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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Pequenas Passagens























Zandvoort, 1960.

Quarta etapa daquela temporada da Fórmula 1.

Campeonato que foi vencido por Jack Brabham.

A foto acima é do inglês Lance Reventlow.

Foi abreviado.

São seis palavras que formam seu nome todo.

Assim como seis são o número de casamentos da sua mãe, a socialite Barbara
Hutton, uma milionária de sua época.

Seu progenitor fazia parte da nobreza européia, por isso Lance herdou o título.

Conde.

Seus pais viveram um casamento conturbado e em poucos anos se separaram.

Logo o jovem conde teria como padrasto o ator Cary Grant que o arrastou
para Los Angeles.

Hollywood.

O glamour do cinema.

Não durou muito.

Rapidamente sua mãe arrumou um novo amor: o príncipe Igor Troubetzkoy.

Foi neste momento que Lance, ainda adolescente, descobriu o automobilismo.

A razão foi simples.

O tal príncipe havia vencido nada mais nada menos que a edição da Targa Florio
de 1948 a bordo de uma Ferrari.

Foi a fome com a vontade de comer.

O garoto (rico) cresceu apaixonado pela velocidade.

Tanto que por conta disso se envolveu de vez no mundo das quatro rodas
construindo sua própria equipe a Scarab.

A equipe teve um início promissor, mas tentou um passo maior que a perna
ao correr na Fórmula 1.

Apesar de seu fracasso em sua aventura na Europa, o conde não se abateu
e passou então a se concentrar nos modelos esportivos na América.

Assim participou e ganhou diversas corridas nos Estados Unidos no final
dos anos 50 e início dos 60.

Nada mau.

Entre seus amigos e incentivadores estava o ator James Dean, um outro
apaixonado pela velocidade.

Dentre as pessoas que trabalharam com Lance estão pilotos como Carroll 
Shelby, que chegou a ter pelo menos uma vitória a bordo de um Scarab, e
AJ Foyt.

Como tinha muito dinheiro, Reventlow nunca precisou fazer carros para
venda.

Por esse motivo existem poucos Scarabs.

Apenas aqueles que foram utilizados em corridas.

São verdadeiras raridades.

Aos 36 anos, num acidente de avião, o Conde Lance Reventlow perdeu
sua vida nas montanhas do Colorado, próximo a Aspen.

Porém 10 anos antes, em 1962, ele já havia se desligado dos autódromos.

Essa brincadeira foi deixada de lado pelo garoto rico.

Nesse instante toda a equipe técnica e suas instalações foram assumidas por
Shelby.

Ninguém melhor.

Assim Carroll Shelby começou a criar ali seus lendários Cobras e Mustangs.

Roteiro de filme.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

México


























Os Hermanos Rodriguez. Pedro e Ricardo.

Tem uma história clicando aqui .

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Willy Mairesse






Fotos da carreira do belga Willy Mairesse.

Um vencedor.

Porém infausto.
 
Suas conquistas?

Targa Florio, 500 km de Spa-Francorchamps e 1000 km de Nurburgring.

São apenas algumas.

No seu tempo o piloto tinha seu talento provado em diversas categorias.

Rally, Turismo.

Endurance.

E Mairesse era talentoso.

E não tinha medo.

Pilotava no limite.

E às vezes até ultrapassava a razão.

Por isso vemos sua biografia lotada de acidentes.

E uma participação irregular na Fórmula 1.

Em Spa, 1962, após uma batalha épica com Trevor Taylor, Mairesse foi jogado
pra fora de sua Ferrari após capotar.

O carro pegou fogo.

E Mairesse, mesmo encontrado sem as calças e os sapatos, escapou com poucos
ferimentos.

Sua paixão era transparente.

Seu semblante antes das largadas assustava alguns de seus pares.

Era a vontade de vencer.

E o público sempre adorou esses tipos.

São amados.

Eu sei.

Gilles Villeneuve e Nigel Mansell são bons exemplos.

Qualquer post aqui falando mal do Leão é sempre recebido com vaias!

Mairesse pertencia a essa linhagem.

Porém lhe faltava aquele algo mais para atingir a genialidade.

E isso o destruiu por dentro.

No início de 1963, Phil Hill havia feito a previsão.

A briga interna na Ferrari entre John Surtees e Mairesse acabaria trazendo
erros forçados.

Mairesse foi a vítima da história.

Em Nurburgring o ferimento no braço foi grave demais.

E o deixou um ano longe das pistas.

E da Ferrari.

Ele ainda voltou aos circuitos.

Diferente.

Mais amargo.

Ciente que seu tempo havia passado.

Em Le Mans, 1968, aconteceu o golpe final.

A porta de seu Ford GT voou pelos ares.

Mairesse ficou 15 dias em coma.

Até para voltar a realizar os gestos mais simples precisou da fisioterapia.

O homem sobreviveu mas sua alma estava morta.

Um ano depois ele foi de trem até Ostende, no litoral da Bélgica.

No hotel, escolheu um quarto com vista para o mar.

E tomou uma decisão após anos de lutas e pouca sorte.

Com uma overdose de pílulas para dormir ele resolveu partir.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Nihon







































Bom dia a todos.

Correndo para as colinas.

Os sportcars no Japão.

Fuji. 1969.

sábado, 1 de outubro de 2022

Extras






























Imagens de outros tempos da Fórmula 1.

Época em que havia espaço para certas ousadias.

Experimentos.

Quando as corridas extras faziam parte da tradição.

A categoria máxima do automobilismo visitava lugares que não eram inscritas
como parte do campeonato oficial.

Uma oportunidade de ver os melhores pilotos do planeta disputando posições
em outras praças.

Pequenos circuitos.

Pistas de rua.

Veja o exemplo de Roskilde na Dinamarca.

A primeira foto que ilustra esse post.

Curtinha.

Pouco menos de 1.500 metros.

Curvas inclinadas.

Sem retas!

Recebeu a Fórmula 1 em duas oportunidades no início dos anos 60.

Stirling Moss (que classificava a pista como pitoresca) e Jack Brabham
venceram ali.

Lendas.

O tempo de volta era de 40 segundos.

Na segunda imagem podemos ver John Surtees em Solitudering.

Circuito localizado nos arredores de Stuttgart.

Que cansou de ver rugir os poderosos motores da F1.

Chris Amon, Jim Clark, Dan Gurney e todas as estrelas da época iam
com tudo tentar marcar seus nomes por lá.

E por último destacamos o Grand Prix de Bruxelles.

Que obrigava os bólidos a passear pelas ruas da capital belga.

Disputada em três baterias com tempos agregados.

(repare que no informativo aparece Lucien - tio de Jules Bianchi)

Essas aventuras duraram até 1983.

Quando a última edição da Race of Champions foi realizada em Brands 
Hatch no formato ainda de evento extra-campeonato.

Vencida por Keke Rosberg e sua Williams.

Interessante como o passado mostra que a Fórmula 1 é o produto que, além
de muito valioso, pode ser trabalhado de diversas formas.

Correr nestas pistas citadas e em outras como Pau, Aspern, Syracuse, Posillipo,
Karlskoga e Vallelunga deveria ser uma festa.

(cada uma valeria um post)

Eventos mais leves, sem a tensão da obrigação de vencer a qualquer preço.

Poderia acontecer novamente?

Talvez.

Veja a curiosidade que a viagem de Fernando Alonso para Indianápolis
despertou.

O inusitado causa isso.

Ainda mais se criar a oportunidade para que pessoas que não possuem acesso
possam ver de perto seus heróis em ação.

Que tal uma etapa extra com uma premiação especial para os pilotos?

Seria interessante, não?

Grid invertido de acordo com a classificação do mundial?

Carros com motores iguais?

Quem sabe valendo uma taça que imprimisse o nome dos vencedores ao longo
dos anos...

São somente algumas ideias.

E tenho certeza, você deve ter outras.




terça-feira, 24 de maio de 2022

Mágica






















Outro dia fiz um post sobre a pilotagem perfeita de Jackie Stewart em
Nurburgring.

Um assombro.

Hoje o personagem é Stirling Moss.

Em 1961 ele fez mágica no principado de Mônaco.

O Inglês já havia causado surpresa ao conquistar a pole position com a
Lotus particular de Rob Walker.

Um feito.

Deixou para trás as poderosas Ferraris e ninguém menos que Jim Clark
com o carro oficial da equipe.

Romolo Tavoni, o estrategista da Scuderia Italiana, tinha o plano na cabeça
para derrotar Moss.

Não havia motivo para desespero.

No meio da prova ele seria uma presa fácil.

Phil Hill, Richie Ginther e Wolfgang Von Trips seguiram à risca as ordens do
comandante vermelho.

Com calma.

Assim Stirling Moss conservou a liderança após a largada.

Após algumas voltas, Tavoni deu o sinal para seus pilotos acabarem
com o inglês.

E assim começou a caçada.

Moss pilotou bravamente.

Estava fazendo a corrida da sua vida.

Perfeita.

E um a um os pilotos da Scuderia Italiana foram ficando para trás.

Wolfgang Von Trips rodou.

Depois foi a vez de Phil Hill.

Restou apenas Ginther.

O duelo entre os dois foi espetacular.

A cada volta os tempos foram caindo.

Despencando, na verdade.

Ambos fizeram a melhor volta da prova.

1.36.300

Inacreditável!

Os cronômetros pareciam mentir.

Eles haviam atingido um tempo 3 segundos melhor que o da pole 
position!
 
Mas Moss estava impossível.

Inalcançável.

Por isso a Ferrari fracassou.

O plano de Tavoni era perfeito.

Seus carros eram melhores.

Mas o piloto inglês recorreu ao sobrenatural.

Como lutar contra isso?

Um dos momentos mais belos de toda a história da Fórmula 1.

Tesouro de Mônaco.

A etapa especial.

Quase uma corrida extra-campeonato no calendário.

Diferente.

Mágica.

Talvez essa coisa de outra dimensão no principado tenha mesmo um
fundo de verdade...

sábado, 18 de setembro de 2021

Fuji 200


























As fotos acima foram tiradas no Japão.

No Fuji Internatinal Speedway.

Para ser exato em 9 de outubro de 1966.

O evento?

O Indianápolis International Champion Race.

O Fuji 200.

Isso mesmo.

Indianápolis no Japão.

Pegaram um monte de pilotos conhecidos na época e colocaram os caras do
outro lado do mundo para uma corrida exibição.

Nunca tinha ouvido falar disso.

Lendo aqui e ali descobri que a coisa toda foi promovida por uma tal de Art 
Life Association.

Estavam lá entre outros: Jim Clark, Jackie Stewat, Graham Hill, Chris Amon,
Mario Andretti e Al Unser.

Fico imaginando a logística para transportar carros e pilotos.

Olhando os vídeos da época dá pra ver que Jim Clark foi tratado como um
Pop Star na Terra do Sol Nascente.

Todos os seus passos foram filmados desde o desembarque no aeroporto.

Autógrafos, entrevistas, exibições do carro.

Nada escapou.

O cara era tipo um Super-Herói.

Pena que sua Lotus quebrou nos treinos e ele ficou de fora da corrida.

Corrida que foi vencida por Jackie Stewart.

Uma curiosidade.

Olhando a temporada de Fórmula 1 daquele ano podemos reparar que o
Fuji 200 foi realizado entre o GPs dos Estados Unidos (Watkins Glen) e
do México.

E tudo num espaço de vinte dias.

Muita correria.

Alguém deve ter levado um caminhão de dinheiro com essa história...

Quando eu acho coisas assim fico até meio perdido.

Descubro que não sei nada mesmo!


segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Fuji Can-Am




























Imagens da Can-Am do outro lado do mundo.

Japão.

Fuji International Speedway.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Maugham


























Ensaio.

Mônaco.

Onde os destinos da Fórmula 1 são selados nos bastidores.

"Um lugar ensolarado para pessoas sombrias."

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Ensaio


























60s.

De cima para baixo.

Pedro caminhando.

Depois, o traçado original do Autódromo Hermanos Rodriguez.

Por fim, Hill, Clark e Ginther. Alinhados.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Truque



























Tripleta com o piloto Jochen Rindt.

Todas as fotos em Silverstone. 1969.

Local onde o piloto da Lotus realizou uma pequena 
mágica.

Foi durante o Silverstone International Trophy.

Uma corrida extra-campeonato.

Pista molhada.

Entrada da Curva Stowe.

Rindt estava atrás de Piers Courage, Jacky Ickx, 
Graham Hill e Pedro Rodriguez.

Todos em fila.

De repente algo aconteceu.

Os cinco carros ainda estavam lá.

Mas na saída da curva Jochen liderava o pelotão.

As testemunhas duvidaram do que viram.

Ilusionismo.

Sem explicação.

Só restava aplaudir.

Como se deve fazer em um verdadeiro show.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Espera
























Não consegui especificar o ano.

Sei que é em Nurburgring, talvez 1967 ou 1969.

Quem souber pode ajudar!

O legal é ver a imagem colorida com o registro dos carros
alinhados para a largada.

É o tipo de foto que mais gosto de colocar no aqui no
Blog, pois dá pra ter uma noção legal de como eram as
coisas na época.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

segunda-feira, 13 de julho de 2020

26

























Alinhados.

Itália.

1961.

Grid cheio, não?

terça-feira, 23 de junho de 2020

Surreal



































Começando com o Pace Car conduzindo os carros da
Stock americana.

A foto foi feita no circuito de Jacksonville Park Speedway,
na Flórida em 1954.

A pista se tornou histórica pois foi o local da vitória de
Wendell Scott, em 1963.

Scott, com esse feito, se tornou o primeiro e único
piloto negro a ganhar uma corrida da categoria.

Imaginem o tamanho do preconceito na época.

Ao final da prova, a direção da Nascar chegou a
declarar o segundo colocado, um piloto branco,
como vencedor.

A correção da organização, dizendo que Scott foi
o ganhador, só veio a público alguns dias depois.

O autódromo foi usado pela Nascar de 1951 até 1964.

No início dos anos 70 o circuito foi fechado para dar
lugar a um conjunto habitacional.

Mas a história, que não devemos esquecer, permaneceu
e deve ser sempre lembrada.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Cascudos





























Bom dia petrolheads!

Um trio da pesada brincando nas 24 horas de Daytona.

1968.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Wolfgang Von Trips


























O piloto alemão Wolfgang Von Trips era um nobre.

De uma linhagem familiar dos tempos da inquisição.

Rico.

E culto.

Falava diversos idiomas.

Sabia administrar as terras e a fortuna da família.

Dentro de seu imenso e vazio castelo, tomava conta de tudo.

Vazio porque foi pilhado durante a Segunda Guerra Mundial.

Ele poderia ter se confundido com Alfonso de Portago ou
Mike Hawthorn.

Ser mais um daqueles que nasceram em berço de ouro.

Mas Von Trips pensava diferente.

Havia um elo de ligação com sua pátria.

Na sua mente estavam as histórias de Hermann Lang,
Bernd Rosemeyer e Rudolf Caracciola.

Ele queria as honras.

Em 1956 ele passou a fazer parte da Ferrari.

A briga interna por um lugar na Scuderia Italiana era insana.

Muitos pilotos.

Poucos cockpits.

Von Trips precisava se destacar.

Vencer a concorrência.

Logo estava andando fora de todos os limites.

E com isso os acidentes foram se acumulando.

Von Trips pensava no futuro.

Foi assim que na volta de uma viagem aos Estados Unidos
ele trouxe dois Karts na bagagem.

Aquilo não existia na Europa.

Ele conseguiu uma empresa que copiasse os modelos da coisa.

Contruiu uma pequena pista dentro de suas terras.

Ele queria dar oportunidades para que outros compatriotas
chegassem a Fórmula 1.

Nascia assim a Campeonato Europeu de Kart.

Na mesma pista que curiosamente, em 1973, seria palco da
estréia dos irmãos Schumacher no automobilismo.

A reviravolta na atribulada carreira de Von Trips se daria
em 1959.

Os olhos do Commendatore já haviam visto o piloto.

E Enzo Ferrari sempre gostou dos apaixonados.

Dos que se doavam.

Enzo passou a cuidar dele.

E com algumas punições foi colocando a cabeça do alemão
no lugar.

Tudo foi ajustado.

Continuou a ser um piloto rápido.

Porém mais seguro

Em 1961 Von Trips já comandava a Ferrari.

O título passou a ser questão de tempo.

Uma glória para a Alemanha.

Ele chegou a etapa italiana como favorito.

Uns dias antes assistiu Berlin ser dividida por um muro.

Von trips fez a pole.

Parecia que tudo iria dar certo.

Não deu.

Falhou na largada.

E o antigo piloto afobado, que estava adormecido, acordou.

Na parabólica sua Ferrari e a Lotus de Jim Clark se envolveram
num acidente.

O carro vermelho atingiu os espectadores.

Entre os que morreram estava Von Trips.

O menino sonhador que cresceu assistindo aos duelos da
Mercedes contra a Auto Union.

As façanhas de seu herói Rosemeyer.

E que acabou tendo o mesmo trágico destino ao querer buscar
suas glórias.

A morte no asfalto.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Meep Meep
























Bom dia petrolheads!

Osterreichring.

1969.

Matra de passagem pelo 911.

Porém o alvo da missão do time azul era alcançar o Porsche 917.

Missão impossível...

domingo, 24 de maio de 2020

Karussell

































Bom dia petrolheads!

Na imagem acima aparece Jim Clark.

Nurburgring.

1967.

quinta-feira, 21 de maio de 2020