sexta-feira, 6 de maio de 2016

Esclarecendo o caso Verstappen


























Aquilo que realmente importa.

Os interesses da Red Bull estão acima de qualquer piloto.

Para entendermos a troca de posição entre Max Verstappen e Daniil Kvyat
precisamos ter essa premissa em mente.

E de algumas informações que nos ajudam a compreender os motivos que
levaram a tal decisão.

Vamos lá.

Verstappen já tinha um contrato com a Red Bull para 2017.

Firmado desde o início da atual temporada.

Um acordo de três anos com aumento salarial.

Contava ainda com algumas exigências para o piloto.

Basicamente para que tivesse o cuidado de terminar o máximo de provas a fim de
não existir uma diferença de pontuação grande em relação a Daniel Ricciardo ao
final do campeonato.

A coisa toda seria anunciada em Spa-Francorchamps.

OK.

Mas o que aconteceu?

A Toro Rosso começou a temporada com ânimos acirrados.

Havia uma clara divisão dentro da Casa de Faenza.

Uma guerra.

Os engenheiros e mecânicos de Carlos Sainz contra os de Maz.

Franz Tost (chefe da equipe) via seu posto ser questionado.

A quebra na hierarquia ficava cada vez mais evidente.

Para solucionar o problema (ou bagunça), o comando trouxe John Booth (ex-Manor).

A situação ficou insustentável após a qualificação em Sochi.

Verstappen e seu engenheiro Xevi Pujolar desobedeceram ordens diretas.

Houve então uma reunião para trazer a paz de uma vez por todas.

A solução se daria através da troca imediata dos pilotos.

Já que por outro lado Daniil Kvyat trazia contra si um péssimo relacionamento com
os cabeças da Red Bull, ficou fácil a tomada de decisão.

Porém a rebelião precisava ser punida.

Assim rolaram as cabeças de Xevi Pujolar e Olivier Helvig (outro engenheiro de Max).

Verstappen contará na Red Bull com o auxílio de Gianpiero Lambiase que até aqui
cuidou de Kvyat.

Talvez o assédio da Mercedes em certo momento do ano passado e o novo contrato
com a Red Bull tenham contaminado Max.

Talvez ele quisesse um tratamento de estrela e piloto número 1.

Isso é um pensamento meu.

A performance perante Ricciardo pode lhe trazer um bela dose de realidade.

Ou aumentar o sonho.

O futuro dirá.

Entretanto os fatos até aqui mostraram que é preciso cuidado com a carreira do
piloto holandês.

No sentido de preservar mesmo.

Não é fácil para um jovens lidar com os tantos holofotes.

Aliás, não é fácil pra ninguém.






12 comentários:

Plinio disse...

Gostei do trecho "A performance perante Ricciardo pode lhe trazer um bela dose de realidade. Ou aumentar o sonho."

Acho que é por aí mesmo...

O Austaliano sorridente tem demonstrado muitas qualidades.

Vinícius Pontin da Silva disse...

Fico mais com o Ricciardo.

Mas de qualquer forma esse pensamento "Ferrarista" de Equipe em primeiro lugar é o que mata o esporte na cabeça de alguns (e na minha também).

Os grandes gênios (tirando talvez o Schumacher com a própria Ferrari e talvez o Senna com a McLaren) ficaram mais conhecidos pelo seu próprio nome e não por qual equipe defendiam durante os seus títulos.

Eu por exemplo não sabia que o Fangio tinha defendido (e ganhado títulos) várias escuderias.

Enfim, isso pode ficar pior se as montadoras tomarem de vez o poder da F1.

Só deixando claro que não adianta botar DRS, ultrapassagem artificial, qualificação falsa se um dos pontos mais básicos da F1 nos "tempos clássicos" não é respeitada.

Paulo Heidenreich Jr disse...

Bruxo !!!

Renato Santos disse...

Desculpa a "inguinorança", mas o que aconteceu no qualify russo que eu não sei?

Marcos José disse...

Vou repetir o que eu escrevi no comentário anterior (no Rascunho Caos): a Red Bull tomou está decisão por pressão do pai do Max Verstappen, pode ter certeza; se o anúncio de que o Max Verstappen estaria na equipe-mãe em 2017 (seria anunciado em Spa, como você escreveu no Rascunho anterior) o porquê de o "antecipar" agora?? Parece (olhando de fora) que os engenheiros (Pujolar e Helvig) também "cairam" no "canto de sereia" do Jos Verstappen e agora foram "dispensados" por beneficiarem Max Verstappen dentro da Toro Rosso. Fica a pergunta : será que o Jos Verstappen fará também muita "pressão" para o seu filho ser o primeiro piloto da Red Bull e com isto prejudicar (ainda mais) o ambiente da equipe só por causa disto?? E pra terminar..."dizem" por aí de que a Force India poderá ser comprada pela SMP Racing (ou até em parceria com a Diageo e talvez com um novo fornecedor de motores pra 2017-2018: e que este fornecedor talvez seria a Honda) a qualquer momento ou até mesmo pela FCA (para transformá-la na Alfa Romeo) no caso dela (FCA) não se interessar pela compra da Sauber no futuro (entre 2016-2017, provavelmente)!!

Humberto Corradi disse...

Renato Santos

Desobedeceram uma ordem relacionada a escolha de pneus no Q3

Valeu

Alberto disse...

O "jovem" na foto tem 31 anos e é tricampeão mundial. Comparação ridícula.
Por sinal, que ódio hein?

Anônimo disse...

Boa Alberto...Corradi corrija o
erro da frase garoto perspicaz!!

FercarSystem

Jefferson disse...

Bingo Alberto!
Mas os céticos tem engolido a seco o talento do garoto de 31.
Engracado que o Hunt se fez ídolo de gerações assim, e tem seguidores no estilo ate nos dias de hoje, e veste macacão vermelho!
E mesmo assim sou fã de ambos!
Cada um tem sua vida fora das pistas.

Daniel Chagas disse...

Em lados opostos da carreira, chegou a hora de Verstappen e Kvyat mostrarem suas virtudes. Acho deplorável como a Red Bull gerencia seu pilotos, nas duas equipes (principalmente na Toro Rosso), porém, já que o absurdo está feito é hora desses dois colocarem a cabeça no lugar. Digo isso por achar que Kvyat vai ter que desenvolver muito equilíbrio emocional e ter bastante caráter para conseguir dar a volta por cima. Ou ele desanda de vez ou vai reagir de forma que cale a boca da matriz. Já no caso de Verstappen, é momento de ele colocar os pés no chão, pois uma coisa é ser confiante, outra é ser prepotente. E em várias ocasiões ele se achou mais do que é, no momento.Precisa comer muito feijão com arroz para chegar perto de Hamilton por exemplo, que aliás, está de parabéns, por não ser um fantoche de ninguém. Ele é um ser humano com virtudes e defeitos e não um robô, um pouco mais de realismo e menos de hipocrisia é bom nessa F1, que além do mais, está precisando mais de Hunts e menos de humanoides.

Leandro Legal disse...

Belo discurso Daniel Chagas. Concordo totalmente com voce.

Leandro Legal disse...

Pois é Humbertão... Quer dizer que o Danil foi rebaixado para a Toro Rosso??? Tsc, tsc, tsc... Pobre piloto russo. Posso imaginar múltiplos pensamentos insanos passando pela sua mente neste momento de recuo profissional nada amistoso!!! Oh... e agora??? Quem poderá ajudá-lo???