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terça-feira, 20 de julho de 2021

Sitcom













Ao tirar Max Verstappen da prova de Silverstone 2021, Lewis Hamilton esclareceu muitas coisas.

Podemos citar algumas.

A Mercedes, numa pista feita milimétricamente para que seu carro funcionasse de maneira a não ter adversários, foi maltratada.

Muito.

Apesar da Red Bull não ter encontrado o setup ideal e de Hamilton ter feito o melhor tempo na sexta-feira, a Sprint Race levantou o pano.

E o que estava embaixo não foi bonito de ver.

As Flechas de Prata (negras) trabalham no limite.

E Lewis não pode respirar.

Na largada de sábado, Verstappen assumiu a ponta.

E sumiu.

O primeiro piloto de Brackley errou novamente.

Outra vez numa saída.

Tanto que Bottas teve que levantar o pé para não disputar a segunda posição com seu companheiro.

Novamente pois há uma coleção de erros do atual campeão.

Ímola, Baku, Áustria (quando castigou o carro na zebra até quebrar)...

Inconformado com o banho que tomou de Max, foi para um tudo ou nada no domingo.

Sabia que a história do sábado simplesmente se repetiria se ele não agisse.

A Red Bull 33 ficaria inalcançável se permanecesse a frente após as luzes vermelhas se apagarem.

Então partiu pro tudo ou nada.

Win Or Wall.

Numa batalha feroz, Lewis deixou claro que não deixaria a primeira posição para seu adversário.

Ou ele ficaria com ela ou nenhum dos dois.

Sim.

Foi desespero, como disse Horner.

Juntamente com a vantagem adquirida, uma vitória de Max seria o fim do campeonato.

Como não havia como ultrapassar, Verstappen logo chegaria ao hospital.

A culpa é cristalina.

Alguns hipócritas (torcedores) defendem seu ídolo.

Hipocrisia porque se fosse ao contrário (Hamilton desfalecido numa ação de Verstappen) estariam acusando Max de tudo.

E se fosse Nikita Mazepin executando esta manobra com tais consequências, todos pegariam tochas e derrubariam as portas da Haas.

A punição veio branda.

Kimi Raikkonen ao tocar em Sebastian Vettel no Circuito da Red Bull tomou 20 segundos.

O dobro.

Outra coisa interessante que podemos notar, é que quando está acuado o piloto limpo e bonzinho desaparece.

Aquele homem cheio de valores e exigente com as ações dos que o cercam para que não desvirtuem sua imagem apenas derrete.

É fácil ser nobre com o carro um segundo (muitas vezes foram 2) mais rápido que os demais.

Entretanto a verdadeira dignidade aparece na adversidade.

Continuar preservando seus valores nos momentos mais difíceis demonstra quem é grande de verdade.

Não vale ganhar de qualquer maneira.

E Lewis não está acima do bem e do mal.

Nunca esteve.

O campeonato ganhou uma mancha.

No estilo de Michael Schumacher em seus piores momentos, Alain Prost ou da vingança de Ayrton Senna.

Desespero.

É pra tanto?

As tentativas de Hamilton em preservar sua coroa são até engraçadas.

Entre as duas provas austríacas ele foi para o simulador tentar achar melhorias.

Coisa que ele nunca faz.

Por isso foi patético.

Suas sugestões foram direto para o lixo ao serem analisadas pelos engenheiros.

A Red Bull aperta a Mercedes como nunca aconteceu desde 2014.

Valtteri Bottas está sendo mais sacrificado do que nunca.

As coisas não funcionam como antes por conta das necessidades de se criar um carro do nada para 2022.

Fora isso, há limitações no orçamento.

Os erros de Lewis não aparecem por acaso.

A Mercedes não é aquela que lhe deu sete títulos até aqui.

Ele precisa trabalhar fora da sua zona de conforto.

A Red Bull sentiu o cheiro de sangue e não para de perseguir.

O Time dos Energéticos entendeu que tem uma chance de ouro.

Max também.

Pois ninguém sabe como será o amanhã com as novas regras.

Vou falar.

O que aconteceu em Silverstone naquele domingo não será esquecido.

Posso estar errado.

Mas se na última etapa Verstappen estiver liderando o campeonato...

Senna x Prost (2)

A Liberty está adorando.

E a Netflix deve ter dobrado sua equipe para as próximas corridas.

Quem teria coragem de perder os próximos capítulos?

Nada melhor que uma treta para colocar fogo na Fórmula 1.






 

quarta-feira, 7 de julho de 2021

O Novo Acordo de Lewis















Assinado o novo acordo de Lewis Hamilton com a Mercedes.

Mais duas temporadas juntos.

Salário anual de 53 milhões de dólares.

Com uma bonificação por título de 60 milhões de dólares (arredondando).

O contrato vincula a Mercedes a estimular mais diversidade em sua equipe técnica e ainda fala da fundação do piloto.

Lewis fez algumas exigências para a Ineos.

Que possui participação tanto nos vencimentos como em suas ações sociais.

Assim a gigante petroquímica precisa mostrar comprometimento com decisões que não tragam danos a imagem do multicampeão inglês.

Lewis vem cultivando uma relação com seu público e passa sempre uma mensagem tanto ecológica como de preocupação em dar oportunidades a pessoas menos favorecidas.

O novo contrato (2022/23) apenas repete as cláusulas do atual (2021) assinado no início da temporada.

Fica explícito, no meu entender, a busca por superar a marca de Michael Schumacher e alcançar desta forma o recorde absoluto de títulos.

Outra coisa que fica clara é falta de capacidade nesta temporada da Mercedes vencer a Red Bull.

Sendo assim, Lewis precisa ficar mais um pouco.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

O título e o adeus































Ele diz que tem a intenção de permanecer na Fórmula 1.

Um preventivo.

Só isso.

No caso de haver um tremendo imprevisto.

Impensável.

Ele perder o título e deixar de superar a marca de Michael Schumacher.

Pois Lewis Hamilton está pronto para deixar a categoria máxima do automobilismo.

Por cima, claro.

De todo tipo de estatística e gráfico que você possa imaginar.

Seu talento é evidente.

Com suas conquistas, ele não precisa provar mais nada a ninguém.

E espera que suas marcas sejam eternas.

Os mais próximos dizem que sua cabeça já está nos próximos passos.

A música.

A mundo da moda.

Hollywood.

E continuar a ser o rosto das marcas que quiserem se associar a sua imagem para melhorar as suas próprias.

LG, Mercedes, Ineos...

(Ineos que já ajuda no salário do piloto pagando cerca de 25 milhões de euros)

Mais.

Cuidar de sua fundação e continuar a ser uma voz ativa contra o racismo.

Vegano.

Cavaleiro.

Com 36 anos, Lewis possui outra vida pavimentada fora da Fórmula 1.

Mas falta o derradeiro título mundial.

Daí a irritação em Mônaco neste 2021.

Um carro normal não vai ajudar em seus planos.

Com uma Mercedes perdida, Lewis parecia mais um piloto que briga no miolo.

Lembrei dos tempos em que se enroscava com Felipe Massa lutando por quarta posição.

Um comum.

Isso não pode acontecer.

Não nesta temporada.

Ainda mais com tal plano de vida traçado.

A Mercedes é uma máquina diferenciada.

E necessita continuar sendo, pelo menos por mais este ano.

Nas palavras de Russell:

"O que você quiser de um carro de corrida, a Mercedes dá a você, e você pode sentir isso.

O piloto controla a Mercedes.

Na Williams, às vezes, o carro controla o piloto."

Falhar agora não é opção.

E Max Verstappen não pode ser adversário.

Lembrando que 2022 será de mudanças bruscas.

É o momento exato de deixar a categoria, suas incertezas para a próxima temporada e ainda uma geração de víboras para trás.

Charles Leclerc, Carlos Sainz Jr. Esteban Ocon, Verstappen, Lando Norris, George Russell...

E ao ver os campeões Sebastian Vettel, Fernando Alonso e Kimi Raikkonen serem questionados, não há incentivo para permanecer.

Assim, se for mais uma vez campeão, ele está fora!

E se não for?

Aí.. 

Lembra do preventivo do início do texto?

Ele olhou as novas regras (e reclamou) e testou os novos compostos da Pirelli.

Mas não é um plano B.

Seria uma tragédia.

sábado, 8 de maio de 2021

Adaptação















Quem acompanha o Blog ou nossos comentários no twitter há mais tempo sabe que muitas vezes pedimos calma nos julgamentos.

Pois o primeiro impulso pode trazer uma visão turva.

E isso é bem comum na Fórmula 1 entre os milhares de fãs.

Calma.

Até porque a categoria máxima do automobilismo, apesar de sua absurda velocidade, é mais do que tudo calma.

Ou você acha que um afobado conseguiria ficar naquele invólucro apertado colocando o pneu no mesmo lugar nas curvas de forma repetida?

E sem direito a erros.

Tudo isso para tratarmos do assunto deste post.

Adaptação.

Que, segundo o dicionário, é o ajuste de uma coisa a outra.

No nosso caso, o ajuste de um piloto a sua nova equipe.

E ainda, a chegada de um estreante na F1.

O tempo tem mostrado que existe um período necessário de adaptação.

De ajuste.

Vamos exemplificar.

Lewis Hamilton desembarcou na Fórmula 1 em 2007.

Ao lado do já duas vezes campeão, Fernando Alonso.

Difícil, não?

Mas houve uma cuidadosa preparação para que o piloto inglês sentisse o mínimo no impacto da mudança da GP2.

Hamilton executou um programa brutal com a McLaren.

Testes e mais testes.

Na época podia.

Lewis rodou o equivalente a 24 GPs nas mais diversas pistas durante seis meses em 2006.

Por pouco Sebastian Vettel não faturou o título de 2009.

Acho que duas coisas pesaram também para que Button vencesse.

A primeira briga de verdade da Red Bull pelo título.

O que exige um minucioso planejamento.

E o fato de Vettel ser um novato no time principal.

Mais experiente, o time do energético passou a colecionar títulos nos anos seguinte com seu piloto mais ajustado.

Sabendo lidar melhor com os desafios, principalmente em 2010 e 2012.

Penso que o tempo de adaptação pode ser de uma ou duas temporadas.

Dependendo das circunstâncias.

Lembremos de Valtteri Bottas.

Pego no laço pela Mercedes após a saída abrupta de Nico Rosberg.

Foram duas temporadas complicadas.

Depois, mais ajustado, dois vice-campeonatos.

Michael Schumacher fez um retorno para a mesma Mercedes.

E sofreu para se encaixar.

E ainda tendo como referência um subestimado (na época) Rosberg. 

Tenso.

A história parece se repetir na Alpine com Alonso e, o mal avaliado, Esteban Ocon.

Vettel pena na Aston Martin.

Sergio Perez na Red Bull.

Carlos Sainz Jr. na Ferrari.

E Daniel Ricciardo na McLaren.

Todos os citados com momentos impressionantes na Fórmula 1.

Entretanto a coisa exige trabalho.

Repetição.

Pense em Mick Schumacher, Tsunoda e Mazepin.

Ou em alguns erros primários de Russell.

Não se guie por comentaristas afobados.

O tempo é cruel.

Sim.

Porém o tempo não apaga o que o talento já gravou.

Mais.

No caso, o tempo deverá aclarar.

E tende a nos lembrar do que é verdadeiro.

terça-feira, 4 de maio de 2021

Por um Lugar ao Sol





















O meio da temporada de 2021 poderá ser de mudanças significativas em algumas equipes.

Falo da dança das cadeiras, ou cockpits, dos pilotos.

O cenário.

Aston Martin, Alpine, Ferrari, Haas, McLaren e Red Bull indicam um caminho de repetição em suas duplas.

O restante pode ser mais movimentado.

Acredito que Lewis Hamilton deixe a categoria após seu oitavo título.

Abrindo caminho para Russell na Mercedes.

Para equilibrar tal mudança, Toto Wolff tende a conservar Valtteri Bottas ao lado de George.

Assim, há uma vaga criada na Williams ao lado de Nicholas Latifi. 

Um nome?

Poderia estar indo para Danill Kvyat.

Interessante que o Russo não se desliga da Fórmula 1.

Existem algumas razões para isso.

Devemos observar que, ao contrário de seus compatriotas que passaram ou estão na categoria máxima do automobilismo, Kvyat é um cidadão do mundo.

Mais italiano que russo, rodado em diversas escuderias e de fino trato.

Esta última característica parece irrelevante ao primeiro olhar.

Mas já afastou alguns condutores de um futuro mais promissor.

Exemplos?

No paddock dizem que Paul di Resta era uma criatura difícil de lidar.

Falam desse defeito em Hulkenberg também.

Outro que pode seguir em frente é Pierre Gasly.

Seu caminho na Red Bull está bloqueado e uma alternativa deve estar sendo buscada.

Onde?

A Alfa Romeo pode ser uma resposta.

Qual a raciocínio?

A Sauber poderá obter um novo acordo de motorização com a Renault.

Em uma parceria mais vantajosa do que tem hoje com a Ferrari.

Pois está claro que a filha preferida é a Haas.

Mas em qual lugar?

Kimi Raikkonen é um campeão.

E Antonio Giovinazzi tem entregado um trabalho digno.

Claro, Gasly ainda pode esperar.

Já que seu posto na Alpha Tauri não está ameaçado.

Percebam que os nomes se repetem.

E reparem na dificuldade de haver um novo entrante.

A Indy e a Fórmula E agradecem.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Devaneios

















Não é informação.

São apenas pensamentos.

Achismos.

Eu não acho que Lewis Hamilton fique em 2022 na Fórmula 1.

Seguindo a ideia, temos um buraco na Mercedes.

Com o principal time da categoria precisando de uma estrela.

Pode subir George Russell.

E continuar com Valtteri Bottas.

A saída do multicampeão inglês seria a única alternativa para uma possível permanência do finlandês conduzindo uma das Flechas de Prata.

Possível.

Pois Russell (a estrela) talvez combine mais com um piloto campeão ao seu lado.

Surge então o nome de Sebastian Vettel.

Já está na família (Aston Martin - Toto Wolff)...

Para seu posto a Aston Martin buscaria um nome de peso e mídia para correr com Lance Stroll.

Penso em Kimi Raikkonen.

Aí abriríamos duas vagas.

Na Williams (lugar Russell) e na Alfa Romeo (lugar de Raikkonen). 

Com Bottas voando.

No próximo box, Sergio Perez precisa mostrar muito serviço na Red Bull.

Os cabeças dos energéticos estão apaixonados por Yuki Tsunoda.

Max Verstappen é uma incógnita para mim.

A história precisa andar mais.

Se a Red Bull continuar competitiva e não conseguir o título, a coisa poderia pesar.

Climão, entende?

Helmut Marko já deu sinais de não confiar 100% no talento do holandês perante Hamilton.

Aliás, Marko só tem paciência com Vettel.

Depois das dificuldades enfrentadas na primeira etapa no Bahrein pelo piloto alemão em sua estreia no carro verde, ele foi um dos poucos a dizer que em algumas corridas Sebastian vai estar voando novamente.

Pode ser efeito as boas lembranças dos bons tempos.

Voltando, Max não parece ser uma figura fácil de lidar.

Pode estar cansando.

Um título perdido pode entornar o caldo da latinha.

Pensou na Mercedes?

Esquece Russell e Verstappen num mesmo time.

Toto nunca mais irá trabalhar com uma dupla de pilotos que lembre a treta entre Rosberg e Hamilton.

Ele já deixou bem claro isso.

Pensamentos, OK?

Mas 2021 / 2022 pode ser mais interessante do que imaginamos...

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Pequenas Passagens
























Interessante como os pilotos precisam tomar importantes decisões tão cedo
em suas carreiras.

Escolhas que podem definir se terão sucesso ou não nas pistas.

Lewis Hamilton teve que passar por isso pouco mais de uma década atrás.

2005.

Um ano antes (2004) Frank Williams já havia tentado trazer o jovem talento
para a Fórmula 1.

Uma joia.

Novo, inglês e ainda seria o primeiro piloto negro da categoria.

História, mídia e talento num pacote só.

Entretanto Williams falhou ao tentar convencer a BMW em bancar a aposta.

Apesar disso os alemães grifaram o nome do menino e passaram a acompanhar
mais atentamente seus passos.

Quando Lewis venceu o Europeu de Fórmula 3, ninguém tinha mais dúvidas
que havia um belo futuro ali.

A BMW, que no ano seguinte (2006) assumiria a Sauber, então finalmente
fez sua proposta.

O convite era pra que Hamilton se tornasse piloto de testes da nova escuderia.

Lewis recusou a parceria.

(que acabaria nas mãos de Robert Kubica)

Pouco tempo depois ele e seu pai firmaram um acordo com a McLaren.

Acordo que previa um lugar de titular na categoria máxima do automobilismo
em 2007.

Importante lembrar que na mesma época do contrato do piloto inglês, Ron Dennis
havia conseguido fechar com Fernando Alonso também para 2007!

Contando ainda com Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya, a McLaren se viu
com um problema.

Quem sairia para dar lugar a Hamilton?

A solução foi elaborar um plano B.

Ron Dennis começou a trabalhar para trazer uma nova equipe para a Fórmula 1.

A Direxiv da GP2.

Assim as obrigações contratuais da McLaren com Hamilton seriam cumpridas.

A coisa foi evoluindo e a ideia era ter Pedro de La Rosa ou Gary Paffett como um
dos companheiros do novato.

Mas a perda do principal patrocinador da Direxiv (a japonesa Akiyama) colocou
um fim no projeto.

Flavio Briatore (Renault e maior conselheiro de Alonso) foi procurado.

Mas não se moveu a respeito do caso.

Sabendo que Ron Dennis procurava um encaixe para Lewis, o paddock se
agitou.

A Spyker tentou vender um cockpit por uma fábula de dinheiro e ouviu
um não.

A turma dos energéticos também encostou e ofereceu uma saída.

Um contrato de três temporadas: um ano na Toro Rosso e dois na Red Bull.

Com a possibilidade da McLaren resgatar Hamilton para suas fileiras a qualquer
momento durante a vigência do acordo.

Ron Dennis não respondeu.

E esperou.

(o big boss da McLaren muitas vezes me parece ter dificuldade com mudanças)

E o tempo solucionou tudo.

As coisas acabaram se resolvendo com a ida de Raikkonen para a Ferrari e a
(previsível) saída de Montoya para a Nascar.

Assim, finalmente, o dream team estava formado o pronto para grandes realizações
em 2007...



















terça-feira, 7 de abril de 2020

O Faro



























A impressão.

“Não há dúvida sobre as habilidades de Sebastian Vettel.

Infelizmente, porém, muitas vezes a vontade não é suficiente.

Hamilton e a Mercedes dominam há anos.

Se a temporada tivesse começado, provavelmente estaríamos falando sobre
as vitórias das Flechas de Prata.

Após a parada, vencer a dupla Hamilton - Mercedes não será nada fácil.

Assim como reduzir a diferença ... "

Palavras de Robert Kubica.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Meio



























Nico Hulkenberg está com dificuldade de encontrar um cockpit na Fórmula 1.

Por isso seu nome se tornou motivo de debate.

O piloto alemão não é novinho.

E hoje possui um salário respeitável na Renault.

Valor?

8 milhões de euros.

Daniel Ricciardo, seu companheiro, recebe 20 milhões de euros.

Alain Prost declarou que Hulk é um pessimista.

Um pessimista caro...

A motivação aqui é orçamento.

Não se engane.

Esteban Ocon vai ser bem mais barato.

Basta saber que Charles Leclerc ganha 3 milhões de euros na Scuderia
Italiana.

Mais.

Nico não possui sequer um pódio na categoria máxima do automobilismo.

O salário (o mesmo de Bottas!) e a idade (tempo de contrato) atrapalham
um acordo com outra escuderia.

Fiquei pensando como Nico chegou nessa situação.

Matutando sobre a questão.

Principalmente mirando os resultados.

Fui rever os dados.

Mais especificamente as últimas três temporadas.

E acho que ele não foi mal.

Vem comigo.

Tirando os pilotos das três principais equipes (Red Bull, Mercedes e Ferrari),
repare a classificação do sétimo ao décimo lugar.

Com destaques.

Na ordem.

2016 - Sergio Perez, Valtteri Bottas (ainda na Williams), Hulkenberg
            e Fernando Alonso.

2017 - Sergio Perez, Esteban Ocon, Carlos Sainz Jr. e Hulkenberg.

2018 - Hulkenberg, Sergio Perez, Kevin Magnussen e Carlos Sainz Jr.

Convido você a retornar para a foto que se encontra no topo do post.

Viu esses caras que iniciam todas as provas no miolo?

Escapar ileso na primeira curva em cada GP já seria um feito, não?

Perceba que são sobreviventes.

Assista a qualquer vídeo onboard de largada de um piloto na miuca
do grid.

Tá doido!

Não tem moleza.

A vida de Hulkenberg na Fórmula 1 foi essa.

"Ah, mas outros chegaram entre os três primeiros."

Sim.

Eventos pontuais.

Exceções.

Quebraram 200 lá na frente e o cara chegou.

Porém o normal é sexto, sétimo...

Se tudo funcionar 100%.

Quero dizer que Hulkenberg nunca teve uma chance real.

E o tempo passou.

É isso.

Peço clemência.

Outro nome que chama atenção nos resultados é o de Sergio Perez.

O mexicano é constante.

E também não teve oportunidade numa grande equipe.

A McLaren?

Carro apenas mediano.

Perez tinha um bólido melhor na Sauber no ano anterior a sua mudança.

O tempo está correndo contra o piloto da Racing Point.

A história se repete.

Enfim.

Se o piloto não estiver dentro das três maiores equipes, estará no meio.

Onde chegar em sétimo é vitória.

Pulando para a elite, a coisa muda de figura.

A meta é sair na primeira posição.

Ou nunca será campeão.

Veja os números de poles de Sebastian Vettel em comparação com
Mark Webber.

Nico Rosberg só alcançou o topo quando disputou a primeira fila
a tapa com Lewis Hamilton.

O que também explica parte do fracasso de Fernando na Ferrari.

Alonso nunca foi um poleman.

O espanhol se meteu em muitas enrascadas e acidentes por largar
um pouco mais atrás.

E deixou pontos preciosos pelo caminho.

Por outro lado, Leclerc nasceu para colecionar poles.

Vai ser monstro.

Escapar do meio, largar na frente fugindo da confusão e sair ileso na
primeira curva não é tudo.

Mas sem isso ninguém chega a qualquer lugar.

Pior.

Ficará esquecido pelo caminho.


terça-feira, 24 de setembro de 2019

Desejo



























Engraçado como as pessoas despejam suas frustrações mais íntimas
de forma desprezível.

Fiquem tranquilos.

Mercedes será campeã novamente em 2019.

Assim como Hamilton.

Não tenho dúvidas.

Ainda mais testemunhando como a Casa de Brackley trata bem seu
principal piloto.

Tanto que Valtteri Bottas recebeu ordens de reduzir seu ritmo para não
ultrapassar seu companheiro após sua parada em Singapura...

Lamento que a Ferrari tenha encontrado seu caminho tarde demais.

Porém algo aponta para uma esperança.

Em 2020.

Os vermelhos sendo dominantes numa luta épica entre Sebastian
Vettel e Charles Leclerc pelo título.

Com brigas internas, divisão na equipe e olhares atravessados.

Uma luta temperada por Lewis e Verstappen.

Desejo.

Quero sangue!

domingo, 17 de março de 2019

Austrália 2019



























Ensaio

De cima para baixo.

Escaldado.

Lewis Hamilton declara sua preferência por Valtteri Bottas como
seu companheiro para 2020.

Ao invés de trocá-lo Esteban Ocon.

Pode ser.

Entretanto ter um piloto como Bottas sem contrato e que não tem
nada a perder ao seu lado durante toda esta temporada não deve
ser um bom negócio.

A frase de Valtteri mandando "se ferrar*..." no rádio e a desobediência
ao buscar a volta mais rápida ligaram o alerta.

Depois.

Stroll não é tão ruim e Kvyat merecia um pouco mais de paciência.

Na outra.

A alegria da Honda com a família Red Bull.

Só penso na McLaren.

Abrindo mão do dinheiro e de ser um time de fábrica.

Por fim.

A Williams é um poço de escolhas e caminhos equivocados.

(haverá um post em breve)

Talvez ser um Time B assumido poderia ser uma solução imediata.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Contratos, Poderes e Afins


























Tempo faz falta.

E é dinheiro.

Realmente.

Queria ter mais para escrever no Blog.

Falando nisso.

Lewis Hamilton deve estabelecer um novo acordo com a Mercedes em breve.

Casamento inabalável.

As duas partes buscando de forma feroz os números de Michael Schumacher.

O atual contrato de 2015 se encerra em 2018.

O novo acordo deverá ir até 2020.

A base girará em torno de 40 milhões de euros anuais.

Um pouco menos.

Um fixo mais premiação por vitórias.

(proposta de Toto Wolff)

Ou um fixo mais bônus por título mundial.

Do outro lado da fronteira, a Ferrari ofereceu o mesmos 40 milhões / ano
para que Sebastian Vettel permanecesse.

Amplamente divulgado no paddock.

Seb recebeu 32 milhões de euros em 2017.

Sua proposta de extensão até 2020 (ainda em 2016) foi recusada pela
Scuderia Italiana.

Sergio Marchionne não aceitou que a ideia partisse de seu piloto.

E deixou o tempo passar.

(é dinheiro, lembra?)

A Ferrari é o mito e deve estar sempre no controle.

Entretanto duas coisas aconteceram.

A baixa performance de Margherita deu poderes para Vettel.

E a saída abrupta de Nico Rosberg.

Tudo isso levou a Mercedes entrar em contato com o multi campeão.

Estabelecida uma situação aberta com Valtteri Bottas (2017 / 18), Vettel
poderia estar numa das Flechas de Prata em 2019.

O início de 2017 muda o cenário novamente.

Gina se mostra competitiva.

A Ferrari se encontra numa situação delicado por ser o último ano de acordo
com Sebastian.

E o piloto ganha um protagonismo que influencia as negociações.

Com a vantagem, Vettel assina o contrato com Maranello.

Com cláusulas de saída!

Assim, até o seu final (2020), o piloto precisará acionar sua opção a cada verão
europeu.

Ao contrário do que Marchionne queria, Vettel possui a decisão de permanecer,
ou não, nos próximos anos de acordo com a performance de seu bólido.

Uma situação inusitada.

Buscando uma alternativa, os italianos se moveram em direção à Max Verstappen.

Porém o holandês optou pelo projeto da Red Bull até o início da próxima década.

Ficando em casa.

Onde foi criado.

E já conhece tudo e todos.

Querendo construir uma carreira sólida num ambiente familiar e seguro.

Esperto.

Você deve estar pensando que o menino será tratado como primeiro piloto.

E acho que não estará errando.

Sem conseguir o garoto prodígio, a Ferrari foi até Daniel Ricciardo.

Pelo menos viu um grande sorriso depois de perceber que as duas máquinas
vermelhas poderão estar com seus cockpits vazios em janeiro de 2019.



segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Mexicanas


































Retratos.

Especial.

Títulos merecidos para aqueles que fizeram um trabalho melhor!

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Japão - 2017

























O final de semana da Fórmula 1 na Terra do Sol Nascente prometia.

Os treinos livres foram movimentados.

E duas das três principais equipes fizeram opções inusitadas para o qualifying.

Diferente de Spa-Francorchamps (pista com características semelhantes)
Mercedes e Red Bull escolheram colocar mais downforce.

Enquanto que a Ferrari foi pelo mesmo caminho escolhido na Bélgica.

Mas a Scuderia Italiana não conseguiu brigar pela pole.

(diferente de Singapura e Malásia)

Com a potência da unidade de força fazendo diferença devido ao traçado
de Suzuka, a Mercedes com seu motor número quatro teve mais tranquilidade.

Lewis Hamilton fez a diferença no setor onde o motor importava mais.

Sabendo da punição de Valtteri Bottas, Sebastian Vettel arriscou tudo tentando
tirar alguns décimos.

Podia.

Sem uma unidade de força ideal a Red Bull não tinha como alcançar a Ferrari.

A aposta maior de Vettel ficaria para a corrida.

Sua simulação de corrida com pneu amarelo da Pirelli foi fortíssima.

Raikkonen, com o vermelho (supermacio), havia ficado bem perto dos tempos
de Lewis.

Ainda no sábado, ao terminar a classificação, a Mercedes imediatamente trocou
uma das velas do bólido de Hamilton.

Antes das luzes vermelhas serem apagadas o time de Toto Wolff já havia largado
na frente.

O mesmo problema atingiria a Ferrari de Vettel.

No grid foi impossível resolver.

Por diversas razões.

Gina tem um envelopamento melhor dos que as Flechas de Prata.

Principalmente na parte de trás.

Entretanto o "aperto" dificulta na hora de se mudar algo imprevisto.

O que normalmente se troca em 15 minutos, leva 40.

Com apenas cinco cilindros funcionando, Vettel ficou sem potência.

Abandonar foi questão de tempo.

O duelo ficaria entre Hamilton e Max Verstappen com uma surpreendente
Red Bull.

Sem problema com temperatura, o W08 foi bem na primeira parte da prova.

O drama veio na segunda parte.

O pneu amarelo não funcionou para Lewis como deveria.

(lembra da simulação de corrida da Ferrari?)

Com o tanque mais leve (menos combustível) a Mercedes viu o carro de Lewis
se comportar de forma bem diferente ao de Bottas que largou com o mesmo
composto.

Acontece que o carro mais pesado de Valtteri (mais gasolina) assentou melhor
no começo da prova com o soft (amarelo).

Verstappen aproveitou para sonhar com a vitória.

Protegendo Hamilton, Valtteri (com razão) e Alonso (?!?) seguraram Max.

Cada um no seu momento.

E assim Lewis venceu.

Daniel Ricciardo completou o pódio.

Valtteri "Kovalainen" Bottas e "Heikki" Kimi Raikkonen chegaram em seguida.

(o papel de coadjuvantes entristece)

Em ordem (obedecidas) Esteban Ocon e Sergio Perez colocaram a Force India
nos pontos.

O agressivo (é um elogio) Kevin Magnussen e (o lutador) Romain Grosjean
trouxeram a bandeira da Haas.

Felipe Massa fechou a lista daqueles que pontuaram.

Adeus para Jolyon Palmer.

(apesar do contrato, a pressão devia estar insuportável dentro da Renault)

E grande mudança para Carlos Sainz Jr.

A briga no meio do mundial de construtores está intensa.

Williams, Toro Rosso, Haas e Renault lutam pela quinta posição.

No mundial de pilotos, só uma combinação maluca tira o campeonato de Hamilton.

E devolve o sono para Maurizio Arrivabene.


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Japonesas





























Retratos.

Onde está Wally?

A tradição de tomar café da manhã sempre juntos.

A simbólica roda.

E a dor.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Malásia - 2017

























Sim, existe o medo.

E Max Verstappen usa isso em seu favor.

Lewis Hamilton e Sebastian Vettel têm tudo a perder.

Assim o piloto holandês não hesita em disputar posições.

Se quiser bater, o problema é dos outros.

Nas primeiras corridas da temporada avisei sobre os intrépidos.

Fato é que a Red Bull achou um caminho de desenvolvimento.

A Ferrari está liderando a corrida armamentista.

O bólido da Scuderia Italiana é imbatível.

Hoje, OK?

Está tropeçando em seus próprios pneus.

Se parar com os erros, poderemos ter um final de campeonato mais apertado.

Sim.

A Mercedes segue favorita com Lewis e seus 34 pontos de vantagem.

Entretanto o W08 causa preocupação.

Está claro que a máquina prateada só funciona 100% em certas condições.

Asfalto menos abrasivo, temperaturas mais baixas e quando há menos exigência
de downforce.

Explicando.

As pistas com maior rugosidade e que exigem que se ande na trilha favorecem de
forma impressionante a Red Bull e a Ferrari.

A Mercedes escorrega direto.

O que causa um pior aproveitamento dos pneus.

Temperaturas de asfalto mais altas fazem as Flechas de Prata sobreaquecerem
as borrachas da Pirelli.

(recorde que a chuva em Singapura fez Hamilton ressuscitar)

A exigência de downforce trava o W08 e o coloca em maus lençóis contra suas
adversárias diretas.

Pra piorar, o pacote aerodinâmico que o time trouxe para a Malásia foi uma lástima.

Hamilton ficou até as duas da manhã de sábado com seus engenheiros restaurando
a configuração antiga.

Valtteri Bottas teve que se virar com as novidades mesmo.

Fora que Lewis por ser mais rápido que seu companheiro quase sempre consegue
um desempenho melhor em meio aos problemas.

A Mercedes está perdendo a guerra das atualizações.

O que pode indicar que o W08 chegou ao seu limite.

Na prova, tivemos um Daniel Ricciardo bem agressivo contra Bottas no início.

Depois se apagou.

Sebastian Vettel veio da última posição escalando o pelotão.

Um a um seus adversários iam sendo ultrapassados.

Quer saber um segredo?

Gina estava com o mínimo de combustível possível.

Quando chegou na Red Bull de Ricciardo teve que levantar o pé.

Teve que diminuir o consumo para poder completar a prova.

Nunca houve chance real de pódio.

O acidente com Stroll após a corrida foi esquisito.

A caixa de câmbio está ilesa (segundo foi verificado em Maranello) e vai
para o Japão.

O teste final será no primeiro treino livre de Suzuka.

O resto.

Sergio Perez foi o primeiro da outra divisão com a Force India.

Stoffel Vandoorne foi favorecido com as doidices da Williams.

Stroll e Massa ficaram em oitvo e nono respectivamente por ordem da equipe.

E Esteban Ocon fechou a turma dos pontos.

O estreante Pierre Gasly sumiu depois de boa classificação.

E aquele bueiro que quase matou Romain Grosjean na sexta-feira?

Fernando Alonso?

Merece um post.

(breve)

Por fim.

Espionagem.

Sinal de receio.











terça-feira, 19 de setembro de 2017

Cingapura - 2017



























































Foi um presente para a Mercedes.

A equipe de Brackley tentou durante todo o final de semana de Cingapura
apenas diminuir os danos.

A vitória foi mais que um bônus.

E ainda utilizando a segunda unidade de força.

(lembrando que a quarta foi apresentada em Monza)

Toto Wolff sabia que Ferrari e Red Bull seriam imbatíveis na tórrida noite.

A classificação foi surreal.

Sebastian Vettel raspou o muro e deixou Christian Horner com uma expressão
desconcertante.

Havia decepção por não ver Verstappen ou Ricciardo na pole.

Entretanto todos podiam ver um certo orgulho por seu ex comandado, que hoje
veste vermelho, fazer o impossível.

O time dos energéticos não digeriu bem a derrota.

Helmut Marko falou em nervosismo na condução de seus pilotos.

E completou que já sabia que Seb consegue realizar proezas incríveis.

Horner respondeu com uma ameaça ao dizer que Vettel é quem tinha tudo
a perder no domingo.

Mas aí veio a chuva.

A pista molhada deu esperança para que Lewis Hamilton pudesse compensar
em parte a desvantagem e conseguir algo a mais.

Niki Lauda ainda apostava na imprevisibilidade de Max ao lado de Vettel.

Ricciardo chegou a afirmar que seu companheiro tiraria Vettel...

Todo mundo viu a largada.















O que eu acho.

Pela imagem acima vemos como Gina já passou e buscava a tomada da primeira
curva.

Movimento natural.

Alonso em 2010 executou a mesma manobra sobre Vettel.

Verstappen adota uma linha em direção a Vettel ao apagar das luzes.

Ao não surtir efeito, percebeu que Raikkonen estava bem melhor e tentou
preservar sua posição.

Repare no vídeo (primeiro segundos).

Max larga pra cima de Vettel e volta pra cima de Kimi, atingindo o finlandês.



É fácil de ver.

O jovem piloto participou de outros acidentes neste ano.

E em todas as largadas complicadas ele estava envolvido.

Desde o início do campeonato venho alertando sobre o cuidado que Seb e Lewis
estão adotando no início.

O que não justifica certas críticas.

Eles estão brigando pelo mundo.

A ação de Max (alimentada por sua equipe) era previsível.

Aconteceria mais cedo ou mais tarde e influenciaria a luta principal.

Comentamos sobre isso (Hungria) no início de agosto.














Uma lástima.

E não desejo que Hamilton passe por algo parecido.

O fator estranho (imprudência dos outros) não deveria decidir uma disputa
tão linda.

Lewis e Vettel estão muito acima de todos os outros e não precisam disso.

Daniel Ricciardo não conseguiu acompanhar Hamilton.

Valtteri Bottas trouxe o carro de volta para casa.

Carlos Sainz Jr. colocou mais umas linhas impressionantes em seu currículo.

Jolyon Palmer desceu do carro olhando nos seus olhos.

Vandoorne fez bom uso de sua McLaren.

Lance Stroll teve uma melhor estratégia de pneus do que Massa e colheu
frutos por isso.

Grosjean levou a Haas para os pontos.

E as duas Force India pontuaram.

Sobreviventes.

Quase metade do grid não terminou a corrida.

Acabou o campeonato?

Pode ser.

Porém algo mudou.

Importante.

Se você não percebeu, Sebastian Vettel não tem mais nada a perder.







sábado, 2 de setembro de 2017

Time After Time












































Chuva.

Poderia ser pior.

Uma classificação histórica para Lewis Hamilton.

Os números contam.

O talento também.

Foi o piloto inglês o responsável por melhor gerenciar os pneus nas condições
adversas de Monza.

Diferente de Valtteri Bottas que não contou com a mesma facilidade.

Mercedes e Ferrari  foram pro qualifying molhado com setup para pista seca.

Porém a Scuderia Italiana fez ainda mais ajustes do que o time das Flechas
de Prata.

Os italianos apostam tudo no sol de domingo depois de uma sexta-feira difícil.

O trabalho noturno foi intenso.

Esperamos que Gina responda.

Duro será lidar com a Force India e a Williams (motores Mercedes) numa
pista que clama por potência.

As filiais conseguiram ótimos resultados no grid apostando tudo nos ajustes
radicais para o asfalto encharcado.

Sem ressalvas, excelente resultado para Esteban Ocon e Lance Stroll.

Nada melhor que dar tempo ao tempo, não?


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Clipping



































Tudo indica que o campeonato de 2017 será decidido nos detalhes.

A impressão deixada pela Ferrari em Spa-Francorchamps assustou a Mercedes.

Sebastian Vettel e Gina não deixaram Lewis Hamilton respirar.

O time das Flechas de Prata precisou fazer malabarismos para impedir a vitória
dos vermelhos.

A jogada do quarto motor prateado na Bélgica para continuar usufruindo da regra
antiga do consumo de óleo pareceu brilhante no primeiro olhar.

Porém seria inocente pensar que há idiotas na Scuderia Italiana.

O limite de consumo de óleo perde importância perante a possibilidade de
desenvolvimento que trará melhor confiabilidade e potência para Gina.

E a próxima atualização da Scuderia Italiana pode decidir de vez quem ficará
com o título desta temporada.

A evolução apresentada por Maranello em Spa-Francorchamps, principalmente
após as dificuldades de Silverstone, se deram por culpa da mecânica e design.

Houve trabalho duro para atingir a perfeição no trabalho de suspensão.

A Ferrari voltou a ser aquele carro perigoso do início do ano.

Sim.

Em Monza a Mercedes continua favorita.

Mas não pode cometer nenhum erro.

Como gosta de dizer Helmut Marko, Vettel já sentiu o cheiro de sangue.

Privilegiados

Apenas três pilotos completaram todas as provas de 2017 até aqui.

Sebastian Vettel, Lewis Hamilton e Esteban Ocon.

Toro Rosso

Sean Gelael estará conduzindo pelo Time de Faenza nos treinos livres de
Cingapura, Malásia, Estados Unidos e México.

Parece que alguém está preparando um piloto para o ano que vem, não?

Toro Rosso 2

A Red Bull parece estar dificultando o acordo entre a Toro Rosso e a Honda.

As discussões então avançadas.

O que tem pegado é a questão financeira.

Os japoneses sonham em continuar com a McLaren.

Mas os cabeças da família dos energéticos entendem que a Honda está sem
opções e endureceram o jogo.

(eles querem vender a Toro Rosso, OK?)

A McLaren quer a Renault.

A Renault (através de Alain Prost) diz ser um negócio inviável.

Tem mais pimenta.

Há outros interessados na Toro Rosso.

O pai de Sean Gelael (dono da KFC da Indonésia) é um deles.

A indonésia é um mercado com uma população maior que a brasileira num
espaço quatro vezes menor.

Outro é a Ferrari.

Faenza é logo ali e seria uma ótima solução para o retorno da Alfa Romeo.

A Honda precisa se decidir.

Sauber

Charles Leclerc vem vindo.

Pascal Wehrlein está saindo.

Dos Males

Vão trocar elementos no carro e ele deverá assim enfrentar punições no grid
de largada.

Entretanto a situação está tão esquisita para Max Verstappen que se ele
conseguir terminar a corrida em Monza já está bom.

Renault

Cyril Abiteboul disse com todas as letras que não quer Fernando Alonso vestindo
amarelo.

A razão é que o time ainda está em construção e um piloto frustrado não agregaria
nada.

Ferdi está queimado.

Por outro lado veio a notícia que Robert Kubica deverá conduzir o bólido da equipe
de Viry-Chatillon / Enstone no treino livre da Malásia.

Dilema

Fernando Alonso colocou a McLaren para escolher entre ele e os benefícios que
recebe da Honda.

Um problema que oferece duas soluções, sendo ambas insatisfatórias.

Fácil

Com os pneus mais largos e o downforce do carro atual, Vettel afirmou que passar
pela Eau Rouge ficou bem mais tranquilo do que em anos anteriores.

Falastrão

Depois de ter dito que Vettel não gostaria de ser seu companheiro de equipe
na Mercedes, Hamilton diz que abriu mão de seu sonho de pilotar pela Ferrari
após a renovação de Sebastian.

Emoção

Foi legal ver Mick Schumacher com a Benetton em Spa.

E ele se preparou.

Foram dois dias de testes para não fazer feio.

Reforço

Quem também testou foi Lance Stroll.

Em Hockenheim o piloto da Williams afiou as garras num modelo de 2014.

Novas Praças

Argentina e Vietnam se apresentaram como opções para o calendário da
Fórmula 1.

Os hermanos chegam com o retorno do Autódromo Oscar Alfredo Gálvez
numa nova configuração.

Uma alternativa para o Brasil.

Já os vietnamitas ofereceram as ruas de Hanói.

Assim como os dinamarqueses já fizeram com Copenhagen.

Bate-Bate

Depois de ter dito que Sergio Perez tentou assassiná-lo duas vezes em Spa,
Esteban Ocon se desculpou pelas palavras numa nota.

Por fim

Faz tempo.

Mas a primeira vez num Fórmula 1 deve ser inesquecível.













terça-feira, 29 de agosto de 2017

Belgas


























Retratos.

A luta pelo título.

Caricaturas.

E um Schumacher novamente acelerando em Spa-Francorchamps.

Abaixo.

O ser humano nunca decepciona.