terça-feira, 9 de agosto de 2016

Pequenas Passagens




























Sentado.

Heikki Kovalainen começou a despertar real interesse em sua carreira após
eu título na antiga World Series by Nissan em 2004.

Categoria que seria renomeada World Series by Renault algum tempo depois.

Kovalainen venceu adversários como Tiago Monteiro, Enrique Bernoldi, Narain
Karthikeyan, Karun Chandhok e Rodrigo Sperafico.

O salto para a GP2 foi natural.

Em 2005 ele foi muito bem no degrau anterior para Fórmula 1.

 (apesar de ser seu ano de estreia, assim como o de Nelsinho Piquet)

O vice-campeonato não foi pouca coisa.

(o título ficou com Nico Rosberg)

Com essas credenciais, o jovem piloto finlandês desembarcou na categoria
máxima do automobilismo.

Em 2006 ele assumiu o posto de piloto de testes número 1 da Renault.

Quando se podia testar.

Assim ele acumulou mais 28.000 km experimentando para o time francês.

Com a ida de Fernando Alonso para a McLaren em 2007, Flavio Briatore
lhe concedeu a titularidade.

Entretanto as divergências dentro da escuderia de Ron Dennis levariam Ferdi
de volta para os braços de seu mentor no ano seguinte.

Com o acordo feito por Briatore com o Piquet, Kovalainen precisou procurar
um novo cockpit para 2008.

A Toyota queria Heikki.

Só que a McLaren precisava preencher o vazio ao lado de Lewis Hamilton.

Assim a tradicional casa de Woking levou a melhor sobre os japoneses.

Última etapa do ano.

Interlagos, Brasil.

Muitos especialistas creditaram a sorte o título obtido na curva final.

E houve uma enxurrada de críticas para a estratégia adotada pela McLaren.

Entretanto foi justamente uma ordem da equipe que permitiu que Hamilton se
sagrasse campeão.

No meio da prova, Kovalainen foi instruído a diminuir o ritmo para que dessa
forma segurasse os adversários.

O objetivo era que Lewis abrisse o máximo de vantagem.

Só que naquele momento, atrás do finlandês, estava Timo Glock.

O alemão que arriscaria tudo um tempo depois ao não colocar os pneus de
chuva, ao contrário de todos os outros pilotos.

O tempo perdido por Glock atrás de Kovalainen foi crucial para que Hamilton
pudesse ultrapassá-lo pouco antes da linha de chegada.

Ou nas palavras do finlandês.

"Me falaram para apoiar Lewis o quanto eu pudesse para o título.

E o fato dele ter passado Timo no final mostra que eu tive um papel nisso!"

Na imagem abaixo.

2007.

(um ano antes dos acontecimentos)

Ainda na Renault, Kovalainen observa Hamilton em Interlagos...






9 comentários:

Richard disse...

Respeito muito sua opinião e postagens e sempre venho aqui para ler seus rascunhos, porém pouco comento.
Hoje abri uma exceção, por causa desse e do post anterior sobre a chama.
Sobre esse post, a mensagem que você passa um certo desmerecimento do inglês ao ganhar o seu primeiro título, teve ajuda sim, mas o concorrente daquele ano também teve ajuda.
Sobre o post da chama, achei extremamente desnecessário.

Mp4-23 disse...

Totalmente normal esse jogo de equipe, Heikki não tinha mais chances no campeonato e como ele era pago pela equipe, tinha mais é que ajudar mesmo.

Nada de novo por aqui.

Renato Santos disse...

Isso não é um texto, é uma equação matemática. Grato.

Luís Vieira disse...

Prezado Humberto, gosto muito do seu blog e o frequento diariamente. Na minha opinião o post "Chama" foi um equívoco absolutamente desnecessário. A mim parece que a sua reação aos comentários é sentida nesse novo post, como sempre, nas entrelinhas. É uma discussão tola que encontramos em diversos outros blogs "apaixonados", mas de qualidade questionável. Dispensável.

Franklin Araujo disse...

entendo esse post como uma historia de bastidor fantastica.
Nao vejo desmerecimento a ninguem e sim uma prova de como uma corrida vai muito alem do que nos vemos na tv

Fagner Oliveira disse...

Ressuscitaram Kova! Nem tinha notado sua saída da F1. Fiquei surpreso com aba preparação para ingressar na F1! Ele tinha muito mais "gqbarito" do quase todos os pilotos desses mais novos (com até 2 anos na categoria). Pra o texto foi legal como costuma ser. Venho aqui diariamente e pra mim o "Chama" foi um "ponto fora da curva".

Fidel Miño disse...

Muita personalidade de Lewis pra ser o dono do time. Não é só ser mais rápido que Alonso, é jogar ele pra fora. Isso lhe deu o título. Nenhum campeão da F1 foi um bomzinho. Nem Senna.

Essa mistura de esporte individual+jogo de equipe é contraditoria. Di Grassi perdeu o título da F-E por não ser favorecido por esse jogo. Acho que deveria ser assim sempre. Se tem que bater no companheiro... bate!

Danilo Silva disse...

Hoje quem ajuda o Hamilton a ser campeão é o Nico com suas patacoadas kkkkkkkkkkkk

Automobilismo talvez o mais coletivo dos esportes "individuais". Schumacher precisou do Barrichello. Senna precisou do Berger. Alonso precisou do Massa. Vettel precisou do Webber. Hamilton precisou do Kovalainen. Prost precisou do Balestre. Fittipaldi saiu da Lotus porque Colin não deu ordem de equipe (e ficou puto com Keke anos depois por ter seu acerto copiado) e assim vai.....

Anônimo disse...

Eu tinha achado legal a ideia do post de lembrar um pouco da carreira do Kovalainen, que eu também vejo como um daqueles que tinha talento mas que sempre esteve na hora errada no lugar errado, porém o pessoal prefere achar outro coisa por birra do Corradi, sei lá. Aliás, duvido que alguém tivesse qualquer dúvida de qual seria o papel dele na McLaren em 2008.

Cristiano