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terça-feira, 9 de abril de 2024

Pequenas Passagens


 













Imagem de Greg Moore

Piloto sensação nos Estados Unidos  na segunda metade dos anos 90.

Seu talento era tão impressionante que até mesmo seu pai duvidava se ele estava tendo algum tipo de vantagem com o equipamento.

O menino canadense era bom mesmo.

Tinha habilidade em dirigir com seu Kart com pneus de pista seca no piso molhado.

Imitando seu ídolo Ayrton Senna.

Precoce, ele foi entrando no automobilismo e criando marcas.

Foi o mais jovem pole position da Indy Lights, superando Paul Tracy.

Em 1995 ele dominou o campeonato vencendo dez das doze corridas.

E ainda quebrou os recordes de vitórias consecutivas e o maior número de vitórias em uma temporada da Indy Lights, ambos também detidos por Paul Tracy até aquele momento.

No ano seguinte ele subiu para a categoria principal americana.

Conseguiu três pódios e sua performance o fez se destacar como segundo melhor estreante daquela temporada atrás de Alex Zanardi.

Sendo empurrado pelo motor Mercedes (destacado pela seta na foto), Moore começou a ser especulado no ano seguinte pela Fórmula 1.

A McLaren, também movida pela Mercedes, havia vencido a primeira prova de 1997 com David Coulthard.

Depois houve um hiato de 11 corridas até o GP de Monza, quando Coulthard voltou a cruzar a linha de chegada em primeiro e a McLaren venceu outra vez.

Nesse período sem vitórias aconteceu uma forte pressão para que Mika Hakkinen fosse substituído pelo canadense Greg Moore.

Ron Dennis, grande chefe da McLaren, resistiu a pressão e bancou Hakkinen.

O acidente do finlandês na Austrália em 1995, quando por pouco não perdeu a vida, criou uma ligação entre Mika e Ron.

Hakkinen já estava na Fórmula 1 por seis temporadas. 

Aquele ano de 1997 era o quinto ano dele com a McLaren.

Em Jerez, última etapa daquele ano, após Villeneuve e Schumacher se embolarem, Mika conheceu a vitória na categoria máxima do automobilismo.

As duas temporadas seguintes seriam dominadas por ele.

Dois títulos.

Adrian Newey desenhou em 1998 uma McLaren que fazia o vento se ajoelhar perante ela.

Já em 1999 ele não precisou lutar com Michael Schumacher e sim com Eddie Irvine. 

Fácil.

Greg Moore?

Foi um sussurro.

Ron Dennis ainda estava traumatizado por Michael Andretti.

E ele havia visto o que Mika fizera com Senna em Estoril.

Tudo gritava contra, mas Ron Dennis, depois de Ayrton, sabia que tinha um outro campeão em casa.



segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Rude



























Primeira foto com a cara do sábado.

E já riram dele porque queria dirigir descalço...

Clique aqui para entender .

domingo, 16 de outubro de 2022

Mika Hakkinen


























Havia um trato entre ele e Ron Dennis.

Um pacto.

Após o grave acidente em Adelaide.

Hakkinen quase morreu ao bater no guard rail com sua McLaren.

Chegou a ficar sem respirar.

No seu retorno o finlandês não reclamou.

Foi difícil.

Uma luta.

Ele mesmo admitiu.

Mas Hakkinen sabia que não há lugar para os fracos na Fórmula 1.

Depois disso o time inglês passou a trabalhar para ele.

Bastou esperar.

E na temporada de 1998 veio a compensação.

Adrian Newey, aquele da Red Bull, desenhou um foguete.

Oito vitórias.

O título.

E Mika ensina.

"Precisei esperar. 

Mas a Fórmula 1 é um casamento

Não se abandona na primeira decepção."

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Obscuros























Temporada de 1977 da Formula 1.

Ano em que James Hunt, o campeão do ano anterior, sucumbiu perante as tentações
apresentadas aos vencedores.

As mudanças foram drásticas.

O piloto alegre não existia mais.

Se tornou grosseiro e mal educado.

Passou a se considerar superior aos outros.

As bebedeiras e as festas aumentaram.

Chegou ao ponto da Mclaren ter que escondê-lo às vezes para evitar mais vexames
perante os jornalistas que acompanhavam o circo.

Tempos obscuros.

E de carros obscuros.

Olha a seleção abaixo.

























Não é fácil lembrar de todos.

sábado, 8 de maio de 2021

Adaptação















Quem acompanha o Blog ou nossos comentários no twitter há mais tempo sabe que muitas vezes pedimos calma nos julgamentos.

Pois o primeiro impulso pode trazer uma visão turva.

E isso é bem comum na Fórmula 1 entre os milhares de fãs.

Calma.

Até porque a categoria máxima do automobilismo, apesar de sua absurda velocidade, é mais do que tudo calma.

Ou você acha que um afobado conseguiria ficar naquele invólucro apertado colocando o pneu no mesmo lugar nas curvas de forma repetida?

E sem direito a erros.

Tudo isso para tratarmos do assunto deste post.

Adaptação.

Que, segundo o dicionário, é o ajuste de uma coisa a outra.

No nosso caso, o ajuste de um piloto a sua nova equipe.

E ainda, a chegada de um estreante na F1.

O tempo tem mostrado que existe um período necessário de adaptação.

De ajuste.

Vamos exemplificar.

Lewis Hamilton desembarcou na Fórmula 1 em 2007.

Ao lado do já duas vezes campeão, Fernando Alonso.

Difícil, não?

Mas houve uma cuidadosa preparação para que o piloto inglês sentisse o mínimo no impacto da mudança da GP2.

Hamilton executou um programa brutal com a McLaren.

Testes e mais testes.

Na época podia.

Lewis rodou o equivalente a 24 GPs nas mais diversas pistas durante seis meses em 2006.

Por pouco Sebastian Vettel não faturou o título de 2009.

Acho que duas coisas pesaram também para que Button vencesse.

A primeira briga de verdade da Red Bull pelo título.

O que exige um minucioso planejamento.

E o fato de Vettel ser um novato no time principal.

Mais experiente, o time do energético passou a colecionar títulos nos anos seguinte com seu piloto mais ajustado.

Sabendo lidar melhor com os desafios, principalmente em 2010 e 2012.

Penso que o tempo de adaptação pode ser de uma ou duas temporadas.

Dependendo das circunstâncias.

Lembremos de Valtteri Bottas.

Pego no laço pela Mercedes após a saída abrupta de Nico Rosberg.

Foram duas temporadas complicadas.

Depois, mais ajustado, dois vice-campeonatos.

Michael Schumacher fez um retorno para a mesma Mercedes.

E sofreu para se encaixar.

E ainda tendo como referência um subestimado (na época) Rosberg. 

Tenso.

A história parece se repetir na Alpine com Alonso e, o mal avaliado, Esteban Ocon.

Vettel pena na Aston Martin.

Sergio Perez na Red Bull.

Carlos Sainz Jr. na Ferrari.

E Daniel Ricciardo na McLaren.

Todos os citados com momentos impressionantes na Fórmula 1.

Entretanto a coisa exige trabalho.

Repetição.

Pense em Mick Schumacher, Tsunoda e Mazepin.

Ou em alguns erros primários de Russell.

Não se guie por comentaristas afobados.

O tempo é cruel.

Sim.

Porém o tempo não apaga o que o talento já gravou.

Mais.

No caso, o tempo deverá aclarar.

E tende a nos lembrar do que é verdadeiro.

terça-feira, 30 de março de 2021

Os Pilares da Honda
















E a Honda chamou a Mercedes para conversar.

Colocou o dedo na cara da alemã.

"Você sabe com quem está falando?"

Uma ilustração, claro.

Mas a fábrica japonesa chegou lá.

Entregou um motor que não deve mais nada a ninguém. 

Podemos tentar entender como a Casa de Minato alcançou tal feito.

Três pilares foram determinantes.

O fator humano.

A continuidade.

E, por fim, recursos (quase) ilimitados.

Na parte humana, a coisa tem nome e sobrenome.

Axel Wendorff.

Ao agregar como novo Chefe de Engenharia o experiente alemão, tudo se transformou.

Wendorff passou pela Ilmor, Toyota e Mercedes.

Coordenava a McLaren quando os motores alemães estavam por lá até 2014.

Junto com Andy Cowell, ele lançou as bases da fábrica de Brisworth.

Onde todos os anos saem de lá unidades de força imbatíveis para Lewis Hamilton há várias temporadas. 

Chegou a prestar consultoria para a Renault.

Mas está com a Honda desde 2019.

Trabalhando com Mario Illien, afinou a unidade de força para a Red Bull.

Ter pessoas como Wendorff fazem toda a diferença na Fórmula 1.

Isso também é uma das razões que explica a queda da Ferrari.

A Scuderia Italiana é especialista em perder excelente mão-de-obra.

Aldo Costa, James Allison...

O segundo fator que trouxe benefícios para os japoneses foi a continuidade.

E a sequência na categoria máxima do automobilismo quase sempre gera bons frutos.

Foram seis temporadas de trabalho duro.

Do nada na McLaren em 2015 até tirar sangue da testa de Toto Wolff em 2021.

Eles estão lá.

No terceiro pilar estão os recursos.

Quase ilimitados.

A Honda investiu 8 bilhões de reais nos quatro anos de parceria com a McLaren.

Bancava até metade do salário de Fernando Alonso.

Com a dupla Red Bull e Alpha Tauri a coisa se repete.

Já estão na terceira temporada juntos (2019/20/21).

São seis bilhões de reais derramados (3 para cada).

Isso mesmo.

Foram 14 bilhões de reais na empreitada!

É muito.

Demais.

E por um dos motivos de seu sucesso (dinheiro), e apesar disso, a Honda está deixando a Fórmula 1.

Interessante.

A Honda ao abandonar a categoria no passado deixou toda uma estrutura que permitiu que a Mercedes chegasse onde está.

Agora, ao sair novamente, vai deixando outra vez um legado pronto para ser aproveitado.

E como confirmou Stefano Domenicali, existem muitos fabricantes interessados em entrar na F1.

Evidente.

Assim, até eu...

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Pequenas Passagens














































Quando a Philip Morris se cansou das desventuras da BRM, ela procurou uma
outra casa dentro da Fórmula 1.

A poderosa fabricante de cigarros ficou diante de duas opções.

McLaren e Brabham.

A condição para receber tamanha fortuna era que a escuderia escolhida deveria
incluir entre seus pilotos ninguém menos que Emerson Fittipaldi.

Nada mal para um brasileiro que anos antes havia desembarcado em Harthrow
numa aventura improvável.

Vale dizer que Bernie Ecclestone, dono da Brabham, tentou de tudo para convencer
a gigante do tabaco.

Em vão.

Interessante é notar o prestígio do piloto campeão.

Por isso nunca devemos subestimar a capacidade de sobrevivência de um campeão
como Raikkonen no mundo da F1.

A história ensina.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Enrique Mansilla

























Duas imagens.

Duas figuras.

Ayrton Senna e Enrique Mansilla.

Dois caminhos completamente diferentes.

Companheiros de equipe na Fórmula Ford em 1981.

"Ele era melhor, mas nenhum dos dois entregava a posição..."

Mansilla lembra com carinho de ter vencido o brasileiro em Caldwell Park.

A briga era boa.

Dura.

Mansilla chegou a testar na Fórmula 1.

Pela McLaren.

Mas aí aconteceu algo inesperado.

Veio a Guerra das Malvinas.

E as portas se fecharam para o argentino.

Conseguiu ainda vencer na Fórmula 3.

Mas no pódio a bandeira do seu país não foi hasteada.

Estava em território inimigo.

Foi uma decepção não continuar na Europa por motivos alheios à
sua vontade.

O jeito foi ir para os Estados Unidos.

Cruzou o oceano para tentar salvar sua carreira no asfalto.

Primeiro foi a Can-Am e depois a Indy.

E fim.

Depois da aposentadoria nas pistas, virou uma espécie de caçador de diamantes
na África.

Isso mesmo.

Com muitas aventuras.

Na Libéria, em meio a uma guerra civil, foi sequestrado por 5 meses.

Porém suas melhores lembranças estão em seu tempo de piloto.

Confessa sem hesitar.

Em especial guarda com carinho na memória a temporada de 1985.

Quando alinhou com AJ Foyt, Mario Andretti e Emerson Fittipaldi.

Não há diamante que se compare.

"Foi inesquecível."

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

First Test




















Nem lembrava disso.

Silverstone

Agosto de 1996. 

Sou só eu ou alguém ainda lembra do fato?

sábado, 11 de julho de 2020

Mala























Chato:

Indivíduo de companhia ou convivência desagradável, inconveniente, desinteressante,
não só pela obviedade e previsibilidade, como também pela falta de conteúdo de suas
afirmações.

Estorvo.

Aquele que causa incômodo ou tédio.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

terça-feira, 9 de junho de 2020

Ar Quente
























Bom dia a todos.

Uma coisa que eu gosto é o tal do balão.

O francês Alain Prost com sua McLaren Porsche no Rio de Janeiro.

Jacarepaguá. 1985.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Paternidade



























Num espaço de discussões no Facebook apareceu o tema.

Quem é o pai dos aquecedores de pneus?

A cultura popular aponta Nelson Piquet.

Outro dia fiz um post aqui que trouxe dúvidas.


A foto em que aparece a McLaren de Emerson Fittipaldi com cobertores nos pneus.

A data: setembro de 1974.

Mosport Park.

Mas qual é a história disso?

Começa ainda na sexta-feira, durante os treinos para a prova.

Fazia muito frio.

Fittipaldi havia discutido com a equipe o problema do aquecimento dos pneus.

A solução veio com Teddy Mayer.

O cara improvisou um forno!

Mandou comprar um aquecedor a gás.

O troço aquecia os pneus dentro de uma caixa de madeira.

Tudo construído pelos mecânicos da McLaren.

O plano foi colocado em prática no domingo.

Três horas antes do inicio da corrida.

O sigilo era total.

Não queriam que nenhuma outra equipe percebesse a manobra.

No warm-up, Emerson chegou a sair com os pneus frios.

Faltando duas horas para a largada a Ferrari descobriu o segredo.

Desespero!

Tentaram até solucionar o problema.

Os italianos colocaram seus pneus dentro de dois carros e ligaram os aquecedores.

Claro que não deu certo.

Os pneus foram colocados sem a temperatura adequada nos carros de
Niki Lauda e Clay Regazzoni.

O frio era  intenso.

Por isso, mesmo após a volta da apresentação, a McLaren cobriu
seus pneus com cobertores.

Daí a foto...

O relato é da época.

Do próprio Emerson Fittipaldi.

O vencedor da prova.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

James Hunt
























Festas.

Mulheres.

Álcool.

Cigarro.

Aquele que vomitava de tensão antes de cada Grande Prêmio.

São essas coisas que passam na cabeça das pessoas ao se falar sobre James Hunt.

Mas não foi isso?

Foi.

Mas houve a sorte também.

Sorte de escapar de diversos acidentes.

Até em um lago ele caiu durante uma prova da Fórmula Ford.

Saiu facilmente do carro.

O cinto de segurança não era sua prioridade.

Mais?

Sorte de encontrar um Mecenas das Pistas.

Lord Hesketh era exatamente isso.

Mesmo que os resultados demorassem a aparecer.

A aventura iniciada na tediosa F2 logo chegaria à Fórmula 1.

E o improvável aconteceu.

1975.

Em Zandvoort, Hunt terminou em primeiro com o carro branco.

Porém a fonte de dinheiro secou.

E Hunt parecia que estava sem futuro.

Mas a sorte cuidaria de tudo.

Não abandonaria assim o piloto inglês.

Para espanto de todos Emerson Fittipaldi deixou a McLaren para seguir sua
própria sorte.

Sorte?

Eu não disse que ela estava ao lado de Hunt?

O piloto festeiro passou então a ocupar o cockpit vago na equipe de Teddy Mayer.

1976.

O duelo entre Ferrari e McLaren prometia.

Mas Niki Lauda estava impossível.

Nas nove primeiras etapas foram 5 vitórias, 2 segundos lugares e 1 terceiro.

Hunt precisaria de muita sorte para ser campeão.

Isso.

Sorte.

Em Nurburgring, Lauda sofreu o terrível acidente.

Hunt venceu.

E repetiu a dose na Holanda, no Canadá e nos Estados Unidos.

Lauda retornou do mundo dos desenganados.

No Japão, palco da última etapa, apenas 3 pontos separavam os dois pilotos.

A sorte fez chover.

Muito.

Lauda abandonou.

Tudo ainda estava fresco.

Recente demais.

O acidente na Alemanha havia mudado sua vida.

Ninguém enxergava nada no circuito de Fuji.

Hunt estava mais nervoso do que nunca.

Ainda mais que a sorte decidiu mostrar que ela estava no comando.

Faltando dez voltas o pneu da McLaren furou.

Ao sair dos boxes o inglês estava na nona colocação.

Sem ver direito ele ultrapassou todas as manchas na pista.

A corrida terminou.

James Hunt se tornou o novo campeão mundial.

Ele não saudou a sorte.

Mesmo assim ela ainda insistiu.

E ainda lhe deu de presente três vitórias no ano seguinte.

Porém nessa mesma temporada Hunt decidiu abandonar tudo.

A sorte continuou na Fórmula 1.

Decidindo destinos.

Observando de longe James Hunt.

Um de seus escolhidos.

Em 14 de junho de 1993 ela resolveu visitar o ex-piloto em sua casa.

Uma última vez.

Apenas para dizer adeus.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Clipping
























Um Clipping!

Fazia tempo...

Mão

Uma pequena história.

Financeira.

Quando a Mercedes abriu negociações salariais para que
Lewis Hamilton se mudasse de Woking em 2012, a coisa
esbarrou nos valores.

Eram 34 milhões de euros.

Muito.

A Petronas ajudou.

A petroleira malasiana contribuiu com uma parte.

6 milhões.

Lembrando que os alemães bancavam o salário do piloto
inglês em seus tempos de McLaren.

Perguntar não ofende

Falando nisso.

Em dezembro de 2019 a Ferrari encerrou as tratativas com
Hamilton para ele ocupar o lugar de Sebastian Vettel.

Só depois confirmou com Carlos Sainz Jr.

El Dinero

A ida de Sainz Jr. para a Ferrari movimenta o mercado
televisivo espanhol.

Briga feia entre a Movistar e a DAZN.

Carlos assinou um contrato de dois anos com a Scuderia
Italiana.

Os vencimentos?

Serão 6 milhões de euros na primeira temporada e 7,5 milhões
na segunda.

Seu patrocinador, Estrella Galicia, vai acompanhá-lo.

Serão 3 milhões de euros para colocar seu nome na Ferrari.

(provavelmente no capacete)

Vettel e a Mercedes

Assim.

2021.

Toto Wolff diz que o quer:

Hamilton / Russell.

A Daimler (dona da Mercedes) fala em:

Hamilton / Vettel

Fazendo muitas estimativas com o marketing da coisa.

Decisão só daqui dois meses.

Quem?

Valtteri Bottas?

Ninguém fala mais nele.

Se ele for campeão em 2020??

Vocês perguntam cada coisa...

Dificuldades Financeiras

A McLaren e a Renault estão fazendo contas.

Os ingleses demitem e colocam carros lendários e seus
imóveis em garantias para empréstimos.

Já os franceses contam com o socorro estatal.

Trocas e Mudanças

No início de 2018, Daniel Ricciardo pediu 20 milhões
de euros para renovar com a Red Bull.

O Time dos Energéticos disse não.

Sabendo que o australiano estava no mercado, a McLaren
ofereceu o valor desejado pelo piloto.

Mas a performance do carro laranja não empolgou o aussie.

A Renault entrou na jogada.

Entregou a pedida salarial com mais dois bônus.

Se fosse campeão, o piloto receberia mais 5 milhões de euros.

E se a escuderia alcançasse o quarto lugar no Mundial de
Construtores, outros 5 milhões de euros.

No início deste ano houve uma discussão sobre redução nos
valores do acordo.

Ricciardo não gostou.

A presença de Esteban Ocon também  lhe deixou incomodado.

A gente sempre sente a mudança nos ventos futuros.

(pra você entender: Ocon é o Leclerc e Ricciardo é o Vettel...)

Só que o nobre Carlos Sainz Jr. já havia avisado seu chefe na
McLaren que iria se mudar para Maranello.

Então Zack Brown chamou Ricciardo para tomar um chá.

Daniel confirmou seu acordo com a McLaren.

Dois mais um.

2021 e 2022 (podendo ser estendido para 2023).

Salário de 10 milhões de euros.

Com um extra de 400 mil euros por ponto alcançado.

E um bônus de 1 milhão em caso de vitória.

Ah, sim.

E o status de primeiro piloto.

Por Fim

Faz tempo que a Ferrari já sabia (procurou Lewis).

Faz tempo que a McLaren já sabia (procurou Ricciardo).

OK.

E você acha que Sebastian Vettel não sabe seu destino?

segunda-feira, 18 de maio de 2020

A Grana de David Coulthard


















































David Coulthard sempre foi para mim uma figura curiosa na Fórmula 1.

Valorizado, apesar de não fazer mal à ninguém.

Tá, e quanto será que o cara faturou na categoria?

Vem comigo.

Em sua primeira temporada na Fórmula 1, o piloto escocês conseguiu que Frank 
Williams lhe pagasse 570 mil Euros.

Porém o talento do rapaz logo despertou a cobiça de Ron Dennis.

E na temporada seguinte, o namorado da Barbie desembarcaria em Woking.

OK.

Mas a McLaren teve que deixar 2,5 milhões de Euros nos cofres da Williams pelo
rompimento contratual.

Um lucro.

Assim de 1996 até 2004, Couthard defendeu a escuderia por onde passaram Ayrton
Senna, Niki Lauda e Alain Prost.

Nesse período, a McLaren para contar com seus serviços, pagou ao todo 39 milhões
de Euros.

Em 2005 Coulthard decidiu se mudar para um time mais midiático.

A noviça Red Bull.

Ali o cara ganhou dinheiro.

Por apenas quatro anos o pessoal do energético deixou Coulthard 37 milhões de
Euros mais rico.

Quase o mesmo valor das nove temporadas em que esteve sob a batuta de Ron
Dennis.

Somando tudo temos algo próximo de 77 milhões de Euros.

Lembrando que estamos falando apenas dos salários e que os valores estão
atualizados.

Tá bom, não?

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A Fórmula 1 dentro de casa.

Muto legal.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

James























Bom dia petrolheads!

O inglês Nigel Mansell no comando da McLaren.

1995.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Esforço







































Final de 1990.

Primeira temporada de Gerhard Berger na McLaren.

O piloto austríaco assistiu seu companheiro ser campeão de forma absoluta.

A falta de vitórias o deixou inconformado.

Ele sentia que poderia ser melhor que aquilo.

Tinha capacidade.

Resolveu então trabalhar duro.

Diferente de Senna, abriu mão de suas férias.

Praticamente se mudou para Woking, sede da equipe.

Procurou melhorar seu condicionamento físico.

E foi para a pista.

Sessões e mais sessões de treinos.

Parecia um leão.

Incansável.

Veio a primeira etapa da temporada de 1991.

Phoenix, nos Estados Unidos.

Berger estava preparado.

Não só na parte física mas também mentalmente.

Chegava a hora da verdade.

O qualifying.

Era o momento de colher os frutos de seu esforço.

O final da classificação foi inacreditável.

O que era aquilo?

Senna fez a pole position.

E colocou 2,5 segundos no companheiro.

Um monstro.

O austríaco parecia ter levado um soco bem no meio da cara.

Não acreditava.

Ficou atordoado.

Sem rumo.

Suas palavras são reveladoras.

"Levei quatro ou cinco corridas para me recuperar..."

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Pequenas Passagens
























Interessante como os pilotos precisam tomar importantes decisões tão cedo
em suas carreiras.

Escolhas que podem definir se terão sucesso ou não nas pistas.

Lewis Hamilton teve que passar por isso pouco mais de uma década atrás.

2005.

Um ano antes (2004) Frank Williams já havia tentado trazer o jovem talento
para a Fórmula 1.

Uma joia.

Novo, inglês e ainda seria o primeiro piloto negro da categoria.

História, mídia e talento num pacote só.

Entretanto Williams falhou ao tentar convencer a BMW em bancar a aposta.

Apesar disso os alemães grifaram o nome do menino e passaram a acompanhar
mais atentamente seus passos.

Quando Lewis venceu o Europeu de Fórmula 3, ninguém tinha mais dúvidas
que havia um belo futuro ali.

A BMW, que no ano seguinte (2006) assumiria a Sauber, então finalmente
fez sua proposta.

O convite era pra que Hamilton se tornasse piloto de testes da nova escuderia.

Lewis recusou a parceria.

(que acabaria nas mãos de Robert Kubica)

Pouco tempo depois ele e seu pai firmaram um acordo com a McLaren.

Acordo que previa um lugar de titular na categoria máxima do automobilismo
em 2007.

Importante lembrar que na mesma época do contrato do piloto inglês, Ron Dennis
havia conseguido fechar com Fernando Alonso também para 2007!

Contando ainda com Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya, a McLaren se viu
com um problema.

Quem sairia para dar lugar a Hamilton?

A solução foi elaborar um plano B.

Ron Dennis começou a trabalhar para trazer uma nova equipe para a Fórmula 1.

A Direxiv da GP2.

Assim as obrigações contratuais da McLaren com Hamilton seriam cumpridas.

A coisa foi evoluindo e a ideia era ter Pedro de La Rosa ou Gary Paffett como um
dos companheiros do novato.

Mas a perda do principal patrocinador da Direxiv (a japonesa Akiyama) colocou
um fim no projeto.

Flavio Briatore (Renault e maior conselheiro de Alonso) foi procurado.

Mas não se moveu a respeito do caso.

Sabendo que Ron Dennis procurava um encaixe para Lewis, o paddock se
agitou.

A Spyker tentou vender um cockpit por uma fábula de dinheiro e ouviu
um não.

A turma dos energéticos também encostou e ofereceu uma saída.

Um contrato de três temporadas: um ano na Toro Rosso e dois na Red Bull.

Com a possibilidade da McLaren resgatar Hamilton para suas fileiras a qualquer
momento durante a vigência do acordo.

Ron Dennis não respondeu.

E esperou.

(o big boss da McLaren muitas vezes me parece ter dificuldade com mudanças)

E o tempo solucionou tudo.

As coisas acabaram se resolvendo com a ida de Raikkonen para a Ferrari e a
(previsível) saída de Montoya para a Nascar.

Assim, finalmente, o dream team estava formado o pronto para grandes realizações
em 2007...