terça-feira, 15 de setembro de 2015

Rascunho de Apostas
















































Um visual mais ou menos, não?

Interessante a história dos motores.

Voltando.

A Red Bull havia dado um ultimato a Ecclestone para que solucionasse o
problema.

Ou então fecharia suas equipes.

Bernie então caiu em cima da Mercedes.

Pressão.

Em Stuttgart, a Daimler (que controla a marca) deu OK.

Ter o energético ao lado não seria mau para os negócios.

Rejuvenescer a estrela é a palavra de ordem.

Porém Toto Wolff vetou.

Milton Keynes não é Grove.

Ali os recursos são ilimitados.

Plano B.

A Ferrari caiu do céu.

E equilibra assim a balança que pendia para a Mercedes neste jogo de unidades
de força.

3 x 3.

Mercedes - Williams, Force India e Manor.

Ferrari - Red Bull, Sauber e Haas.

Já que existe um contrato, a Renault deverá permanecer com a Toro Rosso.

Além de seu (novo) time de fábrica.

A Mercedes, para compensar a perda da Lotus, (como escrevi acima) fecha
com a Manor.

(um acordo de seis temporadas! - Tordo)

Falando nisso, nada indica que os alemães cederão o motor modificado, que foi
usado em Monza por Lewis Hamilton, para as suas equipes clientes.

Porque nos próximos dias poderá vir a decisão de liberar o uso de motores de 2015
para 2016.

Mudando de assunto.

Apesar dos boatos que sua opção tenha expirado, Kevin Magnussen ainda possui
prioridade para o lugar de Jenson Button.

Vergne parece estar numa luta inglória contra os patrocinadores de Gutierrez para
conseguir a vaga na Haas.

E os mais atentos devem ter reparado que o nome de Grosjean vai sendo associado
ao da Ferrari.

(você leu aqui primeiro)

Ferrari que está com seu bólido da próxima temporada praticamente pronto.

Por fim.

Está claro que a Scuderia Italiana usou o nome de Valtteri Bottas para facilitar
a negociação dos termos de renovação de Raikkonen.

Apresentar um concorrente de peso ajudou nas conversas com Steve Robertson,
empresário de Kimi.

Robertson é um negociador astuto que precisava de uma ameaça para ceder perante
os desejos de Maranello.

Faz parte.

Iludida também, a Williams teve que buscar uma solução quando as tratativas da ida
de Bottas para a Ferrari viraram fumaça.

(ou melhor, sempre foram uma cortina de fumaça)

Assim como o acordo com Jenson Button.

Apesar de tudo o time de Frank conseguiu o que mais que queria.

Uma redução no aumento salarial de Bottas previsto em contrato.

(no caso de renovação)

Que era a questão principal.

Preservando assim seu orçamento.

Em troca surgiu a promessa de tratamento especial.

Bottas será o número um do time em 2016.

Uma tática de incentivo.

Promove o funcionário sem mudar muito o salário.

Conservando o jovem piloto em suas fileiras.

(claro, até que haja um chamado de uma grande equipe - no caso a Mercedes)

Note que a iniciativa partiu da Williams e não do piloto.

Importante que isso fique bem entendido.

Claire aos poucos vai mudando os rumos.

Tudo por um futuro.

Priorizar é um caminho que não é novo.

Já foi trilhado pela Benetton com Schumacher no passado.

Por esse sistema, Bottas estaria hoje com 121 pontos.

(contra os atuais 91)

Fiz a conta colocando o piloto sempre numa melhor posição de chegada em relação
ao seu companheiro.

Alguém pode perguntar: - Pra que isso se não vai ser campeão?

Pode funcionar no caso de se querer uma valorização do passe do piloto.

A venda de um contrato pode ser o melhor dos negócios na Fórmula 1.

Se você não sabe, no início da década passada, Steve Robertson tentou recuperar
o contrato de Jenson Button, que estava vinculado a Williams, por 50 milhões de
dólares.

Assustou?

Pois alguns anos depois a Honda estava pronta para desembolsar 100 milhões de
dólares para a mesma Williams abrir mão de um pré-acordo com o mesmo Button.

É importante contar com um piloto que poderá render dividendos nos próximos
anos.

Quem sabe?

Enquanto isso, do outro lado, Felipe Massa diz estar ficando velho.

Diria ao brasileiro que existem outros.

E as vagas precisarão ser preenchidas.

Com certeza a Williams estará ouvindo todas as ofertas em seu balcão.














14 comentários:

Renato Santos disse...

Ler primeiro aqui já é fato sabido!

walter disse...

O carro da foto é um Ensign ou é um F5000?
A pista é Long Beach.

David Félix Krapp disse...

Corradi e a Volks/Audi/Porsche não vai rolar mesmo ?

A Red Bull vai fica tranquila recebendo motores de segunda ?

Massa encerra a labuta em 2016 ?

Nasr vai pra lá com a grana do Banco do Brasil em 2017 ?

Ron Groo disse...

Toto vetou.
continuo achando este sujeito o maior mau caráter destes tempos.

Rafael Vieira disse...

É, acho que as temporadas de Felipe Massa na F1 estão se acabando. Ao menos se acabar como esta hoje, será bem menos melancólico do que o Adeus de Rubinho, que nem uma despedida houve (e o coitado ainda ficou implorando emprego). Globo e afins vai ter que manobrar muito pra manter Nasr e descolar outros garotos, pois a F1 sem brazuca pode ser um rombo absurdo na audiência.

Fábio de Souza Pereira disse...

Corradi, e o Nico Rosberg ?
Já podemos desistir dele e considerá-lo um novo Berger, Coulthard, Barrichello, ou Webber ?
Continuará com aquela Poker face de que está tudo bem até quando ?
Ainda tem sangue para sagrar-se campeão ???

David Félix Krapp disse...

Concordo... ainda pensa que sabe algo de F1, nao fosse pelo Lauda a Mercedes aimda estaria andando atras... ele e so mais um empresario que encontrou um novo hobby... a versao austriaca do Briatore so que sem as namoradas gostosas...

Humberto Corradi disse...

David Félix Krapp

Vou responder apenas sobre aquilo que tenho pistas. A Red Bull deverá ter um acordo "curto" com a Ferrari. Pelo menos essa é a intenção. Não quer ser dependente.

A solução para mudar esse cenário viria de uma fabricante como a Cosworth que desenvolveria um motor com o dinheiro da turma do energético. Esse é o pensamento hoje.

Sobre Massa, Nasr, Audi? Nada.

Valeu

Humberto Corradi disse...

Fábio de Souza Pereira

Nico caminhava para ser um campeão (quando estava ao lado de Schumacher). A saída de Norbert Haug e o domínio de Toto Wolff e Niki Lauda sobre a equipe mudou tudo.

A chegada de Lewis Hamilton (mais talentoso) fez cessar suas chances.

O carro é um foguete e teria levado Rosberg ao título facilmente em 2014.

Diferente de um Webber que nunca chegou ao vice-campeonato no domínio de Vettel na Red Bull.

Nico está no lugar certo com o companheiro errado, pois é melhor que ele.

Pior, parece estar se conformando com a situação.

Espero ter respondido.

Valeu

Andre Magalhaes disse...

Corradi,
Muito boa como sempre a sua abordagem...
Se possivel me tira uma duvida.
A globo para tentar manter a audiência da F1 deve pressionar(incentivar) o Galvão Bueno para puxar o saco dos pilotos brasileiros enaltecendo demais as virtudes e mentindo nas burradas que eles cometem, chegando as vezes (muitas) a passar do limite e ficando ridículo.

Qual a participação da globo em manter os pilotos brasileiros na F1 ?

abs

Humberto Corradi disse...

Andre Magalhaes

Penso que a estratégia da TV Globo sempre será a de criar heróis brasileiros no esporte. E a receita aparece também na Fórmula 1.

A visibilidade dada pela TV aos pilotos brasileiros poderia facilitar a obtenção de patrocinadores. Fora que o mercado do nosso país é valioso para marcas que participam do circo.

A Globo também tenta sobreviver e faturar num dia e horário considerados mortos na grade (domingo pela manhã). E até aqui não tem ido mal.

Apesar que neste ano a Globo não vendeu uma de suas seis cotas de patrocínio. Que acabou sendo usada pela Zap Imóveis (uma empresa do grupo Globo).

Valeu

Marcos José disse...

Eu acho um erro a equipe priorizar somente um dos seus pilotos e ainda mais sendo ele muito "mimado". A história da compra da Lotus pela Renault está "estranha" porque até agora a marca francesa (leia-se Carlos Ghosn) não tomou uma posição sobre isto (fala-se que a marca francesa está esperando que a Lotus entre numa liquidação de suas dívidas para fazerem uma proposta mais "rentável" para o "bolso" do lado francês no negócio, ou seja querem pagar um valor "baixo" para "tentarem" realizar a compra) e a possibilidade de o negócio não sair (a Renault indo "embora" e a Lotus "acabando" no fim da temporada) é bem grande na minha opinião. Um período curto de contrato com a Ferrari (de 2 anos, provavelmente) para ter tempo de desenvolver o "Cosworth-Red Bull turbo" já pensando (no caso da não vinda do Grupo VW) para 2018!?

Samuel Meduki disse...

Totó é acionista da equipe de f1 certo? Mas não seria a decisão da daimler mais importante que o veto de totó?

Humberto Corradi disse...

Samuel Meduki

Apesar de levar o nome Mercedes, a equipe pertence majoritariamente a Toto Wolff.

Valeu