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terça-feira, 21 de junho de 2022

Flecha Lançada


 














Hoje aconteceu o desligamento de Jüri Vips do programa da Red Bull.

Injúria racial.

O piloto estava na academia dos energéticos desde 2018.

Foi graças a isso que ele conseguiu sua superlicença.

Após completar um teste de 300 km pilotando o Red Bull RB8.

Em Silverstone.

Estava como reserva da Alpha Tauri e da própria Red Bull.

Chegou a andar num treino livre nesta temporada de 2022 em Barcelona.

No lugar de Sergio Perez.

Interessante.

Hoje eu estava fazendo uma pesquisa e o nome de Vips apareceu.

Ia escrever algo no Twitter.

Pausa.

Já voltamos.

Estava olhando o investimento necessário para se chegar e permanecer na Fórmula 1.

Pilotos pagantes.

Lawrence Stroll colocou 380 milhões de reais na carreira de Lance até seu filho assinar um contrato como piloto titular na categoria máxima do automobilismo.

O valor extremo reflete o cuidado na preparação que envolveram testes particulares alugando a equipe Williams.

Uma coisa extremamente cara e complicada de se fazer.

Observei outro pagante.

Sergio Perez.

O piloto mexicano sempre teve ao seu lado a América Móvil.

Empresa controladora da A1,Telcel, Infinitum e Claro.

Uma gigante das telecomunicações.

E a razão de Perez ter tido oportunidade e ainda permanecer na Fórmula 1 até hoje.

Falo isso pois a carreira dele é cinza.

Tem um título na segunda divisão da Fórmula 3 Britânica em 2007.

Quem venceu a primeira classe daquele ano foi Marko Asmer.

E um vice campeonato na antiga GP2 em 2010, sua segunda temporada.

Para você lembrar, a taça ficou com Pastor Maldonado.

Depois veio a Fórmula 1.

Sauber, McLaren, Force India/Racing Point e Red Bull.

Nenhuma equipe menor como Caterham ou Marussia.

Talento?

Ele é piloto de verdade.

Mas a culpa de obter bons contratos vem da mala com cerca de 100 milhões de reais que ele entrega anualmente para quem o contrata.

De volta.

Lembra do Marko Asmer?

O nome dele está umas linhas acima.

Ele chegou a ser segundo piloto de testes da BMW Sauber na Fórmula 1 em 2008.

Sua carreira embolou por não ter dinheiro.

Rodou Superleague e deu passos atrás. 

Como a GP3.

Sem recursos, encerrou o sonho.

Continuou envolvido.

Estoniano, ele cuida da carreira de um compatriota.

Inclusive nasceram na mesma cidade, Tallinn.

Quem?

Jüri Vips!

Vips está na F2, conseguiu a superlicença e teste na Fórmula 1 porque a Red Bull fez acontecer.

Acabou.

Asmer deve estar ciente do que aguarda seu pupilo.

Ele sabe o que é automobilismo sem o apoio financeiro.

A alegria de ter visto Vips substituir Perez numa oportunidade única se transformou somente naquilo que poderia ter sido.

Mas que nunca se realizará.

Pois poucos possuem um mecenas, um pai rico ou uma escuderia que acredita em seu potencial.

Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: 

a flecha lançada, 

a palavra pronunciada 

e a oportunidade perdida.

Marko Asmer deve estar explicando isso para Jüri Vips.



Cl

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Os Eleitos















Podemos afirmar que houve uma quebra.

Uma ruptura.

A mudança está diante dos olhos.

Não percebeu?

A assinatura de Sergio Perez com a Red Bull para a temporada de 2021 e, após isso, sua renovação até 2024 explicitou que a equipe austríaca confirmou que vivemos novos tempos.

O mexicano não era a primeira opção.

O alvo era Valtteri Bottas.

Sólido e acumulador de pontos.

Mas Toto Wolff não queria fortalecer as linhas inimigas.

A tinta do contrato nem secou e o finlandês já havia assinado com a Alfa Romeo.

George Russell poderia chegar com as coisas, ou Bottas, num lugar seguro.

Helmut Marko tentou atrapalhar.

Disse que, caso a Mercedes demorasse, contrataria Russell.

Uma cortina de fumaça para acelerar o processo de liberação de Bottas.

Toto foi mais sagaz.

Marko ainda queria um experiente ao lado de Max Verstappen.

Perez estava sem equipe.

E havia o dinheiro.

O piloto mexicano traz consigo 100 milhões de reais / ano através de patrocinadores.

Mesmo assim perdeu a cadeira na Aston Martin para Sebastian Vettel.

(para entender o tamanho do piloto alemão)

Aí está a quebra.

Perez nunca foi um piloto da Academia Red Bull.

Assim como a primeira escolha, Bottas, também não é.

Uma bronca.

Explico.

A alteração na linha de montagem bloqueou a promoção de pilotos ligados a marca dos energéticos.

Um programa que demanda muitos recursos.

Hoje a Red Bull possui cerca de uma dezena de pilotos juniores.

Desde o Kart até a F2.

Um investimento de 260 milhões de reais / ano amiguinhos!

É muito dinheiro na preparação de candidatos que não chegarão a lugar algum.

Qual a razão disso?

Não é difícil de entender.

Primeiro de tudo, a Red Bull não precisa de quatro pilotos. 

Contando com a Alpha Tauri.

Ela precisa de um só.

Antes era Sebastian Vettel.

Estava tudo tranquilo.

Até que o sonho de seguir os passos de Michael Schumacher na Ferrari fez Seb dizer adeus.

Detalhe.

Ele tinha 26 anos.

E poderia estar na Red Bull até hoje, com 34 anos.

A saída de Vettel trouxe um grande problema e fez a equipe procurar um substituto.

Mesmo sem idade ou rodagem para tal empreitada, um garoto chamava a atenção.

Max Verstappen foi então colocado no carro.

Incrível. 

Deu certo.

O piloto holandês é um fenômeno.

A Red Bull conseguiu seu piloto número um.

Um campeão mundial. 

E com apenas 24 anos!

Escaldados com o caso Vettel, renovaram com Max até 2028.

Verstappen ao final de seu acordo estará com 31 anos e a Red Bull espera que nesse período já terá encontrado seu substituto.

(um menino que hoje deve estar com 15 anos mais ou menos)

Perceba como seria o mesmo caminho se Vettel tivesse permanecido...

Tendo seu principal piloto, a Red Bull só precisa de um escudeiro ao lado dele.

Não é hora de incentivar jovens famintos.

Pois só há alimento para Verstappen.

Sei que você já entendeu que haverá muitos órfãos.

Percebendo a situação, Pierre Gasly se movimenta.

Helmut Marko não quer perdê-lo.

E o incentiva a permanecer na Alpha Tauri dizendo que não enxerga outra perspectiva para o francês.

Gasly está com os pés no chão e conformado de não poder disputar contra o dinheiro de Perez.

E reconhece os predicados do mexicano:

"Ele (Perez) preenche todos os requisitos de segundo piloto. Está se saindo bem, é rápido, tem APOIO FINANCEIRO, experiência e traz bons feedback para a equipe (...)"

Pierre olha a McLaren (Ricciardo) e a Alfa Romeo (se Zhou não trouxer o dinheiro combinado).

Se for embora da Alpha Tauri, Alexander Albon seria a escolha lógica para ocupar seu espaço.

Abrindo vaga para um noviço da academia Red Bull alcançar a Fórmula 1.

Agora, olhando o cenário como um todo.

A situação da Red Bull / Max Verstappen pode se repetir. 

Na Ferrari com Charles Leclerc (24 anos).

Na Mercedes com George Russell (24 anos)

E na Alpine com Esteban Ocon (25 anos) / Oscar Piastri (21 anos)

Podendo estabilizar o mercado de pilotos por muitas temporadas.

Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Fernando Alonso estão finalizando suas passagens pela categoria máxima do automobilismo.

A hora da nova geração parece ter chegado finalmente.

Os jovens ocuparão os espaços dos antigos campeões.

Nem todos os jovens, claro.

Já que muitos são chamados e poucos são escolhidos.





sábado, 8 de maio de 2021

Adaptação















Quem acompanha o Blog ou nossos comentários no twitter há mais tempo sabe que muitas vezes pedimos calma nos julgamentos.

Pois o primeiro impulso pode trazer uma visão turva.

E isso é bem comum na Fórmula 1 entre os milhares de fãs.

Calma.

Até porque a categoria máxima do automobilismo, apesar de sua absurda velocidade, é mais do que tudo calma.

Ou você acha que um afobado conseguiria ficar naquele invólucro apertado colocando o pneu no mesmo lugar nas curvas de forma repetida?

E sem direito a erros.

Tudo isso para tratarmos do assunto deste post.

Adaptação.

Que, segundo o dicionário, é o ajuste de uma coisa a outra.

No nosso caso, o ajuste de um piloto a sua nova equipe.

E ainda, a chegada de um estreante na F1.

O tempo tem mostrado que existe um período necessário de adaptação.

De ajuste.

Vamos exemplificar.

Lewis Hamilton desembarcou na Fórmula 1 em 2007.

Ao lado do já duas vezes campeão, Fernando Alonso.

Difícil, não?

Mas houve uma cuidadosa preparação para que o piloto inglês sentisse o mínimo no impacto da mudança da GP2.

Hamilton executou um programa brutal com a McLaren.

Testes e mais testes.

Na época podia.

Lewis rodou o equivalente a 24 GPs nas mais diversas pistas durante seis meses em 2006.

Por pouco Sebastian Vettel não faturou o título de 2009.

Acho que duas coisas pesaram também para que Button vencesse.

A primeira briga de verdade da Red Bull pelo título.

O que exige um minucioso planejamento.

E o fato de Vettel ser um novato no time principal.

Mais experiente, o time do energético passou a colecionar títulos nos anos seguinte com seu piloto mais ajustado.

Sabendo lidar melhor com os desafios, principalmente em 2010 e 2012.

Penso que o tempo de adaptação pode ser de uma ou duas temporadas.

Dependendo das circunstâncias.

Lembremos de Valtteri Bottas.

Pego no laço pela Mercedes após a saída abrupta de Nico Rosberg.

Foram duas temporadas complicadas.

Depois, mais ajustado, dois vice-campeonatos.

Michael Schumacher fez um retorno para a mesma Mercedes.

E sofreu para se encaixar.

E ainda tendo como referência um subestimado (na época) Rosberg. 

Tenso.

A história parece se repetir na Alpine com Alonso e, o mal avaliado, Esteban Ocon.

Vettel pena na Aston Martin.

Sergio Perez na Red Bull.

Carlos Sainz Jr. na Ferrari.

E Daniel Ricciardo na McLaren.

Todos os citados com momentos impressionantes na Fórmula 1.

Entretanto a coisa exige trabalho.

Repetição.

Pense em Mick Schumacher, Tsunoda e Mazepin.

Ou em alguns erros primários de Russell.

Não se guie por comentaristas afobados.

O tempo é cruel.

Sim.

Porém o tempo não apaga o que o talento já gravou.

Mais.

No caso, o tempo deverá aclarar.

E tende a nos lembrar do que é verdadeiro.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Devaneios

















Não é informação.

São apenas pensamentos.

Achismos.

Eu não acho que Lewis Hamilton fique em 2022 na Fórmula 1.

Seguindo a ideia, temos um buraco na Mercedes.

Com o principal time da categoria precisando de uma estrela.

Pode subir George Russell.

E continuar com Valtteri Bottas.

A saída do multicampeão inglês seria a única alternativa para uma possível permanência do finlandês conduzindo uma das Flechas de Prata.

Possível.

Pois Russell (a estrela) talvez combine mais com um piloto campeão ao seu lado.

Surge então o nome de Sebastian Vettel.

Já está na família (Aston Martin - Toto Wolff)...

Para seu posto a Aston Martin buscaria um nome de peso e mídia para correr com Lance Stroll.

Penso em Kimi Raikkonen.

Aí abriríamos duas vagas.

Na Williams (lugar Russell) e na Alfa Romeo (lugar de Raikkonen). 

Com Bottas voando.

No próximo box, Sergio Perez precisa mostrar muito serviço na Red Bull.

Os cabeças dos energéticos estão apaixonados por Yuki Tsunoda.

Max Verstappen é uma incógnita para mim.

A história precisa andar mais.

Se a Red Bull continuar competitiva e não conseguir o título, a coisa poderia pesar.

Climão, entende?

Helmut Marko já deu sinais de não confiar 100% no talento do holandês perante Hamilton.

Aliás, Marko só tem paciência com Vettel.

Depois das dificuldades enfrentadas na primeira etapa no Bahrein pelo piloto alemão em sua estreia no carro verde, ele foi um dos poucos a dizer que em algumas corridas Sebastian vai estar voando novamente.

Pode ser efeito as boas lembranças dos bons tempos.

Voltando, Max não parece ser uma figura fácil de lidar.

Pode estar cansando.

Um título perdido pode entornar o caldo da latinha.

Pensou na Mercedes?

Esquece Russell e Verstappen num mesmo time.

Toto nunca mais irá trabalhar com uma dupla de pilotos que lembre a treta entre Rosberg e Hamilton.

Ele já deixou bem claro isso.

Pensamentos, OK?

Mas 2021 / 2022 pode ser mais interessante do que imaginamos...

terça-feira, 30 de março de 2021

Os Pilares da Honda
















E a Honda chamou a Mercedes para conversar.

Colocou o dedo na cara da alemã.

"Você sabe com quem está falando?"

Uma ilustração, claro.

Mas a fábrica japonesa chegou lá.

Entregou um motor que não deve mais nada a ninguém. 

Podemos tentar entender como a Casa de Minato alcançou tal feito.

Três pilares foram determinantes.

O fator humano.

A continuidade.

E, por fim, recursos (quase) ilimitados.

Na parte humana, a coisa tem nome e sobrenome.

Axel Wendorff.

Ao agregar como novo Chefe de Engenharia o experiente alemão, tudo se transformou.

Wendorff passou pela Ilmor, Toyota e Mercedes.

Coordenava a McLaren quando os motores alemães estavam por lá até 2014.

Junto com Andy Cowell, ele lançou as bases da fábrica de Brisworth.

Onde todos os anos saem de lá unidades de força imbatíveis para Lewis Hamilton há várias temporadas. 

Chegou a prestar consultoria para a Renault.

Mas está com a Honda desde 2019.

Trabalhando com Mario Illien, afinou a unidade de força para a Red Bull.

Ter pessoas como Wendorff fazem toda a diferença na Fórmula 1.

Isso também é uma das razões que explica a queda da Ferrari.

A Scuderia Italiana é especialista em perder excelente mão-de-obra.

Aldo Costa, James Allison...

O segundo fator que trouxe benefícios para os japoneses foi a continuidade.

E a sequência na categoria máxima do automobilismo quase sempre gera bons frutos.

Foram seis temporadas de trabalho duro.

Do nada na McLaren em 2015 até tirar sangue da testa de Toto Wolff em 2021.

Eles estão lá.

No terceiro pilar estão os recursos.

Quase ilimitados.

A Honda investiu 8 bilhões de reais nos quatro anos de parceria com a McLaren.

Bancava até metade do salário de Fernando Alonso.

Com a dupla Red Bull e Alpha Tauri a coisa se repete.

Já estão na terceira temporada juntos (2019/20/21).

São seis bilhões de reais derramados (3 para cada).

Isso mesmo.

Foram 14 bilhões de reais na empreitada!

É muito.

Demais.

E por um dos motivos de seu sucesso (dinheiro), e apesar disso, a Honda está deixando a Fórmula 1.

Interessante.

A Honda ao abandonar a categoria no passado deixou toda uma estrutura que permitiu que a Mercedes chegasse onde está.

Agora, ao sair novamente, vai deixando outra vez um legado pronto para ser aproveitado.

E como confirmou Stefano Domenicali, existem muitos fabricantes interessados em entrar na F1.

Evidente.

Assim, até eu...

segunda-feira, 18 de maio de 2020

A Grana de David Coulthard


















































David Coulthard sempre foi para mim uma figura curiosa na Fórmula 1.

Valorizado, apesar de não fazer mal à ninguém.

Tá, e quanto será que o cara faturou na categoria?

Vem comigo.

Em sua primeira temporada na Fórmula 1, o piloto escocês conseguiu que Frank 
Williams lhe pagasse 570 mil Euros.

Porém o talento do rapaz logo despertou a cobiça de Ron Dennis.

E na temporada seguinte, o namorado da Barbie desembarcaria em Woking.

OK.

Mas a McLaren teve que deixar 2,5 milhões de Euros nos cofres da Williams pelo
rompimento contratual.

Um lucro.

Assim de 1996 até 2004, Couthard defendeu a escuderia por onde passaram Ayrton
Senna, Niki Lauda e Alain Prost.

Nesse período, a McLaren para contar com seus serviços, pagou ao todo 39 milhões
de Euros.

Em 2005 Coulthard decidiu se mudar para um time mais midiático.

A noviça Red Bull.

Ali o cara ganhou dinheiro.

Por apenas quatro anos o pessoal do energético deixou Coulthard 37 milhões de
Euros mais rico.

Quase o mesmo valor das nove temporadas em que esteve sob a batuta de Ron
Dennis.

Somando tudo temos algo próximo de 77 milhões de Euros.

Lembrando que estamos falando apenas dos salários e que os valores estão
atualizados.

Tá bom, não?

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Pequenas Passagens



























A Fórmula 3000 nasceu cheia de boas intenções em 1985.

O objetivo era ser mais acessível e barata que a Fórmula 2.

Uma boa ideia.

Ela se tornou a principal categoria de acesso para a Fórmula 1 até ser
substituída pela GP2 em 2005.

Funcionou.

Veja os nomes de alguns de seus campeões.

Ivan Capelli, Stefano Modena, Juan Pablo Montoya, Jean Alesi, Nick
Heidfeld, Justin Wilson, Sébastien Bourdais, entre outros.

Brasileiros?

Roberto P. Moreno, Christian Fittipaldi, Ricardo Zonta e Bruno Junqueira.

Conhecidos.

Famosos.

E Björn Wirdheim.

Quem?

O campeão de 2003, penúltimo ano da categoria.

É interessante a história deste sueco.

Ele entrou no automobilismo incentivado por Örnulf, seu pai, que também
é piloto.

Fez a escalada.

Kart, Fórmula Ford, Fórmula Audi e F3 da Alemanha.

Até que chegou na F3000.

Em 2002, sua ano de estréia, fez bonito na Arden.

Ajudou o time a chegar ao título de construtores.

Trabalho que foi reconhecido com o troféu de Rookie do Ano.

A próxima temporada seria sua.

Novamente com a Arden, dominou completamente seus adversários.

Ricardo Sperafico, Vitantonio Liuzzi, Giorgio Pantano e Gary Paffett estavam
lá.

Segundo colocado, Sperafico fez bonito, mas Björn Wirdheim foi espetacular.

O Sueco foi campeão com 35 pontos de vantagem.

Um recorde.

Deixando Liuzzi, da Red Bull Junior Team (de Helmut Marko), na terceira
colocação.

Apesar disso, proporcionou um dos momentos mais constrangedores da
história do automobilismo mundial.

Eu conto.

Ocorreu na etapa de Mônaco.

Björn Wirdheim vencia a corrida com facilidade.

Na reta final, antes de receber a bandeirada, passou devagar junto ao muro
para cumprimentar sua equipe.

O momento de bobeira custou a vitória.

Björn diminuiu tanto que permitiu que o dinamarquês Nicolas Kiesa o
ultrapassasse antes da linha de chegada e ficasse com a troféu.

Veja o vídeo.


A decepção do seu chefe de equipe é evidente nas imagens.

Caso você não tenha reconhecido, se trata de ninguém menos que
Christian Horner.

De qualquer forma, Björn terminou 2003 com um título da F3000
debaixo do braço.

E assim ele partiu para a Fórmula 1.

Jordan e BAR fizeram convites.

Mas Björn fechou com a Jaguar.

Piloto de testes.

Durante 2004 ele cansou de andar com o carro verde nas sextas-feiras
de cada GP.

O futuro se mostrava amistoso.

Porém tudo ficou nebuloso quando a Red Bull comprou a Jaguar,
escuderia que pertencia a Ford.

Björn tinha feito um contrato de três temporadas.

Sua esperança de continuar aumentou ao descobriri que seu ex-chefe,
Christian Horner, assumiria o comando do novo time dos energéticos.

Triste.

Björn tinha um teste agendado para o final da temporada.

Obedecendo ao compromisso firmado, ele foi até Barcelona, local onde
se realizaria o ensaio.

Björn foi tratado com tamanho desprezo por Helmut Marko e Dietrich
Mateshitz (dono da Red Bull), que ele não teve outra alternativa a não
ser voltar para casa imediatamente.

Christian Horner cancelaria o contrato do piloto em seguida.

Sem permitir qualquer chance de negociação.

Björn fez uma tentativa na americana Champ Car e depois continuou sua
carreira no Japão.

Hoje ele tem sua trajetória vinculada com o Endurance.

O sueco se convenceu que a falta de sorte e o momento errado o fizeram
perder a chance de permanecer na Fórmula 1.

Pode ser.

Todavia deve ser muito esquisito lidar com o sentimento ao pensar no
assunto.

Ainda mais para alguém que esteve tão perto e tão longe ao mesmo
tempo da entrada na categoria máxima do automobilismo.


terça-feira, 12 de maio de 2020

Para onde irá Vettel?



























Um movimento de mercado que agita toda a Fórmula 1.

Sebastian Vettel se separa da Ferrari ao final da temporada
de 2020.

A proposta?

Apenas mais um ano de contrato.

Redução salarial.

O piloto escolheu seguir outro caminho.

A razão?

Dinheiro?

Não.

A parte financeira poderia ser solucionada.

O curto período do acordo proposto pela Scuderia Italiana
foi o gatilho.

Vettel sabe que a Ferrari não vai vencer em apenas um ano.

2020

Ou dois.

Em 2021.

Necessita de mais trabalho.

E sua dedicação ao projeto, os gastos de energia tentando
melhorar a performance do carro, desgastaram sua imagem.

Enquanto que Charles Leclerc voava, se preocupando
apenas com sua pilotagem.

Chamando muita atenção.

Leclerc me lembra Senna...

E para onde vai Sebastian.

Minha visão é que ele deverá retornar para a Red Bull.

Ele é amado ainda por lá.

Marko e Horner pensam num equilíbrio ao lado de
Max Verstappen.

Podendo assim, disputarem novamente os dois títulos.

De pilotos e construtores.

A Honda aprovaria a empreitada.

Uma redução de salário deverá ocorrer.

De 35 milhões de euros anuais para 20.

McLaren? 

Renault??

Seria dar murro em ponta de faca.

E para o seu lugar na Ferrari?

Leonildo aponta Sainz Jr.

Com Ricciardo, Giovinazzi e até Bottas (!) sendo citados.

Ver a Scuderia sem um campeão mundial será estranho.

Mas as opções são estranhas e mirabolantes.

Raikkonen.

(ressuscitar) Alonso.

Ou (desencavar) Rosberg (quem dera!!)

De qualquer forma a notícia do tetra campeão mundial
foi excelente.

Agitou a categoria máxima do automobilismo.

E retornou a mente aquela velha certeza.

A única.

Que tudo vai sempre mudar.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Pequenas Passagens
























Interessante como os pilotos precisam tomar importantes decisões tão cedo
em suas carreiras.

Escolhas que podem definir se terão sucesso ou não nas pistas.

Lewis Hamilton teve que passar por isso pouco mais de uma década atrás.

2005.

Um ano antes (2004) Frank Williams já havia tentado trazer o jovem talento
para a Fórmula 1.

Uma joia.

Novo, inglês e ainda seria o primeiro piloto negro da categoria.

História, mídia e talento num pacote só.

Entretanto Williams falhou ao tentar convencer a BMW em bancar a aposta.

Apesar disso os alemães grifaram o nome do menino e passaram a acompanhar
mais atentamente seus passos.

Quando Lewis venceu o Europeu de Fórmula 3, ninguém tinha mais dúvidas
que havia um belo futuro ali.

A BMW, que no ano seguinte (2006) assumiria a Sauber, então finalmente
fez sua proposta.

O convite era pra que Hamilton se tornasse piloto de testes da nova escuderia.

Lewis recusou a parceria.

(que acabaria nas mãos de Robert Kubica)

Pouco tempo depois ele e seu pai firmaram um acordo com a McLaren.

Acordo que previa um lugar de titular na categoria máxima do automobilismo
em 2007.

Importante lembrar que na mesma época do contrato do piloto inglês, Ron Dennis
havia conseguido fechar com Fernando Alonso também para 2007!

Contando ainda com Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya, a McLaren se viu
com um problema.

Quem sairia para dar lugar a Hamilton?

A solução foi elaborar um plano B.

Ron Dennis começou a trabalhar para trazer uma nova equipe para a Fórmula 1.

A Direxiv da GP2.

Assim as obrigações contratuais da McLaren com Hamilton seriam cumpridas.

A coisa foi evoluindo e a ideia era ter Pedro de La Rosa ou Gary Paffett como um
dos companheiros do novato.

Mas a perda do principal patrocinador da Direxiv (a japonesa Akiyama) colocou
um fim no projeto.

Flavio Briatore (Renault e maior conselheiro de Alonso) foi procurado.

Mas não se moveu a respeito do caso.

Sabendo que Ron Dennis procurava um encaixe para Lewis, o paddock se
agitou.

A Spyker tentou vender um cockpit por uma fábula de dinheiro e ouviu
um não.

A turma dos energéticos também encostou e ofereceu uma saída.

Um contrato de três temporadas: um ano na Toro Rosso e dois na Red Bull.

Com a possibilidade da McLaren resgatar Hamilton para suas fileiras a qualquer
momento durante a vigência do acordo.

Ron Dennis não respondeu.

E esperou.

(o big boss da McLaren muitas vezes me parece ter dificuldade com mudanças)

E o tempo solucionou tudo.

As coisas acabaram se resolvendo com a ida de Raikkonen para a Ferrari e a
(previsível) saída de Montoya para a Nascar.

Assim, finalmente, o dream team estava formado o pronto para grandes realizações
em 2007...



















quinta-feira, 2 de abril de 2020

Fim de Festa?






















Nas palavras de Jens Marquardt (diretor da BMW), os tempos dos rios
de dinheiro correndo no automobilismo chegaram ao fim.

O que eu acho?

Não sei.

Minha experiência diz que o mercado de luxo sempre sofre menos do
que os demais.

E a Fórmula 1, por essência, faz parte desse mundo exclusivo.

As grandes marcas precisam de canais de divulgação e a categoria máxima
do automobilismo é excelente para isso.

Outra coisa.

"Nenhuma equipe corre um sério risco financeiro."

Disse outro dia Helmut Marko da Red Bull.

"Porque em caso de emergência, há um plano para fornecer assistência
econômica e as equipes receberão apoio financeiro se necessário."

Sei que desde a época de Bernie Ecclestone há uma ideia de fundo para
resgate emergencial.

Dinheiro que é oriundo de duas partes

Das equipes de fábrica e dos direitos de televisão.

Cerca de 200 milhões de euros.

Li sobre cortes na McLaren.

A Pirelli parou sua produção de pneus para a atual temporada.

Os pilotos, inclusive os principais nomes, deverão ter seus salários reduzidos.

A questão do teto de gastos ganhou força. A Ferrari se opõe a ideia.

Ninguém sabe direito o que fazer como restante de 2020. A Liberty está
com carta branca para decidir.

Toto Wolff acha que dificilmente haverá provas antes do outono do
hemisfério norte.

Enquanto isso, destoando, Lawrence Stroll traz a Aston Martin de
volta aos holofotes com fábrica nova em Silverstone e motores Mercedes.

Há muitas incertezas neste cenário catastrófico.

Fica em casa!

Por fim.

Pra ajudar, um passatempo.




sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Alpha & Ômega
























A imagem de um carro estampado com o nome da Benetton se faz necessária.

Pois este post fala sobre a decisão da Red Bull de mudar o nome da
Toro Rosso para Alpha Tauri em 2020.

(pode saber que as outras equipes já aprovaram)

Acho que todo mundo já sabe que a Alpha Tauri se refere a uma parte
do império dos energéticos que se dedica ao mundo da moda.

Moda...

Fórmula 1...

Benetton...

Pegou o lance?

E daí?

Tipo assim.

A Benetton deixou suas marcas na categoria máxima do automobilismo.

Um ícone.

Que deu os primeiros dois títulos para Michael Schumacher.

Lembrando que o alemão montado numa Benetton perseguia Senna
em Ímola, antes do acidente que matou o brasileiro em 1994.

E venceu a prova.

Simbólico.

Indicando uma nova era que viria.

A marca italiana trouxe sua identidade e controvérsia para o mundo
do automobilismo.

Vendendo um estilo de vida.

Um pensamento.

Uma ideia.

E é exatamente o que a Red Bull quer resgatar com a decisão.

Interessante que a marca austríaca também trilhou um caminho semelhante
ao da Casa de Luciano Benetton.

Trazendo algo muito maior que apenas um patrocínio.

E assim como o outro, um projeto vitorioso.

Entretanto a Fórmula 1 sugou a alma da Red Bull.

(mais uma semelhança com a Benetton)

O diferente se tornou mais um.

Uma equipe de primeira linha, claro.

Porém sem refletir um algo mais.

A Alpha Tauri vem para um renascimento.

Raiz.

Para ganhar dinheiro.

(lógico!)

Com um tempero para dar sabor ao que está insípido.

Barulho, moda, mídia.

Talvez, com um pouco mais de ousadia e dinheiro, até um salto competitivo.

Tirando do baú um velho sonho.

De dominar as pistas com duas escuderias.

Atenção.

Os próximos passos apontarão a direção que a coisa seguirá.

Inclusive não ficaria surpreso se anunciassem a contratação de um piloto
talentoso em meados de 2020 para comandar a Alpha Tauri em 2021.

E além.

Novo e promissor.

Assim como fez a Benetton.


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Familie
























Personagem da semana.

Jean-Éric Vergne.

Entre Gasly, Albon e Kvyat, um primo distante precisa ser lembrado.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Olhando



























A Red Bull Honda está surpreendendo.

Com uma máquina rápida e confiável, Max Verstappen está lutando
mais vezes por vitórias.

Não.

Não acredito que o título de Lewis Hamilton esteja ameaçado.

A Mercedes é um carro de exceções.

Em certos momentos, em certas circunstâncias, o bólido prateado não
é um foguete comparado aos outros.

E isso não poderá atrapalhar sua trajetória vitoriosa em 2019.

A Ferrari?

A lentidão gritante na Hungria não deixa dúvidas que Lina está doente.

O SF90 possui problemas aerodinâmicos, de temperatura e consumo
de combustível.

As próximas duas etapas, Spa-Francorchmaps e  Monza, devem favorecer
a Scuderia Italiana.

Se acontecer.

Mesmo assim é muito pouco.

A categoria máxima do automobilismo pode ser definida numa palavra.

Continuidade.

E neste ponto está chave do sucesso.

Perceba que, quando há oportunidade, Toto Wolff contrata um engenheiro
ou projetista da Ferrari.

Por que?

Porque a mão-de-obra especializada é escassa na Fórmula 1.

De vez em quando o Burti não comenta na TV que aquele engenheiro
que apareceu na tela trabalhou com ele mil anos atrás?

É isso.

Se continuidade é a palavra, A Red Bull e a Mercedes estão em vantagem
sobre a Ferrari para 2020.

Basta evoluir,

Aperfeiçoar.

Os italianos precisam inventar.

Acho (um pensamento, sem adivinhações, claro!) que Verstappen poderá
brigar pelo título na próxima temporada de forma real.

Adrian Newey não costuma perder oportunidades.

E a Honda deve estar enxergando a chance de voltar a triunfar e por isso
não vai poupar recursos.

Talvez testemunhemos experimentos escandalosos com a Toro Rosso nas
últimas etapas...

Sim.

O ano de 2020 promete.

Menos para Romain Grosjean e Robert Kubica.

Parece que já deu pro francês.

E o polonês (apesar do dinheiro) tem um concorrente talentoso
(e com mais dinheiro ainda) olhando pro seu lugar: Nicholas Latifi.

No aguardo.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Red Bull, Honda e McLaren






























Você já sabe da confirmação do acordo entre Red Bull e Honda.

Mas talvez existam coisas que não são do conhecimento de todos.

O contrato é por quatro temporadas.

Dois anos com uma opção para mais dois anos.

A unidade de força japonesa já entrega tanta potência quanto
a da Renault.

A Honda cresce hoje sob o olhar de Mario Ilien e o chefe de engenharia
Axel Wendorff.

Este último contratado entre as fileiras da Mercedes.

Entre motores e dinheiro vivo, os japoneses colocarão 300 milhões de euros
por ano na casa dos energéticos (Red Bull / Toro Rosso).

Sem nomear o motor, a Aston Martin continuará como patrocinadora.

A McLaren?

Perdeu a grana e deixou de ser uma equipe de fábrica.

Porém o fato de atender todos os desejos de Fernando Alonso deve estar
compensando tudo, não?

terça-feira, 8 de maio de 2018

Mercado e uma ou outra coisa






























Fiquei com a sensação de algo fora do lugar.

A vitória de Fernando Alonso com a Toyota nas 6 horas de
Spa-Francorchamps foi estranha pra mim.

Nada contra o Endurance.

Muito menos contra o grande talento do espanhol.

Mas estava tudo errado.

Coadjuvantes para todos os lados.

Dividindo os carros com figuras obscuras.

A montadora japonesa lutava contra o vento e a imprevisibilidade.

Só.

Me lembrei das partidas espetaculosas dos Harlem Globetrotters.

Todo mundo sabia como iria acabar.

Parte da imprensa espanhola estava histérica.

Pior.

Mike Conway (com o outro Toyota) deixou bem claro na pista quem
era o mais rápido.

Ordens são ordens.

E Flavio Briatore deve ter definido bem o roteiro na minuta que gerou
o contrato de Ferdi com a montadora da província de Aichi.

Assim, na quadra belga, Conway estava defendendo o Washington Generals.

O time que é sempre surrado pelos heróis do Harlem noite após noite ao
redor do planeta.

Foi um ensaio.

O objetivo é Ferdi brilhar no palco de Le Mans.

Na Fórmula 1 a coisa apita diferente.

Briatore caça um lugar para que Alonso tenha chance de uma última vitória
na categoria máxima do automobilismo.

Pois está claro que nada vai acontecer sob o teto da McLaren.

O empresário italiano já procurou as protagonistas do circo.

Na Mercedes Briatore tenta romper o vínculo de Valtteri Bottas e encaixar
seu pupilo.

Niki Lauda está sentado ao fundo da sala com um olhar de reprovação
sombrio diante da possibilidade.

É clara a sua oposição.

O velho campeão que sobreviveu as chamas acha que Alonso fará mal
ao sólido ambiente da equipe.

Ao se virar para a Ferrari, Flavio delira.

Fernando para o lugar de Kimi Raikkonen?

Não.

Pela conversa, ele acha que a Scuderia Italiana deveria substituir Sebastian
Vettel pelo Herói das Astúrias!

Parei.

Não.

Tem mais.

Briatore também pisou na Red Bull.

Daniel Ricciardo não tem espaço.

Portanto deixaria sua casa e Alonso mediria forças com Max Verstappen.

Flavio acredita que Ferdi é mais confiável que a estrela holandesa.

E que o filho de Jos precisa ainda amadurecer.

Um acordo para Alonso ser algo como o tutor do rapaz.

Ferdi se aposentaria em duas temporadas e Max, preparado, assumiria
o posto de primeiro piloto dos energéticos e brilharia solitário na próxima
década.

The End.

Parece desespero?

É isso mesmo.

Por outro lado, Cyril Abiteboul (chefe da equipe Renault) se volta para
Daniel Ricciardo.

Os franceses sabem que está na hora de buscar o ponta de lança de seu projeto.

Até aqui Carlos Sainz Jr. está perdendo na comparação com Nico Hulkenberg.

Me lembrei de Sergio Perez e Jenson Button uns anos atrás nas fileiras da McLaren.

Hoje o mexicano pergunta a razão de nenhuma das grandes citar seu nome.

Sainz Jr. precisa se cuidar para que a história não se repita em sua carreira.

Já Ricciardo não precisa provar mais nada.

Creio que um bom acordo (longo e lucrativo) o moveria para o lado amarelo da
força.

Ah, sim.

A Renault não foi procurada.

E também não pensa em Alonso.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

As Brumas de Milton Keynes






















Na imagem acima.

O passado e o futuro lado a lado.

Ainda esperando pelo início da temporada.

A Red Bull segue numa bruma indecifrável.

Newey apresentará um milagre?

A unidade de força da Renault vai brilhar?

Por outro lado a Mercedes caminha tranquila.

Toto Wolff e sua trupe esperam que a confiabilidade e potência continuem
ao seu lado.

O objetivo são os sete títulos de Schumacher.

A Ferrari?

Em Maranello procuraram reduzir o peso de tudo no motor.

Funcionou.

Nos testes a macchina mostrou mil cavalos.

E tudo foi bem no túnel de vento.

Atenção.

Os novos bólidos de Vettel e Raikkonen miram a pole position.

Largar em primeiro é a prioridade.

Na atual F1, no equilíbrio, ninguém ultrapassa.


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Contratos, Poderes e Afins


























Tempo faz falta.

E é dinheiro.

Realmente.

Queria ter mais para escrever no Blog.

Falando nisso.

Lewis Hamilton deve estabelecer um novo acordo com a Mercedes em breve.

Casamento inabalável.

As duas partes buscando de forma feroz os números de Michael Schumacher.

O atual contrato de 2015 se encerra em 2018.

O novo acordo deverá ir até 2020.

A base girará em torno de 40 milhões de euros anuais.

Um pouco menos.

Um fixo mais premiação por vitórias.

(proposta de Toto Wolff)

Ou um fixo mais bônus por título mundial.

Do outro lado da fronteira, a Ferrari ofereceu o mesmos 40 milhões / ano
para que Sebastian Vettel permanecesse.

Amplamente divulgado no paddock.

Seb recebeu 32 milhões de euros em 2017.

Sua proposta de extensão até 2020 (ainda em 2016) foi recusada pela
Scuderia Italiana.

Sergio Marchionne não aceitou que a ideia partisse de seu piloto.

E deixou o tempo passar.

(é dinheiro, lembra?)

A Ferrari é o mito e deve estar sempre no controle.

Entretanto duas coisas aconteceram.

A baixa performance de Margherita deu poderes para Vettel.

E a saída abrupta de Nico Rosberg.

Tudo isso levou a Mercedes entrar em contato com o multi campeão.

Estabelecida uma situação aberta com Valtteri Bottas (2017 / 18), Vettel
poderia estar numa das Flechas de Prata em 2019.

O início de 2017 muda o cenário novamente.

Gina se mostra competitiva.

A Ferrari se encontra numa situação delicado por ser o último ano de acordo
com Sebastian.

E o piloto ganha um protagonismo que influencia as negociações.

Com a vantagem, Vettel assina o contrato com Maranello.

Com cláusulas de saída!

Assim, até o seu final (2020), o piloto precisará acionar sua opção a cada verão
europeu.

Ao contrário do que Marchionne queria, Vettel possui a decisão de permanecer,
ou não, nos próximos anos de acordo com a performance de seu bólido.

Uma situação inusitada.

Buscando uma alternativa, os italianos se moveram em direção à Max Verstappen.

Porém o holandês optou pelo projeto da Red Bull até o início da próxima década.

Ficando em casa.

Onde foi criado.

E já conhece tudo e todos.

Querendo construir uma carreira sólida num ambiente familiar e seguro.

Esperto.

Você deve estar pensando que o menino será tratado como primeiro piloto.

E acho que não estará errando.

Sem conseguir o garoto prodígio, a Ferrari foi até Daniel Ricciardo.

Pelo menos viu um grande sorriso depois de perceber que as duas máquinas
vermelhas poderão estar com seus cockpits vazios em janeiro de 2019.



quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Clipping



























Não adianta inventar.

Não há muitas histórias novas para contar.

Sempre tem alguma coisa aqui e ali.

Mas nada muito relevante.

Alonso renovar com a McLaren é notícia?

OK.

Existem alguns rastros.

Fumaças.

Notícias que estão amadurecendo.

Mas é preciso ver o cenário clarear.

Enquanto isso, umas notinhas.

Kubica

Robert Kubica testou com a Williams (2014).

Paul di Resta esteve por perto para efeito de comparação.

Me disseram que o polonês pode aparecer em um treino livre no Brasil
ou em Abu Dhabi.

A briga é com Felipe Massa.

Contra Kubica vejo três coisas.

Primeira.

A Williams quer dinheiro e perguntou se haveria a possibilidade de Robert
trazer um novo patrocinador.

(estratégia comercial antiga - lembra da Susie Wolff?)

Segunda.

A Renault não abandonou à toa seu projeto com ele.

Os franceses fizeram um investimento para testar a viabilidade do piloto
e desistiram.

Terceira.

O risco.

Não sabemos como o mundo da Fórmula 1 reagiria caso Kubica se envolvesse
em um acidente grave com outro piloto durante uma prova oficial.

Volta

Pascal Wehrlein pode estar retornando para o DTM na próxima temporada.

Laranjas

Interessante ver a Red Bull oferecer um projeto de longo prazo para Max
Verstappen.

Ouvir o Horner falar em construir o time ao redor do holandês, foi surpreendente.

Fica claro que existe uma proposta séria de outra escuderia.

Penso na Ferrari, como já escrevi.

Outros falam na Mercedes.

Lembrando que Max só foi para a Red Bull porque não havia um lugar disponível
nas Flechas de Prata.

Batalha

A Mercedes entrou com uma nova acusação sobre a unidade de força da Ferrari.

Aquela história da queima de óleo.

Parece que os italianos acharam uma solução engenhosa com dois tanques com
óleos diferentes que seriam misturados apenas no modo qualificação.

2018

A Mercedes estuda a possibilidade de apresentar um projeto totalmente novo
para o W09 em relação ao W08.

Uma mudança de conceito.

Resumindo, um carro mais curto.

(semelhante a dupla Red Bull / Ferrari).

O que poderia trazer dificuldades nas primeiras provas do ano que vem por conta
de uma ideia tão nova.

Empolgado

Brendon Hartley viu seu mundo virar de cabeça para baixo.

Eu sei que o cara venceu as 24 horas de Le Mans.

Mas a Fórmula 1 é maior do que tudo.

A oportunidade na Toro Rosso pode se transformar numa vaga em 2018.

Pra quem estava se movendo para a Indy...

Por Fim

Tantos nomes citados e ninguém lembrou de chamar o Nasr para o jogo.



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Dissonia

























Cuidado.

Pois é sempre difícil falar do futuro.

Cenários desenhados costumam mudar.

Acontece.

Mas é impossível deixar passar em branco as movimentações nos bastidores.

A Red Bull sabe que Max Verstappen está no mercado.

Para 2019.

A Ferrari tem tudo para ser seu destino final.

Já há uma proposta em torno de 25 milhões de euros por temporada.

Acordo plurianual.

Formando uma dupla fortíssima com Sebastian Vettel.

Sonho antigo.

Lembro que Maranello tentou ter em sua casa Seb e Fernando Alonso.

O espanhol deveria ficar com Felipe Massa apenas uma temporada...

(lembre que o brasileiro teve seu lugar ameaçado também por Robert Kubica)

Independente de qualquer decisão sobre Max, Vettel segue o plano.

Reconquistar o mundo novamente quatro vezes seguidas.

(2017-20)

Desta vez com a Scuderia Italiana.

Existem outros ruídos vindos de Milton Keynes.

Daniel Ricciardo está sob contrato até 2018.

O time dos energéticos se move para buscar uma alternativa para seu nome.

Assim como Verstappen, o australiano tende a trocar suas cores.

Uma voz me diz para olhar para a McLaren.

Porém o apelo de um time de fábrica deve falar mais alto.

Eu acredito que o cockpit da Renault estará esperando o garoto sorridente.

Como Carlos Sainz Jr. será apenas emprestado para os franceses, retornará
para a Red Bull ocupando uma das vagas.

Tudo isso apenas analisando o plano de fundo que está ainda num rascunho.

Efeito da insone corrida de madrugada?

Pode ser.

Em 2013 foi assim também.

Clique aqui para Lembrar

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Clipping


























Uns anos atrás...

Ferrari

As atualizações feitas pelos italianos nas últimas provas mostraram que houve
uma mudança na liderança da corrida armamentista.

O carro vermelho é melhor hoje.

Além das melhorias aerodinâmicas, o bólido da Scuderia Italiana possui agora
um sistema de refrigeração mais eficiente.

O que significa uma margem maior para ganho de potência.

A equipe parece ter achado também o equilíbrio na suspensão.

Havia dificuldade para achar o acerto ideal.

O que justifica a diferença de performance entre Spa-Francorchamps e Monza.

Vettel está utilizando todas as inovações.

Criadas debaixo de sua tutela para seu estilo de pilotagem, o piloto alemão se
adaptou rapidamente.

Já Kimi Raikkonen encontrou dificuldades.

O preferiu continuar com a suspensão tradicional.

As duas soluções funcionam.

Houve também alteração no centro de gravidade dos carros.

Ao conseguir baixar o centro de gravidade a Ferrari alcança uma melhor
performance.

E os problemas da Malásia?

O tipo de composto utilizado é a causa.

Houve fadiga de material numa mangueira de carbono em ambos os carros.

A FIA autorizou o reforço, sem penalidade, para que melhore a confiabilidade.

Na visão de Sebastian, o título está em aberto pois ele acha que pode vencer
em todas as etapas daqui até o final.

De qualquer forma a Ferrari tem uma boa base para trabalhar em 2018.

É inegável notar que a presença de Vettel alterou os rumos da Scuderia Italiana.

O fato do time entregar Gina ao seu gosto, mostra seu trabalho e influência.

Ao enfrentar os problemas sem desqualificar seus engenheiros e técnicos e sim
reconhecendo o esforço, traz cumplicidade entre as partes.

Perdemos juntos e vencemos juntos.

Uma filosofia que lembra Michael Schumacher.

Trabalho incessante.

Época em que a Ferrari podia testar e ocupava quatro circuitos ao mesmo tempo
para cavar décimos de segundos.

E colecionar vitórias.

Red Bull e Renault

Max Verstappen venceu.

O time dos energéticos colocou a conquista na conta da aerodinâmica.

Parece que o carro se move sem qualquer unidade de força...

Limites

Falando nisso.

Amarrado pelo contrato, Max Verstappen espera por 2018.

No ano que vem a Red Bull precisará cumprir cláusulas de desempenho para
manter o piloto holandês.

Os interessados no passe do jovem estarão atentos.

Poder

A Renault quer estar entre as grandes.

Apesar do ruído das adversárias, o tal Budkowski está indo mesmo para as
fileiras francesas.

A resposta para a insatisfação dos outros?

"Não estamos aqui para fazer amigos."

A empresa também vai alocar mais recursos em seu time de fábrica em 2018.

É a Renault entornando dinheiro na Fórmula 1.

Cadeiras

A Williams vai testar Robert Kubica e Paul di Resta.

Felipe Massa ainda é favorito para a vaga.

(as fontes dizem que a família Stroll não pode opinar no assunto)

Na Toro Rosso, Franz Tost queria na próxima temporada ceder o lugar de
Daniil Kvyat para Pascal Wehrlein.

(Wehrlein que conta com grande apoio de Toto Wolff na Williams)

Helmut Marko é contra.

Pierre Gasly deverá voltar para a Super Fórmula japonesa e Kvyat poderá
mostrar algum serviço em Austin.

Para não passar em branco.

Há um ruído.

Da Honda com Kubica e Toro Rosso.

O polonês foi muito bem no simulador de Milton Keynes.

Malaias

Valtteri Bottas foi sacrificado duas vezes.

Com o pacote aerodinâmico que não funcionou.

E ainda com a missão de segurar Vettel.

(obrigando o alemão a adiantar seu pit)

Daniel Ricciardo também não foi o mesmo.

Na comparação com Verstappen.

Explico.

O australiano usou o modelo antigo de suspensão e o seu companheiro o novo.

Em Suzuka ambos estarão com equipamentos iguais.

Por Fim

Depois da Caterham, foi a vez do GP da Malásia sumir do calendário.

A China quer outra etapa.

Tudo indica que com o novo acesso ligando a Hong Kong o destino deverá
ser Macau.