quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Mar del Plata




































Gran Premio del General San Martin.

Mar del Plata.

Juan Manuel Fangio, Nino Farina e Alberto Ascari na pista.

1949.

sábado, 18 de setembro de 2021

Fuji 200


























As fotos acima foram tiradas no Japão.

No Fuji Internatinal Speedway.

Para ser exato em 9 de outubro de 1966.

O evento?

O Indianápolis International Champion Race.

O Fuji 200.

Isso mesmo.

Indianápolis no Japão.

Pegaram um monte de pilotos conhecidos na época e colocaram os caras do
outro lado do mundo para uma corrida exibição.

Nunca tinha ouvido falar disso.

Lendo aqui e ali descobri que a coisa toda foi promovida por uma tal de Art 
Life Association.

Estavam lá entre outros: Jim Clark, Jackie Stewat, Graham Hill, Chris Amon,
Mario Andretti e Al Unser.

Fico imaginando a logística para transportar carros e pilotos.

Olhando os vídeos da época dá pra ver que Jim Clark foi tratado como um
Pop Star na Terra do Sol Nascente.

Todos os seus passos foram filmados desde o desembarque no aeroporto.

Autógrafos, entrevistas, exibições do carro.

Nada escapou.

O cara era tipo um Super-Herói.

Pena que sua Lotus quebrou nos treinos e ele ficou de fora da corrida.

Corrida que foi vencida por Jackie Stewart.

Uma curiosidade.

Olhando a temporada de Fórmula 1 daquele ano podemos reparar que o
Fuji 200 foi realizado entre o GPs dos Estados Unidos (Watkins Glen) e
do México.

E tudo num espaço de vinte dias.

Muita correria.

Alguém deve ter levado um caminhão de dinheiro com essa história...

Quando eu acho coisas assim fico até meio perdido.

Descubro que não sei nada mesmo!


terça-feira, 20 de julho de 2021

Sitcom













Ao tirar Max Verstappen da prova de Silverstone 2021, Lewis Hamilton esclareceu muitas coisas.

Podemos citar algumas.

A Mercedes, numa pista feita milimétricamente para que seu carro funcionasse de maneira a não ter adversários, foi maltratada.

Muito.

Apesar da Red Bull não ter encontrado o setup ideal e de Hamilton ter feito o melhor tempo na sexta-feira, a Sprint Race levantou o pano.

E o que estava embaixo não foi bonito de ver.

As Flechas de Prata (negras) trabalham no limite.

E Lewis não pode respirar.

Na largada de sábado, Verstappen assumiu a ponta.

E sumiu.

O primeiro piloto de Brackley errou novamente.

Outra vez numa saída.

Tanto que Bottas teve que levantar o pé para não disputar a segunda posição com seu companheiro.

Novamente pois há uma coleção de erros do atual campeão.

Ímola, Baku, Áustria (quando castigou o carro na zebra até quebrar)...

Inconformado com o banho que tomou de Max, foi para um tudo ou nada no domingo.

Sabia que a história do sábado simplesmente se repetiria se ele não agisse.

A Red Bull 33 ficaria inalcançável se permanecesse a frente após as luzes vermelhas se apagarem.

Então partiu pro tudo ou nada.

Win Or Wall.

Numa batalha feroz, Lewis deixou claro que não deixaria a primeira posição para seu adversário.

Ou ele ficaria com ela ou nenhum dos dois.

Sim.

Foi desespero, como disse Horner.

Juntamente com a vantagem adquirida, uma vitória de Max seria o fim do campeonato.

Como não havia como ultrapassar, Verstappen logo chegaria ao hospital.

A culpa é cristalina.

Alguns hipócritas (torcedores) defendem seu ídolo.

Hipocrisia porque se fosse ao contrário (Hamilton desfalecido numa ação de Verstappen) estariam acusando Max de tudo.

E se fosse Nikita Mazepin executando esta manobra com tais consequências, todos pegariam tochas e derrubariam as portas da Haas.

A punição veio branda.

Kimi Raikkonen ao tocar em Sebastian Vettel no Circuito da Red Bull tomou 20 segundos.

O dobro.

Outra coisa interessante que podemos notar, é que quando está acuado o piloto limpo e bonzinho desaparece.

Aquele homem cheio de valores e exigente com as ações dos que o cercam para que não desvirtuem sua imagem apenas derrete.

É fácil ser nobre com o carro um segundo (muitas vezes foram 2) mais rápido que os demais.

Entretanto a verdadeira dignidade aparece na adversidade.

Continuar preservando seus valores nos momentos mais difíceis demonstra quem é grande de verdade.

Não vale ganhar de qualquer maneira.

E Lewis não está acima do bem e do mal.

Nunca esteve.

O campeonato ganhou uma mancha.

No estilo de Michael Schumacher em seus piores momentos, Alain Prost ou da vingança de Ayrton Senna.

Desespero.

É pra tanto?

As tentativas de Hamilton em preservar sua coroa são até engraçadas.

Entre as duas provas austríacas ele foi para o simulador tentar achar melhorias.

Coisa que ele nunca faz.

Por isso foi patético.

Suas sugestões foram direto para o lixo ao serem analisadas pelos engenheiros.

A Red Bull aperta a Mercedes como nunca aconteceu desde 2014.

Valtteri Bottas está sendo mais sacrificado do que nunca.

As coisas não funcionam como antes por conta das necessidades de se criar um carro do nada para 2022.

Fora isso, há limitações no orçamento.

Os erros de Lewis não aparecem por acaso.

A Mercedes não é aquela que lhe deu sete títulos até aqui.

Ele precisa trabalhar fora da sua zona de conforto.

A Red Bull sentiu o cheiro de sangue e não para de perseguir.

O Time dos Energéticos entendeu que tem uma chance de ouro.

Max também.

Pois ninguém sabe como será o amanhã com as novas regras.

Vou falar.

O que aconteceu em Silverstone naquele domingo não será esquecido.

Posso estar errado.

Mas se na última etapa Verstappen estiver liderando o campeonato...

Senna x Prost (2)

A Liberty está adorando.

E a Netflix deve ter dobrado sua equipe para as próximas corridas.

Quem teria coragem de perder os próximos capítulos?

Nada melhor que uma treta para colocar fogo na Fórmula 1.






 

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Receita















Começo com uma pergunta.

O que faz uma escuderia da Fórmula 1 ser campeã?

Alguns podem apontar que um bom piloto é fundamental.

Outros citariam que ter um motor superior é a chave.

Talvez a sorte.

Ou um projetista com capacidade acima dos demais.

Então.

Existe uma receita?

Arrisco a ousadia de dizer que sim.

Acho que há uma receita principalmente se olharmos os últimos 20 anos da categoria máxima do automobilismo.

Vou falar.

Anotem.

Dinheiro, Continuidade e Tempo.

Simples, não?

Não.

Vem comigo.

Primeiro vamos falar do Dinheiro.

E da sua importância.

Sentado?

Para alcançar seu primeiro título em 2014, desde 2010 a Mercedes colocou algo bem próximo de 5 bilhões de reais na sua equipe.

Do início de sua aventura na Fórmula 1 até o primeiro campeonato de Sebastian Vettel, a Red Bull derramou 6 bilhões de reais.

Um bilhão por temporada!

Ah, sim

A Mercedes não parou.

Para continuar dominante, o time de Toto Wolff continuou com investimentos altíssimos até 2020. 

De início (2015-20) a ideia era de alocar mais 6 bilhões de reais.

Mas os avanços da Ferrari em 2017/18 aumentaram um pouco essa conta com alguns enxertos emergenciais da Daimler.

Você pode questionar.

"Mas a Brawn chegou e ganhou em 2009, não?"

Sim.

Porém a conquista veio após a Honda inserir 5 bilhões de reais desde 2006.

Deixando equipamentos e uma estrutura que até hoje são usados e impressionam os engenheiros e técnicos da Mercedes.

Falando em Honda, precisamos lembrar que Max Verstappen não lidera o campeonato de 2021 à toa.

Já que desde 2015 os japoneses desenvolveram a máquina que empurra o jovem piloto holandês ao custo de 9 bilhões de reais.

O Dinheiro não traz felicidade.

Mas, na Fórmula 1, sem ele não existem alegrias.

Continuidade e Tempo estão misturados.

Entretanto não são a mesma coisa.

A Continuidade está sempre associada ao sucesso.

O trabalho incansável e constante faz diferença.

Usemos a Brawn.

Nascida de um projeto no final dos anos 90 (BAR e depois Honda) chegou ao topo com Jenson Button uma década depois.

Outro exemplo seria a Benetton.

Cavando descobriremos em seus alicerces a Toleman.

Mais?

Mesmo em seu hiato fora da Fórmula 1, a Renault manteve em Viry-Chatillon sua equipe ativa e atualizando seus motores.

Continuidade.

Sem isso, Fernando Alonso não teria sido duas vezes campeão com os franceses.

Está avaliando as mudanças abruptas de pessoas na Ferrari?

Também lembrando de pilotos pulando de uma equipe para outra enquanto a carreira vai passando?

Ou ainda da Williams com suas mudanças de motores: BMW, Cosworth, Toyota, Renault e Mercedes?

A Continuidade faz diferença.

Muita.

O Tempo fica embolado com a Continuidade.

Falamos.

Deu para notar que é preciso existir uma maturação de um projeto.

E, claro, paciência.

Pois muitas vezes demora 10 anos para vermos o fruto.

O tal do Tempo é complicado.

Exemplo?

Já pensou que era para a McLaren Honda (com Alonso) estar brigando pelo título com a Mercedes?

Havia Dinheiro.

Por não suportar a espera por resultados, a equipe inglesa abriu mão de um projeto que a levaria a brigar novamente por vitórias.

A pressa causou a perda do Tempo.

Enfim.

Precisa do Tempo para haver Continuidade.

E Dinheiro para bancar a festa.

Contratar os melhores talentos.

E o melhor equipamento. 

Para atingir a perfeição através da Continuidade.

E dessa maneira compensar o Tempo.

E o Dinheiro.

Repete.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

O Novo Acordo de Lewis















Assinado o novo acordo de Lewis Hamilton com a Mercedes.

Mais duas temporadas juntos.

Salário anual de 53 milhões de dólares.

Com uma bonificação por título de 60 milhões de dólares (arredondando).

O contrato vincula a Mercedes a estimular mais diversidade em sua equipe técnica e ainda fala da fundação do piloto.

Lewis fez algumas exigências para a Ineos.

Que possui participação tanto nos vencimentos como em suas ações sociais.

Assim a gigante petroquímica precisa mostrar comprometimento com decisões que não tragam danos a imagem do multicampeão inglês.

Lewis vem cultivando uma relação com seu público e passa sempre uma mensagem tanto ecológica como de preocupação em dar oportunidades a pessoas menos favorecidas.

O novo contrato (2022/23) apenas repete as cláusulas do atual (2021) assinado no início da temporada.

Fica explícito, no meu entender, a busca por superar a marca de Michael Schumacher e alcançar desta forma o recorde absoluto de títulos.

Outra coisa que fica clara é falta de capacidade nesta temporada da Mercedes vencer a Red Bull.

Sendo assim, Lewis precisa ficar mais um pouco.

sábado, 3 de julho de 2021

Zetec
























Bom dia petrolheads!

Um jovem Fernando Alonso realizando testes com a Minardi.

Jerez de la Frontera.

1999!

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Experimentando























Ainda em fase de testes.

Nem número tinha.

Jacques Laffite é quem conduz a Ligier.

1975.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Clipping


















Torrado e Moído

Não sei se você sabe, mas além de sempre realizar algumas ações filantrópicas o piloto Valtteri Bottas possui um investimento em café.

Tá Pronto

Falando nisso, a Williams já está com o contrato escrito para a renovação de George Russell. Um acordo de três temporadas (como queria o jovem piloto). As partes só aguardam o OK de Toto Wolff.

Modelo Americano

A McLaren está montando uma plataforma de corridas nas mais diversas frentes. 

Fórmula 1, Indy, Endurance (Le Mans), Fórmula E e Extreme E.

Se capitalizou ao fazer um Sale Leaseback (vender e alugar para si mesmo) com seu patrimônio imobiliário e se mostra cada vez mais agressiva com o marketing.

A meta é aumentar o faturamento em várias frentes e tornar o grupo uma potência bilionária no mundo automobilístico.

Carmesim, Cereja e Bordô

Ouvindo do Tordo que há um medo no ar após as recentes mudanças na estrutura que dita os rumos da Ferrari.

A marca está se voltando com força para o mercado do luxo, restaurantes estrelados e moda.

O receio é que a Scuderia Italiana se torne apenas uma plataforma de divulgação, com flashes ocasionais de vitórias, e deixe de competir com chances reais pelo campeonato mundial de Fórmula 1.

Sala D'attesa

Apareceu uma história que Mick Schumacher se mudaria para a Alfa Romeo no lugar de Kimi Raikkonen.

Pessoalmente acho estranho.

Pois a Ferrari montou toda uma estrutura na Haas com Simone Resta e cerca de 50 engenheiros que vieram direto de Maranello.

Um projeto em torno de Schumacher.

Por parte da Alfa Romeo, ouvimos que eles estão muito satisfeitos com o trabalho do dedicado Giovinazzi (ainda mais por ele ser italiano).

Antonio que é um obcecado por números. Fica horas analisando a telemetria e se comparando com Raikkonen para descobrir onde pode melhorar sua performance.

O que sabemos?

Um dos assentos da Alfa Romeo pertence a Ferrari por causa do motor.

E Kimi é um campeão mundial.

Amadureça

A BWT (que deverá patrocinar outro GP de Fórmula 1) conversa com Lawrence Stroll.

Quer continuar com Aston Martin e que o carro verde se torne rosa.

Ah sim, a empresa está feliz com o Time de Stroll e não pensa em mudar de casa.

É Isso Aí

Mesmo com a Red Bull mais forte do que nunca e ainda dizendo que não mostraram toda a sua força, a Mercedes diz que não vai evoluir mais seu carro nesta temporada de 2021.

Só as mudanças já previstas (e normais) a cada GP.

Enxergo três coisas.

Assim o oitavo título de Hamilton está indo pro sal.

Sem a conquista, fica mais fácil para Toto Wolff renovar com Lewis.

E, por fim, a Mercedes pode estar apostando tudo no novo composto da Pirelli.