terça-feira, 26 de junho de 2012

Automobilismo Brasileiro



















Foi bem legal ver Nelsinho Piquet vencendo na Nascar.

Primeiro que a corrida foi ótima.

Engraçado.

Muita gente torceu o nariz porque o piloto se enrolou com a bandeira do Brasil.

"Afinal de que lado você está?

Seu pai nunca faria isso.

Isso era coisa de Senna."

Outros já falaram que a vitória nada tinha a ver com o Brasil.

Com o automobilismo brasileiro.

Mas o que é "automobilismo brasileiro"?

Nelsinho competiu no Brasil durante 10 anos.

Foi do Kart para a Fórmula 3 Sul-Americana.

E graças ao apoio do pai foi para a Europa.

Automobilismo é família.

Aqui e no resto do mundo.

Você pode sonhar em ser piloto se sua família tem dinheiro.

Não tem nem pra comprar um Kart?

Esquece.

Quer exemplo?

O escocês Dario Franchitti é um vencedor na Indy.

Mas chegou lá graças ao seu pai que hipotecou a casa onde a família vivia.

Nelsinho é rico.

Sempre teve uma equipe a sua disposição.

Mas é um piloto mediano.

Como centenas por aí pelo mundo.

Nada demais.

Nunca foi e nunca será Alonso, Vettel ou Hamilton.

Ouso dizer que apanharia na Fórmula Indy.

Não acho que faria frente contra Tony Kanaan, Scott Dixon e Hélio Castroneves.

A coisa é difícil por lá.

Basta olhar o que Rubens Barrichello anda passando.

Nelsinho teve todas as oportunidades do mundo.

Um cara que sempre contou com o pai ao seu lado.

Ensinando.

Dando todas as dicas.

Um tricampeão de Fórmula 1.

E um dos maiores pilotos de todos os tempos.

Acabar vencedo uma corrida de vez em quando é normal.

Neste caso,  para qualquer um.

13 comentários:

Anônimo disse...

parabens, todos os dias, pelo blog maravilhoso.
sei que os pedidos são varios e vou acrescentar mais um: mais imagens de provas no Brasil,do seculo passado, qdo tinhamos varios campeonatos de varias categorias, disputados regularmente, como a super ve c/da foto. abs a todos

Rodrigo Keke disse...

Eu considero Nelson Piquet jr. um piloto bom, acima do mediano e abaixo do excelente. Me incomodava vê-lo sempre na barra da calça do pai, que desenhava para seu rebento todos os passos que devia tomar. Nada contra um pai ajudar o filho lógico, mas nesse caso transparecia que o Piquet filho dependia demais do tricampeão. Isso talvez tenha atrasado seu amadurecimento como indivíduo, e tendo em vista a enrascada em que se meteu na F1, esse 'atraso' no amadurecimento se mostrou um fator de influência nos acontecimentos.

Corta pra Nascar. Sem o pai por perto, Piquet filho está demonstrando que aprendeu a se virar sozinho, e melhor ainda, vem encarando o desafio de reconstruir uma carreira manchada com louvor. Como vc disse Corradi, vencer uma corrida de vez em quando é normal, mas nesse caso, acho justo dar um mérito diferenciado, por todo o contexto que acompanha essa vitória. Piquet Jr. teve (ainda tem) todas as oportunidades, quase colocou tudo a perder, mas pelo jeito recolocou seu voô na rota a tempo. Tempo de aproveitar o talento que possui.

P.S: se me perguntassem entre Nelsinho Piquet e Bruno Senna quem é melhor piloto, escolheria o primeiro sem pestanejar. Não que isso tenha a ver com o tópico, foi só pra ilustrar melhor o que penso da qualidade do piloto comparando-o com um contemporâneo seu.

Anônimo disse...

Nunca gostei e não gosto dessa confusão que é feita entre 'sucesso' no(s) esporte(s) e patriotismo, ou algo assim...

Alguém vence uma competição e diz que o fez por seu país, "para dar alegria ao povo"... para mim isso é muito... humm... esquisito!

Penso que as vitórias devam ser dedicadas, no caso do automobilismo em particular, à equipe de mecânicos que ralaram para colocar o carro acertado nas mãos do piloto, aos patrocinadores (ou 'paitrocinadores'), à família... mas, tentar levar isso para o lado "cívico", eu considero um equívoco! No entanto, os pilotos devem ter a liberdade de dedicar suas vitórias a quem eles quiserem... não precisam dar ouvidos a mim! Sei disso...

Quanto ao fato do Nelson Ângelo Piquet se 'enroscar' na bandeira brasileira, ao comemorar sua bela vitória na Narionwide, acho que ele está completamente certo... Mesmo não tendo nascido no Brasil, ele optou pela nacionalidade brasileira, competiu por aqui um bom tempo, sua família paterna é daqui, ele É um brasileiro... querer o que? Que ele se enrole numa bandeira com 50 estrelas e 13 faixas? Ou numa bandeira holandesa? Ou de algum time de futebol (Vasco da Gama, como seu pai em Interlagos 2011)? Acho que ele acertou no que fez? Não o vi/ouvi dizendo que vencia por seu país, pelos desamparados que não têm alegrias por aqui, blá,´blá, blá...


Se não entendi errado, Corradi, foi a primeira corrida dele na 'Nationwide'... é isso mesmo?

E aquele Circuito (Road America) é muito legal!


um abraço,
Renato Breder

Anônimo disse...

Rodrigo Keke,

concordo em 100% com seu 'P.S.'... ia escrever algo assim no meu comentário anterior mas acabei esquecendo...

outro abraço,
Renato Breder

Rodrigo Keke disse...

Renato Breder, foi sim a primeira vitória do Nelsinho na Nationwide. Na história da Nascar, somente 5 pilotos nascidos fora dos EUA venceram ao menos uma prova entre as três divisões nacionais da Nascar (Sprint Cup, Nationwide e Camping Truck Series).
E Road America é lindo!! Brasileiros geralmente se davam bem por lá quando fazia parte do calendário da CART.

Abraço a todos!

Cardozo disse...

Deixe o cara. Certo ou errado, passou por poucas e boas na F1. Renascimento. Este conseguiu seguir adiante, como dizia um velho pistoleiro... :o)

Anônimo disse...

Acho que o Nelsinho sequer se lembra da F1. Corre numa categoria regional, sem toda a parafernália tecnológica da F1, mas onde se tem condições de vencer e parece ser divertida pacas. Muito melhor que está numa F1, numa equipe mediana ou fraca, sem poder demonstrar nenhum valor.

Secastro disse...

Corradi,

Se é possível fazer um pedido, publique mais blogs da Super-Vê, talvez a primeira categoria profissional (ou pelo menos, mais profissional) do Brasil. Eram grids cheios, carros bonitos, bons pilotos, bom público. Em toda a internet, é raro algum blog falando da Super-Vê. Quem corria nela? Piquet, Hoffman, Troncon, Chulan, Muffato, Ely, Moura Brito, Chateubriand, era a nata do automobilismo da época.

PS: e tinham motores estourando às pencas. Eu quase fui atingido por pedaços do bloco do VW1600 do Ronaldo Ely no final do retão do autódromo do Rio, quando o engenho simplesmente explodiu em lil pedaços.

Marcelonso disse...

Nelson Piquet foi um grande piloto, mas esse Nelsinho é uma piada.

O papel que ele fez na F1 foi ridiculo. Coisa de bunda mole



abs

Rafael Dias disse...

Foi demais. E que venham muitas... como ele disse que tinha como novo objetivo abrir as portas da nascar. Vai sim fazendo história,tomara que chegue bem na principal

André Candreva disse...

Corradi,

ótimo texto... definiu muito bem as coisas entre os Piquet (pai e filho)...

abs...

Anônimo disse...

Acredito que vc jamais viu uma corrida na vida amigo ! Pois jamais escreveria tamanha insanidade !! E c viu foi de algua arquibancada e de forma esporadica.. !!

Anônimo disse...

Botando ordem na casa, se me permitem:

Piquet Jr é só mais um. . .dentre vários bons pílotos que existem. . .

Se fez nas costas do papis, desde as categorias de base até a F3000. . .daí na F1 foi diferente. . .e a coisa desandou. . .

Se prestou a um papel de marginal na F1. . .porque concordou com o patrão. . .

Ficou quietinho, na dele, só abriu o bico quando levou um pé na bunda do Briatore. . .pior a emenda que o soneto. . .

Em terra de cego (Nascar-Nationwide/misto), quem tem um olho é rei. . .venceu mas e daí?

Zé Maria

PS: suspeito que o Anônimo de 27 de junho às 16:08 tenha algum grau de parentesco com os Piquet. . .nunca vi um comentário tão dcespropositado. . .