sexta-feira, 22 de julho de 2022

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Pequenas Passagens


























Fórmula 3.

1990.

Na foto acima aparecem Mika Hakkinen em primeiro plano, com o carro número 2,
sendo seguido de perto por ninguém menos que Michael Schumacher.

Grande Prêmio de Macau.

Entretanto na última volta da prova as posições estavam invertidas.

O finlandês perseguia de forma implacável o alemão.

Quando chegaram na reta principal, o finlandês ficou na sombra do alemão.

Parecia que Hakkinen iria fazer a ultrapassagem.

OK.

No vídeo abaixo você poderá ver o final da história.

Sim.

O escorpião não perde sua natureza.


segunda-feira, 11 de julho de 2022

Pressão















Fiquei um pouco incomodado com a quantidade de toques entre os carros no Red Bull Ring na etapa de 2022 da Fórmula 1.

Muitas vezes a narração tende a corromper as imagens.

Quando um piloto preferido pode ser acusado, geralmente a turma do estúdio diz que foi um acidente de corrida.

Quando é um piloto já carregado de opiniões atravessadas, o comentário tendencioso aflora e aponta para palavras como: 

"Ele foi muito otimista naquela curva" ou "o carro de dentro sempre escorrega um pouco".

Despautérios.

E estamos vacinados.

O que me causou agastamento foi um certo padrão de comportamento.

Acho que o contatos não são gratuitos ou muito menos fortuitos!

Nada de acaso aqui.

Sim.

Digo que pode haver motivação.

Vamos puxar alguns históricos.

Dentro da própria equipe.

Para marcar território.

E ser o número um.

Ilustrando.

Ayrton Senna e Alain Prost na McLaren.

Sebastian Vettel e Mark Webber na Red Bull

Sebastian Vettel e Charles Leclerc na Ferrari.

Lewis Hamilton e Nico Rosberg na Mercedes.

Max Verstappen e Daniel Ricciardo na Red Bull.

Sergio Perez e Esteban Ocon na Force India.

Casos clássicos de brigas caseiras.

Mais recente vimos Yuki Tsunoda e Pierre Gasly na Alpha Tauri se estranhando.

Sempre há algo aí.

Alguém se espantaria de ver um enrosco de Charles Leclerc e Carlos Sainz Jr.?

Ou de Mick Schumacher (em ascensão e piloto Ferrari) e Kevin Magnussen?

Vamos passar para a disputa de título.

Aqui a coisa esquenta.

Ayrton Senna (McLaren) e Alain Prost (Ferrari).

A clássica Sebastian Vettel e Lewis Hamilton em Baku.

E Lewis Hamilton e Max Verstappen em Silverstone 2021.

A primeira decidiu um campeonato.

As outras duas revelam a ira de um piloto sem armas para lutar contra um adversário em clara vantagem material.

Antes do último modelo, preciso fazer um pausa aqui.

Apesar do exemplo com Ricciardo acima, Max Verstappen é um caso a parte.

Um piloto que sempre usou o contato em suas ultrapassagens e disputas.

Muitas vezes acobertado por ser uma marca da categoria máxima do automobilismo.

Fica separado por não se encaixar nas motivações comuns aqui descritas.

Verstappen é assim.

Voltemos.

O terceiro tipo envolve pilotos de equipes distintas.

Nada de disputa por títulos.

Mas envolve sobrevivência.

Daniil Kvyat e Sebastian Vettel.

Exagero.

Clássico.

O piloto russo já estava sendo pressionado na Red Bull.

No meio da temporada foi rebaixado para a Toro Rosso e trocado por Max Verstappen.

No final de semana do verão europeu de 2022, o Red Bull Ring viu Alexander Albon, Pierre Gasly e George Russell cometerem estultícias.

O que acontece?

Albon pode estar com seu lugar ameaçado na Williams e conduzindo de forma a prejudicar outros?

Pode ser.

Pierre Gasly está desconfortável e isso é claro.

O francês (26 anos) está no time infantil da Red Bull.

Ao final de seu contrato (2023) estará com mais de 120 corridas pela escuderia Toro Rosso / Alpha Tauri.

Um recorde.

Os outros ou evoluíram ou saíram.

Ricciardo, Vettel, Sainz Jr., Verstappen...

Preterido na promoção por um piloto de fora da academia, Sergio Perez.

E ainda enxergando uma concorrência feroz por cockpits de outras equipes que poderiam se encaixar em seus planos de vida.

Correr ao lado de uma criança como Tsunoda, incomoda.

E o temor de não saber o futuro, mais ainda.

Lembro de Valtteri Bottas reclamando como foi prejudicial para ele dentro da Mercedes trabalhar sempre com apenas um ano de contrato e com insegurança sobre o que viria a seguir.

George Russell depois de um começo impressionante na Mercedes, está vendo o verdadeiro Lewis Hamilton surgir.

Lewis é o primeiro piloto e a equipe pertence a ele.

Ele é o campeão e já começou a mostrar isso para seu companheiro.

Russell pode ter começado a sentir o peso.

Acompanharemos atentos.

É isso.

A pista reflete o que muitas vezes está acontecendo com o piloto nos bastidores.

A pressão é incomensurável na Fórmula 1.

E poucos conseguem lidar e suportar tal carga.

A verdadeira virtude está em manter a classe sob tal pressão.

De onde surgem diamantes.

Entretanto ao serem compelidos, os pilotos deixam escapar nos circuitos essa pressão.

Marcando muros e fazendo outros experimentarem caixas de britas.

Sinais.

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Modelo
















Há coisas que nos passam despercebidas.

Mas se aplicarmos um olhar atento notaremos que há um certo padrão.

Falo da formação de uma dupla de pilotos.

Das escolhas das equipes.

E, interessante, podemos dividir em dois grupos.

O das equipes de fábrica e o das clientes.

Vamos lançar um olhar sobre a primeira classe

Esta formada por Ferrari, Red Bull, Alpine e Mercedes.

A linha é formada geralmente por um primeiro piloto.

Principal e estrela.

Estão aí Charles Leclerc, Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Max Verstappen.

Apoiados, teoricamente, por um segundo piloto seguro, acumulador de pontos.

Ou um sucessor futuro.

Citando, Sergio Perez, Esteban Ocon, Carlos Sainz Jr. e George Russell.

Repare que Perez é o único que se apresenta como pagante.

O mexicano traz sempre algo em torno de 100 milhões de reais para suas escuderias.

Mas, o dinheiro, não é um quesito obrigatório para contratação nos times principais.

Tanto que a primeira opção da Red Bull, Valtteri Bottas, não traria tal recurso.

Entretanto, Toto Wolff acelerou o processo de contratação para que seu antigo funcionário não se juntasse às fileiras inimigas.

Destaco que apesar da ideia, nem sempre o segundo piloto aceita tal posição.

Enquanto Sainz Jr. luta contra o destino, Russell e Ocon (ambos no talento) marcam território. 

Inclusive a Alpine me parece repetir a história da Ferrari num passado recente.

Com Esteban Ocon num acordo longo (Leclerc) e seu piloto campeão, Alonso, desconhecendo seu destino (Sebastian Vettel).

Por último temos um Sergio Perez bem consciente da sua posição dentro da Red Bull.

Bem adaptado, está feliz por ter um carro que pode vencer corridas. 

Ele não vai ameaçar Verstappen.

Voltemos nossa atenção agora para a segunda classe.

As equipes que são clientes.

Aqui estão Williams, McLaren, Aston Martin, Alfa Romeo, Haas e Alpha Tauri.

Peguemos primeiramente a regra.

A linha tende a ser formada por um piloto pagante e um mais experiente ou principal.

Aston Martin: Lance Stroll (pagante) e Sebastian Vettel (experiente e principal);

Williams: Nicholas Latifi (pagante) e Alexander Albon (mais experiente);

Alfa Romeo: Guanyu Zhou (pagante) e Vatteri Bottas (experiente) e

Haas: Mick Schumacher (pagante) e Kevin Magnussen (experiente).

Notemos que a Haas por muitas temporadas perseguiu essa receita, principalmente tentando atrair Robert Kubica e a petrolífera PKN Orlen (100 milhões de reais/ano) e depois selando o acordo com Nikita Mazepin.

A primeira exceção dentro das clientes é a Alpha Tauri.

Por ser uma equipe satélite da Red Bull, o Time de Faenza respira de acordo com os comandos da casa principal de Milton Keynes.

E desta forma seus pilotos são definidos.

Mesmo assim temos algo semelhante.

Alpha Tauri: Yuki Tsunoda (fruto da parceria Honda) e Pierre Gasly (vencedor de GP).

Manter Gasly traz uma certa estabilidade e por isso há o desejo da Red Bull que ele continue na família.

Ativada sua opção para 2023, o piloto francês também recebeu aumento salarial.

Um incentivo para que permaneça.

A segunda ressalva é a McLaren.

Pois apesar da formação contar com um piloto mais jovem, Lando Norris e um vencedor de GP e mais experiente, Daniel Ricciardo, a química está longe da receita básica.

Norris não é pagante e claramente é o primeiro piloto da escuderia de Woking.

Enquanto que seu companheiro australiano não consegue contabilizar boas performances.

Mas a história mostra a McLaren tentando realizar o padrão.

Repare.

Como time de fábrica da Honda.

Fernando Alonso como principal (2015 - 2018) com Magnussen, primeiramente, e depois Stoffel Vandoorne como escudeiros.

Podemos lembrar também de Button e Perez, Hamilton e Kovaleinen ou Alonso e Hamilton.

A McLaren hoje parece estar num hiato.

Um intervalo iniciado com a saída de Fernando Alonso e se tornando cliente com o rompimento com a Honda.

Surge uma estratégia de acumular pontos com pilotos aspirantes (sem título).

Sainz Jr / Norris e Norris/Ricciardo.

Note que, com o tempo, Lando Norris se tornou a estrela.

Seu longo contrato deixa isso explícito.

O padrão de uma equipe cliente é simples, como mostramos.

Um principal (Lando Norris) e um pagante.

Duvida?

Lembra que destacamos a Haas atrás de Robert Kubica?

A comitiva da McLaren também viajou até Varsóvia, na Polônia, tentando cooptar o piloto de teste da Alfa Romeo e seus Euros.

Assim ninguém se surpreenderia com a vaga de Daniel Ricciardo indo a leilão.

Um pagante do grid (como Latifi, cujo pai é sócio da McLaren)? 

Ou um noviço, bem apoiado, subindo da Fórmula 2?

Padrão.

Quem dá mais?

terça-feira, 21 de junho de 2022

Flecha Lançada


 














Hoje aconteceu o desligamento de Jüri Vips do programa da Red Bull.

Injúria racial.

O piloto estava na academia dos energéticos desde 2018.

Foi graças a isso que ele conseguiu sua superlicença.

Após completar um teste de 300 km pilotando o Red Bull RB8.

Em Silverstone.

Estava como reserva da Alpha Tauri e da própria Red Bull.

Chegou a andar num treino livre nesta temporada de 2022 em Barcelona.

No lugar de Sergio Perez.

Interessante.

Hoje eu estava fazendo uma pesquisa e o nome de Vips apareceu.

Ia escrever algo no Twitter.

Pausa.

Já voltamos.

Estava olhando o investimento necessário para se chegar e permanecer na Fórmula 1.

Pilotos pagantes.

Lawrence Stroll colocou 380 milhões de reais na carreira de Lance até seu filho assinar um contrato como piloto titular na categoria máxima do automobilismo.

O valor extremo reflete o cuidado na preparação que envolveram testes particulares alugando a equipe Williams.

Uma coisa extremamente cara e complicada de se fazer.

Observei outro pagante.

Sergio Perez.

O piloto mexicano sempre teve ao seu lado a América Móvil.

Empresa controladora da A1,Telcel, Infinitum e Claro.

Uma gigante das telecomunicações.

E a razão de Perez ter tido oportunidade e ainda permanecer na Fórmula 1 até hoje.

Falo isso pois a carreira dele é cinza.

Tem um título na segunda divisão da Fórmula 3 Britânica em 2007.

Quem venceu a primeira classe daquele ano foi Marko Asmer.

E um vice campeonato na antiga GP2 em 2010, sua segunda temporada.

Para você lembrar, a taça ficou com Pastor Maldonado.

Depois veio a Fórmula 1.

Sauber, McLaren, Force India/Racing Point e Red Bull.

Nenhuma equipe menor como Caterham ou Marussia.

Talento?

Ele é piloto de verdade.

Mas a culpa de obter bons contratos vem da mala com cerca de 100 milhões de reais que ele entrega anualmente para quem o contrata.

De volta.

Lembra do Marko Asmer?

O nome dele está umas linhas acima.

Ele chegou a ser segundo piloto de testes da BMW Sauber na Fórmula 1 em 2008.

Sua carreira embolou por não ter dinheiro.

Rodou Superleague e deu passos atrás. 

Como a GP3.

Sem recursos, encerrou o sonho.

Continuou envolvido.

Estoniano, ele cuida da carreira de um compatriota.

Inclusive nasceram na mesma cidade, Tallinn.

Quem?

Jüri Vips!

Vips está na F2, conseguiu a superlicença e teste na Fórmula 1 porque a Red Bull fez acontecer.

Acabou.

Asmer deve estar ciente do que aguarda seu pupilo.

Ele sabe o que é automobilismo sem o apoio financeiro.

A alegria de ter visto Vips substituir Perez numa oportunidade única se transformou somente naquilo que poderia ter sido.

Mas que nunca se realizará.

Pois poucos possuem um mecenas, um pai rico ou uma escuderia que acredita em seu potencial.

Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: 

a flecha lançada, 

a palavra pronunciada 

e a oportunidade perdida.

Marko Asmer deve estar explicando isso para Jüri Vips.



Cl

sexta-feira, 17 de junho de 2022

Calder Park
























Raras imagens.

E aí?

Quem seria o piloto do carro verde número 9?

quinta-feira, 16 de junho de 2022

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Fechecler


























Canadá.

1999.

Jacques Villeneuve no circuito que leva o nome do seu pai.

Com o carro da BAR que parecia ter sido dividido ao meio.

terça-feira, 14 de junho de 2022

Reparação



















Ele havia aberto as portas para o Brasil invadir a Fórmula 1.

Ninguém imaginava que aquele rapaz que desembarcou no aeroporto de Heathrow
 em 1969 faria história nas pistas da Inglaterra.

No início ele encantou Jim Russell e Colin Chapman.

Depois o mundo.

No início dos anos 80 ninguém mais se lembrava de nada.

Emerson Fittipaldi havia perdido tudo.

Sua reputação e seu dinheiro.

O amor pelas corridas parecia estar no fim.

Talvez por isso retornou ao Kart.

Um encontro com as raízes.

Em 1984 ele disse que queria voltar à Fórmula 1.

As grandes equipes se fizeram de surdas.

Apenas a pequena Spirit Hart demonstrou interesse.

Os testes em Jacarepaguá foram um desastre.

Faíscas para todos os lados.

Emerson acusou o motor.

A pequena escuderia inglesa falou que o brasileiro só queria se promover.

No box ao lado a Toleman havia montado seu acampamento.

Também equipada com o motor Hart.

Vibrou com os tempos de outro brasileiro.

Ayrton Senna destruiu.

E foi 4 segundos mais rápido do que o bicampeão.

Todos acharam ser o fim.

Mas Emerson pensava diferente.

"Eu ainda posso vencer."

Partiu então para os Estados Unidos.

Ele queria reescrever sua história.

Na Indy teve que aprender a domar os ovais americanos.

Ficava impressionado como Mario Andretti corria tirando tinta dos muros.

Os americanos o abraçaram.

Enxergaram a humildade.

Através disso a adaptação veio depressa.

E com ela vieram as vitórias.

Em 1989 ele terminou de construir a ponte que ligava a saga americana ao seu
passado vencedor.

O título foi importante.

Mas a vitória nas 500 milhas de Indianápolis foi o ápice.

Ele havia liderado mais de 150 do total de duzentas voltas.

Faltando 5 para o final, Al Unser Jr. conseguiu facilmente ultrapassá-lo.

A equipe havia colocado combustível demais em sua última parada.

O carro mais pesado se tornou uma presa fácil para o adversário.

No entanto o templo de Indianápolis já havia escolhido seu herói.

Faltando 3 voltas, Al Unser Jr. se complicou ao tentar passar os retardatários.

Fittipaldi apertou.

E chegou no americano.

Os carros ficaram lado a lado.

Paro por aqui.

E deixo para os dois pilotos terminarem de contar essa história...



quinta-feira, 9 de junho de 2022

Os Eleitos















Podemos afirmar que houve uma quebra.

Uma ruptura.

A mudança está diante dos olhos.

Não percebeu?

A assinatura de Sergio Perez com a Red Bull para a temporada de 2021 e, após isso, sua renovação até 2024 explicitou que a equipe austríaca confirmou que vivemos novos tempos.

O mexicano não era a primeira opção.

O alvo era Valtteri Bottas.

Sólido e acumulador de pontos.

Mas Toto Wolff não queria fortalecer as linhas inimigas.

A tinta do contrato nem secou e o finlandês já havia assinado com a Alfa Romeo.

George Russell poderia chegar com as coisas, ou Bottas, num lugar seguro.

Helmut Marko tentou atrapalhar.

Disse que, caso a Mercedes demorasse, contrataria Russell.

Uma cortina de fumaça para acelerar o processo de liberação de Bottas.

Toto foi mais sagaz.

Marko ainda queria um experiente ao lado de Max Verstappen.

Perez estava sem equipe.

E havia o dinheiro.

O piloto mexicano traz consigo 100 milhões de reais / ano através de patrocinadores.

Mesmo assim perdeu a cadeira na Aston Martin para Sebastian Vettel.

(para entender o tamanho do piloto alemão)

Aí está a quebra.

Perez nunca foi um piloto da Academia Red Bull.

Assim como a primeira escolha, Bottas, também não é.

Uma bronca.

Explico.

A alteração na linha de montagem bloqueou a promoção de pilotos ligados a marca dos energéticos.

Um programa que demanda muitos recursos.

Hoje a Red Bull possui cerca de uma dezena de pilotos juniores.

Desde o Kart até a F2.

Um investimento de 260 milhões de reais / ano amiguinhos!

É muito dinheiro na preparação de candidatos que não chegarão a lugar algum.

Qual a razão disso?

Não é difícil de entender.

Primeiro de tudo, a Red Bull não precisa de quatro pilotos. 

Contando com a Alpha Tauri.

Ela precisa de um só.

Antes era Sebastian Vettel.

Estava tudo tranquilo.

Até que o sonho de seguir os passos de Michael Schumacher na Ferrari fez Seb dizer adeus.

Detalhe.

Ele tinha 26 anos.

E poderia estar na Red Bull até hoje, com 34 anos.

A saída de Vettel trouxe um grande problema e fez a equipe procurar um substituto.

Mesmo sem idade ou rodagem para tal empreitada, um garoto chamava a atenção.

Max Verstappen foi então colocado no carro.

Incrível. 

Deu certo.

O piloto holandês é um fenômeno.

A Red Bull conseguiu seu piloto número um.

Um campeão mundial. 

E com apenas 24 anos!

Escaldados com o caso Vettel, renovaram com Max até 2028.

Verstappen ao final de seu acordo estará com 31 anos e a Red Bull espera que nesse período já terá encontrado seu substituto.

(um menino que hoje deve estar com 15 anos mais ou menos)

Perceba como seria o mesmo caminho se Vettel tivesse permanecido...

Tendo seu principal piloto, a Red Bull só precisa de um escudeiro ao lado dele.

Não é hora de incentivar jovens famintos.

Pois só há alimento para Verstappen.

Sei que você já entendeu que haverá muitos órfãos.

Percebendo a situação, Pierre Gasly se movimenta.

Helmut Marko não quer perdê-lo.

E o incentiva a permanecer na Alpha Tauri dizendo que não enxerga outra perspectiva para o francês.

Gasly está com os pés no chão e conformado de não poder disputar contra o dinheiro de Perez.

E reconhece os predicados do mexicano:

"Ele (Perez) preenche todos os requisitos de segundo piloto. Está se saindo bem, é rápido, tem APOIO FINANCEIRO, experiência e traz bons feedback para a equipe (...)"

Pierre olha a McLaren (Ricciardo) e a Alfa Romeo (se Zhou não trouxer o dinheiro combinado).

Se for embora da Alpha Tauri, Alexander Albon seria a escolha lógica para ocupar seu espaço.

Abrindo vaga para um noviço da academia Red Bull alcançar a Fórmula 1.

Agora, olhando o cenário como um todo.

A situação da Red Bull / Max Verstappen pode se repetir. 

Na Ferrari com Charles Leclerc (24 anos).

Na Mercedes com George Russell (24 anos)

E na Alpine com Esteban Ocon (25 anos) / Oscar Piastri (21 anos)

Podendo estabilizar o mercado de pilotos por muitas temporadas.

Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Fernando Alonso estão finalizando suas passagens pela categoria máxima do automobilismo.

A hora da nova geração parece ter chegado finalmente.

Os jovens ocuparão os espaços dos antigos campeões.

Nem todos os jovens, claro.

Já que muitos são chamados e poucos são escolhidos.