quarta-feira, 27 de maio de 2015

Pablo



Talentoso, audacioso e cheio de personalidade.

O colombiano Juan Pablo Montoya parecia ter um futuro brilhante na Fórmula 1.

Uma pena que sua inconstância e a falta de espírito de equipe o tenham tornado um
peso indesejado.

Faltou paciência.

Sobrou coragem.

Voluntarioso, nunca hesitou em desafiar Schumacher para duelos nas pistas.

Mas a surpresa se tornou em enfado para o circo.

Raikkonen e Alonso começaram a desviar a atenção.

Mais novos e com as mesmas maneiras rudes.

Montoya pulou fora quando percebeu que dificilmente conseguiria espaço
novamente.

Retornou para os Estados Unidos.

Onde havia sido feliz em outros tempos.

Para a brutalidade da Nascar e, afinal, para os toques da Indy.

Onde milímetros não fazem diferença.

Na América vale, sim, o talento, claro.

Mas acima de tudo a força, seu elemento.

É a cultura.

Já na categoria máxima do automobilismo tudo é diferente.

Trabalho e dedicação aos detalhes são fundamentais

Ela não perdoa certos erros.

Ainda mais a soberba.

Talvez o pior deles.

15 comentários:

Anônimo disse...

A McLaren na cor original!

Mario

Marcos Antônio disse...

Montoya não cabia mais no cockpit por isso ele saiu...rs

Eu gostvaa do Montoya na Williams, na McLaren ele foi patético...

Al Unser Jr. disse...

O carro é belíssimo, já o piloto, parecia que ia ser um "daqueles" mas...

Na Nascar ele demonstrar ser de um nível médio para baixo, não faz nada demais. É médio.

Marcelonso disse...

É verdade Corradi...

abs

Mansur. disse...

Pra mim foi um baita piloto, que não compartilhava certos 'valores' da F1 conteporânea...por isso ELE preferiu sair. Não tenho dúvidas de que tinha muita lenha pra queimar ainda. E foi o único que peitou Schumacher de igual pra igual.

Bianchini disse...

É, ele realmente se tornou um PESO indesejado... agora está feliz na NASCAR pois os carros são muuuuito maiores...

Jefferson disse...

Por isso somos saudosos com a f1 de antigamente, onde mais valia o talento seja ele no braço ou na cabeça.
A proposito pessoal, eu entendo que a justa homenagem do corradi seja pela nova vitoria dele nas 500 milhas de Indianápolis.
Lembrem-se Montoya saiu da nascar pra voltar aos monopostos da "no.2".

Marcos José disse...

A F1 nunca perdoa "enganadores" por mais que eles tem talento! É por isto que ela cobra demais e para aqueles que souberem conviverem com está cobrança,estes serão sempre premiados com os títulos miundiais!

Renato Santos disse...

Na Williams, eu vi ele fazer a Nouvelle chicane de Mônaco, após a saída do túnel, de maneira perfeita, ele posicionava o carro, a gente via de lado, os outros ficavam angulados, ele não. Era um gigante, mas não sabia ser ator, como afirmou recentemente o Alonso.

Rafael Vieira disse...

Muito bom piloto. Ganho GPs, inclusive o do Brasil em 2005 com Mclaren, fez baita disputas com Schumacher, mas sempre achei que não tivesse vida longa na F1 como realmente não teve. Pra sobreviver na F1 por longo tempo o cara tem que engolir sapo demais, esse ai não engolia não.

willian disse...

esse numa temporada fez o que alguns demoram 20 anos pra fazer.

Társio disse...

Grande Montoya!

Querendo ou não, é uma lenda. Foi um grande rival do Schumacher quando na Williams. Me lembro deles roda-a-roda em treino livre rsrsrs (acho que foi em Monza). Já na McLaren eu imagino ele trabalhando com o Ron Dennis... Fiasco.

E na Indy500 deste ano foi fantástico. Caiu para ultimo na largada, foi escalando o pelotão e lá pelo meio da prova já estava em 7º. Nas voltas finais até roda na grama (em indianapolis!!!) colocou. Tony Kanaan perdeu o controle por muito menos... Assisti as ultimas 15 voltas de pé!

Mas ele larga tudo por um hamburguer com fritas.

Uma ode aos gordinhos!

Grande Montoya!!

Abç
Tarsio

Paulo Heidenreich Jr disse...

A vitória do JPM foi bonita sim, mas não acredito que seja algo de outro mundo. A Indy 500 possibilita esse tipo de reação, desde que o piloto esteja na volta do líder. Em relação a carreira, ele sempre correu em boas equipes, o que facilita, mas claro, se não fosse um bom piloto não chegaria as vitórias.

Reube Reis disse...

Pessoal me tirem uma dúvida, não teve um GP dos EUA, onde o Montoya disputava o título com o Schumacher, me lembro que ele foi trancado pelo Barrichello na largada e caiu pro fim do pelotão, no fim o Schumacher venceu a prova e levou o campeonato.

Vcs lembram? talvez minha memória esteja meio confusa hoje...

Danilo Silva disse...

Montoya ocupa um lugar muito especial no meu imaginário como um brasileiro fã do automobilismo que acaba de chegar aos trinta anos de idade. Foi o primeiro cara que me fez vibrar por uma vitória no grande premio do Brasil, se eu não me engano em 2003, quando peitou o Schumacher fazendo uma espetacular ultrapassagem no S do Senna e vencendo a prova. Foi o único cara a impor derrotas ao alemão em seu auge (2000 - 2004), e portanto era o cara por quem eu torcia a cada treino e corrida. No último domingo estava eu novamente no sofá da sala torcendo por Montoya, e as últimas voltas foram simplesmente épicas, um túnel do tempo. O quase quarentão colombiano voltou a ser nas últimas voltas o moleque "win or wall" da F3000 e Indy nos tempos em que eu ganhava revistas de automobilismo do meu pai entre 1995 e 2000 e já lia sobre o (mais um) novo Senna. O arrojo com que ultrapassou o Dixon que safada e inteligentemente o segurava para só na última volta pegar o Power fez embargar o olhos. A partir dali uma sensação que acho que não sentia desde as vitórias do Hélio na Indy500 de 2009 e do Barrichello em monza/2009 (apesar de não perder nenhuma corrida de F1 e sempre acompanhar a Indy pelos sites de automobilismo) reapareceu: a apreensão e a certeza que ganhar de novo a corrida mais emblemática do planeta era possível. O cara passou o Power e quando vi o retardatário aparecendo na reta oposta e tirando a última chance do australiano gritei "já era!". Montoya bicampeão da 500 milhas de Indiananapolis. Valeu cara!