quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Imperia




Lembranças.

Fotos da fábrica belga de automóveis Imperia.

Eu amo essas coisas.

A marca não existe mais.

Quer dizer, não como antes.

O nome foi resgatado num projeto de carro ecológico uns anos atrás.

Mas deixa isso pra lá.

A verdadeira Imperia surgiu no começo de Século XX.

Adrien Piedbœuf iniciou tudo a partir de uma pequena oficina de carros.

Sua vocação era a grandeza.

A marca colecionou feitos em Spa-Francorchamps, em Brooklands e no
Rally Liège-Roma-Liège.

A empresa teve como chefe de pesquisa por mais de uma década o lendário
engenheiro belga Louis de Monge, que inclusive desenvolveu transmissões
automáticas para os bólidos da empresa.

Monge que mais tarde trabalharia com Ettore Bugatti.

Apesar da conversa desses caras não ter sido sobre carros.

Foi Monge quem desenvolveu o Bugatti 100 P.

Uma beleza de avião!

Clica aqui .

Mesmo sem Monge, a Imperia continuou.

Adquiriu outras fábricas e fez parcerias.

Porém depois da Segunda Guerra Mundial terceirizou sua produção.

Começou aí o seu declínio.

Tanto que final da década de 50 suas portas foram fechadas.




Interessante é isso aí em cima.

Sua pista privada na bela planta da fábrica de Nessouvaux.

Contruída em 1928.

O projeto nasceu depois que os vizinhos da fábrica decidiram por um fim
nos testes realizados nas ruas da cidade.

Ninguém aguentava aquela loucura na porta de casa.

Sem espaço, a Imperia resolveu utilizar o teto.

Parte do circuito de 1 km passava por cima dos edifícios da empresa.

Hoje está tudo meio abandonado.

Quase desabando.



Memórias perdidas.

Uma pena.

Tanta história.

Não é uma burrice deixar um troço desse se perder?


8 comentários:

Ituano Voador disse...

Caramba, tinha que ser macho para fazer essa curva inclinada no teto da fábrica... rsrsrsr
Raridade mesmo!

Ron Groo disse...

Bota burrice nisto... É fantástico.

politicamente_incorreto disse...

Havia há algum tempo atrás graças a nossa alma de vira latas o sewntimento que só brasileiro não se incomodava com memória e abandonava tudo a própria sorte.
Com essa história somos obrigados a aceitar que somos apenas mais alguns idiota sno planeta, não muito diferentes de todos os outros que habitam os outros cantos. só preservam castelos par apoder faturar algo em cima dos turistas...
Lá como aqui o que manda é grana e lucro. ninguém está explorando o local ou não investiu um agrana para tira retorno, inexoravelmente tudo vai desabar por abandono.

Rubem Rodriguez Gonzalez

bet's disse...

caralho, que pista mais linda é essa?? se queria conhecer?? r: sim! mas, olha, dexar issaê abandonada, gnt, comoassim?

Jaime Boueri disse...

LINDAS fotos! Lindas mesmo! Agora, na ultima... Sem mais.

Juanh disse...

Hermoso circuito; a principios y mitad del siglo XX varias fábricas tenían su propia pista elevada, arriba de los galpones. Obras maestras, construcciones hermosas, que lamentablemente el tiempo y la "modernidad" han ido eliminando.
Hermosas fotos Corradi, me has hecho soñar con esos años.
Gracias.
Abrazos!

Renato Santos disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
De Kombi Por ai disse...

Que historia deliciosa de se saber!!!