalto.

Toda aquela geração empírica com o tempo desapareceu.

Mike Hawthorn, Peter Collins, Alfonso de Portago...

Todos com histórias ótimas de serem contadas.

Depois você clica nos marcadores.

Os nobres, os ricos do grid.

Derrotados.

Ultrapassados.

Por uma Fórmula 1 rígida.

Iniciada por Stirling Moss.

Que já possuía um staff próprio.

Aprimorada por Jackie Stewart.

Que tinha a Ford e a Dunlop aos seus pés.

E elevada ao máximo com Niki Lauda.

Que fazia a Ferrari testar exaustivamente cada pedacinho do carro.

Não havia mais lugar para sonhos.

Os aventureiros seriam sempre esmagados no final.

Sem patrocinadores, sem talentos, sem evolução...

Os pilotos agora olham os dados da telemetria e sabem contar uma história com eles.

Os romantismo desapareceu.

O lirismo.

E com ele aqueles pilotos diferentes.

Que corriam pela vocação, pela diversão, para estar com os amigos ou apenas pela festa.

Como diria Suassuna.

A maioria morreu precocemente.

Do acidente.

Do acaso.

Por isso suas imagens nas fotos são sempre belas.

Como em geral são os mais novos.
 
Belos, cheios de vida e sempre em busca da aventura.

Passado.

Na Fórmula 1 a matemática venceu a poesia.

terça-feira, 9 de julho de 2013

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Acerbo



























Stirling Moss no mais longo circuito já utilizado pela Fórmula 1.

Nurburgring?

Não.

Clique aqui .

domingo, 1 de julho de 2012

Sobreviventes






















Long Beach. 1976.

Jack Brabham, Juan Manuel Fangio, Stirling Moss, Innes Ireland, Richie Ginther,
Dreyfus, Phil Hill, Dan Gurney, Carroll Shelby e Maurice Trintignant.

sábado, 26 de maio de 2012

segunda-feira, 21 de maio de 2012

1958






Fórmula 1.

Temporada de 1958.

Hawthorn, Moss, Behra e Bonnier.

sábado, 12 de maio de 2012

Atos


























Portugal. 1958.

Mike Hawthorn sendo perseguido por Stirling Moss.

Estava para acontecer um ato de nobreza.

Clica aqui .

quinta-feira, 15 de março de 2012

Jo Bonnier

























Djurgården é linda.

Se escreve assim mesmo.

É uma ilha no centro de Estocolmo.

Suécia.

Foi lá que piloto Jo Bonnier nasceu.

Sua família  era abastada.

E Jo, um rapaz educado, gastava o dinheiro com força.

Aproveitava.

Assim como muitos em sua época descobriu a velocidade em cima de uma moto.

Com os carros ele descobriu o Rally.

Em 1956 ele estreiou na Fórmula 1 conduzindo um Maserati.

Foram diversas as equipes que ele defendeu.

Possui até um recorde esquisito.

Alcançado em 1958.

Pilotou por quatro equipes diferentes numa mesma temporada.

A última, a BRM, merece ser citada.

Foi com ela que no ano seguinte Bonnier conquistou sua única vitória na categoria.

A beira-mar em Zandvoort.

Fruto de um desafio

Stirling Moss havia pego um carro da BRM emprestado para testes.

E fez o bólido andar como nunca.

Moss parecia um foguete.

Brincou com os tempos.

Toda a BRM ficou parecendo incompetente.

O time precisava respoder.

Trabalharam duro.

Foi a primeira vitória do suéco.

E também a primeira da história da equipe BRM na Fórmula 1.

Bonnier era um bom piloto.

Mas o tempo dos amadores estava acabando.

Nos anos 50, os românticos foram desaparecendo um a um.

Portago, Castellotti, Colins, Hawthorn...

A Fórmula 1 se tornava profissional.

Exigente.

Moss já possuia um administrador, um assessor e até um preparador físico.

Ficou claro que Bonnier não fazia mais frente aos melhores.

Fora da categoria ele descobriu outras alegrias e conquistas.

Targa Florio, Montlhery, Reims e os 1000 km de Nurburgring.

Esse último, em 1966, com um Chaparral.

Mas seu maior legado foi a criação da associação de pilotos na Fórmula 1.

Na defesa da segurança Jackie Stewart era a voz.

Porém Jo Bonnier tinha um papel fundamental.

Era o homem que costurava os acordos.

Fluente em várias línguas, era ele quem concretizava as mudanças.

Em 1972 durante as 24 horas de Le Mans o suéco perdeu sua vida.

O acidente foi terrível.

E assustou muita gente.

Vic Elford, que viu o carro de Bonnier em chamas, voltou diferente para os boxes.

Algumas voltas depois ele teve que abandonar a tradicional competição com problemas
na caixa de marcha de sua Alfa Romeo.

Seu companheiro Helmut Marko avisou que era fim de prova.

Elford respirou aliviado.

"Que bom!"

Estava feliz.

Lembrou do fogo.

E do horror de ter visto a morte tão perto.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Gazomètre




















Bom dia a todos.

Mônaco. 1960.

A BRM de Jo Bonnier na mira de Tony Brooks e Jack Brabham com suas Coopers, e
de Stirling Moss, o vencedor da prova, com sua Lotus.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dundrod























 

O inglês Mike Hawthorn com seu Jaguar D-type abrindo caminho nas estradas do circuito
de Dundrod (Oeste de Belfast) na Irlanda do Norte.

Circuito...

Na verdade uma estrada. 

Mato, pedras, barrancos e buracos aguardando os distraídos.

Não era um lugar para os fracos.

A edição da Tourist Trophy mostrada acima é a última. 

No início de 1950.

O vídeo é uma preciosidade.

Batalha pela vitória ficou entre o já citado Hawthorn e Stirling Moss.

Jaguar contra as poderosas Mercedes 300 SLR.

Fangio também estava lá defendendo a equipe alemã.

Mas foi Moss quem levou a melhor.

Um pedaço dessa história de rivalidade.

Mais? Clica aqui e depois aqui.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Out
























Stirling Moss testando a Tyrrell em Donington Park. 1975.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Palavra






















Durante o ano de 1961 a Ferrari sofreu duas derrotas significativas. Uma aconteceu em
Mônaco a primeira etapa daquela temporada. A outra em agosto, durante o verão europeu,
na lendária pista de Nurburgring.

Em ambas as ocasiões Stirling Moss foi o algoz da Scuderia Italiana. Enzo Ferrari entendeu
o recado. O Commendatore ofereceu então um carro para Moss pilotar no ano seguinte.

Dez anos antes, em Bari, havia ocorrido um desencontro. A Ferrari fez o convite ao piloto inglês.
Stirling e seu pai, que sempre foi presença marcante em sua carreira, desconversaram. Falaram
de outras propostas.

Isso irritou os italianos.

Quando o inglês foi até os boxes da Ferrari, os mecânicos estranharam a visita. Seu lugar já
estava ocupado por outro piloto. Moss jurou alí nunca pilotar para a equipe do cavallino
rampante.

Escolha errada. A Ferrari dominaria a década.

O tempo passou. E Moss aceitou o convite de Enzo para 1962.

Mas havia condições. Queria correr sob direção de Rob Walker, aquele do famoso whisky.
O carro não poderia ser vermelho e sim azul-marinho. Resquícios de Bari. A Ferrari aceitou.

Porém Moss possui um grande defeito. Ele adora dinheiro. Até hoje cobra para conceder
entrevistas.

E foi por causa do dinheiro que no início de 1962 ele participou de uma corrida sem importância
pela Lotus em Goodwood.

Sofreu um acidente terrível. Ficou em coma por um mês. Depois de uma longa recuperação,
tentou voltar as pistas. Mas não tinha mais os reflexos de piloto.

A promessa seria cumprida. Nunca pilotaria pela Ferrari.