sábado, 5 de novembro de 2022

Propaganda


Uma das artes feitas por Edward McKnigght Kauffer para Shell entre 1929 e 1939.

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

70 x 7

Na imagem que ilustra o post aparecem Stirling Moss e Mike Hawthorn.

Não se engane com a foto.

Os dois não se gostavam.

Talvez a causa seja a forma diferente que os dois encaravam a vida.

A rivalidade nas pistas também contava.

Hawthorn gostava de chamar Moss de "carequinha".

Irritante.

Temporada de 1958.

Moss tinha três vitórias a mais que Hawthorn.

Porém o piloto da Ferrari teve mais regularidade.

E venceu o campeonato.

Em Portugal aconteceu o improvável.

Uma daquelas ações que se tornaria lenda na  Fórmula 1.

Moss liderava com facilidade e venceu a prova.

Logo atrás, faltando um quilômetro para a linha de chegada, Hawthorn perdeu o
controle do carro.

Stirling Moss olhou a situação.

Com brados, incentivou o piloto da Scuderia Italiana a retornar para a corrida
aproveitando a declividade da pista.

Hawthorn voltou e conseguiu a segunda colocação.

A direção de prova queria desclassificar o ferrarista.

A manobra feita pela contra-mão era ilegal.

Moss foi em defesa de Hawthorn que assim conservou o segundo lugar.

Como disse acima, Hawthorn foi o campeão daquele ano.

Com diferença de apenas um ponto sobre Moss.

Ética, nobreza...

Realmente não sei como nomear esse tipo de atitude.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Willy Mairesse






Fotos da carreira do belga Willy Mairesse.

Um vencedor.

Porém infausto.
 
Suas conquistas?

Targa Florio, 500 km de Spa-Francorchamps e 1000 km de Nurburgring.

São apenas algumas.

No seu tempo o piloto tinha seu talento provado em diversas categorias.

Rally, Turismo.

Endurance.

E Mairesse era talentoso.

E não tinha medo.

Pilotava no limite.

E às vezes até ultrapassava a razão.

Por isso vemos sua biografia lotada de acidentes.

E uma participação irregular na Fórmula 1.

Em Spa, 1962, após uma batalha épica com Trevor Taylor, Mairesse foi jogado
pra fora de sua Ferrari após capotar.

O carro pegou fogo.

E Mairesse, mesmo encontrado sem as calças e os sapatos, escapou com poucos
ferimentos.

Sua paixão era transparente.

Seu semblante antes das largadas assustava alguns de seus pares.

Era a vontade de vencer.

E o público sempre adorou esses tipos.

São amados.

Eu sei.

Gilles Villeneuve e Nigel Mansell são bons exemplos.

Qualquer post aqui falando mal do Leão é sempre recebido com vaias!

Mairesse pertencia a essa linhagem.

Porém lhe faltava aquele algo mais para atingir a genialidade.

E isso o destruiu por dentro.

No início de 1963, Phil Hill havia feito a previsão.

A briga interna na Ferrari entre John Surtees e Mairesse acabaria trazendo
erros forçados.

Mairesse foi a vítima da história.

Em Nurburgring o ferimento no braço foi grave demais.

E o deixou um ano longe das pistas.

E da Ferrari.

Ele ainda voltou aos circuitos.

Diferente.

Mais amargo.

Ciente que seu tempo havia passado.

Em Le Mans, 1968, aconteceu o golpe final.

A porta de seu Ford GT voou pelos ares.

Mairesse ficou 15 dias em coma.

Até para voltar a realizar os gestos mais simples precisou da fisioterapia.

O homem sobreviveu mas sua alma estava morta.

Um ano depois ele foi de trem até Ostende, no litoral da Bélgica.

No hotel, escolheu um quarto com vista para o mar.

E tomou uma decisão após anos de lutas e pouca sorte.

Com uma overdose de pílulas para dormir ele resolveu partir.

domingo, 16 de outubro de 2022

Mika Hakkinen


























Havia um trato entre ele e Ron Dennis.

Um pacto.

Após o grave acidente em Adelaide.

Hakkinen quase morreu ao bater no guard rail com sua McLaren.

Chegou a ficar sem respirar.

No seu retorno o finlandês não reclamou.

Foi difícil.

Uma luta.

Ele mesmo admitiu.

Mas Hakkinen sabia que não há lugar para os fracos na Fórmula 1.

Depois disso o time inglês passou a trabalhar para ele.

Bastou esperar.

E na temporada de 1998 veio a compensação.

Adrian Newey, aquele da Red Bull, desenhou um foguete.

Oito vitórias.

O título.

E Mika ensina.

"Precisei esperar. 

Mas a Fórmula 1 é um casamento

Não se abandona na primeira decepção."

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

A primeira






























O post mostra a pista que já foi chamada de "A mais rápida da Europa".

A Opel-Rennbahn, foi contruída em 1920, nos arredores da cidade de  Mainz.

Sendo a primeira pista permanente da Alemanha.

Lembrando que Avus foi contruída em 1921, Nurburgring em 1927 e Hockenheim em
1932.

O motivo da construção foi a reclamação dos moradores em relação ao barulho e a
condução perigosa, já que os testes da Opel eram realizados nas ruas da cidade.

A pista chegou a receber 50.000 espectadores na realização de diversas corridas de moto
e carro, que serviam de teste para os veículos da fábrica.

Inclusive o famoso carro foguete da empresa foi testado alí.



















Durante a Segunda Guerra Mundial o autódromo foi usado apenas para testes militares.

Após esse período a pista quase não foi mais utilizada.

Além disso, foi construída uma rodovia que destruiu 380 metros de uma das retas.

Hoje a cidade de Mainz é proprietária da pista.

Escondida sob a vegetação, acabou virando parte da Rota do Patrimônio Industrial Alemão.

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Salários 2022













Quanto é o salário de cada piloto da Fórmula 1 em 2022?


Antes umas observações:


Os franceses Pierre Gasly e Esteban Ocon tiveram seus vencimentos aumentados em relação à 2021.

Lembrando que ambos são vencedores de corridas.


Apesar do valor, o dinheiro recebido por Sergio Perez vem de seu patrocinador.


Olhando Daniel Ricciardo e Lando Norris você pode compreender a impaciência da McLaren.


Valtteri Bottas é valorizado no grid.


Possuir títulos mundiais faz toda a diferença.


Por fim, a lista (em Euro).


Lewis Hamilton (Mercedes) = € 45 milhões

Max Verstappen (Red Bull) = € 32 milhões

Fernando Alonso (Alpine) = € 17 milhões

Sebastian Vettel (Aston Martin) = € 17 milhões

Daniel Ricciardo (McLaren) = € 15 milhões

Charles Leclerc Ferrari ) = 14 milhões de euros

Valtteri Bottas (Alfa Romeo) = 10,5 milhões de euros

Sergio Perez (Red Bull) = 10 milhões de euros

Carlos Sainz (Ferrari) = 9,5 milhões de euros

Lando Norris (McLaren) = 8,5 milhões de euros

George Russel (Mercedes) = 8 milhões de euros

Esteban Ocon (Alpine) = 8 milhões de euros

Pierre Gasly (Alpha Tauri) = 6 milhões de euros

Kevin Magnussen (Haas) = ​​4,5 milhões de euros

Lance Stroll (Aston Martin) = € 4 milhões

Alexander Albon (Williams) = € 2 milhões

Nicholas Latifi (Williams) = € 1,5 milhões

Yuki Tsunoda (Alpha Tauri) = € 1 milhão

Mick Schumacher (Haas) = ​​€ 1 milhão

Guanyu Zhou (Alfa Romeo) = € 0,85 milhão


Algum injustiçado ou sobrevalorizado?

オートポリス - Autopolis


















































Essa beleza aí em cima se chama Autopolis.

Autódromo construído por um milionário japonês e inaugurado em 1990.

O projeto foi feito por Yoshitoshi Sakurai, que comandou a equipe Honda
na Fórmula 1 dos anos 60.

A única grande corrida internacional que a pista recebeu foram os 430 km
de Autopolis em 1991.

Prova da World Sportcar Championship, vencida por ninguém menos que  
Michael Schumacher, fazendo dupla com Karl Wendlinger a bordo de
uma Mercedes C291 Sauber.

Com intenção de se tornar sede de corridas da Fórmula 1, patrocinou a  
Benetton por duas temporadas para promover o autódromo.

Mas os organizadores acharam que o local não possuía infraestrutura necessária
para realização de um Grande Prêmio, já que fica em uma área muito montanhosa
e remota.

Após diversos problemas financeiros de seu proprietário, o circuito mudou de mãos
várias vezes.

Hoje a pista pertence a Kawasaki, que a adquiriu em 2005.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Nihon







































Bom dia a todos.

Correndo para as colinas.

Os sportcars no Japão.

Fuji. 1969.

sábado, 1 de outubro de 2022

Extras






























Imagens de outros tempos da Fórmula 1.

Época em que havia espaço para certas ousadias.

Experimentos.

Quando as corridas extras faziam parte da tradição.

A categoria máxima do automobilismo visitava lugares que não eram inscritas
como parte do campeonato oficial.

Uma oportunidade de ver os melhores pilotos do planeta disputando posições
em outras praças.

Pequenos circuitos.

Pistas de rua.

Veja o exemplo de Roskilde na Dinamarca.

A primeira foto que ilustra esse post.

Curtinha.

Pouco menos de 1.500 metros.

Curvas inclinadas.

Sem retas!

Recebeu a Fórmula 1 em duas oportunidades no início dos anos 60.

Stirling Moss (que classificava a pista como pitoresca) e Jack Brabham
venceram ali.

Lendas.

O tempo de volta era de 40 segundos.

Na segunda imagem podemos ver John Surtees em Solitudering.

Circuito localizado nos arredores de Stuttgart.

Que cansou de ver rugir os poderosos motores da F1.

Chris Amon, Jim Clark, Dan Gurney e todas as estrelas da época iam
com tudo tentar marcar seus nomes por lá.

E por último destacamos o Grand Prix de Bruxelles.

Que obrigava os bólidos a passear pelas ruas da capital belga.

Disputada em três baterias com tempos agregados.

(repare que no informativo aparece Lucien - tio de Jules Bianchi)

Essas aventuras duraram até 1983.

Quando a última edição da Race of Champions foi realizada em Brands 
Hatch no formato ainda de evento extra-campeonato.

Vencida por Keke Rosberg e sua Williams.

Interessante como o passado mostra que a Fórmula 1 é o produto que, além
de muito valioso, pode ser trabalhado de diversas formas.

Correr nestas pistas citadas e em outras como Pau, Aspern, Syracuse, Posillipo,
Karlskoga e Vallelunga deveria ser uma festa.

(cada uma valeria um post)

Eventos mais leves, sem a tensão da obrigação de vencer a qualquer preço.

Poderia acontecer novamente?

Talvez.

Veja a curiosidade que a viagem de Fernando Alonso para Indianápolis
despertou.

O inusitado causa isso.

Ainda mais se criar a oportunidade para que pessoas que não possuem acesso
possam ver de perto seus heróis em ação.

Que tal uma etapa extra com uma premiação especial para os pilotos?

Seria interessante, não?

Grid invertido de acordo com a classificação do mundial?

Carros com motores iguais?

Quem sabe valendo uma taça que imprimisse o nome dos vencedores ao longo
dos anos...

São somente algumas ideias.

E tenho certeza, você deve ter outras.