sexta-feira, 26 de abril de 2013

A Importância da Continuidade na Fórmula 1




























Pegue a tabela.

Olhe a classificação do Mundial de Construtores.

Estão lá no topo a Red Bull, a Ferrari e a Mercedes.

As gigantes.

Entre elas a surpreendente Lotus.

Poderia se considerada uma intrusa.

Ainda mais olhando seu orçamento.

Mas não deve ser vista dessa maneira.

Uma das qualidades principais das grandes equipes é a continuidade do trabalho.

E isso faz parte do time de Enstone.

A Lotus é herdeira de um legado iniciado pela Toleman, e que passou pela Benetton
e Renault.

Por isso a equipe negra, além de contar com um piloto de primeira linha, tem uma base
sólida para enfrentar seus desafios.

Pessoas que conhecem muito a Fórmula 1.

Tanto na parte técnica como na administrativa.

Para você ter uma ideia a secretária de Flavio Briatore ainda está lá.

Desça um pouco.

Logo abaixo aparece a Force India.

Nascida da Spyker, que por sua vez se originou da Jordan.

A equipe de Vijay Mallya ainda ocupa as instalações onde Eddie Jordan criava seus
carros em Silverstone.

Esse caso é bem curioso.

Pois a equipe recebeu ataques em sua recente história e perdeu peças importantes para
os adversários.

Entre eles James Key, que hoje desenha para Toro Rosso.

Difícil.

Porém fica claro que a Force India aprendeu muito.

Principalmente em sua parceria com a McLaren.

Ganhou experiência.

E soube passar pelas tempestades.

Apesar das mudanças, continuou com uma filosofia sólida de trabalho.

Talvez esteja aí o segredo.

A equipe responsável pela aerodinâmica vem entregando a cada temporada carros
competitivos aos seus pilotos.

Chefiados por Simon Philips, nomes poucos badalados como o do japonês Akio Haga
e do britânico Ian Hall impressionam pelos bons resultados de seus desenhos nas pistas.

Esperto esse Mallya.

Colocou sua equipe nas mãos de pessoas que entendem do riscado.

Contratou bons motoristas para sentarem nos cockpits de seus bólidos.

E firmou uma sólida parceria com a Mercedes para os próximos anos.

Continuidade.

Importante, pois as novidades raramente são seguidas por vitórias na categoria.

Na maioria dos casos há um ciclo de três ou quatro anos antes das comemorações.

Planejamento, instalação, aprimoramento...

Isso leva tempo.

A Fórmula 1 não é para os imediatistas.

Vendo a desfigurada McLaren, que se afasta de Ron Dennis, e a Williams, que
a cada temporada parece se torna menor, os avanços da Force India ganham uma
dimensão ainda maior.

Ousada.

Quer ser grande.

E tem minha torcida!

6 comentários:

Anônimo disse...

Dois fatos podem tornar a Mclaren um time de ponta novamente. Primeiro, o aporte financeiro da Honda e segundo, a contratação de um piloto com estirpe de campeão; neste caso, sugerindo o alemão Hulkemberg.

Rafael Schelb disse...

Concordo muito com isso que você disse. E digo mais: inovação é importante, mas nem sempre fundamental. Num primeiro é preciso de fato, inovar, arrumar um jeito de se destacar na multidão, criar soluções práticas e eficientes. Mas principalmente, criar uma base sólida. E com essa base sólida criada, o que antes era inovação, pode cair na invencionice, e aí mora o perigo.

Rafael Schelb disse...

No comentário anterior, eu quis dizer "num primeiro momento".

Murilo disse...

Corradi... confesso sinto falta de ver Ron Dennis no box de sua equipe! PAAR MIM É A FIGURA EXATA DO PODEROSO CHEFÃO!!

Rafael Vieira disse...

Poderia alguém encaminhar esse Post para a turma da Williams? Pois lendo ele, concordo com tudo e principalmente ao ver eles fazerem completamente o contrario. Sinto pena, pois a equipe vai baixar as portas logo logo se continuar assim.

Igor Brito disse...

Uma pequena correção: A trajetória da Jordan, até hoje, foi:

Jordan -> Midland (MF1) -> Spyker -> Force India.

Você se esqueceu de colocar a Midland no meio, apesar de ela ter sido comprada pela Spyker no fim da mesma temporada em que ela surgiu.