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quarta-feira, 29 de abril de 2020

Eugenio Castellotti






























O italiano Eugenio Castellotti era filho único.

Mas tinha dois pais.

O primeiro era o natural.

Um rico proprietário de terras.

Que fez com que Castellotti nascesse em berço de ouro.

Uma riqueza que permitiu ao filho adquirir suas próprias Ferraris.

As primeiras vitórias não demoraram em chegar.

Despertando a atenção da Scuderia Italiana.

Neste momento Castellotti encontra seu segundo pai.

Seu professor.

Alberto Ascari.

Um amigo e conselheiro.

Foi tentando ajudá-lo que Ascari encontrou sua morte.


Ele não aceitava a morte do mentor.

Castellotti não corria por dinheiro.

Fazia parte do grupo romântico da Fórmula 1.

Na primeira foto eles aparecem juntos.

Mike Hawthorn, Alfonso de Portago, Peter Collins e Castellotti.

Todos ricos.

Bem-nascidos.

Fangio também está na imagem.

Destoando.

Eugenio namorava a atriz Della Scala.

Formavam o casal apaixonado e modelo da época.

O piloto da Ferrari, vencedor da Mille Miglia, e a bailarina e artista de cinema.

Em 1957 a performance da Maserati na primeira etapa assustou a Ferrari.

Em Buenos Aires os carros do time do tridente ocuparam as quatro primeiras posições
na chegada.

Castelloti então vai para a sede em Modena para trabalhar.

A Ferrari precisava reverter a situação.

Eugenio morre na pista.

Da mesma forma que Ascari.

Não estava buscando glória ou fama.

Apenas tentava derrotar o cronômetro.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Jo Bonnier

























Djurgården é linda.

Se escreve assim mesmo.

É uma ilha no centro de Estocolmo.

Suécia.

Foi lá que piloto Jo Bonnier nasceu.

Sua família  era abastada.

E Jo, um rapaz educado, gastava o dinheiro com força.

Aproveitava.

Assim como muitos em sua época descobriu a velocidade em cima de uma moto.

Com os carros ele descobriu o Rally.

Em 1956 ele estreiou na Fórmula 1 conduzindo um Maserati.

Foram diversas as equipes que ele defendeu.

Possui até um recorde esquisito.

Alcançado em 1958.

Pilotou por quatro equipes diferentes numa mesma temporada.

A última, a BRM, merece ser citada.

Foi com ela que no ano seguinte Bonnier conquistou sua única vitória na categoria.

A beira-mar em Zandvoort.

Fruto de um desafio

Stirling Moss havia pego um carro da BRM emprestado para testes.

E fez o bólido andar como nunca.

Moss parecia um foguete.

Brincou com os tempos.

Toda a BRM ficou parecendo incompetente.

O time precisava respoder.

Trabalharam duro.

Foi a primeira vitória do suéco.

E também a primeira da história da equipe BRM na Fórmula 1.

Bonnier era um bom piloto.

Mas o tempo dos amadores estava acabando.

Nos anos 50, os românticos foram desaparecendo um a um.

Portago, Castellotti, Colins, Hawthorn...

A Fórmula 1 se tornava profissional.

Exigente.

Moss já possuia um administrador, um assessor e até um preparador físico.

Ficou claro que Bonnier não fazia mais frente aos melhores.

Fora da categoria ele descobriu outras alegrias e conquistas.

Targa Florio, Montlhery, Reims e os 1000 km de Nurburgring.

Esse último, em 1966, com um Chaparral.

Mas seu maior legado foi a criação da associação de pilotos na Fórmula 1.

Na defesa da segurança Jackie Stewart era a voz.

Porém Jo Bonnier tinha um papel fundamental.

Era o homem que costurava os acordos.

Fluente em várias línguas, era ele quem concretizava as mudanças.

Em 1972 durante as 24 horas de Le Mans o suéco perdeu sua vida.

O acidente foi terrível.

E assustou muita gente.

Vic Elford, que viu o carro de Bonnier em chamas, voltou diferente para os boxes.

Algumas voltas depois ele teve que abandonar a tradicional competição com problemas
na caixa de marcha de sua Alfa Romeo.

Seu companheiro Helmut Marko avisou que era fim de prova.

Elford respirou aliviado.

"Que bom!"

Estava feliz.

Lembrou do fogo.

E do horror de ter visto a morte tão perto.