terça-feira, 27 de março de 2012

Potência





























Start your engines!

Monstrinho V8 da BRM.

1965.

10 comentários:

Eduardo Miler disse...

Freando!!!! Qtos cavalos vão sair deste bichinho????

politicamente_incorreto disse...

Motor colocado no dinamômetro para teste de curva de desempenho. fica mais legal em vídeo, mas bonito mesmo é ao vivo e a cores.
tem gente que corre de medo......

Rubem Rodriguez Gonzalez

André Candreva disse...

Corradi,

a BRM também deixou sua história nas pistas...

abs...

Rianov disse...

Eduardo:
222 cv @ 11,750 RPM.

E ém sério.

Anônimo disse...

Na temporada de 1965, a BRM utilizou o motor P56 de 1,5 litros e 8 cilindros em V.
Acontece que o projeto desse motor já era 'velho' àquela época.

Em 1961 as carros da BRM foram equipados com motores Climax. Foi o ano da mudança da F1 de 2,5 litros para 1,5 litros.
A BRM atrasou seu projeto do novo motor e deixou para desenvolver o seu projeto, para o novo regulamento, durante a temporada de 1961. Sua estréia seria apenas na temporada seguinte, 1962.
Surgiu, então, o P56. Sua primeira aparição, em um GP válido para o Mundial, foi no GP da Itália de 1961.
Graham Hill pilotou um modelo BRM P57 equipado com o novo motor (o P56), mas apenas nos treinos. Na corrida Hill pilotou seu 'velho' BRM P48/57 Climax.

Nas 4 temporadas seguintes - 1962, 1963, 1964 e 1965 - os carro BRM usaram esse novo motor (com as devidas atualizações).
Em 1964, uma versão desse motor surgiu, o P60 (1,5 litros e V8), e equipou o modelo P67, que tinha tração integral (4wd = 4 wheel drive).
Richard Attwood consegui se qualificar, mas não largou para o GP britânico, com esse carro.

Para a temporada de 1966, a Fórmula 1 mudou novamente, de 1,5 para 3,0 litros.
Apesar disso, a BRM usou, nesse ano, alguns motores com volumes menores que 3 litros.
O P60B tinha 1,9 litros, enquanto que o P60C tinha 2 litros. Um desses dois deve ser o motor da foto do post, que estaria no bando de provas no final de 1965 ou início de 1966.
Para se equiparar com os demais motores de 3 litros, a BRM lançou mão de um motorzão bem desajeitado: o infame P75.
O P75 era um motor de 3 litros com 16 cilindros em uma configuração em H. Eram dois blocos 'flats' de 8 cilindros - baseados no bem sucedido motor BRM V8 - unidos em um´bloco único!
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3d/BRM_H16_engine.jpg)

Nas "mãos" da BRM esse motor tem um histórico bem ruim: 32 largadas, com 1 segundo lugar, 5 quintos lugares, 1 sexto lugar e 23 abandonos,
Nas mãos da Lotus, outra equipe a usar esse motor, apenas a vitória de Jim Clrk nos EUA, em 1966 é digna de nota.

Em 1967, a BRM ainda usou o P60C, de 2 litros, uma nova versão, o P60D de 2,1 litros e o P75, de 3 litros.
A partir de 1968, a BRM passou a usar o motor P142 de 3 litros e 12 cilindros em V (de 1971 em diante, foi renomeado para P142/60).
Apenas em 1975, um novo motor foi lançado: o P200, também de 3 litros e 12 cilindros em V, assim como seu sucessor, em 1977, o P202.
Este último foi o canto dos cisnes dos motores BRM na F1...

um abraço,
Renato Breder

** parte 1 **

Anônimo disse...

** parte 2 **

A BRM tem uma história de projetos longevos de motores:

1951 - P15 - 1,5 V16, 12000 rpm, 600 bhp
-----------------------------------------
1956 - P25 - 2,5 L4, 8000 rpm, 260 bhp
1957 - P25 - 2,5 L4, 8800 rpm, 280 bhp
1958 - P258 - 2,5 L4, 8800 rpm, 280 bhp
1959 - P259 - 2,5 L4, 8800 rpm, 285 bhp
1960 - P259 - 2,5 L4, 8800 rpm, 285 bhp
-----------------------------------------
1962 - P56 - 1,5 V8, 11000 rpm, 190 bhp
1963 - P56 - 1,5 V8, 10500 rpm, 200 bhp
1964 - P56 - 1,5 V8, 10500 rpm, 205 bhp
1964 - P60 - 1,5 V8, 10250 rpm, 206 bhp
1965 - P56 - 1,5 V8, 11500 rpm, 220 bhp
-----------------------------------------
1966 - P75 - 3,0 H16, 11500 rpm, 400 bhp
1966 - P60B - 1,9 V8, 10000 rpm, 240 bhp
1966 - P60C - 2,0 V8, ????? rpm, ??? bhp
1967 - P75 - 3,0 H16, 11500 rpm, 420 bhp
1967 - P60D - 2,1 V8, 10000 rpm, 275 bhp
-----------------------------------------
1967 - P142 - 3,0 V12, 10000 rpm, 400 bhp
1968 - P142 - 3,0 V12, 10000 rpm, 400 bhp
1969 - P142 - 3,0 V12, 11500 rpm, 420 bhp
1970 - P142 - 3,0 V12, 11000 rpm, 435 bhp
1971 - P142 - 3,0 V12, 10500 rpm, 435 bhp
1972 - P142 - 3,0 V12, 10750 rpm, 450 bhp
1973 - P142 - 3,0 V12, 10750 rpm, 450 bhp
1974 - P142 - 3,0 V12, 10750 rpm, 450 bhp
-----------------------------------------
1975 - P200 - 3,0 V12, 12000 rpm, 470 bhp
1976 - P200 - 3,0 V12, 12000 rpm, 470 bhp
-----------------------------------------
1977 - P202 - 3,0 V12, 11000 rpm, 470 bhp


Hoke em dia, a longevidade dos motores é forçada, artificial...


outro abraço,
Renato Breder

Cardozo disse...

Tem casa de ser pesado pacas!

politicamente_incorreto disse...

O mais triste é saber que até na década de 50 uma empresa quase de fundo de quintal na europa era capaz de projetar e fabricar um motor e até hoje em pleno século XXI NUNCA foi projetado ou fabricado um propulsor no Brasil.

Sou tecnico mecânico senior e apesar de toda a minha experiência advir da área industrial de petróleo - foram 23 anos de Petrobrás, 16 anos off shore - essa é uma das maiores "vergonhas" que carrego como brasileiro.

Na realidade nossa "potência" industrial é falsa e artificial, somos apenas replicadores e macacos amestrados que apenas montamos o que os outros projetaram, só formamos engenheiros indigentes. Não existe escola nacional de projetos ou designer de nada.
Enquanto isso na Córeia - que é do tamanho de Sergipe - que na década de 60 só plantava arroz fabrica milhões de automoveis genuinamente coreanos todos os anos. isso sem falar em eletronica avançada e outros setores do desenvolvimento humano.

A diferença? educação e cultura. enquanto no Rio de Janeiro o Funk é elevado a condição de "!cultura popular" (sic), os BBB"s registram semanalmente dezenas de milhões de ligações e as autoridades confundem democracia com zona total, os coreanos e outros povos menos abençoados pela natureza investem em pesado em educação, cultura e discilina por aqui ficamos discutindo o tempo todo direitos e mais direitos de um povo que na realidade está condenado a não ter direito algum, todas essas propaladas liberdades individuais e coletivas é um pano de fundo para continuar sendo mandados e comandados pelos mesmos, no fundo continuamos um país de escravos. ontem raciais e hoje culturais mas continuamos escravos.

Rubem Rodriguez Gonzalez

Cardozo disse...

Boa, Rubem. Penso o mesmo.

Milton Rubinho disse...

... e eu tanto não tenho medod e dinamômetro que trabalho todo santo dia operando um...

Abraço!