domingo, 16 de outubro de 2016

Nas Ruas

























Quando o automobilismo entra na vida das pessoas.

2 comentários:

Renato Santos disse...

Lembro das gincanas que havia na minha Venâncio Aires nos anos 70. Os bombeiros esticavam uma corda nos postes de energia elétrica das ruas e isso era o guard-rail que separava o público dos Simcas, Gordinis, Itamaratys, Galaxies, Impalas e algumas carreteiras remanescentes dos anos 50-60. Também tinha as corridas de lambretas, as Vespas, depenadas e envenenadas, até que um amigo e vizinho foi tentar consertar um problema na sua lambreta e bateu com a cabeça em um poste e morreu na hora. Ali acabou toda uma era. Acabou, mas quem esteve lá lembra de cada detalhe.

Danilo Silva disse...

"Quando o automobilismo entra na vida das pessoas".

Entra ou entrava? Nos anos em que tivemos os carros da Indy rasgando a Marginal Tietê isso mudou a relação das pessoas com o automobilismo na região? A impulso da mudança eu acredito que sim, mas a maldita prefeitura tratou podar o interesse popular. Eu fazia um curso em São Paulo na época, vinha pela marginal e pegava a última alça antes do Anhembi para ir para a Liberdade. Portanto eu passava sobre o rio, ponto onde daria para ver os carros da Indy na Marginal logo mais à frente. A prefeitura tratou de encher de tapumes o local tampando a vista. Pode ter sido por questão de segurança para não ter aglomeração, pode ter sido exigência da organização da prova (Indy ou Band), não importa. Automobilismo hoje em dia não é mais um esporte popular, é apenas para endinheirados cada vez mais endinheirados que só querem ficar cada mais endinheirados. Perdemos em algum ponto da nossa existência a noção de que não precisamos de milhões para viver.

E tenho minha dúvidas sobre a tal "popularidade" que tanto dizem que a F-E tem conquistado. Só se for entre os endinheirados.

Na Argentina as corridas ocorrem em autódromos que ficam lotados, e duvido que a entrada custe R$ 500,00 no piores pontos do circuito.