terça-feira, 29 de abril de 2014

Mail


























Vejam só a mensagem que recebi por mail.

"Olá, Corradi, tudo bem?

Acompanho seu Blog, que está no meu feed de notícias, não perco uma postagem. 
 
Parabéns pelo trabalho.
 
Um dia desses vi um infográfico sobre o Bolt e a evolução dos tempos nos 100m 
rasos, daí resolvi fazer algo parecido com a F1. 
 
Coletei os dados das melhores voltas de circuitos que tivessem passado por poucas 
mudanças no traçado, fiz algumas correções estatísticas para pequenas mudanças 
no comprimento da volta e visualizei como os tempos mudaram ao longo dos anos
 
Os gráficos estão em anexo.
 
Para minha surpresa, que esperava ver os tempos paulatinamente ficando mais lentos 
em direção ao passado, o que encontrei foi bem diferente: as melhores voltas concentram-se 
no início dos anos 2000 e em meados da década de 90. 
 
Resolvi fazer o gráfico em função das distâncias, e não do tempo, para mostrar uma 
dimensão que nós, fãs de fórmula 1, geralmente ignoramos (logicamente é uma 
brincadeira, pois para saber a posição real de cada piloto eu teria que considerar as 
velocidades em cada ponto do traçado, e só considerei a velocidade média).

Até agora, fiz a análise apenas de Spa e Monza. 
 
O que você acha? 
 
Fique à vontade para compartilhar.
 
Abraço,
 
Gerardo Furtado."
 
O que eu achei?
 
Muito legal!
 
E claro que vou compartilhar este belo trabalho com os amigos.
 








































Clique nas imagens para ampliar e ver os detalhes e comentários do Furtado.

Uma excelente e interessante contribuição, não?

9 comentários:

Arthur Simões disse...

Fácil entender s resultados do gráfico.

Os carros mais rápidos já feitos na F1 são de 2004.

Era o auge dos V10.Por isso os tempos de 2002,2003,2004 e 2005 são tão baixos.

Leonardo disse...

Muito bom trabalho. parabens Gerardo. Os tempos de volta que vc utilizou foram da classificação ou corrida?

Gerardo Furtado disse...

Oi, Leonardo,
Considerei o tempo de volta mais rápido de cada ano, analisando tanto classificação como corrida (o que fosse menor). Como os dados para treinos livres estavam disponíveis para alguns anos mas não para outros, resolvi desconsiderar totalmente os treinos livres.
Abraço,

Paulo Bala disse...

Excelente Gerardo! Parabéns pela iniciativa.

Anônimo disse...

Que psicopata! Parabéns, excelente trabalho,

Anônimo disse...

Como disse o Arthur Simões, é fácil entender os gráficos. No final dos anos 80 e começo dos anos 90 eram os canhões da Honda e Renault que eram usados na classificação e só duravam meia dúzia de voltas. Fora a eletrônica embarcada (a suspensão ativa do Mansell, por exemplo).

Em 94 e 95, os tempos subiram muito devido aos acidentes em Ímola. Uma série de medidas restritivas podaram o desempenho dos carros. Com a evolução, em 96 já houve um grande ganho.

Já no começo dos anos 2000, era o auge dos V10 e não haviam tantas limitações aerodinâmicas, permitindo mais liberdade dos engenheiros. E, nas duas pistas citadas, há a velocidade "pura".

Com as medidas para combater a era Schumacher, e a entrada dos V8, os tempos voltaram a subir.

Abraço,
Diogo.

Anônimo disse...

Interessante! Parabéns e ótimo trabalho! Só acho que para uma análise mais "justa" deveria confrontar tempo de qualifing com tempo de qualifing e tempo de corrida com tempo de corrida, pois lembremos que no final dos anos 90 e começo dos 2000 o piloto podia fazer a volta de classificação com o tanque quase vazio.
Mas uma outra observação importante é que a F1 atual vem se mostrando descontente e pensando em trazer de volta tecnologias banidas no passado como suspensão ativa, disco de freio de cerâmica, etc. É o pessoal da F1 vendo que fez besteira e pensando em voltar atrás. Uma outra coisa interessante é que a FIA vira e mexe tem que fazer reduções de desempenho nos carros caso contrário eles ficariam impossíveis de pilotar (quem não se lembra das Ferrari, Wiliams-BMW e Mclaren beliscando os 370km/h na retinha de 1km de monza em 2004? reza a lenda que os V10 3.0 tavam beirando os 1000HP)
Em 2005 houve a 1o congelamento de motor aos V10 3.0l (por isso a potencia não subiu ainda mais) e em 2006 viraram V8 2.4l.
Outra coisa interessante é que os circuitos tipo kartódromo do Herman Tilke são imcompatíveis com os carros que todos querem ver nas pistas.
Carros mais potentes combinam mais com autódromos maiores velozes e ricos em curvas velozes e grandes retas como Monza, SpaFrancorchamps, o antigo Hockeinheim, antigo SanMarino.
Eu ainda acho que a F1 deveria voltar às suas raízes e velhos templos. Confesso que queria ver uma etapa no inferno-verde, LeMans, quem sabe uma etapa num oval americano, velhos circuitos voltando ao calendário.
E se a FIA que ver o lado ambiental? Quer impor economia de combustível? Que limite a quantidade de combustível por corrida, impondo um decréscimo anual como por exemplo 0,5% ou 1% ao ano, parece pouco mas é um índice mais compatível com a evolução tecnológica, e os engenheiros que se virem pra atender a isso, podendo usar o que quiser (V6,V8,V10,V12,turbo, compressor,motorWankel,MotorRadial, o que quiserem!)

Que o duelo da mercedes no bahrein empolgou é verdade, mas que esse barulhinho da F1 atual (choco) empolga menos que o dos carros da F-E também é verdade! Se a corrida do Bahrein não tivesse sido como foi, tava todo mundo descendo o malho na F1.

Danilo Cintra

Anônimo disse...

Gerardo Furtado fez um trabalho bem interessante, parabéns! Observando Peterson, Hunt e Andretti em Monza poderíamos dizer que eles pilotavam "carroças" em relação ao carro de Vettel. Só que velocidade é apenas uma variante na Formula Um, pilotar antes dos anos 80 poderia ser considerado 'coisa para loucos'. Lembrando que, os regulamentos sofrem mudanças com intenção de limitar a velocidade. Onde estariam hoje os carros com motor V10 com um regulamento mais livre? Com certeza pilotos voltariam a morrer, e isso ninguém quer ver...

Os motores V10 foram usados na F-1 entre 1989 e 2005, quando o regulamento passou a exigir o uso de motores V8. Outro fator que mudou o mundial foi a exigência cada vez maior da indústria automobilística em relação as fábricas, se não tiver algo "interessante" pra tirar, os fabricantes vão pulando fora, velocidade pura na F-1 faz tempo não é o alvo principal das fábricas. Essa parafernália de 'Sistema de Recuperação de Energia Cinética' deixou a indústria automobilística super animada. Por questão de segurança(e interesses) a comissão da F-1 concordou com uma alteração nos regulamentos para 2014, uma das mudanças foi a adoção dos motores turbocomprimidos V6 de 1.600 cilindradas. Isso foi decisivo para Mercedes continuar na F-1, e o retorno da Honda ao mundial.

Assim nasceu o sistema "três em um", onde o primeiro elemento é o motor V6; o segundo, uma evolução dos antigos Kers chamado MGU-K (unidade eletrônica de recuperação da energia cinética dissipada pelos freios traseiros); e o terceiro, batizado de MGU-H, que reaproveita o calor da turbina do motor e também controla sua velocidade de rotação, minimizando o intervalo entre a ação do componente e a entrega de energia extra. MGU-K e MGU-H geram energia elétrica que é guardada em uma bateria elétrica (o ERS, sistema de recuperação de energia em inglês) que, quando acionada, devolve até 160 cv de potência extra por até 33 segundos durante uma volta. O "três em um" pesa, no total, 145 quilos e entrega um total de 760 cv de potência, com torque de 43,33 kgfm. O antigo V8 e seu sistema Kers tinha 750 cv e 30,59 kgfm. Temos a receita de downsizing (motor menor entregando o mesmo nível de potência e torque), que começou a ser usada para valer em carros de rua a partir de 2008. Por exemplo, novos motores três-cilindros 1.0 disponíveis no Brasil prometem entregar potências de 80 (Hyundai HB20/Kia Picanto), 82 (Volkswagen up! e Fox Bluemotion) e até 85 cv (futuro Ford Ka) máximos com etanol, potência digna de motores 1.6 de décadas atrás, prometendo consumo de até 20 km/l. Há também o conceito de propulsão híbrida (o motor a combustão não é a única fonte de energia motriz), como ocorre em modelos como o Toyota Prius. Renault e Mercedes não abrem totalmente o jogo sobre os ganhos, mas deixam imagens no ar. Os franceses falam em economia de consumo de até 40% em relação ao V8 usado em 2013. Os alemães afirmam que se o mesmo sistema do F1 2014 fosse usado no seu carro de rua, seria possível reduzir a conta no posto de gasolina de R$ 100 para R$ 65 sem perder performance. Temos muito que agradecer ao esporte Formula Um, infelizmente a maioria só sabe meter o pau...

Marcelo

juniorcaixote disse...

Marcelo,

As montadoras estão conseguindo cada vez mais tirar maiores potências de motores cada vez menores, mas o torque ainda não conseguiram.