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terça-feira, 24 de maio de 2022

Mágica






















Outro dia fiz um post sobre a pilotagem perfeita de Jackie Stewart em
Nurburgring.

Um assombro.

Hoje o personagem é Stirling Moss.

Em 1961 ele fez mágica no principado de Mônaco.

O Inglês já havia causado surpresa ao conquistar a pole position com a
Lotus particular de Rob Walker.

Um feito.

Deixou para trás as poderosas Ferraris e ninguém menos que Jim Clark
com o carro oficial da equipe.

Romolo Tavoni, o estrategista da Scuderia Italiana, tinha o plano na cabeça
para derrotar Moss.

Não havia motivo para desespero.

No meio da prova ele seria uma presa fácil.

Phil Hill, Richie Ginther e Wolfgang Von Trips seguiram à risca as ordens do
comandante vermelho.

Com calma.

Assim Stirling Moss conservou a liderança após a largada.

Após algumas voltas, Tavoni deu o sinal para seus pilotos acabarem
com o inglês.

E assim começou a caçada.

Moss pilotou bravamente.

Estava fazendo a corrida da sua vida.

Perfeita.

E um a um os pilotos da Scuderia Italiana foram ficando para trás.

Wolfgang Von Trips rodou.

Depois foi a vez de Phil Hill.

Restou apenas Ginther.

O duelo entre os dois foi espetacular.

A cada volta os tempos foram caindo.

Despencando, na verdade.

Ambos fizeram a melhor volta da prova.

1.36.300

Inacreditável!

Os cronômetros pareciam mentir.

Eles haviam atingido um tempo 3 segundos melhor que o da pole 
position!
 
Mas Moss estava impossível.

Inalcançável.

Por isso a Ferrari fracassou.

O plano de Tavoni era perfeito.

Seus carros eram melhores.

Mas o piloto inglês recorreu ao sobrenatural.

Como lutar contra isso?

Um dos momentos mais belos de toda a história da Fórmula 1.

Tesouro de Mônaco.

A etapa especial.

Quase uma corrida extra-campeonato no calendário.

Diferente.

Mágica.

Talvez essa coisa de outra dimensão no principado tenha mesmo um
fundo de verdade...

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Básicos

































Esses carrinhos F3 da Lotus do início dos anos 70 são uma das poucas coisas
que me tiram do sério!

sábado, 18 de setembro de 2021

Fuji 200


























As fotos acima foram tiradas no Japão.

No Fuji Internatinal Speedway.

Para ser exato em 9 de outubro de 1966.

O evento?

O Indianápolis International Champion Race.

O Fuji 200.

Isso mesmo.

Indianápolis no Japão.

Pegaram um monte de pilotos conhecidos na época e colocaram os caras do
outro lado do mundo para uma corrida exibição.

Nunca tinha ouvido falar disso.

Lendo aqui e ali descobri que a coisa toda foi promovida por uma tal de Art 
Life Association.

Estavam lá entre outros: Jim Clark, Jackie Stewat, Graham Hill, Chris Amon,
Mario Andretti e Al Unser.

Fico imaginando a logística para transportar carros e pilotos.

Olhando os vídeos da época dá pra ver que Jim Clark foi tratado como um
Pop Star na Terra do Sol Nascente.

Todos os seus passos foram filmados desde o desembarque no aeroporto.

Autógrafos, entrevistas, exibições do carro.

Nada escapou.

O cara era tipo um Super-Herói.

Pena que sua Lotus quebrou nos treinos e ele ficou de fora da corrida.

Corrida que foi vencida por Jackie Stewart.

Uma curiosidade.

Olhando a temporada de Fórmula 1 daquele ano podemos reparar que o
Fuji 200 foi realizado entre o GPs dos Estados Unidos (Watkins Glen) e
do México.

E tudo num espaço de vinte dias.

Muita correria.

Alguém deve ter levado um caminhão de dinheiro com essa história...

Quando eu acho coisas assim fico até meio perdido.

Descubro que não sei nada mesmo!


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Truque



























Tripleta com o piloto Jochen Rindt.

Todas as fotos em Silverstone. 1969.

Local onde o piloto da Lotus realizou uma pequena 
mágica.

Foi durante o Silverstone International Trophy.

Uma corrida extra-campeonato.

Pista molhada.

Entrada da Curva Stowe.

Rindt estava atrás de Piers Courage, Jacky Ickx, 
Graham Hill e Pedro Rodriguez.

Todos em fila.

De repente algo aconteceu.

Os cinco carros ainda estavam lá.

Mas na saída da curva Jochen liderava o pelotão.

As testemunhas duvidaram do que viram.

Ilusionismo.

Sem explicação.

Só restava aplaudir.

Como se deve fazer em um verdadeiro show.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Mallory






















Bom dia Petrolheads!

A Lotus Esprit em Mallory Park.

1991.

Se tiver o molde...

Clique aqui .

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Natural


















A borboleta mostra como o design direciona o ar e protege os pneus.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

quarta-feira, 26 de julho de 2017

O Dinheiro de Kubica






















Interessante analisar os vencimentos obtidos por Robert Kubica em sua curta
passagem pela categoria máxima do automobilismo.

O piloto fez sua estreia oficial na Fórmula 1 substituindo Jacques Villeneuve nas
últimas seis corridas de 2006.

Mas contei os recebimentos a partir de sua primeira temporada completa,
logo no ano seguinte.

Lembrando que estamos falando apenas dos salários.

Os valores, atualizados, estão em Euro.

De 2007 até 2009 o polonês recebeu cerca de 13 milhões na BMW Sauber.

No ano seguinte, 2010, ele  se mudou para a Renault.

Time que já contava com Eric Boullier controlando a parte técnica e a Genii
Capital o lado financeiro.

Kubica faturou 7,5 mlhões naquela temporada, quando obteve a oitava colocação
no Mundial.

O piloto da Polônia fez um acordo para defender a Lotus Renault em 2011.

Mas aí o acidente na pré-temporada interrompeu a trajetória de Kubica na categoria.

Mesmo sem correr, a escuderia ainda pagou os 9 milhões acordados para aquele ano.

Ao todo o motorista recebeu 29,5 milhões em cinco temporadas, sendo que a última
ele não competiu.

Ah, sim...

Podemos arredondar o número para 31 milhões se contarmos o dinheiro recebido no
pré-contrato com a Ferrari.

Fica ao seu critério.



quinta-feira, 16 de março de 2017

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Pequenas Passagens





Nas imagens acima aparece o inglês Alan Stacey.

Sua estréia na Fórmula 1 se deu na temporada de 1958.

Em Silverstone.

Era considerado um piloto seguro e competente.

Conservador.

Não era pouca coisa.

Já que Stacey possuía certas desvantagens em relação aos seus pares.

Acredite.

Uma de suas pernas era mecânica.

Para passar nos exames físicos exigidos em Le Mans ele contou com ajuda.

Os outros pilotos fizeram um teatro para distrair e ludibriar os médicos.

Uma verdadeira loucura!

Porém sua morte nada teve a ver com sua deficiência.

Aquele final de semana na Bélgica já dava sinais que tudo daria errado.

Spa-Francorchamps.

1960.

Stirling Moss já havia sofrido um terrível acidente nos treinos.

Logo depois foi a vez de Mike Taylor.

O outro piloto da Lotus estava apenas indo até o local do sinistro ver como
estava seu companheiro.

A barra de direção de seu carro quebrou.

Taylor nunca mais andou na Fórmula 1.

No outro dia, durante a corrida, foi a vez de Chris Bristow.

Foi quando duelava por posição com o imprevisível Willy Mairesse.

Bristow perdeu o controle do carro na mesma curva onde Moss havia se
acidentado um dia antes.

A Burnenville.

A tragédia não paralisou a prova.

A pista belga queria mais sangue.

Chegou então a vez de Alan Stacey.

Quando se aproximou do mesmo local ele perdeu o controle.

Algumas pessoas que assistiam a prova notaram que um pássaro havia 
atingido seu rosto.

Provavelmente quebrou seu pescoço.

Uma fatalidade.

Agora, imagine.

Se com toda tecnologia atual dos capacetes, mesmo assim, Felipe Massa
apagou quando a mola solta do carro de Barrichello o atingiu.

Você acredita que houve alguma chance para o pobre Stacey 50 anos atrás?

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

12
























Os melhores sempre conquistam seus lugares nas grandes escuderias.

É apenas uma questão de tempo.

Repare.

Não há pay drivers na Red Bull, McLaren, Mercedes ou Ferrari.

E não estou falando de bons pilotos.

Medianos.

Mas dos que são cobrados.

Daqueles que podem sempre apresentar algo a mais.

Que criam expectativas.

Você torce por um piloto e acha uma injustiça ele não ter uma chance numa
equipe melhor?

Saiba que ninguém é burro ou cego na categoria máxima do automobilismo.

Os excelentes sempre terão o seu lugar.

Como disse certa vez Nico Rosberg.

"Se eu não tivesse derrotado Michael Schumacher, hoje eu estaria na Manor."

O resto?

O resto precisa apresentar outros recursos para permanecer.

Quase sempre financeiros.

Claro.

C'est la vie...

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Camelo

























Bom dia petrolheads!

Piquet de Lotus.

1989.

domingo, 16 de outubro de 2016

Nas Ruas

























Quando o automobilismo entra na vida das pessoas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

British Racing Green!


























Uma lenda.

A Lotus 49.

O inovador projeto de Colin Chapman.

E foi justamente essa máquina serviu de inspiração para mais uma bela criação
do nosso amigo Emerson Pippi.

Ela aparece na novíssima coleção da Fórmula Retrô.

Veja o resultado abaixo.

























Gostou?

Pois fique sabendo que em mais uma parceria com o Blog, a Fórmula Retrô
nos permitiu sortear uma dessas camisas.

Para concorrer é fácil.

Basta responder nos comentários a uma pergunta simples.

Que piloto bicampeão mundial de Fórmula 1 pilotou a Lotus 49 utilizando 
o número 5 em 1967?

(uma dica? clique aqui )

Na sua resposta não esqueça de colocar seu nome e o mail para o contato.

E não adianta mandar várias mensagens.

Apenas uma por pessoa, OK?

A primeira mensagem será a nº 1, a segunda a n° 2 e assim por diante.

Como sempre acontece, usarei o Random, que é um site que faz sorteios, para
definir o vencedor.

Concorrerão as mensagens que chegarem até as 12:00 (meio-dia) de domingo
(04/09/2016).

Fácil de ganhar!

Participe!!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Innes

























Grid alinhado em Zandvoort.

1960.

Interessante para lembrar um piloto que, depois de um pedido de Jim Clark,
foi excluído da Lotus por Colin Chapman.

Clique aqui.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Coisas de Família
























A Brabham de Jose Carlos Pace em Mônaco.

1975.

Irregular.

Pesos eram colocados e retirados do carro para burlar as regras.

Coisa comum naqueles tempos.

No mesmo ano, Niki Lauda e a Ferrari deveriam ser desclassificados por usarem
uma mistura de combustível fora dos padrões.

Depois da súplica do piloto, foi Bernie Ecclestone (que já mandava na categoria)
quem impediu que os comissários tirassem o título do austríaco.

"Os sábios interpretam as regras e os tolos obedecem.."

Frase de Colin Chapman.

Ah, sim.

Os tais pesos da Brabham em Monte Carlo foram cedidos por Frank Williams.

Williams que era costumaz pedinte de empréstimos financeiros a Bernie.

Frank que só sobreviveu aos anos 70 com sua escuderia por causa disso.

As coisas eram entrelaçadas.

Ligadas.

A prova maior se dava quando Enzo Ferrari reunia todos em Maranello.

O Commendatore, após a refeição, deixava que Williams, Bernie, Chapman,
Ken e Teddy Mayer conduzissem suas Ferraris na pista de Fiorano.

Brabham, McLaren, Lotus, Williams e Tyrrell se derretiam perante o mito
vermelho da Scuderia Italiana.

Outros tempos.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Cometa























Bom dia petrolheads!

Ayrton Senna e sua Lotus.

1986.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Pastor Maldonado
























"Hoy con la mayor humildad les informo que no estaré presente a la parrilla de
salida de la F1..."

Assim Pastor Maldonado iniciou sua nota de despedida da Fórmula 1.

Ele não estará no grid de 2016 e será substituído pelo talentoso Kevin Magnussen
na Renault.

Estou monitorando o caso Maldonado a vários dias.

A melhor fonte venezuelana (quando o assunto é o Pastor) só entregou que ele se
desligaria do time francês nas últimas horas.

Até pouco tempo atrás tudo parecia bem.

O que mudou?

Para entender precisamos voltar no tempo.

Vem comigo.

No início de janeiro, Magnussen teve uma reunião com a Renault em Enstone.

Kevin foi acompanhado do seu principal patrocinador (Bestseller).

A princípio, a conversa seria para tornar o jovem dinamarquês piloto reserva
da Renault.

Não só isso.

O time francês abriu a possibilidade de Magnussen se tornar titular no próximo
ano.

Uma oferta tentadora.

Mas que deve ter causado desconfiança em Kevin por seu histórico recente
com a McLaren.

Poucos dias depois houve outra reunião entre as partes.

E a conversa mudou.

Abriu-se a possibilidade de titularidade para Magnussen, caso o piloto
dinamarquês conseguisse aumentar a proposta com seu apoiador.

Notem amigos que as tratativas sempre envolveram muito dinheiro.

Não se iludam.

Talento está em segundo lugar por aqui.

Valores?

Algo em torno de 7,5 milhões de euros.

Pouco tempo depois, Maldonado tomou conhecimento da negociação.

E comunicou tudo a PDVSA.

Uma das parcelas de patrocínio venezuelano estava atrasada.

(uma coisa comum que já havia acontecido em anos anteriores)
























Justamente neste ponto a Renault e a petrolífera venezuelana sentaram na mesa
para tratar do rompimento do contrato.

Nunca houve possibilidade de retorno.

Digo isso apesar de haver alternativas (outras estatais) no caso da Renault
querer contar com os serviços de Pastor.

Dessa maneira a Renault vai alinhar com o estreante Jolyon Palmer e Kevin
Magnussen.

Dois pilotos pagantes, que fique claro.

Mas quais seriam os motivos por trás da fabricante francesa apressadamente
abrir mão do valioso contrato com a PDVSA?

São duas as razões.

A primeira é a empresa de petróleo francesa Total.

Com a saída da PDVSA, a carenagem amarela da Renault ganhará vários
espaços vazios para patrocinadores.

E a Total deverá explorar essas brechas para aumentar sua participação.

Diferente da PDVSA que derramava 40 milhões de euros na Lotus, a Total
colocava apenas 3 milhões de euros por ano.

Esse montante deverá aumentar significativamente, assim como o aparecimento
do nome Total nos carros da dupla Magnussen / Palmer.

A segunda razão é poder.

Apesar de ter vendido o controle da Lotus para a Renault, a Genii Capital ainda
continuou com uma participação na escuderia.

Mas a venda se deu contando com o aporte financeiro da PDVSA.

Com o rompimento, a Genni Capital terá que honrar os valores perdidos.

A pressão financeira para que haja um desligamento dos antigos donos subiu.

Com a manobra, a Renault ganhou ainda mais poder e quem sabe 100% de
controle sobre o time.

Interessante.

O plano original da PDVSA era permanecer na Fórmula 1 até 2019.

Mostrando a força de Caracas.

Com Pastor, claro.

A recente crise da Venezuela e a chegada da Renault puseram uma pedra
sobre tal objetivo.

Li muitas críticas duras sobre Maldonado.

Sobre como ele não merecia estar na categoria máxima do automobilismo e
que estava ali somente pelo dinheiro.
























As pessoas esquecem que Pastor foi campeão da GP2 de forma absoluta.

E que foi cobiçado por diversas equipes da categoria máxima do automobilismo
bem antes desse título acontecer.

Quando testou pela Minardi em 2004, Pastor foi elogiado pelo lendário Giancarlo.

Minardi (conhecido descobridor de talentos) o queria em suas fileiras.

Entretanto quando outras escuderias (com mais recursos técnicos) sondaram
Maldonado, se desmanchou qualquer possibilidade disso acontecer.

Muitos ficaram surpresos quando Pastor venceu aquele GP da Espanha em 2012.

(de forma magistral, diga-se de passagem)

Porém Giancarlo Minardi não era um deles.

Outro que elogia Pastor é Xevi Pujolar, que foi engenheiro de pista do venezuelano
na Williams.

"Ele sempre foi subestimado.

Entretanto ele é rápido, se dá bem com a equipe e tem sensibilidade para dizer
o que há com o carro."

Claro que a velocidade de Maldonado é inquestionável.

E é certo que existem deficiências também.

Grandes.

A falta de evolução, como ocorreu no caso de seu ex-companheiro de equipe
Romain Grosjean, é uma delas.

Faltou o amadurecimento para auto-preservação.

Ficou a imprevisibilidade.

Enxergo a passagem de Pastor pela Fórmula 1 como histórica e marcante.

Não apenas pela sua vitória.

Ou ainda por escrever seu nome entre os raros nove pilotos que conseguiram
subir no lugar mais alto do pódio desde a temporada de 2011.

(ano de estréia de Maldonado)

O que me impressiona é fato que o venezuelano salvou duas escuderias de irem
à falência.

A primeira foi a Williams.

Quando a Philips deixou de patrocinar o time de Grove em 2010, a situação
ficou mais do que no vermelho.

A chegada de Maldonado trazendo consigo a PDVSA mudou tudo.

Frank Williams aprendeu com os erros passados (BMW, Helwett Packard) e
preparou seu time para se tornar menos dependente de uma parceria única.

Abriu seu capital, passou a vender tecnologia em diversos setores e se diversificou
industrialmente.

O período em que a PDVSA derramou a prata foi essencial para que Frank
respirasse e alinhasse sua escuderia para o futuro.

Foram trés anos.

Para sobreviver.

Se a Williams não tivesse assinado com Pastor em 2011, ela nunca poderia ter
uma promessa como Valtteri Bottas, um motor da qualidade Mercedes e ainda
conseguir dois terceiros lugares consecutivos no Mundial de Construtores nas
últimas temporadas.

E melhor, poder sonhar novamente em vencer!

A segunda equipe que deve as calças a Pastor é a Lotus.























Maldonado chegou a colocar algo em torno de 80 milhões de euros nas mãos
da Genii Capital durante as duas últimas temporadas.

Mesmo período em que Gerard Lopez (cabeça da Genii) passou a diminuir
seus investimentos na Fórmula 1.

Bernie Ecclestone ficou surpreso ao ver a Lotus viva por tanto tempo.

Como comentamos no início deste texto, o anúncio de Pastor para a temporada
de 2016 era apenas para valorizar a Lotus.

Afinal, colocar uma equipe na vitrine de vendas com um patrocinador como a
PDVSA deveria atrair um comprador com certeza.

E atraiu.

O cenário hoje mostra duas boas escuderias no grid graças a Pastor.

A Williams como a melhor equipe cliente e com a ambição de se tornar campeã
nos próximos anos.

E a Renault que retorna com seu time de fábrica almejando o topo e balançando
o mercado ao caçar abertamente pilotos como Fernando Alonso.

Por fim.

É uma pena perder uma figura como Maldonado.

Apaixonado, autêntico, irado.

Que desperta sentimentos reais.

Que faz acreditar que poderíamos também ter ganho uma corrida na categoria
máxima do automobilismo.

O que me vem a mente?

Mansell, Montoya...

Doidices.

Algo colorido entre tanto branco, prata e preto.

Um latino.

Genuíno.

Imperfeito.

Como definiu, na mosca, Pino.

"Ele dirige um fórmula 1 como se tivesse acabado de roubá-lo!"

Ruim?

Incompreendido?

Bom?

Quem somos nós para julgar?

Aquele que nunca errou ao volante, que atire a primeira pedra!