quinta-feira, 12 de abril de 2018

Um Pensamento sobre a Fórmula E






























Ninguém é obrigado a gostar de uma coisa.

Mesmo que ela esteja na moda.

Já vi algumas provas da Fórmula E.

Não gostei.

Achei as corridas chatas.

Me lembrando a Indy em circuitos mistos.

Carros com um design padronizado.

Artificial.

Paradas para que o piloto possa trocar seu bólido por outro.

Esquisito.

A bateria é a solução.

Mas ela não é suficiente para uma prova completa.

A coisa esquenta demais.

Por isso tantas curvas.

É lenta.

E ainda tem o Fanboost.

Para interagir com o público jovem e moderno.

Uma vantagem para os mais queridos da prova.

Para entender.

É tipo assim.

Imagine a final dos 100 metros rasos nas Olimpíadas.

O Fanboost daria um doping autorizado por corredor mais votado
no Facebook.

Uma injeção na veia.

Aí ele poderia correr mais um pouquinho.

Esse tipo de coisa vai contra todos os meus princípios.

É ótimo haver interação e aproximação com as pessoas.

Entretanto, na minha visão, confundiram as bolas.

OK.

Tenho elogios também para a categoria elétrica.

A busca por circuitos de rua é excelente.

Aí está algo que eu acredito.

Invade.

Coloca a vibração da corrida no meio da vida das pessoas.

Para as marcas é um negócio bom, bonito e barato.

Há uma exposição mundial com baixo custo.

E ainda posando de antenadas com o futuro.

Por isso tantas estão colocando seus nomes na parada.

Um show room que ajuda a vender e realizar negócios numa
plataforma chic.

Mas os elétricos não são o futuro?

Não.

Olhe mais para os híbridos.

E sobre o futuro pense em outra forma de energia.

Quando Donald Trump taxou o aço, ele usou os interesses dos países
em derrubarem a barreira a seu favor.

Negociou para obter vantagens em outros setores.

Com o Brasil não foi diferente.

Trump apontou para o Etanol.

Que deverá ser elevado em  15% na mistura do combustível americano
nas refinarias.

Renovável com tecnologia funcional.

Acho que a Fórmula E cumpre um papel.

Permite que com um baixo investimento (comparado com a F1) as
grandes montadoras tenham uma bela vitrine para suas mercadorias.

Facilitando muitas ações de merchandising.

É simpática, pode se arriscar com regras birutas e ainda contar com
ex-pilotos da categoria máxima do automobilismo.

(note o ex)

Mas não dá pra comparar a Fórmula E com a Fórmula 1.

São coisas diferentes.

Sabe Ping-Pong e Tênis?

Quando vejo as pessoas dizendo que a novata vai superar a F1,
eu não consigo enxergar como isso poderia ocorrer.

Há espaço para a Fórmula E conviver com a categoria máxima do
automobilismo.

Basta continuar seu script de motor show, feira e sem se levar muito
a sério.

Será mais feliz e se tornará longeva assim.

15 comentários:

Daniel Chagas disse...

Realmente é um assunto interessante. Sou um dos que gostam da F-E. Tempos atrás comentei aqui no seu blog que via um potencial na categoria em superar a F-1. Mas hoje vejo que ficou mais difícil, por causa de um fator: Liberty Media. Me arrisco a dizer que se a F 1 ficasse nas mãos de Ecclestone a categoria elétrica no mínimo se tornaria uma grande rival da F-1 em questão de alguns anos. Graças a Deus a F1 está sendo repaginada em todos os sentidos, podemos gostar ou não de algumas coisas mas no geral a Liberty mudou a F1 de rumo. Via a categoria nos tempos de Bernie engessada, fazendo uma analogia, parecia uma Coreia do Norte do esporte,fechada para o mundo, internet nem existia praticamente, entre outras coisas. Enquanto a F-E era o avesso, vinha com tudo. Enfim, agora as coisas mudaram e vejo que realmente é muito difícil a F-E superar a categoria máxima, mas ainda não acho que seja impossível,mas ficou difícil. vamos ver o que acontece no mundo nos próximos anos.

Chrys Meissner disse...

Eu arrisco a dizer que se a Ferrari entrar na Formula E, a opinião do Corradi muda. Acho, inclusive, que é questão de tempo. Com o congelamento do orçamento, a Ferrari será uma das que vai bradar e ameaçar sair da F1 e apontar para.....a Formula E!

Jeferson Araújo Pereira disse...

Também assisti algumas corridas da F-E, mas não na íntegra.É lento demais: quando pesquisei a velocidade máxima, em 2017, li que é apenas de 220 Km/h.

O Fanboost é uma fraude, é ridículo, não pode ser levado a sério. Parece que na próxima temporada utilizarão uma única bateria, mas isso é apenas um detalhe que não me atrai.

A verdade é que nenhuma categoria pode ser comparada com a F1, nenhuma categoria é mais interessante do que a F1. Se algum dia a Ferrari sair da F1 e correr exclusivamente na F-E: eu continuarei assistindo a F1 e vendo apenas algumas voltas da F-E.

Anônimo disse...

Discordo. A fórmula E está apenas em sua quarta temporada, tem muito a melhorar. Já na próxima temporada terá baterias mais duravdure velocidades maiores. A evolução tem sido rápida. A Europa caminha para carros elétricos, Alemanha na dianteira. Motores de combustão interna são coisas primitivas, mesmo que com biocombustíveis. Os hibridos são uma etapa intermediária da explosão para uma energia mais silenciosa (magnetica?...). A F1 continuará sendo a principal, mas a F-E vai ser muito mais do que e'.

Ricardo Reys disse...

O engraçado é que, para mim, o melhor campeonato da categoria foi justamente o primeiro. Não por ser uma novidade... Mas, simplesmente, por ser a edição do certame que aparentou uma esportividade mais natural.

Na segunda edição em diante, tudo caiu de qualidade: a categoria se artificializou, os traçados pioraram MUITO, as punições ficaram mais e mais sem critério... Mas, na minha opinião, o pior ponto da Formula E é, sem dúvida, as rodadas duplas. Isto é coisa de categoria de acesso. Uma agressão à competição e a importância de qualquer categoria. Como considerar relevante um GP (ops... EP), que ocorre com corridas no sábado e no domingo. Como capitalizar a audiência assim?

Apesar de tudo, ainda vislumbro uma união da Formula E com a Formula 1 dentro de, provavelmente, 15 a 20 anos. A Liberty é dona das duas, seja de forma direta, com a Formula 1, e indireta, através da Discovery Communications e da Liberty Global, maiores shareholders da Formula E. E a E, pelo menos para mim, se apresenta como algo extremamente datado. Ou seja, no momento que a 1 adotar motorização semelhante, ela se integra à categoria rainha.

Obs; muito bom ter você de volta, Corradi! Forte abraço!

Plinio disse...

Concordo com todas as fragilidades que voce apontou, mas creio que FE cumpre um bom papel inicial de divertir. Com o tempo saberemos se a categoria vai progredir. Por enquanto vale a diversão.

Rogerio Borges disse...

F-E é formula Nutella, F1 é corrida de verdade. Simples assim! Quem curte corrida de carros adora queimar os ouvidos com os roncos dos motores, mesmos esses atuais. Agora, som de batedeira de bolo? To fora!

Ricardo Botto disse...

A Fórmula E é a face politicamente correta, e careta, do automobilismo. Não tem som, não tem velocidade,não tem graça. A grande maioria do público mais jovem, principalmente aqueles que acham que o mundo começou em 1990, tem todos os motivos para gostar...dessa moda. Tudo muito bacana na tecnologia dos carros elétricos, mas ainda não se respondeu de onde virá a energia que abastecerão tais prodigios da tecnologia. Armazenando vento talvez?

Vinícius Pontin da Silva disse...

Esse negócio de "nitro" (no caso só o conceito, já que na prática funcionam diferente - DRS, FanBoost, KERS, o da Stock Car) só funciona em jogo de videogame. Azedou nas categorias em que foi adotado, como F1, Stock, FE.

Deveriam abolir essa aberração, aumentar numero de ultrapassagem não é a solução, e sim aumentar a qualidade das existentes.

Felipe Playmobil disse...

Não gosto e não assisto formula E acho precipitado essa de querer migrar os carros de corrida pra elétrico, me parece desespero.
Acho que quem realmente gosta de carro de corrida e corridas não curte muito essa onda nova.

Anônimo disse...

Já pensou em moto GP com motores elétricos??? Se vc é um entusiasta de esporte a motor entende o que estou dizendo. Fórmula E é moda momentânea, Fórmula 1 é o ápice. Em meu ponto de vista, o híbrido é o futuro.

Anônimo disse...

Fórmula E não acompanho, não gosto, não recomendo!! Carro lento, som de batedeira de bolo, piloto troca de carro (meu Deus!), fã da "extra" para o corredor, temporada começa nesse ano e termina no outro (o cara é campeão de que ano 2018/2019??? Que coisa né). Concordo com Corradi, não é futuro elétrico e sim híbrido. Um forte abraço Corradi

Eduardo Moreno disse...

Acho desnecessária essa insistência em comparar uma categoria a outra. São ideias completamente diferentes e abordagens idem. A FE tem atualmente essa vantagem do maior interesse de várias montadoras, principalmente as alemãs, que tem a missão de adotar carros elétricos nas ruas daqui a algum tempo. Alguns fatores, como o fanboost, falta de barulho e rodadas duplas, desvalorizam o espetáculo. Eu nem colocaria nesse balaio a troca de carros, pois acaba adicionando drama. A F1 tem contra si o exclusivismo imposto pela sua gestão financeira, e todos sabemos o quanto esse fator desestimula o ingresso de novas montadoras/equipes, ou a volta de muitas. Creio que assim que a equipe da Liberty conseguir aparar essas arestas, ela voltará a atrair pra si os tantos esforços perdidos ultimamente. Abraço Corradi!

Charles disse...

O fato de a FE já ter mais montadoras inscritas agora, já torna a F1 derrotada hoje... Em mais uma temporada as baterias serão melhores e não precisarão trocar mais de carro, em pouco tempo estarão correndo em autódromos, as pistas que não quiseram a F1 (a Fórmula 1 não está em posição de escolher ninguém...), O carro 2018/2019 , futurista, deixará evidente o quanto o carro da F1 parou no tempo, e pra terminar o Fanboost equivale à asa móvel artificial da F1, sem falar de estarem se apegando a uma tecnologia condenada na Europa (guarde este comentário)

Vitti disse...

Esse argumento faz sentido.
Não faço idéia se a FE será maior que a F1, mas aquela pelo menos não tem medo de ousar e sair do lugar comum das corridas de Fórmula.
Já merece um crédito.