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quinta-feira, 30 de setembro de 2021
Mar del Plata
Gran Premio del General San Martin.
Mar del Plata.
Juan Manuel Fangio, Nino Farina e Alberto Ascari na pista.
1949.
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Humberto Corradi
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quarta-feira, 29 de abril de 2020
Eugenio Castellotti
O italiano Eugenio Castellotti era filho único.
Mas tinha dois pais.
O primeiro era o natural.
Um rico proprietário de terras.
Que fez com que Castellotti nascesse em berço de ouro.
Uma riqueza que permitiu ao filho adquirir suas próprias Ferraris.
As primeiras vitórias não demoraram em chegar.
Despertando a atenção da Scuderia Italiana.
Neste momento Castellotti encontra seu segundo pai.
Seu professor.
Alberto Ascari.
Um amigo e conselheiro.
Foi tentando ajudá-lo que Ascari encontrou sua morte.
Ele não aceitava a morte do mentor.
Castellotti não corria por dinheiro.
Fazia parte do grupo romântico da Fórmula 1.
Na primeira foto eles aparecem juntos.
Mike Hawthorn, Alfonso de Portago, Peter Collins e Castellotti.
Todos ricos.
Bem-nascidos.
Fangio também está na imagem.
Destoando.
Eugenio namorava a atriz Della Scala.
Formavam o casal apaixonado e modelo da época.
O piloto da Ferrari, vencedor da Mille Miglia, e a bailarina e artista de cinema.
Em 1957 a performance da Maserati na primeira etapa assustou a Ferrari.
Em Buenos Aires os carros do time do tridente ocuparam as quatro primeiras posições
na chegada.
Castelloti então vai para a sede em Modena para trabalhar.
A Ferrari precisava reverter a situação.
Eugenio morre na pista.
Da mesma forma que Ascari.
Não estava buscando glória ou fama.
Apenas tentava derrotar o cronômetro.
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Humberto Corradi
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12:30
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terça-feira, 11 de setembro de 2018
Luigi Villoresi
As imagens acima mostram pedaços da carreira de Luigi Villoresi.
Piloto que faz parte da linhagem histórica dos nobres da Fórmula 1.
Se dividíssemos por categoria, a foto desse italiano poderia ser colocada
facilmente ao lado de figuras como Mike Hawthorn e Alfonso de Portago.
Os nascidos em berço de ouro.
Não existia preocupações com o dinheiro.
Com apenas 22 anos ele já participava de corridas usando seus carros
particulares.
Seu maior companheiro era seu irmão: Emílio.
Estamos falando da louca década de 30.
Coppa Acerbo, Trípoli, Mille Miglia, Coppa Ciano...
A rica dupla de irmãos acelerou em todas.
Em 1938, veio a separação.
Emílio despertou o interesse de Enzo Ferrari.
Luigi seguiu para a Maserati.
Veio então a sombra da morte.
Numa demonstração em Monza, Emílio perdeu a vida.
Luigi (que já havia perdido os outros irmãos por doença, suicídio e acidente)
ficou transtornado.
Quis respostas sobre a causa do acidente.
O Commendatore foi seco.
"Ele comeu demais no almoço.
Deve ter tido uma indigestão enquanto pilotava."
Se deu o intervalo.
O hiato da Segunda Guerra Mundial cessou quase todas as corridas.
Ah, nada melhor que o tempo para curar feridas.
Cicatrizar.
Com a paz, Luigi Villoresi ressurgiu.
Dessa vez com um novo amigo e companheiro nas pistas.
Alberto Ascari.
1947, 1948...
A dupla da Scuderia Ambrosiana destruiu os adversários com seus Maseratis.
E se alternaram colecionando vitórias.
Estavam impossíveis.
Até no Brasil.
A prova é que em 1949 Villoresi venceu o Grande Prêmio do Rio de Janeiro.
No mesmo ano um jornalista se aproximou de Villoresi para lhe entregar um recado.
Enzo Ferrari queria tê-lo na sua Scuderia.
Carregado de sentimentos, Villoresi foi conversar com o Commendatore.
Havia muita carga.
Uma vida havia sido perdida.
Porém o passado acabou sendo resolvido.
E deixado para trás.
Depois da conversa, Villoresi deixou a Ferrari com um contrato.
E levou mais dois.
Um para Alberto Ascari e outro para Nino Farina.
A Era da Fórmula 1 não trouxe vitórias em corridas oficiais para Villoresi.
Sua carreira nos novos tempos foi pontuada por graves acidentes.
Mesmo assim ele conquistou alguns triunfos em provas extras.
Fora da maior categoria, Villoresi faturou a Mille Miglia e o Rally da Acrópole.
Esse último já no final de carreira.
Fica claro que esse italiano foi um dos grandes pilotos do seu tempo.
Penso que a guerra tenha lhe tirado seus melhores anos.
Talvez por isso as grandes vitórias na Fórmula 1 tenham ido para o jovem Ascari.
Villoresi viu seu amigo ser bicampeão mundial.
Viu também sua morte prematura.
Luigi morreu bem mais tarde.
Já com 88 anos.
Em Modena.
Mas a Maserati nunca esqueceu seus feitos.
E o cobriu de homenagens durante toda a sua vida.
Justas
E, sem dúvidas, mais do que merecidas.
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Humberto Corradi
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Avulsas
Fotos soltas relacionadas ao time de Maranello.
De cima para baixo.
As instruções para desenhar o Cavalo Rampante.
A Ferrari 250 GT com a carroceria de Piero Drogo.
E Alberto Ascari removendo as marcas que o identificavam como rookie
em Indianápolis.
Mais sobre Ascari?
Clique aqui.
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quarta-feira, 16 de abril de 2014
Alboreto
Ferrari e Lotus.
Michelle Alboreto dividindo a curva com Mansell
O piloto italiano foi mais uma esperança que não deu em nada na Fórmula 1.
Esperança de se ver um novo Alberto Ascari.
Uma nova estrela da Itália.
Ambos tinham como característica o fino trato na direção.
Assim como a dificuldade de lidar com o embate nas pistas.
Apesar das oportunidades, o defeito superou o elogio no caso de Alboreto.
E ele se tornou mais um.
Diferente de Ascari que levantou dois títulos mundiais.
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Humberto Corradi
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08:24
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sábado, 22 de junho de 2013
50 cents
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Pai & Filho
Itália.
1924.
O piloto da Alfa Romeo Antonio Ascari.
Perto dele, o pequeno Alberto.
Duas lendas do motor.
E uma história de trágicas coincidências.
Clique aqui .
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Humberto Corradi
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segunda-feira, 28 de maio de 2012
Trilhos
Heikki Kovalainen e Jenson Button.
Largando na pole-position Button venceria fácil em Mônaco.
Bem mais fácil que Mark Webber.
Por causa do seu estilo.
Volta após volta conduziria tranquilo sua McLaren pelas ruas do principado.
Ficaria parecendo um eterno replay.
É o seu estilo.
Seu dom.
Conduzir o carro.
Administrar.
A Fórmula 1 para ele não é força.
É jeito.
Mas ele largou atrás.
A necessidade do combate estava ali.
Agressividade.
Não é a dele.
Isso é coisa do Hamilton.
Do Alonso, do Schumacher, do Mansell, do Senna...
Button é de outra linhagem.
Mais cerebral.
De Albero Ascari, de Piquet, de Fangio, de Fittipaldi...
Agora um aviso.
Não é bom provocar essa gente.
Em certas condições de temperatura e pressão eles quebram o vidro da razão.
Foi assim com Juan Manuel Fangio em Nurburgring. 1957.
Clique aqui .
Com Piquet na lendária ultrapassagem sobre Senna em Hungaroring.
E até com Emerson Fittipaldi.
Não lembro a pista e muito menos o ano.
A corrida estava bem chatinha.
Fórmula Indy.
Circuito misto.
Emerson estava entre os primeiros quando levou um toque.
Perdeu várias posições.
Ele voltou para a corrida.
Diferente.
As zebras foram atropeladas.
Os pontos de ultrapassagem inventados.
Não havia chance para ninguém.
Os outros pilotos pareciam meninos.
Os carros se tranformaram em karts.
Fittipaldi estava ensandecido.
E venceu a corrida.
De vez em quando procuro o vídeo desta prova.
Um dia encontro.
Em todos os casos citados acima eles estavam fora de seu elemento.
Sem as facilidades de largar em primeiro.
De fazer como gostariam
De forma limpa.
Econômica.
Enzo Ferrari, falando sobre Ascari, fez a melhor definição sobre essa raça.
"Quando Alberto estava na liderança, sua condução era tão pura que ninguém
podia alcançá-lo."
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Humberto Corradi
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sábado, 10 de março de 2012
Speedboat
É preciso ter muito dinheiro.
Porque vai estar sendo leiloada, ainda neste mês de maio, uma jóia.
O Speedboat Arno XI.
Projetado por Achille Castoldi na década de 50.
Castoldi já havia trabalhado com a Maserati e Alfa Romeo.
Só que desta vez o engenheiro italiano quis fazer diferente quando pensou na propulsão.
E aproveitando a amizade que tinha com Alberto Ascari, recorreu a Enzo Ferrari
O Commendatore não aliviou e cedeu um motor baseado no Fórmula 1 da época.
A Ferrari ainda entrou com todo seu suporte técnico.
O resultado só podia ser um.
O recorde mundial de velocidade da categoria.
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Humberto Corradi
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16:29
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Propaganda
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Humberto Corradi
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15:32
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Brilho
Silverstone. 1952.
A Ferrari do italiano Piero Taruffi.
Nunca tinha ouvido falar?
Talvez o problema seja os seus companheiros.
Giuseppe Farina e Alberto Ascari.
Na Scuderia parece ter sido sempre assim.
Até hoje.
Ou você brilha e move os corações
ou você não é ninguém.
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Humberto Corradi
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09:44
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sábado, 12 de novembro de 2011
Pau
Bom dia a todos.
Fórmula 2. O vencedor Alberto Ascari acompanhado de Nino Farina e Mike Hawthorn
no circuito de Pau, no sudoeste da França, 1953. Lembrando que desde 1899 acontecem
corridas nessa pista de rua.
Reparem na imagem o povo lá em cima. De camarote.
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Humberto Corradi
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09:19
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Ascari
Uma lenda para o automobilismo italiano.
Antonio Ascari foi companheiro de equipe de Enzo Ferrari na Alfa Romeo durante
os anos 20.
Juntos correram na lendária Targa Florio.
Ascari era seu amigo.
E foi ouvindo seus conselhos que o jovem Enzo começou a ter sucesso nos negócios.
A semente que montaria o império que todos nós conhecemos.
Uma pena que Ascari não tenha visto nada disso.
Mas o favor não foi esquecido.
Nem o amigo.
Antonio era um ótimo piloto.
Obteve vitórias em Monza e na corrida inaugural do circuito belga de Spa-Francorchamps.
Porém em 1925 perderia a vida num acidente no circuito francês de Montlhery, já bem
conhecido do pessoal que visita o Blog.
Antonio tinha 36 anos.
Quinze anos depois seu filho Alberto Ascari vai para Mille Miglia a bordo de um carro
construído pelo ex-companheiro de equipe e amigo de seu pai.
Em 1953 Alberto já era bicampeão mundial de Fórmula 1.
Pela Ferrari.
Um piloto tão surpreendente que trazia dúvidas aos seu pares na pergunta de quem
era o melhor.
Ele ou Fangio?
No entanto apenas dois anos depois o destino lhe pregaria uma peça.
Mas não sem aviso.
Tudo aconteceu após ter sobrevivido ao espetacular acidente em Mônaco em que
seu carro mergulhou no Mar Mediterrâneo .
Era a temporada de 1955.
Ele foi até Monza ajudar seu jovem colega Castellotti a regular a Ferrari para a
prova dos 1000 km daquele ano.
Ascari nem levou seu capacete.
Foi de terno e gravata.
Não pensava em pilotar.
Porém ele não resistiu.
Arrumou um capacete emprestado e partiu para a pista.
Duas vezes ele passou pelo box com sua gravata dançando com vento.
E foi só.
Alberto tinha 36 anos.
A mesma idade de seu pai quando perdeu a vida 30 anos antes.
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Humberto Corradi
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10:56
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