segunda-feira, 4 de junho de 2012

Escusando

























O grande Emerson Fittipaldi acelerando.

Deixando para trás vários convites.

Da Lotus.

Da McLaren.

Da Williams.

E dos mais insistentes.

Os italianos da Ferrari.

Por três vezes o piloto brasileiro teve que dizer não para a equipe de Maranello.

12 comentários:

Anônimo disse...

O Grande Emmo, já em final de carreira na F1, triste de ver o epitáfio da equipe em um momento de transição na categoria, onde foram pegos no contra-pé e acreditaram em projetistas tidos como as primmas-donnas e que entregaram fiascos retumbantes como o F5 original, mera cópia dos Ensign 176, depois tornado o melhor carro da equipe (F5A) após a intervenção do Studio Fly dos irmãos Caliri seguido pelo F6, o popular "Concorde", cujo chassis tinha a rigidez torsional de uma banana, palavras do próprio Emerson após algumas poucas voltas e grandes sustos em Interlagos. . .
Depois a grana acabou e a vaca foi pro brejo. . .
E o Rato, já desanimado, suou sangue com o Keke como "compa nheiro de equipe"!
Curioso na 1ª foto o "encontro" da Skol com a Michelob. . .

Zé Maria

Ron Groo disse...

Eis um cara de fibra, poderia ter ganho ao menos mais um título, mas preferiu correr atrás do próprio sonho.
Lindo isto.

politicamente_incorreto disse...

O carro não era grande coisa, o big boss da equipe era metido a Nero e para piorar foram solenemente boicotados pelos grandes fornecedores como a Cosworth que fornecia motores com pelo menos 10 % a menos de potência.... como desenvolver um carro com um motor desses?

Já estavam putos por ter que engolir pilotos subdesenvolvidos pilotando, ganhando e sendo campeões. Agora o cara além disso tudo queria fazer isso com um carro próprio.....

Quer saber de uma coisa? pensando bem, nem que se o Wilsinho fosse um segundo Chapman a equipe não iria arrumar nada, o stabilishment não ia deixar....

Rubewm Rodriguez GOnzalez

Secastro disse...

Sem querer gerar polêmicas, para mim Emerson foi o brasileiro mais importante para o nosso automobilismo, disparado. Alguns poucos estiveram antes na Europa, mas depois de Fittipaldi as portas foram abertas para os pilotos do Brasil no velho continente, e depois também nos EUA.

Esta estória de "devia ter tentado mais títulos e resultados" para mim é uma coisa meio surreal... Será que realmente faria diferença mais um título dele por qualquer outra equipe? Só como exemplo, por acaso alguém dá importância para o título do Alain Prost em 1993, um dos campeonatos mais sem graça que já aconteceram? E se o Schumacher tivesse 5, 6 ou 8 títulos? Faria realmente diferença? Estatísticas às vezes levam a conclusões erradas, senão Chris Amon (zero vitórias) e Stirling Moss (zero títulos) seriam dois Zé Manés, e garanto que a realidade é outra.

Pena que a Fittipaldi Automotive viveu em anos conturbados. Começou com o Brasil no regime militar e depois pegou uma das maiores crises econômicas da história recente, cometeu vários erros, e ainda teve o azar de existir na época do fim dos "garagistas" e início da entrada das equipes de fábrica com verbas milionárias. Se os resultados não foram bons, vamos lembrar que muitas outras iniciativas foram muito piores, como Ensign, Theodore, Parnelli, ATS, Kojima, Surtees, e até a equipe de fábrica da Alfa Romeo, por exemplo. Não vamos mencionar Boro, Maki, Trojan, Token, LEC, Lyncar, porque aí já é covardia.

Se fosse fácil construir carros, só pegando um exemplo mais recente, porque a Prost (com apoio da Peugeot) faliu?

Eu sei que sou uma exceção, mas, por mim, tudo valeu a pena.


PS: mas que este carro de 1980 era feio, era.

Secastro disse...

Corradi,

Outro site publicou um conjunto de fotos da Fittipaldi simplesmente ótimo, principalmente para os que não conheceram a equipe. Tive o privilégio de assitir o GP Brasil de 1975 acampado na curva 2, e pude ver o FD-02 chegar em 13o.

Publique apenas se achar conveniente.

http://www.jalopnik.com.br/tributo-fotografico-fittipaldi-automotive/

Rodrigo Keke disse...

A despeito dos problemas ao longo da trajetória, a equipe da família Fittipaldi tem currículo mais decente do que inúmeras equipes ao longo da história. Né Prost?

Rafael Schelb disse...

Mas o que importa mesmo é que, em 1980, a Fittipaldi terminou o mundial de construtores na frente da Ferrari!!

politicamente_incorreto disse...

Não Rafael, foi a Ferrari que terminou atrás da Fittipaldi.....apenas detalhe...rsrsrsr



Rubem Rodriguez Gonzalez

Ricardo Reno disse...

Por tudo que o Emerson fez e passou na sua longa trajetória, independente do sucesso ou fracasso, não é para qualquer um a realização de uma sonho. Principalmente por que, apesar do Wilsinho como sempre frisa o Rubens, nunca reclamaram destino.

A família Fittipaldi encaixa-se perfeitamente numa frase de Paulo Leminski: "Não discuto com o destino o que vier eu assino".

walter disse...

Sem discordar de tudo que se diz do Emerson, quero lembrar que Wilsinho abandonou uma boa carreira, por essa equipe. Ele correu 1972 e 1973 por equipes bisonhas, como segundo piloto, e mandou bem. Teria chances de crescer, como o Pace cresceu. Mas preferiu fazer um carro pelo qual a gente torceu tanto e que rendeu boas alegrias e lindas fotos, que coleciono até hoje.
Salve Wilson!
Salve Emerson!

Juanh disse...

Si bien el F7 d el aprimer foto es muy lindo, más hermoso es el F8 con los colores amarillos de Skol.
Abrazos!

Speeder_76 disse...

O Rafael Schelb falou que a Fittipaldi esteve em 1980 com maius pontos do que a Ferrari, mas dois anos antes - e com um só carro - esteve na frente da McLaren no Mundial de Construtores.

Parecendo que não, visto de fora, as aventuras da Fittipaldi são bem vistas e muitos admiram o esforço da equipa naqueles tempos. Eu alinho com o Groo quando ele diz que correu atrás do seu próprio sonho. Quem não correria, se tivesse tal oportunidade?