segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Rude



























Primeira foto com a cara do sábado.

E já riram dele porque queria dirigir descalço...

Clique aqui para entender .

terça-feira, 16 de maio de 2023

Jose Froilan Gonzalez



























Quem olha as fotos de Jose Froilan Gonzalez pode ter uma impressão errada.

Gigante, grosseirão...

Não é verdade.

A história conta outra coisa.

Gonzalez era o protegido de Juan Manuel Fangio.

Fazia parte do grupo de pilotos argentinos que invadiu a Europa por volta dos anos 50.

Tomando suas pistas de assalto.

E no início tudo foi bem.

Tão bem que Gonzalez marcou seu nome para sempre na Ferrari.

Foi esse touro dos pampas que conquistou a primeira vitória da Scuderia Italiana
na Fórmula 1.

Claro que havia dificuldades.

Ainda mais nas partes lentas dos circuitos.

Nessa hora o lastro natural que carregava atrapalhava muito.

O fisico não ajudava...

Mas nas pistas mais rápidas ele voava.

Enfrentava qualquer um de igual para igual.

Por vezes, nem o grande Fangio podia com ele.

Até que se deu a tragédia.

Temporada de 1954.

Poucos dias depois de Gonzalez ter vencido as 24 horas de Le Mans.

Outro argentino, o jovem Onofre Marimón sofreu um acidente fatal em
Nurburgring.

A primeira morte na Fórmula 1.

Froilan Gonzalez desabou.

Chorou com Fangio ao lado dos carros no grid de largada na Alemanha.

Na corrida, deu três voltas e entregou seu carro para Mike Hawthorn.

O gigante havia deixado as pistas.

Ah sim, atuou algumas vezes como piloto convidado.

No entanto se tornou outra pessoa.

Aquele piloto que ultrapassava limites havia morrido.

Junto com Marimón.

O homem continuou a viver por muito tempo.

Alcançou os 90 anos.

Outro dia, em Buenos Aires, ele resolveu nos deixar.

Na Argentina as pessoas deviam lhe pedir histórias.

Com certeza perguntavam sobre os dia passados.

Da romântica Fórmula 1.

De como Juan Manuel Fangio, o ídolo maior, era mais rápido do que todos!

"Em algumas pistas."

Ele devia pensar.

"Em algumas pistas..." 


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Pequenas Passagens






























Sentado.

Heikki Kovalainen começou a despertar real interesse em sua carreira após
eu título na antiga World Series by Nissan em 2004.

Categoria que seria renomeada World Series by Renault algum tempo depois.

Kovalainen venceu adversários como Tiago Monteiro, Enrique Bernoldi, Narain
Karthikeyan, Karun Chandhok e Rodrigo Sperafico.

O salto para a GP2 foi natural.

Em 2005 ele foi muito bem no degrau anterior para Fórmula 1.

 (apesar de ser seu ano de estreia, assim como o de Nelsinho Piquet)

O vice-campeonato não foi pouca coisa.

(o título ficou com Nico Rosberg)

Com essas credenciais, o jovem piloto finlandês desembarcou na categoria
máxima do automobilismo.

Em 2006 ele assumiu o posto de piloto de testes número 1 da Renault.

Quando se podia testar.

Assim ele acumulou mais 28.000 km experimentando para o time francês.

Com a ida de Fernando Alonso para a McLaren em 2007, Flavio Briatore
lhe concedeu a titularidade.

Entretanto as divergências dentro da escuderia de Ron Dennis levariam Ferdi
de volta para os braços de seu mentor no ano seguinte.

Com o acordo feito por Briatore com o Piquet, Kovalainen precisou procurar
um novo cockpit para 2008.

A Toyota queria Heikki.

Só que a McLaren precisava preencher o vazio ao lado de Lewis Hamilton.

Assim a tradicional casa de Woking levou a melhor sobre os japoneses.

Última etapa do ano.

Interlagos, Brasil.

Muitos especialistas creditaram a sorte o título obtido na curva final.

E houve uma enxurrada de críticas para a estratégia adotada pela McLaren.

Entretanto foi justamente uma ordem da equipe que permitiu que Hamilton se
sagrasse campeão.

No meio da prova, Kovalainen foi instruído a diminuir o ritmo para que dessa
forma segurasse os adversários.

O objetivo era que Lewis abrisse o máximo de vantagem.

Só que naquele momento, atrás do finlandês, estava Timo Glock.

O alemão que arriscaria tudo um tempo depois ao não colocar os pneus de
chuva, ao contrário de todos os outros pilotos.

O tempo perdido por Glock atrás de Kovalainen foi crucial para que Hamilton
pudesse ultrapassá-lo pouco antes da linha de chegada.

Ou nas palavras do finlandês.

"Me falaram para apoiar Lewis o quanto eu pudesse para o título.

E o fato dele ter passado Timo no final mostra que eu tive um papel nisso!"

Na imagem abaixo.

2007.

(um ano antes dos acontecimentos)

Ainda na Renault, Kovalainen observa Hamilton em Interlagos...






sábado, 5 de novembro de 2022

Propaganda


Uma das artes feitas por Edward McKnigght Kauffer para Shell entre 1929 e 1939.

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

70 x 7

Na imagem que ilustra o post aparecem Stirling Moss e Mike Hawthorn.

Não se engane com a foto.

Os dois não se gostavam.

Talvez a causa seja a forma diferente que os dois encaravam a vida.

A rivalidade nas pistas também contava.

Hawthorn gostava de chamar Moss de "carequinha".

Irritante.

Temporada de 1958.

Moss tinha três vitórias a mais que Hawthorn.

Porém o piloto da Ferrari teve mais regularidade.

E venceu o campeonato.

Em Portugal aconteceu o improvável.

Uma daquelas ações que se tornaria lenda na  Fórmula 1.

Moss liderava com facilidade e venceu a prova.

Logo atrás, faltando um quilômetro para a linha de chegada, Hawthorn perdeu o
controle do carro.

Stirling Moss olhou a situação.

Com brados, incentivou o piloto da Scuderia Italiana a retornar para a corrida
aproveitando a declividade da pista.

Hawthorn voltou e conseguiu a segunda colocação.

A direção de prova queria desclassificar o ferrarista.

A manobra feita pela contra-mão era ilegal.

Moss foi em defesa de Hawthorn que assim conservou o segundo lugar.

Como disse acima, Hawthorn foi o campeão daquele ano.

Com diferença de apenas um ponto sobre Moss.

Ética, nobreza...

Realmente não sei como nomear esse tipo de atitude.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Willy Mairesse






Fotos da carreira do belga Willy Mairesse.

Um vencedor.

Porém infausto.
 
Suas conquistas?

Targa Florio, 500 km de Spa-Francorchamps e 1000 km de Nurburgring.

São apenas algumas.

No seu tempo o piloto tinha seu talento provado em diversas categorias.

Rally, Turismo.

Endurance.

E Mairesse era talentoso.

E não tinha medo.

Pilotava no limite.

E às vezes até ultrapassava a razão.

Por isso vemos sua biografia lotada de acidentes.

E uma participação irregular na Fórmula 1.

Em Spa, 1962, após uma batalha épica com Trevor Taylor, Mairesse foi jogado
pra fora de sua Ferrari após capotar.

O carro pegou fogo.

E Mairesse, mesmo encontrado sem as calças e os sapatos, escapou com poucos
ferimentos.

Sua paixão era transparente.

Seu semblante antes das largadas assustava alguns de seus pares.

Era a vontade de vencer.

E o público sempre adorou esses tipos.

São amados.

Eu sei.

Gilles Villeneuve e Nigel Mansell são bons exemplos.

Qualquer post aqui falando mal do Leão é sempre recebido com vaias!

Mairesse pertencia a essa linhagem.

Porém lhe faltava aquele algo mais para atingir a genialidade.

E isso o destruiu por dentro.

No início de 1963, Phil Hill havia feito a previsão.

A briga interna na Ferrari entre John Surtees e Mairesse acabaria trazendo
erros forçados.

Mairesse foi a vítima da história.

Em Nurburgring o ferimento no braço foi grave demais.

E o deixou um ano longe das pistas.

E da Ferrari.

Ele ainda voltou aos circuitos.

Diferente.

Mais amargo.

Ciente que seu tempo havia passado.

Em Le Mans, 1968, aconteceu o golpe final.

A porta de seu Ford GT voou pelos ares.

Mairesse ficou 15 dias em coma.

Até para voltar a realizar os gestos mais simples precisou da fisioterapia.

O homem sobreviveu mas sua alma estava morta.

Um ano depois ele foi de trem até Ostende, no litoral da Bélgica.

No hotel, escolheu um quarto com vista para o mar.

E tomou uma decisão após anos de lutas e pouca sorte.

Com uma overdose de pílulas para dormir ele resolveu partir.

domingo, 16 de outubro de 2022

Mika Hakkinen


























Havia um trato entre ele e Ron Dennis.

Um pacto.

Após o grave acidente em Adelaide.

Hakkinen quase morreu ao bater no guard rail com sua McLaren.

Chegou a ficar sem respirar.

No seu retorno o finlandês não reclamou.

Foi difícil.

Uma luta.

Ele mesmo admitiu.

Mas Hakkinen sabia que não há lugar para os fracos na Fórmula 1.

Depois disso o time inglês passou a trabalhar para ele.

Bastou esperar.

E na temporada de 1998 veio a compensação.

Adrian Newey, aquele da Red Bull, desenhou um foguete.

Oito vitórias.

O título.

E Mika ensina.

"Precisei esperar. 

Mas a Fórmula 1 é um casamento

Não se abandona na primeira decepção."

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

A primeira






























O post mostra a pista que já foi chamada de "A mais rápida da Europa".

A Opel-Rennbahn, foi contruída em 1920, nos arredores da cidade de  Mainz.

Sendo a primeira pista permanente da Alemanha.

Lembrando que Avus foi contruída em 1921, Nurburgring em 1927 e Hockenheim em
1932.

O motivo da construção foi a reclamação dos moradores em relação ao barulho e a
condução perigosa, já que os testes da Opel eram realizados nas ruas da cidade.

A pista chegou a receber 50.000 espectadores na realização de diversas corridas de moto
e carro, que serviam de teste para os veículos da fábrica.

Inclusive o famoso carro foguete da empresa foi testado alí.



















Durante a Segunda Guerra Mundial o autódromo foi usado apenas para testes militares.

Após esse período a pista quase não foi mais utilizada.

Além disso, foi construída uma rodovia que destruiu 380 metros de uma das retas.

Hoje a cidade de Mainz é proprietária da pista.

Escondida sob a vegetação, acabou virando parte da Rota do Patrimônio Industrial Alemão.