segunda-feira, 12 de abril de 2021

Devaneios

















Não é informação.

São apenas pensamentos.

Achismos.

Eu não acho que Lewis Hamilton fique em 2022 na Fórmula 1.

Seguindo a ideia, temos um buraco na Mercedes.

Com o principal time da categoria precisando de uma estrela.

Pode subir George Russell.

E continuar com Valtteri Bottas.

A saída do multicampeão inglês seria a única alternativa para uma possível permanência do finlandês conduzindo uma das Flechas de Prata.

Possível.

Pois Russell (a estrela) talvez combine mais com um piloto campeão ao seu lado.

Surge então o nome de Sebastian Vettel.

Já está na família (Aston Martin - Toto Wolff)...

Para seu posto a Aston Martin buscaria um nome de peso e mídia para correr com Lance Stroll.

Penso em Kimi Raikkonen.

Aí abriríamos duas vagas.

Na Williams (lugar Russell) e na Alfa Romeo (lugar de Raikkonen). 

Com Bottas voando.

No próximo box, Sergio Perez precisa mostrar muito serviço na Red Bull.

Os cabeças dos energéticos estão apaixonados por Yuki Tsunoda.

Max Verstappen é uma incógnita para mim.

A história precisa andar mais.

Se a Red Bull continuar competitiva e não conseguir o título, a coisa poderia pesar.

Climão, entende?

Helmut Marko já deu sinais de não confiar 100% no talento do holandês perante Hamilton.

Aliás, Marko só tem paciência com Vettel.

Depois das dificuldades enfrentadas na primeira etapa no Bahrein pelo piloto alemão em sua estreia no carro verde, ele foi um dos poucos a dizer que em algumas corridas Sebastian vai estar voando novamente.

Pode ser efeito as boas lembranças dos bons tempos.

Voltando, Max não parece ser uma figura fácil de lidar.

Pode estar cansando.

Um título perdido pode entornar o caldo da latinha.

Pensou na Mercedes?

Esquece Russell e Verstappen num mesmo time.

Toto nunca mais irá trabalhar com uma dupla de pilotos que lembre a treta entre Rosberg e Hamilton.

Ele já deixou bem claro isso.

Pensamentos, OK?

Mas 2021 / 2022 pode ser mais interessante do que imaginamos...

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Parece Mentira

























Alguns gostam de lembrar que hoje é o dia da mentira.

Fazem brincadeiras e tentam ludibriar as pessoas.

Lembrei de uma coisa.

Existem histórias no automobilismo, que mesmo sendo verdadeiras, costumam
causar desconfiança.

Talvez pelos personagens envolvidos ou por não termos vivido o contexto em
que elas aconteceram.

São realmente inusitadas.

Acredite.

Selecionei algumas.

Parece mentira...

...que o brasileiro Pedro Paulo Diniz foi um dos nomes cotados para o lugar de
Eddie Irvine na Ferrari em 1999.

... que querendo contratar de qualquer maneira a jovem promessa Ayrton Senna,
Bernie Ecclestone tenha tentado montar às pressas uma equipe de Fórmula 1.
A coisa usaria chassis da ATS, Motor BMW e mecânicos da Brabham.

...que em Kyalami, 1975, depois de largar na pole-position, Jose Carlos Pace não
conseguiu o mesmo desempenho dos treinos com sua Brabham devido a um chaveiro
que havia caído dentro do cockpit e impediu que o acelerador chegasse até o seu limite
durante toda a prova.

...que em 1983 Jean-Pierre Jarier quis enganar sua equipe negando ter tido uma
escapada, depois de abandonar a corrida de Ímola com problemas no radiador.
Mas o passeio fora da pista aconteceu. A prova foi a serpente encontrada pelos
engenheiros da Ligier entre os pedais do carro.

...que nos Estados Unidos um policial ignorante iniciou uma perseguição e morreu ao
tentar alcançar o Stratos do italiano Sandro Munari durante uma das raras provas de
Rally realizada na Terra dos Ianques nos anos setenta.

...que inscrito para participar da tradicioanl Coppa Florio, o jovem Enzo Ferrari teve
que escapar de um ataque de lobos nas montanhas de Abruzzi para conseguir chegar
ao local do evento.

... que a Red Bull, sempre de olho em jovens talentos, ofereceu uma carreira para
Lewis Hamilton antes dele assinar com a McLaren.

...que hoje é mais barato participar da Indy do que da F2.

...que em 2013, Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Fernando Alonso recebiam juntos
praticamente a mesma coisa que Kimi Raikkonen ganhava sozinho na Ferrari em
2008.

Então?

Parece ou não parece mentira?

terça-feira, 30 de março de 2021

Os Pilares da Honda
















E a Honda chamou a Mercedes para conversar.

Colocou o dedo na cara da alemã.

"Você sabe com quem está falando?"

Uma ilustração, claro.

Mas a fábrica japonesa chegou lá.

Entregou um motor que não deve mais nada a ninguém. 

Podemos tentar entender como a Casa de Minato alcançou tal feito.

Três pilares foram determinantes.

O fator humano.

A continuidade.

E, por fim, recursos (quase) ilimitados.

Na parte humana, a coisa tem nome e sobrenome.

Axel Wendorff.

Ao agregar como novo Chefe de Engenharia o experiente alemão, tudo se transformou.

Wendorff passou pela Ilmor, Toyota e Mercedes.

Coordenava a McLaren quando os motores alemães estavam por lá até 2014.

Junto com Andy Cowell, ele lançou as bases da fábrica de Brisworth.

Onde todos os anos saem de lá unidades de força imbatíveis para Lewis Hamilton há várias temporadas. 

Chegou a prestar consultoria para a Renault.

Mas está com a Honda desde 2019.

Trabalhando com Mario Illien, afinou a unidade de força para a Red Bull.

Ter pessoas como Wendorff fazem toda a diferença na Fórmula 1.

Isso também é uma das razões que explica a queda da Ferrari.

A Scuderia Italiana é especialista em perder excelente mão-de-obra.

Aldo Costa, James Allison...

O segundo fator que trouxe benefícios para os japoneses foi a continuidade.

E a sequência na categoria máxima do automobilismo quase sempre gera bons frutos.

Foram seis temporadas de trabalho duro.

Do nada na McLaren em 2015 até tirar sangue da testa de Toto Wolff em 2021.

Eles estão lá.

No terceiro pilar estão os recursos.

Quase ilimitados.

A Honda investiu 8 bilhões de reais nos quatro anos de parceria com a McLaren.

Bancava até metade do salário de Fernando Alonso.

Com a dupla Red Bull e Alpha Tauri a coisa se repete.

Já estão na terceira temporada juntos (2019/20/21).

São seis bilhões de reais derramados (3 para cada).

Isso mesmo.

Foram 14 bilhões de reais na empreitada!

É muito.

Demais.

E por um dos motivos de seu sucesso (dinheiro), e apesar disso, a Honda está deixando a Fórmula 1.

Interessante.

A Honda ao abandonar a categoria no passado deixou toda uma estrutura que permitiu que a Mercedes chegasse onde está.

Agora, ao sair novamente, vai deixando outra vez um legado pronto para ser aproveitado.

E como confirmou Stefano Domenicali, existem muitos fabricantes interessados em entrar na F1.

Evidente.

Assim, até eu...

sexta-feira, 26 de março de 2021

A Filosofia














Ao final dos testes da Fórmula 1 a Mercedes fez a volta mais rápida.

Após dias nebulosos.

A Red Bull não ficou calada.

Entregou que os campeões estavam com menos potência de motor.

Depois, ainda mascararam seu melhor ao rodar com pneus longe das condições ideais, mas com sua unidade de força meio segundo mais rápida.

O GPS entregou tudo.

Mesmo assim o carro estava nervoso.

A W12 pode ter se sentido estranha com os ventos do deserto e por isso dificultou os melhores ajustes.

Fora a adaptação.

Em teoria, o regulamento atual favorece mais os bólidos com o conceito construtivo da Red Bull.

Entretanto seria uma sandice subestimar a Mercedes.

Há uma filosofia de trabalho impressionante em Brackley.

No ano anterior a chegada de Lewis Hamilton, o time das Flechas de Prata havia terminado muito mal o campeonato.

A baixa pontuação nas últimas provas acendeu o alerta.

Daí os processos começaram a mudar internamente.

E 2013, depois de um início difícil, findou com boas perspectivas.

Aquilo que era projetado isoladamente em cada departamento passou a ser integrado.

A coisa precisava ser vista como uma unidade.

Um todo.

O pessoal do design passou a responder pela confiabilidade também.

Cada peça precisava funcionar não apenas dentro do seu propósito natural, mas ainda sem prejudicar o todo.

Harmonia.

Os desafios passaram a ser de todos.

Sem culpados por erros.

Problemas que demoravam 90 dias para serem solucionados, passaram a ser resolvidos em cinco dentro desta nova cultura.

A mão-de-obra recebeu suporte médico, acompanhamento fora da pista, apoio psicológico, nutricional e esportivo.

Saúde.

Mente e corpo.

Refletidos no trabalho.

E em sete títulos mundiais seguidos.

quinta-feira, 11 de março de 2021

A Saga de Lawrence















Começamos nas vésperas do outono europeu.

O ano era 2014.

Caterham, Marussia, Sauber e Lotus estavam em maus lençóis financeiros.

Lawrence Stroll estava caçando uma escuderia na Fórmula 1 para chamar de sua.

Durante a demanda, Gerhard Berger era seu guia.

Lotus e Sauber foram eleitas.

Bernie Ecclestone se aproximou do empresário canadense e sugeriu que ele pedisse conselhos para um velho conhecido.

Flavio Briatore.

O italiano, empresário de Fernando Alonso (já voltamos no piloto), apontou a Lotus.

O que se revelou ser mais difícil.

Havia o cheiro do dinheiro de Pastor Maldonado derramado por todos os cantos da equipe.

Era um empecilho.

A Sauber, parceira da Ferrari (academia de Lance), se mostrou mais viável.

Já no final daquela temporada (2014), Stroll e Peter Sauber não se entenderam.

Nem com quase 80 milhões de euros sobre a mesa.

O tempo passou.

Chegamos até 2017.

Com Lance conduzindo a Williams, seu pai apontou cada vez mais seus canhões para o time de Frank.

Na Casa de Grove, ele falou para Claire sobre uma proposta ousada.

Trazer Fernando Alonso (eu disse que ele voltaria) para correr ao lado de seu filho e ainda aumentar seu aporte financeiro na tradicional equipe.

Lawrence bancaria o salário de Ferdi (25 milhões euros) e assinaria um cheque de 40 milhões de euros para a Williams.

Claire recusou.

Em 2018 Stroll estava encantado pela Haas.

Pelo modelo seco.

Assim ele tornou a falar nos ouvidos da filha de Frank.

Um cheque de 80 milhões de euros, uma parceria mais estreita com a Mercedes e um sensível corte nos gastos (demissão de 200 cabeças).

A Williams ainda acreditava no sonho de ser grande sozinha.

E novamente disse não.

O fim nós já sabemos.

Lawrence foi embora e montou seu acampamento na conturbada Force India.

Nascia a Racing Point.

A ideia de ter a dupla de pilotos formada por Alonso e Stroll seguia no horizonte.

Além das pistas, Stroll queria repetir o sucesso da Tommy Hilfiger na marca Kimoa do piloto espanhol.

O horizonte seria 2020 por causa de acordos firmados com Sergio Perez.

O acidente em Austin e as declarações de Alonso sobre Stroll (piloto amador) acabam com tudo.

Palavras são flechas lançadas.















Briatore deve ter coçado a cabeça.

As temporadas de 2019/2020 foram de investimentos no time.

Stroll queria brigar pelo terceiro posto já em 2020.

Conseguiu.

Com a chegada dos novos regulamentos, o objetivo era estar sempre no pódio.

Acordos firmes de patrocínio foram selados (BWT).

Toto Wolff se tornou o melhor amigo.

A intimidade era tanta que, em Gstaad na Suíça, até tramaram um plano B (uma nova categoria) com Ecclestone e Montezemolo, caso a Liberty não atendessem seus interesses.

Stroll já investiu mais de 150 milhões de euros com a Racing Point.

A cartada final veio com a Aston Martin.

Direito de usar por 10 anos deste nome tradicional do mundo do automobilismo na Fórmula 1.

Com 17% de controle da marca.

Selou a parceria com Wolff e a Daimler.

E ainda possui 120 cabeças para construção de sua própria unidade de força.

Com projeção para apresentar o primeiro protótipo ainda nesta temporada.

Stroll construiu sua escuderia. 

Com um nome inquestionável.

Boas parcerias.

E com Sebastian Vettel.

Um piloto experiente, agregador e que caiu do céu graças a uma doideira da Ferrari.

Sorte?

Pode ser.

Mas sabemos que sem preparo, nem a sorte ajuda.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Fuji Can-Am




























Imagens da Can-Am do outro lado do mundo.

Japão.

Fuji International Speedway.

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Vias























O mapa do Circuito de Phoenix nos Estados Unidos para a Fórmula 1.

1989.

Uma prova que a categoria máxima do automobilismo pode correr 
em qualquer lugar.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Régua T






























Imagem anterior ao salto tecnológico.

Ainda em 1982 as coisas na F1 eram assim: tudo no lápis!

Não devia ser fácil para a equipe de designers da Renault na fábrica em
Viry-Chatillon.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Pequenas Passagens














































Quando a Philip Morris se cansou das desventuras da BRM, ela procurou uma
outra casa dentro da Fórmula 1.

A poderosa fabricante de cigarros ficou diante de duas opções.

McLaren e Brabham.

A condição para receber tamanha fortuna era que a escuderia escolhida deveria
incluir entre seus pilotos ninguém menos que Emerson Fittipaldi.

Nada mal para um brasileiro que anos antes havia desembarcado em Harthrow
numa aventura improvável.

Vale dizer que Bernie Ecclestone, dono da Brabham, tentou de tudo para convencer
a gigante do tabaco.

Em vão.

Interessante é notar o prestígio do piloto campeão.

Por isso nunca devemos subestimar a capacidade de sobrevivência de um campeão
como Raikkonen no mundo da F1.

A história ensina.

Maugham


























Ensaio.

Mônaco.

Onde os destinos da Fórmula 1 são selados nos bastidores.

"Um lugar ensolarado para pessoas sombrias."