sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Vanguarda



























O carro elétrico.

Acima duas tentativas de antecipar o futuro.

Realidades diferentes.

A Gurgel e a toda poderosa Volvo.

Feios e quadradinhos.

Porém cabe uma observação.

O  projeto brasileiro saiu 3 anos antes do nórdico.

História.

Era a busca de alternativas para o petróleo.

Para o nafta (leia plástico).

Hoje as gigantes petrolíferas já sabem que o futuro não está aí.

Por isso George Bush visitou o Brasil no final de seu mandato.

E Barack Obama, logo que assumiu a direção do barco, veio também.

Os americanos vão derrubando as barreiras.

Franceses e ingleses aportam com investimentos.

Tudo por causa do Etanol.

O substituto economicamente viável dos combustíveis fósseis.

Mais.

Se você não sabe, já existe o polietileno verde.

Feito a partir da cana-de-açúcar.

Aqui mesmo no Brasil.

Tem o mesmo desempenho do plástico de petróleo.

Empresas como a Tetra Park e a Nestlé já utilizam.

Todas as tampinhas dos produtos dessas gigantes são feitas desse material inovador.

Isso é muito bom, não?

Sim.

Só uma preocupação.

Pela segurança.

É que quase todas as guerras do mundo são movidas pela sede dessas riquezas...

19 comentários:

Vinny Netto disse...

É um caso a se pensar.......Nossa Terra Brasilis sempre foi cobiçado pela elite que comanda o planeta

Anônimo disse...

Pecado foi o Gurgel, trucidado pela indústria automobilística, tanto o perseguiram que a opção final foi a falência, a despeito das idéias muito interessantes e inteligentes propostas por ele. . .

Zé Maria

Belair disse...

A invasao do Iraque foi condenada.
Alguns anos depois ninguem ligou para o que ocorreu na Libia,e pior,muitos aplaudiram.
Quando chegar nossa vez,ja' terao convencido a todos de que e' algo normal...
O trabalho e' sempre muito eficiente.Ninguem mais contesta trabalho midiatico.

politicamente_incorreto disse...

João Conrado do Amaral Gurgel, o nosso Preston Tucker...... Um brasileiro idealista e a frente do seu tempo. ótimo engenheiro mas nota zero em lobbies, maracutaias e outros meandres do poder.... Enquanto o (des)governo militar bancava projetos agropecuários da Volkswagen em Goiás negava financiamentos e incentivos para para a Gurgel decolar e se tornar uma indústria automobilistica de verdade. No auge da hiperinflação o João Gurgel pagava seus funcionários em ORTN's.... não o conhecei pessoalmente, o que foi uma pena. está cada vez mais difícil ser contemporâneo de brasileiros com "B" maiúsculo.. acho que vou a São Paulo dar um abraço no goleiro Marcos do Palmeiras.... figuras públicas, estrelas e celebridades de qualquer natureza estão cada vez mais raras.... a extinção do caráter e vergonha na cara anda a passos largos. de repente é isso que vai acabar de vez em 2012 e os nossos nativos mais ancestrais tenham confundido com o fim do mundo...se for isso,não deixam de ter razão..


Rubem Rodriguez Gonzalez

André Candreva disse...

Corradi,

definiu muito bem a realidade sobre o etanol...

parabéns...

abs...

roberto zullino disse...

A josta nacional era na realidade francesa ferro velho de carrinhos de entrega de leite com acelerador a reostato. Coisa de dar risada com a tecnologia da época. Apenas um factóide.
Fazer essa porcaria eu faço em casa e mais bonito pelo menos.
O gênio não soube nem copiar o motor VW, quem acertou foram os dois irmãos alemães de Rio Claro que faziam umas BMWs com marca BMC.

Ron Groo disse...

O modelo brasileiro parece o capacete do Darth Vader...

politicamente_incorreto disse...

Caro Roberto, que tipo de acelerador você disponibilizaria em 1974 em plena ditadura? acelerador de partículas? ou quem sabe você arrancaria um acelerador eletronico de algum carro da época e usaria?
O prototipo poderia ser feito com qualquer merda,o que vale é o conceito e o peito de fazer afinal era um protótipo. sei também que você pelo visto faz melhor, mais bonito e em casa. à propósito: você poderia fornecer um catálogo com todos os carros, motores e avanços tecnológicos feitos por você? na época ou depois dela o seu modelo deve ter sido bem melhor....
Não é provocação, é apenas coerência porque foi você que afirmou isso. para copiar um motor boxer não precisa ser gênio. e quando alguém afirma que o João Gurgel fez um carro nacional ninguém em sã consciência acha que ele fez o carro sozinho, é claro que havia engenheiros e tecnicos extremamente competentes na empreitada, mas a empresa, a idéia e o ideal eram dele e o nome no logo também. Lamentavelmente devo lhe Ferdinad Porsche também não trabalhava sozinho, muito pelo contrário!!!! o Hitler bancou todas as suas pesquisas, acertos e erros. mas todos se calam para esse fato.
Gênio para você devem ser or irmãos wright ou então Thomas Edson, os primeiros picaretas que ao patentear o avião pensavam apenas em ficarem milionários e o segundo o maior e mais profícuo ladrão de patentes que a história já possuiu, gênio e pai de toda a tecnologia moderna se chama Nicola Tesla, mas morreu pobre e no ostracismo.
Brasileiro têm realmente alma de vira-latas, é por essas e outras razões que não decolamos como nação, somos o único país dos BRIC"s que não possui industria automobilistica nacional. talvez a explicação seja no fato que existam muito mais Robertos do que Rubens por aqui....

Rubem Rodriguez Gonzalez

Humberto Corradi disse...

Mais do itaipu, o primeiro automóvel com motor elétrico desenvolvido na América Latina.

Aqui:

http://www.gurgel800.com.br/gurgel/itaipu/especificacoes.php

Anônimo disse...

Apenas para dizer ao Rubem que "tiro o chapéu" para ele. . .não que ele precise disso, muito pelo contrário, mas apenas corroborando em genero, numero e grau aos dois comentários por ele postados aqui. . .

Em resumo: Rubem, quero que saiba que é muito bom poder dividir idéias e pensamentos com você num espaço tão especial como esse que o Corradi criou. . .

Zé Maria

PS: sem esquecer que o Zullino é um dos artífices do renascimento da Fórmula Vee Brasil, o que dispensa apresentações, embora dessa vez, mesmo que respeitando sua opinião, não posso concordar que o Gurgel tenha sido um picareta. . .

Zé Maria

politicamente_incorreto disse...

Obrigado pelo incentivo Zé Maria, a minha intenção não foi ofender ninguém, mas defender a memória de alguém que acrtou mais do que errou e conseguiu ser muito mais do que todos nós que somos apenas teóricos e medíocres.
É claro que o João Gurgel devia ter seus defeitos, assim como deve ter acordado de caganeira alguma noite e já deve ter soltado um peido estragado em alguma ocasião. nossos heróis de verdasde são de carne e osso e muitas vezes sofrem dos mesmos dilemas que qualquer mortal anonimo.
Sou contra endeusamentos e transformar idiotas em ídolos mas devemos ter humildade e aceitarmos que alguns de nós poderiamos servir de modelos para a maioria. sem paranóias ou delírios ridículos como as tietes do justin bieber e outras pragas plantadas na mente dos nossos adolescentes.
O João Gurgel é figura fácil na lista dos "top 10" do século passado no nosso país tão carente de exemplos a serem seguidos, parafraseando alguém que não sei quem foi e nem me interessa, acho que o mais importante é construir o que falta e não destruir o que resta.
O que o Roberto escreveu não é crítica, é achincalhe a alguém que mesmo fracassando no final foi mais longe do que 99,99999% dos empresários brasileiros. se fosse umn pilantra bastaria meter no bolso a grana dos acionistas e ir para a praia, afinal aqui no Brasil isso não dá em nada. mas perseverou e só foi vencido de vez pela doença. um visionário que começou fazendo carrocerias de buggies e mini carros e terminou fazendo apesar dos pesares o único carro genuinamente nacional da nossa história e isso não é pouco não.

Rubem Rodriguez Gonzalez

Marcelonso disse...

Corradi,

O Brasil domina a tecnologia, mas em compensação tem uma classe politica dominante que faz tudo ruir, e o que é pior, um povo acomodado.


abs

roberto zullino disse...

Eu conheci a peça, e a minha observação sobre o acelerador é detalhe, o conjunto inteiro era ferro velho francês vendido com se fosse nacional e de projeto próprio.
Gostaria de ter tido acesso às guias de importação. Será que existiam?
Pergunte aos sócios dele o que achavam da figura, perderam uma fortuna com o professor de deus.
Enquanto fez jipinhos VW deu certo, na hora que teve que mostrar os dotes que se gabava de engenheiro da GM fez aquela bosta de BR 800, motor dianteiro e tração traseira em carro de pobre, isso sim é achincalhe. O porteiro de qualquer montadora sabe que o powertrain tem que ser unido para baratear custo, não necessariamente para ficar melhor.
Fora vender ações para produzir em grande escala utilizando tecnologia de fibra de vidro, evidente que como a Ibap demoraria 100 anos para entregar tudo. Me engana que eu gosto.
A GM penou para produzir o Corvette em fibra e mesmo assim o fez em volumes pequenos perto do que seria necessário para um carro de massa. Ninguém é tolinho de vender um monte de carros usando fibra, fez um factóide ou teve má intenção, até ele sabia que não daria certo.
Cansei de encontrar com a figura nos gabinetes em BSB vendendo tralhas para o governo, ao mesmo tempo metia o pau no governo.
Bem fizeram o Ciro e o Jereissati que não cairam no conto da sereia.
A patuléia tem atração por fracassos, Tucker, Ibap, Gurgel, todos supostas vítimas de montadoras, na realidade foram vítimas da própria burrice ou arrogância, se montadora tivesse algum poder não estariam apanhando dos chinas e coreanos.
Quem o conheceu que o compre.
Quem não gosta não leia e também a minha pessoa não está em discussão, nunca me meti a nada e não dou satisfação a ninguém, quem paga as minhas contas sou eu e falo o que quero e não me escondo atrás de codinomes.

Al Unser Jr. disse...

Como diria o Galvão... éééé amigo Corradi, meteu o dedo na ferida (sem querer imagino eu). Tá parecendo o Blog do Gomes já isso daqui. kkkk

Eles não buscavam estetica, mas pra mim são muito feios, os dois.

Porque carro eletrico tem mania de ser feio?

Jefferson disse...

Boa Corradi! Sempre disse que o Brasil é o único pais do mundo que pode se vangloriar de ser totalmente auto-suficiente, embora que hajam imbróglios econômicos. Mais uma prova! E compartilho de sua preocupação, pois nosso país a cada dia que passa se prostitui mais no cenário internacional. Não dedica a atenção devida a segurança e ainda traz nossos futuros inimigos para o seio da nação, pois quando o dinheiro falar mais alto, e sempre fala, seremos alvejados implacavelmente, e com facilidade, haja vista que lhes entregamos também nossos planos de defesa!

Cláudio Cardoso disse...

Eu acredito que o caminho lógico para substituição do petróleo ainda é a eletricidade e não o etanol. Vejam só essa notícia sobre o absurdo de água consumida para a produção de 1 litro de etanol.

"Para produzir 1 litro de álcool combustível a partir da cana-de-açúcar são necessários 1,4 mil litros da água. É uma produção muito cara em termos de água"

http://www.novacana.com/n/cana/meio-ambiente/pesquisa-analisa-impactos-das-mudancas-no-uso-da-terra/#

Anônimo disse...

"Tem a Amazônia, tem vista pro mar!"

Rausito a muiiiitos anos já previa isso!

Abraço!

Mauro Santana
Curitiba-PR

Anônimo disse...

Parabéns pelos seus comentarios, colega Rubem Rodriguez Gonzalez.Valorosa a sua visão do mundo que falamos aqui. A sua margem ficam os fracassados com discurso nada construtivo, vira latas. Nada faz além de leviandades. Abraço, Ivan

Anônimo disse...

Só me respondam uma coisa: por que esses carros elétricos, carros "conceitos" são todos feios de rachar? É, tipo...pra nunca darem certo?

João Paulo