quarta-feira, 13 de março de 2013

Metafísica























A temporada de 2013 se inicia.

Teremos apenas um compatriota no grid de largada.

Escalado para ser coadjuvante.

Bem diferente de outros tempos. 

Quando éramos reis.

Protagonistas.

Dominávamos tudo.

Inclusive as expectativas.

"Qual o motivo de haver tantos motoristas fantásticos naquele país sul americano?"

Não havia resposta.

Jackie Stewart desconfiava da água que nós bebíamos.

Mais dois?

Depois de todas as glórias de Emerson Fittipaldi?

E ainda por cima dois talentos absurdos!

Dois caminhos vitoriosos.

Diferentes.

Na forma e no trato.

Ensinaram a todos que existem maneiras diferentes de vencer.

Piquet na técnica.

Na repetição.

Volta após volta.

Tentando ser perfeito.

Para ele não havia diferença entre curvas e retas.

O traçado do circuito estava sempre programado na mente.

Impecável.

Senna via as coisas de outra forma.

Tudo tinha que ser mais.

Mais rápido.

No limite.

Sempre arriscando.

Mesmo nos treinos.

Quantas vezes no último minuto?

Se pudesse ter visto, Gilles Villeneuve teria dito: "Era isso que eu tentava fazer..."

Brasileiros.

Dois pilotos espetaculares.

Brigas? Intrigas?

Não deviam ser amigos?

Não.

Era o curso normal.

Eles só estavam obedecendo a lei natural que rege esse mundo.

Física.

Simples.

Dois gênios não podiam ocupar o mesmo espaço na Fórmula 1 sem atrito.

Ainda mais ao mesmo tempo...

14 comentários:

Anônimo disse...

Eta tempo de ouro!

Esses dois eram feras, falavam o que vinha na cabeça e o bicho pegava mesmo!

Hoje, infelizmente, somos coadjuvantes!

A que pontos chegamos...

Mauro Santana
Curitiba-PR

Alex Neri disse...

Corradi, belo post.

Só espero do Massa uns pódios e esse ano... se for para sair da Ferrari ou F1. Que pelo menos bote a faca entre os dentes.

harerton disse...

1986! Acho que essa foi a temporada mais espetacular que eu já assisti!

Foi a última temporada em que Piquet usou um capacete GPA, para mim, um dos mais belaos que já existiram!

Maxwell disse...

Foto perfeita!

Não sei se influenciado pelo seu texto, mas a impressão que fica que Piquet está mais "suave" dentro do carro e Senna indo no limite.

Parabéns!

Paulo Heidenreich Jr disse...

O Senna costumava dizer que naquela época não era pouca coisa estar no grid da F1. Quem estava lá era bom mesmo, disputando pra ver quem era o melhor do mundo.
O que me deixa triste é que hoje continuamos a ter bons pilotos, mas não na quantidade que a F1 merece. O avanço tecnológico forçou demais as equipes gastarem muito dinheiro com desenvolvimento dos carros, o que força a entrada de muitos pagantes, deixando muitos bons talentos, mas pobres em patrocínios, fora da disputa.
Acho que será difícil termos um grande campeão no automobilismo daqui pra frente, a não ser que surja um grande talento apoiado por uma grande montadora por trás, como temos alguns estrangeiros hoje na F1.

Diogo Oliveira disse...

Melhor texto que dos dois. Sem mais! Pura imparcialidade. Acho que outros "blogueiros ou repórteres" deviam pensar naquilo antes de escrever, comentar, etc.... Parabéns!

Cardozo disse...

Que foto!

Vander Romanini disse...

Tempos dificeis...

juniorcaixote disse...

Que foto (2)!

TW disse...

E ver que tínhamos por quem escolher torcer e hoje nos vemos obrigados a apenas assistir, admirando talentos de outros lugares.

E a culpa disso é da CBA, que prestes a afundar o automobilismo de vez no país, não se mexe.

Rafael Schelb disse...

Realmente. É bem desse jeito que eu também vejo essa coisa da convivência entre o Piquet e o Senna nas pistas.

André disse...

Belíssima Foto e belíssimo comentário.

Anônimo disse...

Seria esta cena na Hungria 1986? Na 1a ultrapassagem de Piquet e que o Senna deu o X?
Mas de qualquer forma, belíssima foto, pra se guardar de lembrança de quando o país tinha dois gigantes desses no grid.
Dá pra notar a diferença de estilos:
Piquet era uma mistura de Lauda+Prot, mais suave, mais técnico.
Senna era Lauda+Prost+Mansell, com uma pitada de GillesVilleneuve.
De uma maneira geral, o estilo do piloto de F1 acaba sendo moldado por seus oponentes.

Anônimo disse...

Ótima análise dos dois perfis - são estilos realmente diferentes, mas a sede de vitórias era a mesma.
A temporada de 1986 deve ter sido a primeira que acompanhei, sem contar as duas momentos dos mais incríveis da história da F1: "A Ultrapassagem" de Piquet em Senna na Hungria e o estouro do pneu do Williams do Mansell na Austrália

Claudio W.