terça-feira, 29 de maio de 2012

Alto








































Por baixo.

A Ferrari 312 T5.

Bégica. 1980.

11 comentários:

TW disse...

Atualmente, nem que se queria, essa foto poderia ser tirada!

Anônimo disse...

É, Corradi...

hoje a Ferrari e a Ducati (bem como a Itália, claro!) estão assim... com as entranhas à mostra...

um abraço,
Renato Breder

Anônimo disse...

Coisa mais linda de se ver!
Tudo feito no maior dos caprichos, vejam o que brilham as lâminas do aerofólio traseiro!
Pena que o carro era uma bomba, tão ruim que o campeão do ano anterior, não aguentou a bucha, acho que até houve DNQ durante a temporada, e se aposentou!

Zé Maria

Anônimo disse...

Nessa foto dá para notar bem o famoso carro-asa.
Mario

Rodrigo Keke disse...

Pois é, o ano foi tão desastroso que o Jody mandou tudo as favas no fim da temporada e foi brincar de outras coisas (o Corradi fez um excelente post a respeito dos afazeres pós-F1 do Jody Schekter, é só buscar nos arquivos do blog).

Carlos Eduardo Del Valle disse...

Para um geek como eu, essa foto é ouro puro, como o colega Mario falou, dá para ver o "carro-asa" com o gigantesco difusor embaixo da carenagem lateral

Cardozo disse...

Uau! É deste tipo de foto que eu gosto. Adoro as soluções simples e limpas da mecânica dos anos 60.

fernando disse...

e, justamente por ter o efeito-solo somente nos sidepods, nas laterais, esse carro ficou em tamanha desvantagem com a concorrência.
(Zé Maria, certíssimo, o Sheckter, carregando o número 1 na carenagem, não conseguiu se classificar pro grid do GP do Canadá em Montreal)
essa ótima foto mostra o X do problema: os outros carros tinham um defletor (talvez seja mais apropriado que difusor) que afunilava o fluxo de ar por baixo do cockpit até o fim do carro, por baixo de motor e transmissão, criando o chamado 'efeito Venturi', mudança de pressão atmosférica e aceleração do fluxo de ar embaixo do carro, provocando aumento de downforce - não tenho formação de físico ou técnico de nada, então perdoem e me corrijam se eu estiver dizendo alguma grande besteira.

o motor de cilindros contrapostos, horizontais, da ferrari, impedia a utilização plena do tal efeito como os carros de motores com cilindros em V conseguiam.

politicamente_incorreto disse...

Está certíssimo Fernando. Toda a descrição do efeito solo é essa mesma. eram chamados de wing car porque o efeito aerodinãmico era idêntico a o de uma asa de avião, só que invertida. A asa do avião atua aerodinamicamente para levantar o avião do chão, nos carro asa ou wing cars o efeito é o contrário. O carro cola no chão exatamente pela área de baixa pressão na parte traseira que fazendo o efeito venturi, "chupa" todo o ar e "cola" o carro no chão.
Porém não foi dito que a sua eficiência só existe com a adoção das mini-saias que canalizam o ar por baixo e mantém o fluxo uniforme. Sem a sua adoção haveria um regime turbulento ao invés do regime laminar que dá eficiência ao projeto.
Aonde o projeto da Ferrari desandou? Foi quando na realidade fez duas asas menores- e menos eficientes- no fundo do carro ao contrário da concorrência em que o perfil era apenas um, isso provocava assimetria de curvas porque eram dois fluxos distintos e independentes ao invés de um. Teria que haver mini saias centrais também para tecnicamente o projeto ter alguma eficiencia, mas além do regulamento não permitir esse advento provavelmente iria ser destruído durante a corrida dado o cursso curtíssimo, essa solução só seria viável em laboratório ou condições especiais. em condições de corrida impossível!!!!!


Rubem Rodriguez Gonzalez

Anônimo disse...

Apenas para dizer que o fernando e o Rubem foram conjuntamente a "cereja do bolo", contando em detalhes (sempre exatos) o porquê de a T5 não ter dado nem para o começo. . .

Impressionante foi que, após o retumbante fracasso do modelo, os italianos partiram com tudo para os carros turbo, primeiro com o "caminhão" 126CK de 1981, que mesmo assim venceu várias com Villeneuve (até Mônaco!) e depois com a imbatível 126C2 de 82, quando só perderam o Mundial porque nem o canadense nem Pironi conseguiram chegar ao seu final. . .acabou caindo no colo do Keke Rosberg, num dos títulos mais sem graça da competição. . .

Abraços e até. . .

Zé Maria

fernando disse...

é vero, Rubem, eu tinha me esquecido das 'mini-saias', na verdade não sabia direito quando elas passarama ser utilizadas, mas certamente os FW de 79 já as tinha, talvez mesmo as Lotus 79 dominadoras da temporada 78; e me lembrei de uma foto da M23 com Hunt ao volante, com uma 'barra de saia' de plástico transparente flexível ao redor do chassi junto ao solo (na distância entre-eixos).
na F1 era o início da preocupação em se aproveitar o fluxo de ar sob os carros.
abraço
Fernando