segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Projeto Verão 2 - Primeiro Dia


























O Projeto Verão nasceu com a ideia de compartilhar.

Ceder.

Ceder espaço para pensamentos diferentes.

Ampliar a visão.

Uma viagem.

O Blog tem amigos.

Sempre teve!

Amigos que apoiaram o F1 Corradi desde o início.

O Ron Groo é desses.
 
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Seu Blog fala de Fórmula 1.

Sim.

Mas também faz crônicas e apresenta contos inusitados.

Inteligente.

Ele estava na primeira vez e não podia faltar na segunda!

Dessa vez abrindo o Projeto Verão 2014.

Ron Groo está com a palavra.


























O Melhor GP da Itália de Todos os Tempos!

Por Ron Groo


Muito se fala do fantástico GP da Itália de 1969, vencido por Jackie Stewart 
ou da corrida de 1971 em que a diferença de tempo entre o primeiro colocado 
Peter Gethin e o segundo Ronnie Peterson foi apontada como a menor da história 
da categoria: apenas um centésimo.

E mais: os cinco primeiro colocados terminaram a prova dentro do mesmo segundo.

Ambas foram disputadas em Monza, e só isto já é um handicap considerável, 
porém um dos mais emocionantes de todos os tempos não foi corrido no solo 
sagrado.

Nem em Brescia (1921) ou Livorno (1937), nem em Milão (1947) ou Parco 
Valentino (1948), muito menos em Imola (1980) que pela ordem foram os 
circuitos que também já foram palco da corrida italiana.

Mas sim em Roma (ano 1 DC) e teve lugar no Coliseu.

Alinharam para a largada as melhores bigas - como eram chamados os F1 
da época. – e os melhores pilotos.

Por conta de um regulamento absurdo em que equipes que aceitavam 
algumas imposições da BIA (Bigas International Assossiation) tinham 
direito a algumas regalias, enquanto as equipes que gastavam o quanto 
queriam em seus orçamentos não.

Então equipes menores como a Toyotus que vinha do Oriente, a Torus 
Rossus que era de Roma mesmo e uma equipe vinda das Índias podiam 
usar mais cavalos do que as outras: quatro (Quadrigas).

Já MacLatun, de Londres; a Redburrus; a Ferrarus e uma equipe de 
bárbaros franceses: a Horrivelnault usavam apenas três cavalos, mas 
estes eram puro sangue, geralmente árabes.

Eram os chamados motores P12 (doze pernas)

As restantes não se enquadravam nas categorias acima citadas, usavam 
bigas de dois ou três cavalos, mas pangarés e geralmente eram apenas 
coadjuvantes nas corridas.

Eram: os bávaros da BMdablius e outros londrinos da Uiliams, que eram 
chefiados pelo lendário centurião Francus. 

Um sujeito teimoso que achava que conduzir uma de suas bigas era uma 
enorme honraria, e por isto geralmente não pagava bem seus legionários 
pilotos.

Às vezes Francus conseguia brigar até com seus cavalos... 

Era do contra ele.

A corrida em questão foi um sucesso de publico e até as autoridades 
mais importantes da época estiveram presentes: O imperador César 
Berlusconi e o governador francês Nicolaus Saicoizinha acompanhado 
de sua esposa, da qual o imperador não tirou os olhos durante toda a 
prova.

Na largada Kubicus da BMdablius se envolveu em um acidente bobo 
com Fisichelus que era romano, mas por laços financeiros e por ser 
também sua ultima chance no mundo das corridas aceitou conduzir 
pelo time Indiano.

Dizem que ao enroscarem as rodas das bigas, em uma tentativa patética 
e desesperada de soltar à base de força, Fisichellus gritava: 

“-Force Índia, force!”.

Na volta numero trinta, outro acidente: o segundo condutor da Horrivelnault 
perde o controle dos cavalos e estampa o muro sujando a pista com detritos 
de sua biga e cocô de cavalo...

 


















Naquela altura da prova apenas seu companheiro de equipe, o centurião 
Alonsus havia feito a parada para reabastecimento (não me pergunte onde 
enfiavam a mangueira, ou se a mangueira já era do cavalo...) e assume a 
ponta da corrida provocando suspeitas em todo o bigódromo.

Só que mais a frente o centurião Alonsus é obrigado a abandonar a corrida 
por conta de um de seus cavalos estar com a pata frouxa e ameaçando se 
soltar, o que lhe valeu o apelido de “Alonsus pernun frouxus”

No fim a vitória coube a Buton Hur, que conduzia uma Braus com difusor 
duplo na saída do terceiro cavalo. 

Em segundo ficou Messala Humbê, que reclamou que os melhores cavalos 
sempre estavam na outra biga e que ele era apenas um romaninho contra o 
império.

Em terceiro chegou Kimem Raikkonus, que evitou dar declarações, mas 
bebeu as três ânforas de vinho reservadas no pódio para a festa da vitória.

Outro dado curioso é que o comerciante de togas Flavius Safatorus, também 
chefe da Horrivelnaut, foi convidado a explicar o acidente com Piquetinhus, 
mas este se limitou a dizer: 

“-Questo era um piloto que non valia o que o cavalo fazia...”.

E perguntaram a ele: 

“O que exatamente?"

E a resposta:

"Correr, porca miséria, correr... Seus mente suja....”

17 comentários:

Anônimo disse...

Legal, boa sorte!

Maurício França

Rafael Dias disse...

genial!

Rafael Schelb disse...

Muito bom! To rindo demais aqui. O Groo nunca decepciona!!

Danilo Candido disse...

Hahaha, muito bom !

Um abraço,
Danilo Candido.

Paulo Alexandre Teixeira disse...

Ler as coisas do Groo é sempre fantástico. Sempre!

Paulo Alexandre Teixeira disse...

As histórias do Groo nunca são decepcionantes. Bem pelo contrário: são excepcionais.

Eduardo Casola Filho disse...

Hahaha! Sensacional!

Al Unser Jr. disse...

Muito bom , tomara que aquele pentelho, lá dos comentários do Blog do "Groonus", não venha avacalhar por aqui também kkk.

Vander Romanini disse...

Os textos de Ron Groo são sempre divertidos de ler!!!

Francis Henrique Trennepohl disse...

Show de roda, começou com o pé direito. Ótimo texto do Groo!
Abraços empoeirados

Joel Marcos Cesetti disse...

Excelente Ron!

Clube do Fusca de Áurea disse...

genial!!!

Rui Amaral Jr disse...

enfim...tutte le cose nostra...ou cose nostra ou ainda mafiosos, enfim o Velho Mafioso comandava como ainda comando lá do alto!

Verde disse...

Excelente! Hahahahah!

TW disse...

Mais um grande texto do Groo.
Perfeitamente escolhido para abrir o projeto verão 2

Ron Groo disse...

Valeu gente, obrigado pelos elogios.

Al Unser, a praga não graça mais por lá. Se quiser voltar a comentar, fico feliz pacas.

Obrigado a todos e em especial ao Corradi que me deu a honra de abrir os trabalhos do Projeto Verão, ano II

zamborlini disse...

muito bom, groo.
começamos o ano muito bem.