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terça-feira, 21 de junho de 2022

Flecha Lançada


 














Hoje aconteceu o desligamento de Jüri Vips do programa da Red Bull.

Injúria racial.

O piloto estava na academia dos energéticos desde 2018.

Foi graças a isso que ele conseguiu sua superlicença.

Após completar um teste de 300 km pilotando o Red Bull RB8.

Em Silverstone.

Estava como reserva da Alpha Tauri e da própria Red Bull.

Chegou a andar num treino livre nesta temporada de 2022 em Barcelona.

No lugar de Sergio Perez.

Interessante.

Hoje eu estava fazendo uma pesquisa e o nome de Vips apareceu.

Ia escrever algo no Twitter.

Pausa.

Já voltamos.

Estava olhando o investimento necessário para se chegar e permanecer na Fórmula 1.

Pilotos pagantes.

Lawrence Stroll colocou 380 milhões de reais na carreira de Lance até seu filho assinar um contrato como piloto titular na categoria máxima do automobilismo.

O valor extremo reflete o cuidado na preparação que envolveram testes particulares alugando a equipe Williams.

Uma coisa extremamente cara e complicada de se fazer.

Observei outro pagante.

Sergio Perez.

O piloto mexicano sempre teve ao seu lado a América Móvil.

Empresa controladora da A1,Telcel, Infinitum e Claro.

Uma gigante das telecomunicações.

E a razão de Perez ter tido oportunidade e ainda permanecer na Fórmula 1 até hoje.

Falo isso pois a carreira dele é cinza.

Tem um título na segunda divisão da Fórmula 3 Britânica em 2007.

Quem venceu a primeira classe daquele ano foi Marko Asmer.

E um vice campeonato na antiga GP2 em 2010, sua segunda temporada.

Para você lembrar, a taça ficou com Pastor Maldonado.

Depois veio a Fórmula 1.

Sauber, McLaren, Force India/Racing Point e Red Bull.

Nenhuma equipe menor como Caterham ou Marussia.

Talento?

Ele é piloto de verdade.

Mas a culpa de obter bons contratos vem da mala com cerca de 100 milhões de reais que ele entrega anualmente para quem o contrata.

De volta.

Lembra do Marko Asmer?

O nome dele está umas linhas acima.

Ele chegou a ser segundo piloto de testes da BMW Sauber na Fórmula 1 em 2008.

Sua carreira embolou por não ter dinheiro.

Rodou Superleague e deu passos atrás. 

Como a GP3.

Sem recursos, encerrou o sonho.

Continuou envolvido.

Estoniano, ele cuida da carreira de um compatriota.

Inclusive nasceram na mesma cidade, Tallinn.

Quem?

Jüri Vips!

Vips está na F2, conseguiu a superlicença e teste na Fórmula 1 porque a Red Bull fez acontecer.

Acabou.

Asmer deve estar ciente do que aguarda seu pupilo.

Ele sabe o que é automobilismo sem o apoio financeiro.

A alegria de ter visto Vips substituir Perez numa oportunidade única se transformou somente naquilo que poderia ter sido.

Mas que nunca se realizará.

Pois poucos possuem um mecenas, um pai rico ou uma escuderia que acredita em seu potencial.

Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: 

a flecha lançada, 

a palavra pronunciada 

e a oportunidade perdida.

Marko Asmer deve estar explicando isso para Jüri Vips.



Cl

quinta-feira, 11 de março de 2021

A Saga de Lawrence















Começamos nas vésperas do outono europeu.

O ano era 2014.

Caterham, Marussia, Sauber e Lotus estavam em maus lençóis financeiros.

Lawrence Stroll estava caçando uma escuderia na Fórmula 1 para chamar de sua.

Durante a demanda, Gerhard Berger era seu guia.

Lotus e Sauber foram eleitas.

Bernie Ecclestone se aproximou do empresário canadense e sugeriu que ele pedisse conselhos para um velho conhecido.

Flavio Briatore.

O italiano, empresário de Fernando Alonso (já voltamos no piloto), apontou a Lotus.

O que se revelou ser mais difícil.

Havia o cheiro do dinheiro de Pastor Maldonado derramado por todos os cantos da equipe.

Era um empecilho.

A Sauber, parceira da Ferrari (academia de Lance), se mostrou mais viável.

Já no final daquela temporada (2014), Stroll e Peter Sauber não se entenderam.

Nem com quase 80 milhões de euros sobre a mesa.

O tempo passou.

Chegamos até 2017.

Com Lance conduzindo a Williams, seu pai apontou cada vez mais seus canhões para o time de Frank.

Na Casa de Grove, ele falou para Claire sobre uma proposta ousada.

Trazer Fernando Alonso (eu disse que ele voltaria) para correr ao lado de seu filho e ainda aumentar seu aporte financeiro na tradicional equipe.

Lawrence bancaria o salário de Ferdi (25 milhões euros) e assinaria um cheque de 40 milhões de euros para a Williams.

Claire recusou.

Em 2018 Stroll estava encantado pela Haas.

Pelo modelo seco.

Assim ele tornou a falar nos ouvidos da filha de Frank.

Um cheque de 80 milhões de euros, uma parceria mais estreita com a Mercedes e um sensível corte nos gastos (demissão de 200 cabeças).

A Williams ainda acreditava no sonho de ser grande sozinha.

E novamente disse não.

O fim nós já sabemos.

Lawrence foi embora e montou seu acampamento na conturbada Force India.

Nascia a Racing Point.

A ideia de ter a dupla de pilotos formada por Alonso e Stroll seguia no horizonte.

Além das pistas, Stroll queria repetir o sucesso da Tommy Hilfiger na marca Kimoa do piloto espanhol.

O horizonte seria 2020 por causa de acordos firmados com Sergio Perez.

O acidente em Austin e as declarações de Alonso sobre Stroll (piloto amador) acabam com tudo.

Palavras são flechas lançadas.















Briatore deve ter coçado a cabeça.

As temporadas de 2019/2020 foram de investimentos no time.

Stroll queria brigar pelo terceiro posto já em 2020.

Conseguiu.

Com a chegada dos novos regulamentos, o objetivo era estar sempre no pódio.

Acordos firmes de patrocínio foram selados (BWT).

Toto Wolff se tornou o melhor amigo.

A intimidade era tanta que, em Gstaad na Suíça, até tramaram um plano B (uma nova categoria) com Ecclestone e Montezemolo, caso a Liberty não atendessem seus interesses.

Stroll já investiu mais de 150 milhões de euros com a Racing Point.

A cartada final veio com a Aston Martin.

Direito de usar por 10 anos deste nome tradicional do mundo do automobilismo na Fórmula 1.

Com 17% de controle da marca.

Selou a parceria com Wolff e a Daimler.

E ainda possui 120 cabeças para construção de sua própria unidade de força.

Com projeção para apresentar o primeiro protótipo ainda nesta temporada.

Stroll construiu sua escuderia. 

Com um nome inquestionável.

Boas parcerias.

E com Sebastian Vettel.

Um piloto experiente, agregador e que caiu do céu graças a uma doideira da Ferrari.

Sorte?

Pode ser.

Mas sabemos que sem preparo, nem a sorte ajuda.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Fim de Festa?






















Nas palavras de Jens Marquardt (diretor da BMW), os tempos dos rios
de dinheiro correndo no automobilismo chegaram ao fim.

O que eu acho?

Não sei.

Minha experiência diz que o mercado de luxo sempre sofre menos do
que os demais.

E a Fórmula 1, por essência, faz parte desse mundo exclusivo.

As grandes marcas precisam de canais de divulgação e a categoria máxima
do automobilismo é excelente para isso.

Outra coisa.

"Nenhuma equipe corre um sério risco financeiro."

Disse outro dia Helmut Marko da Red Bull.

"Porque em caso de emergência, há um plano para fornecer assistência
econômica e as equipes receberão apoio financeiro se necessário."

Sei que desde a época de Bernie Ecclestone há uma ideia de fundo para
resgate emergencial.

Dinheiro que é oriundo de duas partes

Das equipes de fábrica e dos direitos de televisão.

Cerca de 200 milhões de euros.

Li sobre cortes na McLaren.

A Pirelli parou sua produção de pneus para a atual temporada.

Os pilotos, inclusive os principais nomes, deverão ter seus salários reduzidos.

A questão do teto de gastos ganhou força. A Ferrari se opõe a ideia.

Ninguém sabe direito o que fazer como restante de 2020. A Liberty está
com carta branca para decidir.

Toto Wolff acha que dificilmente haverá provas antes do outono do
hemisfério norte.

Enquanto isso, destoando, Lawrence Stroll traz a Aston Martin de
volta aos holofotes com fábrica nova em Silverstone e motores Mercedes.

Há muitas incertezas neste cenário catastrófico.

Fica em casa!

Por fim.

Pra ajudar, um passatempo.




domingo, 17 de março de 2019

Austrália 2019



























Ensaio

De cima para baixo.

Escaldado.

Lewis Hamilton declara sua preferência por Valtteri Bottas como
seu companheiro para 2020.

Ao invés de trocá-lo Esteban Ocon.

Pode ser.

Entretanto ter um piloto como Bottas sem contrato e que não tem
nada a perder ao seu lado durante toda esta temporada não deve
ser um bom negócio.

A frase de Valtteri mandando "se ferrar*..." no rádio e a desobediência
ao buscar a volta mais rápida ligaram o alerta.

Depois.

Stroll não é tão ruim e Kvyat merecia um pouco mais de paciência.

Na outra.

A alegria da Honda com a família Red Bull.

Só penso na McLaren.

Abrindo mão do dinheiro e de ser um time de fábrica.

Por fim.

A Williams é um poço de escolhas e caminhos equivocados.

(haverá um post em breve)

Talvez ser um Time B assumido poderia ser uma solução imediata.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Malaias





























Retratos.

O crepúsculo do GP da Malásia.

Azul, mas a força é Ferrari.

O bueiro que quase matou Romain Grosjean e deu um prejuízo de 750.000 euros
para a Haas.

E o guarda-chuva da sorte (?) de Toto Wolff.

Por fim.

A tendência (90%) é que tudo permaneça como está em 2018...


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Clipping






























A ideia da Renault para a próxima temporada da Fórmula E.

Categoria que possui mais mídia que velocidade.

No asfalto é tipo uma Fórmula 4.

Fica a dica que devemos ver uma Renault com detalhes diferentes
também onde interessa.

Na Fórmula 1.

Malásia

Tá lembrando que é a primeira pista projetada por Hermann Tilke?

O traçado teoricamente favorece a Mercedes.

Mas as Flechas de Prata não reclamariam se uma chuva diminuísse
a temperatura.

A Ferrari deverá vir com tudo.

Precisa.

O quarta versão da unidade de força italiana está na bagagem.

Não sei se será utilizada aqui ou no Japão.

A Mercedes eu sei.

Motor 3 nos treinos livres e a unidade mais nova (quatro) estará equipando
os carros de Hamilton e Bottas no qualifying e corrida.

A Scuderia Italiana apresentará um bólido com mudanças aerodinâmicas.

Enquanto que a Red Bull vai torcer por erros das duas líderes.

Equilíbrio.

Troca

Todo mundo já sabe que Daniil Kvyat cederá seu lugar para Pierre Gasly
na Toro Rosso.

Acronis, o patrocinador do piloto russo, diz que será apenas em Sepang
e Suzuka.

Marca que coloca dois milhões de euros por temporada no time de Faenza.

Historinha esquisita.

Vou te falar que fizeram um acordo com Gasly esperando que Carlos Sainz Jr.
fosse para a Renault no lugar de Jolyon Palmer.

Só que Palmer não abriu mão de seu posto.

(eu disse que havia um contrato)

Os franceses ofereceram um caminhão de dinheiro para Palmer largar
o osso.

Recusado.

(houve uma contra-proposta..)

No papel de escola, a Toro Rosso pode fazer essas doidices.

Mas o alinhamento de 2018 deve ser com Kvyat e Gasly mesmo.

Palmer sonha com a Williams.

Nobuharu Matsushita (Honda) deve ficar na reserva por conta da
super licença.

E o outro japonês, Nirei Fukuzumi, mira o futuro.

A Vaga na Williams

Quem será o companheiro de Lance Stroll no ano que vem?

Robert Kubica, Felipe Massa ou Jolyon Palmer?

A equipe de Grove queria que Kubica testasse em Suzuka.

Explico.

Stroll esteve no Japão duas vezes nas últimas semanas conduzindo
o carro de 2014.

Parte de seu programa de treinamento.

A Williams queria aproveitar e experimentar Kubica.

A família Stroll vetou.

Há favorito para a vaga?

Acho que não.

Existe azarão.

Pascal Wehrlein.

Williams Porsche

É o caminho para 2021.

Inicialmente a marca alemã entraria como fornecedora.

Entretanto uma compra é dada como certa no futuro.

Force Racing

O nome preferido era Force One.

Porém a semelhança com F1 impediu a Force India de usar a primeira
opção.

Parceria

Red Bull e Aston Martin selaram o acordo.

A marca inglesa se torna assim a principal patrocinadora do time dos
energéticos até 2022.

A estimativa é de 30 millhões de euros / ano.

Com a parceria, Milton Keynes desenvolverá modelos esportivos de rua
para a Aston Martin.

Motor?

A Aston Martin (Red Bull) e a Cosworth (McLaren) deverão desenvolver
uma solução conjunta nos próximos anos.

Saindo da dependência de outras fabricantes.

A Toro Rosso (vendida) deverá se tornar equipe de fábrica da Honda.

Por Fim

Como tudo poderá ficar ao final da música.

Fabricantes

Ferrari

AMG Mercedes

McLaren (Cosworth)

Red Bull Aston Martin (Aston Martin-Cosworth)

Renault

Honda (adquirindo a Toro Rosso)

Williams (Porsche)

Ford (???)

Clientes

Sauber Alfa Romeo (Ferrari)

Force Racing (Mercedes)

Haas (Ferrari)








quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Italianas




























Retratos.

O colorido da vitória.

Curva decisória.

Uma geração que está passando.

Passeio.

E ainda há esperança.

Por fim.

A primeira fila.

Há muito tempo atrás...


sábado, 2 de setembro de 2017

Time After Time












































Chuva.

Poderia ser pior.

Uma classificação histórica para Lewis Hamilton.

Os números contam.

O talento também.

Foi o piloto inglês o responsável por melhor gerenciar os pneus nas condições
adversas de Monza.

Diferente de Valtteri Bottas que não contou com a mesma facilidade.

Mercedes e Ferrari  foram pro qualifying molhado com setup para pista seca.

Porém a Scuderia Italiana fez ainda mais ajustes do que o time das Flechas
de Prata.

Os italianos apostam tudo no sol de domingo depois de uma sexta-feira difícil.

O trabalho noturno foi intenso.

Esperamos que Gina responda.

Duro será lidar com a Force India e a Williams (motores Mercedes) numa
pista que clama por potência.

As filiais conseguiram ótimos resultados no grid apostando tudo nos ajustes
radicais para o asfalto encharcado.

Sem ressalvas, excelente resultado para Esteban Ocon e Lance Stroll.

Nada melhor que dar tempo ao tempo, não?


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Clipping



































Tudo indica que o campeonato de 2017 será decidido nos detalhes.

A impressão deixada pela Ferrari em Spa-Francorchamps assustou a Mercedes.

Sebastian Vettel e Gina não deixaram Lewis Hamilton respirar.

O time das Flechas de Prata precisou fazer malabarismos para impedir a vitória
dos vermelhos.

A jogada do quarto motor prateado na Bélgica para continuar usufruindo da regra
antiga do consumo de óleo pareceu brilhante no primeiro olhar.

Porém seria inocente pensar que há idiotas na Scuderia Italiana.

O limite de consumo de óleo perde importância perante a possibilidade de
desenvolvimento que trará melhor confiabilidade e potência para Gina.

E a próxima atualização da Scuderia Italiana pode decidir de vez quem ficará
com o título desta temporada.

A evolução apresentada por Maranello em Spa-Francorchamps, principalmente
após as dificuldades de Silverstone, se deram por culpa da mecânica e design.

Houve trabalho duro para atingir a perfeição no trabalho de suspensão.

A Ferrari voltou a ser aquele carro perigoso do início do ano.

Sim.

Em Monza a Mercedes continua favorita.

Mas não pode cometer nenhum erro.

Como gosta de dizer Helmut Marko, Vettel já sentiu o cheiro de sangue.

Privilegiados

Apenas três pilotos completaram todas as provas de 2017 até aqui.

Sebastian Vettel, Lewis Hamilton e Esteban Ocon.

Toro Rosso

Sean Gelael estará conduzindo pelo Time de Faenza nos treinos livres de
Cingapura, Malásia, Estados Unidos e México.

Parece que alguém está preparando um piloto para o ano que vem, não?

Toro Rosso 2

A Red Bull parece estar dificultando o acordo entre a Toro Rosso e a Honda.

As discussões então avançadas.

O que tem pegado é a questão financeira.

Os japoneses sonham em continuar com a McLaren.

Mas os cabeças da família dos energéticos entendem que a Honda está sem
opções e endureceram o jogo.

(eles querem vender a Toro Rosso, OK?)

A McLaren quer a Renault.

A Renault (através de Alain Prost) diz ser um negócio inviável.

Tem mais pimenta.

Há outros interessados na Toro Rosso.

O pai de Sean Gelael (dono da KFC da Indonésia) é um deles.

A indonésia é um mercado com uma população maior que a brasileira num
espaço quatro vezes menor.

Outro é a Ferrari.

Faenza é logo ali e seria uma ótima solução para o retorno da Alfa Romeo.

A Honda precisa se decidir.

Sauber

Charles Leclerc vem vindo.

Pascal Wehrlein está saindo.

Dos Males

Vão trocar elementos no carro e ele deverá assim enfrentar punições no grid
de largada.

Entretanto a situação está tão esquisita para Max Verstappen que se ele
conseguir terminar a corrida em Monza já está bom.

Renault

Cyril Abiteboul disse com todas as letras que não quer Fernando Alonso vestindo
amarelo.

A razão é que o time ainda está em construção e um piloto frustrado não agregaria
nada.

Ferdi está queimado.

Por outro lado veio a notícia que Robert Kubica deverá conduzir o bólido da equipe
de Viry-Chatillon / Enstone no treino livre da Malásia.

Dilema

Fernando Alonso colocou a McLaren para escolher entre ele e os benefícios que
recebe da Honda.

Um problema que oferece duas soluções, sendo ambas insatisfatórias.

Fácil

Com os pneus mais largos e o downforce do carro atual, Vettel afirmou que passar
pela Eau Rouge ficou bem mais tranquilo do que em anos anteriores.

Falastrão

Depois de ter dito que Vettel não gostaria de ser seu companheiro de equipe
na Mercedes, Hamilton diz que abriu mão de seu sonho de pilotar pela Ferrari
após a renovação de Sebastian.

Emoção

Foi legal ver Mick Schumacher com a Benetton em Spa.

E ele se preparou.

Foram dois dias de testes para não fazer feio.

Reforço

Quem também testou foi Lance Stroll.

Em Hockenheim o piloto da Williams afiou as garras num modelo de 2014.

Novas Praças

Argentina e Vietnam se apresentaram como opções para o calendário da
Fórmula 1.

Os hermanos chegam com o retorno do Autódromo Oscar Alfredo Gálvez
numa nova configuração.

Uma alternativa para o Brasil.

Já os vietnamitas ofereceram as ruas de Hanói.

Assim como os dinamarqueses já fizeram com Copenhagen.

Bate-Bate

Depois de ter dito que Sergio Perez tentou assassiná-lo duas vezes em Spa,
Esteban Ocon se desculpou pelas palavras numa nota.

Por fim

Faz tempo.

Mas a primeira vez num Fórmula 1 deve ser inesquecível.













sábado, 26 de agosto de 2017

Alonso, Williams e os Strolls























A notícia que invadiu o paddock em Spa-Francorchamps falava sobre
a negociação entre Fernando Alonso e a Williams.

Quem acompanha o Blog não está surpreso.

Explico.

Desde 2015 vigiamos os passos de Lawrence Stroll na Fórmula 1.

E você já havia lido aqui que foi Flavio Briatore quem mostrou os
caminhos para o bilionário canadense.

Nesta temporada detectamos a aproximação do time de Claire e Frank
em direção ao piloto espanhol.

(Post de 18 de maio de 2017)
























Pois bem.

Uma proposta está sobre a mesa.

E o pai de Lance Stroll está por trás de toda operação financeira.

Salário em torno de 26 milhões de euros / ano para Ferdi sair da McLaren.

Além disso há mais um presente para a Williams.

Um aporte de 40 milhões de euros em 2018 para a escuderia britânica.

(um aumento de 25% em relação ao valor de 2017)

Claro.

A segundo cheque de Lawrence é para manter seu filho.

A McLaren, que espera a decisão da Honda (com Mario Ilien), e
também negocia abertamente com a Renault, ganhou uma rival na
briga pelo Asturiano.

Movimentos interessantes.

Conclusão.

Existe uma vaga na Williams (Felipe Massa) e pode surgir uma na
McLaren.

Estaremos atentos.








sexta-feira, 7 de julho de 2017

Clipping


























Quem será o campeão de 2017?

Kevin Magnussen deixou a pergunta sem resposta...

Paz

Não.

Pausa.

O duelo Vettel x Hamilton subiu um tom.

Dose de Realidade

Outro dia comentei que o custo para um piloto ir do Kart até à Fórmula 1
gira em torno de seis milhões de euros.

Pois bem.

Christian Horner tratou de lembrar isso para Carlos Sainz Jr.

O piloto espanhol fez um balão de ensaio com declarações que deixavam
em aberto seu futuro para a próxima temporada.

Não colou.

Horner (que é seco como o deserto do Atacama) respondeu na tampa.

O diretor da Red Bull declarou que Sainz Jr. só está na Fórmula 1 graças
ao investimento do time do energético.

E ainda que o piloto está sob um contrato que o vincula até 2019.

Uma dose de realidade pra quem acha que sem dinheiro alguém poderia
alcançar um cockpit na F1.

Testes e Testes

Falando nisso, a Williams tratou de rebater as afirmações de Jacques Villeneuve.

Villeneuve criticou seu ex-time por organizar testes particulares em um carro
de 2014 para o Lance Stroll.

Ele acha injusto Stroll ter esse privilégio por conta do dinheiro.

Claire Williams não enxerga malefícios em aprimorar o jovem piloto de sua
escuderia.

Interessante que Villeneuve esqueceu o passado.

Mas eu lembro.

Antes de ingressar na F1, Jacques rodou mais de 6.000 km com a própria
Williams durante sua preparação para sua estreia na categoria máxima do
automobilismo.

Treinos Livres

O mexicano Alfonso Celis Jr. (Force India) e o russo Sergey Sirotkin (Renault)
estiveram conduzindo no Red Bull Ring.

Vários interesses envolvidos.

Xerox

A Haas vai utilizar a unidade com especificação mais recente da Ferrari na
Áustria.

Promessa de um desempenho melhor.

Eu só queria ver o time de Grosjean e Magnussen desenvolvendo e buscando
soluções aerodinâmicas diferentes da Scuderia Italiana.

Só copia.

Alonso

"Eu estou feliz com meu companheiro de equipe."

"Eu prefiro Kimi."

Lewis Hamilton e Sebastian Vettel.

Respectivamente.

Time dos Sonhos

O comandante da  McLaren, Zak Brown, revelou como seria seu time ideal.

Pilotos: Ayrton Senna e Mario Andretti.

Chefe de equipe: Colin Chapman.

Projetista: Adrian Newey.

Motor: V12.

Escuderia: McLaren.

Onde?

Numa pista de rua: Nova York.

Dica

Está com dinheiro?

A Mercedes vai vender um W04.

Bólido que foi guiado por Lewis Hamilton e Nico Rosberg em 2013.

Você sabia?

Que até aqui, a Force India é a equipe que mais rodou em 2017?

Que Vettel e Hamilton são os pilotos que possuem mais giros?

Que a Red Bull é a escuderia que possui menos voltas?

E que Verstappen rodou menos que Fernando Alonso?

Novas Fronteiras

Uma etapa na Dinamarca é praticamente certa no calendário da F1
nos próximos anos.

Pista de rua com forte apoio estatal.

A rua também deve abrigar um futuro segundo GP nos Estados Unidos.

Futuro

Muitas presenças significativas na discussões sobre as novas unidades de
força a partir de 2020.

Audi (Domenicali), Porsche, Alfa Romeo, Aston Martin, Cosworth, Ilmor
e McLaren Automotive.

Além, claro, de Honda, Ferrari, Mercedes e Renault.

Várias ideias sobre a mesa.

Um único mapeamento de motor para cada final de semana.

Sem diferença entre classificação e corrida.

Conceito híbrido mais simples (sem o complicado MGU-H).

Ross Brawn falou sobre diminuição nas punições por troca de componentes,
aumento do número de motores a serem utilizados e o cuidado para evitar
longas supremacias.

O Trabalho para o Retorno de Kubica

A Renault não consegue esconder a empolgação.

Alegria

Fernando Alonso é a prova que felicidade é momento.

Ou seja, nada tem a ver com uma média matemática e muito menos com
o passado.

Bicampeão mundial e com salários exorbitantes ao longo dos anos, poderíamos
avaliar que o espanhol é feliz.

Ganhos obtidos, diga-se de passagem, graças a habilidade de Flavio Briatore
em costurar bons acordos.

Os anos na McLaren sem poder lutar por vitórias têm sido uma decepção.

Por isso ele se oferece (sem condicionantes!) para os times que estão no
topo.

Horner (Atacama...) afirma que só se Ferdi for para GP2, pois na Red Bull
não há lugar.

Niki Lauda se mostra horrorizado com qualquer possibilidade do Asturiano
ir parar na Mercedes.

A Ferrari permanece em silêncio.

É uma espera.

Relato

"Eu estava ao lado de Mika Hakkinen no avião.

Na nossa frente estava Sebastian Vettel.

Escrevia todos detalhes técnicos em um caderno.

E ele havia acabado de vencer a corrida.

Virei para Mika e comentei.

O cara ganhou e continua trabalhando duro."

Toto Wolff.

O mesmo que acredita que Vettel é um dos fatores que possibilitaram
o salto da Ferrari em 2017.

Por Fim

A arte de Elia Bonetti.


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Azeris





























Retratos.

Imagens do Azerbaijão.

O castelo que deveria ser conquistado.

Daniel Ricciardo mergulhando na felicidade.

A família cheia de orgulho com Lance Stroll.

E a fronteira.

Ensaio.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Clipping



































Tudo francês.

Fala Baixo

A sutileza é uma das coisas que me levaram a comentar notícias no Blog.

Achava interessante como certas coisas passavam em branco nos sites de
informação apesar de se poder ver claramente que havia algo mais em uma
nota ou numa entrevista.

Ninguém disse nada.

Mas houve uma mudança evidente no comportamento de Carlos Sainz Jr.
nas últimas semanas.

Nada a ver com sua desastrosa participação no Canadá.

Falo de antes.

O espanhol se comportava como se a Toro Rosso / Red Bull estivesse
podando sua carreira.

Inclusive impedido sua mudança para a Renault ou outra escuderia de
primeira linha (Ferrari?).

Pois bem.

Sainz Jr. declarou agora que está muito feliz onde está e ainda que vai
esperar por uma oportunidade na Red Bull.

O que alterou o pensamento do piloto de 22 anos?

Acho que primeiro alguém deve tê-lo aconselhado a não explodir pontes.

Ainda mais quando se está em cima delas.

Segundo que o mercado não está para peixe.

A vaga na Renault (Palmer) está lotada de bons candidatos.

E outras portas de fábrica parecem fechadas.

Na McLaren, se Zak Brown fosse substituir Vandoorne (por exemplo),
o nome no topo da lista é o de Lando Norris.

Mercedes e Ferrari vão bem, obrigado.

E aqui entre nós ninguém sonha com Haas ou Sauber.

Terceiro.

Pra piorar, existem sombras dentro de casa.

Na própria família do energético.

Pierre Gasly está ralando como nunca no simulador de Milton Keynes.

E Sebastien Buemi não esconde de ninguém o desejo de retornar para
a categoria máxima do automobilismo.

O campeão da Fórmula E saltou de alegria com o convite de liderar o
teste da Red Bull / Pirelli em Paul Ricard no final de julho com o atual
carro (RB13).

Lembrando que Buemi é terceiro piloto do time.

E que ambiente dentro da Toro Rosso não é bom.

Os dois pilotos titulares estão em constante atrito.

Ninguém é obrigado a tolerar a insatisfação de ninguém.

Ainda mais quando existem opções próximas e fáceis.

Talvez Sainz Jr. tenha percebido que primeiro precisa sobreviver
para depois evoluir.

Rosberg e a Ferrari

Toto Wolff levantou a hipótese numa entrevista.

Em dezembro do ano passado o Blog já havia cogitado a mesma coisa.

Mas como dissemos meses atrás, deveríamos estar sob certas condições.

Vettel indo para a Mercedes seria uma delas.

A fala de Wolff visa mais tumultuar o ambiente da Scuderia Italiana.

Astúcia de Toto.

Posso afirmar (hoje) que Raikkonen está bem perto de outra renovação.

Assim como Sebastian.

Convidado

Rosberg pilotará novamente uma Mercedes F1 (2014) em Goodwood
no próximo mês.

Uma oportunidade de ver novamente o atual campeão mundial na pista.

Tudo Meu

Lewis Hamilton revelou que a Mercedes está mais unida do que nunca na
luta contra a Ferrari.

"Todos os engenheiros estão dando o máximo."

É bom ter uma equipe, depois de tantos anos, só pra si novamente.

Stroll

"Ele está fazendo um bom trabalho.

Com apenas 18 anos e tantas críticas, eu sei que a temporada tem sido
difícil para ele."

Lewis Hamilton

O mesmo que chamou o carro da atual Fórmula 1 de surreal, de tão difícil
que é de controlar.

(Clipping 02.05.2017) Zelo*

O cuidado excessivo de Sebastian Vettel na largada facilitou a vida de Valtteri
Bottas em Sochi.

Deve ser considerado um erro do piloto da Ferrari não ter modificado sua linha
de forma mais agressiva para defender sua posição.

Isso pode ser visto também em certas atitudes de Lewis Hamilton.

A atenção demasiada de ambos é reflexo de um campeonato que tende a ser
decidido nos detalhes.

Sem riscos desnecessários.

Pois deixar de marcar pontos pode ser doloroso demais.

Uma brecha para os intrépidos.

*...continua valendo!

Machucada

Como era e como ficou o carro de Vettel após os incidentes de largada em
Montreal.

Foram 60 giros com dois décimos de perda a cada volta.

Fez a conta?

Gina é valente.














Kubica

O piloto polonês mostrou que está pronto para um retorno para a F1.

Entretanto os próximos passos não dependem mais dele.

A Renault precisa primeiro esclarecer seu plano para FIA.

(todos os testes foram elaborados pela marca do diamante)

E aí a entidade determinará se há condições de segurança para Kubica
correr todo o campeonato.

Se tudo der certo, a Renault será o time mais amado do grid.

E o braço bom de Robert ficará lesado de tanto conceder autógrafos.

Um tempo para a Honda

Cresce o barulho sobre a McLaren trocar a Honda pela Mercedes.

Alguns colocam uma possibilidade inusitada.

O time inglês usaria as unidades de força alemãs apenas por uma
temporada (2018).

Retornando com os japoneses no ano seguinte (2019).

Dando um espaço para o desenvolvimento.

Sei que tem contrato, multa e que a marca do Japão, que está sim
recebendo ajuda externa, não está gostando nada dessa conversa.

Só confusão.

Vou falar que esse troço pode dar qualquer coisa.

Qualquer coisa!

Vingança

No início da atual temporada, durante a apresentação das equipes,
Cyril Abiteboul da Renault alfinetou a Force India e a Haas.

O francês afirmou que a temporada seria para aqueles que tivessem mais
recursos.

E que as duas escuderias citadas não teriam meios de fazer frente perante
a competição na Fórmula 1 em 2017.

Chegou a dizer ainda que todo orçamento da Force India já teria se esgotado
somente para construir os carros.

Vijay Mallya (que negou qualquer negociação com Brabham) não gostou.

E rebateu na tampa ao chefe da Renault.

"Bem, boa sorte para ele.

Talvez ele venha a ter que engolir suas palavras.

Nossa equipe não está preocupada com a quantidade e sim com a qualidade."

OK.

O tempo passou.

Sete etapas já foram realizadas em 2017.

A Force India tem 71 pontos no mundial de construtores enquanto que a
Renault tem 18.

Prato frio.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Russas


























Retratos.

Bottas nos lembrando o quanto é difícil obter conquistas na Fórmula 1.

Em casa: Daniil Kvyat.

E Lance Stroll. Ainda na sombra.

Abaixo.

Dia seguinte a sua vitória.

Valtteri conduz a Mercedes numa exibição na Hungria.

Ensaio.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Russia - 2017






















"Espero que esta seja a primeira vitória de muitas.

Meu objetivo é ser campeão do mundo!"

Valtteri Bottas.

É sempre interessante ver um novo vencedor.

O piloto da Mercedes foi impecável na corrida em Sochi.

Largou de forma fantástica.

Um relâmpago ao passar por Raikkonen e Vettel.

Conduziu com maestria.

O bólido construído pela Mercedes é excelente.

Mas ele não admite erros.

Precisa da sensibilidade para os ajustes no setup.

A janela de troca dos pneus é apertada.

Por isso levar os pneus até a hora exata de troca é importantíssimo.

Valtteri faz isso de forma superior ao ser comparado com a estrela do time.

Lauda já havia confidenciado nos treinos livres.

"Bottas conduz a Mercedes melhor que Hamilton, por isso é mais rápido."

Wolff concluiu o pensamento.

"O setup (ajuste do piloto) de Lewis está errado em algum lugar, o que causa 
diferença entre companheiros. 

Está acontecendo em todas as equipes."

Vale notar que as mudanças nas condições de temperatura causaram problemas
para todos.

Adaptar-se se fez necessário.

Alguns jornalistas que frequentam paddock durante toda a temporada foram duros
com Lewis nas críticas.

Falaram em apatia.

E sobre ele ter sido derrotado facilmente pela adversidade.

Bottas está muito ajustado com seus novos engenheiros desde o começo deste ano.

Exercitou cada saída para eliminar suas fraquezas e erros de largadas do passado.

Trabalha duro esse finlandês.

Fica claro que o sucesso não está vindo por sorte.

Hamilton precisa responder rapidamente na próxima etapa.

A Ferrari não esperava a derrota.

Não foi muita surpresa os dois carros vermelhos na primeira fila.

Estava no plano.

A pista russa é bem difícil de ultrapassar.

Começar na frente parecia ser a receita infalível.

Nos testes do Bahrein os olhos mais atentos detectaram que a Scuderia Italiana
alterou várias configurações em suas máquinas.

Principalmente a parte frontal.

Em busca da pole position.

OK.

Entretanto faltou combinar com os alemães.

Vettel fez de tudo para vencer, mas Bottas estava em seu dia.

Na emoção, Seb foi até deselegante com Massa.

Massa riu.

Entende a sede por vitórias.

Os outros?

Perez e Ocon continuam pontuando com a Force India.

O mexicano (pilotos) e sua equipe (construtores) lideram a segunda divisão.

Mais uma vez Grosjean teve um final de semana embaçado.

Stroll conseguiu terminar a corrida.

O canadense admitiu ter dificuldade com as configurações do carro da Fórmula 1
e a gestão dos compostos da Pirelli.

E ainda ter que lidar com pistas desconhecidas.

Podemos afirmar que Felipe tem ajudado muito o novato no seu aprendizado.

Lembrando que todos esperam pela nova Red Bull.

Um tempo para Adrian Newey.

Alonso ficou a pé novamente.

Se a Honda não mostrar uma evolução real nesta temporada, ele vai embora.






















terça-feira, 28 de março de 2017

Clipping




























Imagem feita em Le Mans.

1967.

Motores e Afins

As pessoas, vendo o drama da Honda, questionaram se não teria sido possível
a marca japonesa copiar o modelo da unidade de força da Mercedes que
trabalhava nos carros da McLaren ao invés de adotar um conceito original

A resposta é não.

A relação entre as fabricantes e suas clientes é muito peculiar.

Primeiro que todos os componentes e peças da unidade de força são construídos
dentro das fábricas.

Brixworth (Mercedes), Maranello (Ferrari) e Viry-Chatillon (Renault).

As equipes que resolvem adquirir uma dessas unidades recebem os desenhos
e especificações assim que o projeto para o ano seguinte é concluído.

Nesse instante cada cliente pode então ajustar seus carros para envelopar
o motor.

Repare a vantagem das fabricantes.

Elas constroem seus bólidos numa interação única.

Numa interdependência entre a aerodinâmica e a unidade de força.

Já as clientes fazem na verdade adaptações em seus chassis.

Geralmente as escuderias clientes só recebem suas unidade de força na
pista.

A cada final de semana.

Todos os motores tem o mesmo design (time principal e clientes).

O software que regula as especificações de limite de funcionamento do motor
também é igual para todos.

Isso determina quantas voltas podem ser feitas em cada modo do motor e
define as margens operacionais de segurança.

Interessante que durante um final de semana de GP, a empresa responsável
pelos fluidos e combustível monitora o tempo todo o desempenho tanto da
equipe principal como das clientes.

Centenas de amostras são recolhidas pelos técnicos durante os dias de testes,
qualifying e corrida.

Tudo isso ajuda entender o desgaste do motor e traçar os limites operacionais.

Ao término de cada etapa todas as unidades de força (time principal e clientes)
são inspecionadas e seladas.

Dependendo do tempo elas retornam para a fábrica ou são enviadas para a
próxima sede de GP.

(veja a dificuldade em se tentar roubar um projeto)

A interação entre as informações do time principal e as clientes ajuda a melhorar
o desempenho.

Daí se percebe a importância de se ter clientes.

Mais informação.

Assim a chance de se tomar as melhores decisões aumentam.

Fumaça e Fogo

Durante os testes de Barcelona a Red Bull acusou a Mercedes de usar óleos no
combustível para melhorar o rendimento do motor.

Como as unidades de força da Fórmula 1 funcionam num sistema fechado, a
possibilidade de utilizar óleo como combustível aumentou.

Isso violaria as regras que limitam os produtos químicos que podem ser utilizados
para alimentar os motores.

A Mercedes negou que houvesse feito tal ação.

E Toto Wolff declarou que a Time dos Energéticos estaria vendo fantasmas.

Pois bem.

No paddock de Albert Park ficou claro que a fonte da informação utilizada
pela Red Bull foram técnicos e engenheiros que trocaram a Mercedes por
outras equipes nos últimos anos.

Repare que as fontes estão no plural.

Ninguém mais duvida que a prática era corriqueira na Mercedes durante a
classificação.

Com a denúncia, as diferenças entre os tempos de largada não deverão ser
mais tão gritantes.

Formiga e Cigarra

Niki Lauda sempre teve obsessão pela perfeição em seu trabalho quando
era piloto.

Cuidava do físico numa época em que poucos pensavam nisso.

Perseguia o detalhe.

Não havia vitória sem esforço, sem testar de forma exaustiva.

Ao olhar Kimi Raikkonen na Austrália, o velho homem não se conteve.

"Veja como está comodamente sentado com seus óculos de sol.

Não há uma gota de suor!"

Dó

Fiquei com pena do Ricciardo e seus problemas.

Cruel acontecer essas coisas em casa.

Também cortou o coração o abandono de Romain Grosjean.

Fez uma bela classificação (a frente da Williams) e chegaria fácil nos pontos.

Lance Stroll

Calma.

Trocas

A cada dia ferve mais o caldeirão McLaren / Honda.

Não importando as melhorias, algumas vozes importantes já dão o ano
de 2017 como perdido.

Yusuke Hasegawa reconhece a pressão da equipe e dos pilotos.

Um acordo poderia estar sendo costurado.

Veja algumas informações.

Primeira.

A McLaren poderia romper o contrato e indenizar os japoneses.

Com isso a Honda desembarcaria na Sauber.

E a escuderia de Woking novamente utilizaria os motores Mercedes.

Niki Lauda (contra) e Toto Wolff (a favor) parecem ainda discordar.

Segunda.

Force India (conversas mais adiantadas) e Williams (no início ainda) poderiam
trocar a unidade de força da Mercedes pela Honda.

Terceira.

(essa só aqui)

Surpreendentemente, a McLaren já sentou na mesa com a Renault.

Vamos ver o que vai sair desse balaio de gatos.

Colando Cacos

Interessante.

Na Austrália houve uma reaproximação entre Jos Verstappen e Toto Wolff.

Max foi um sonho que acabou para o contrariado chefe da Mercedes.

Nas tratativas, a opção de Verstappen pela Red Bull deixou mágoas.

Como eu disse, interessante.

Ultrapassagens

Na China deverá ser mais fácil, não?





















terça-feira, 21 de março de 2017

Um Tempo Para Stroll
























Um tema que precisava ser discutido por aqui antes do início da temporada.

Vamos do início.

Quem acompanha o Blog sabe que não é de hoje que havíamos detectado a sombra
de Lawrence Stroll sobre a categoria máxima do automobilismo.

Conduzido por Flavio Briatore (a pedido de Bernie Ecclestone), Lawrence buscou
uma forma de participar da festa.

Conversou com a Marussia.

Trocou ideias com a Lotus.

Bateu na porta da Sauber (tentativa de compra - auxiliado por Gerhard Berger).

Tomou chá na McLaren.

Por fim, no dia 4 de julho de 2015 comentamos sobre o acordo fechado entre
bilionário canadense e a Williams.

E ainda que o lugar de Massa estaria seriamente ameaçado na temporada
de 2017 por causa de Lance, seu filho.

O tempo passou.

E Lance Stroll desembarcou na Fórmula 1.

O sonho de Lawrence (um apaixonado por corridas) se realizou!

OK.

Só que nesse instante a coisa mudou de figura.

Pois o menino Stroll não estava mais no Kart ou na Fórmula 3.

Através do dinheiro, chegou ao ápice.

Nem tente argumentar.

Nada no automobilismo se compara com a Fórmula 1.

Quem disse isso foi Mark Webber.

Acredito na palavra do australiano que experimentou máquinas
maravilhosas após deixar a categoria máxima.

Incomparável.

E estar num clube tão exclusivo tem seu preço.

A cobrança dos leigos e especialistas é alta.

Uma piscina de tubarões.

Que Lance Stroll sentiu na pele durante os testes de Barcelona.

Vieram muitas críticas.

A maioria rasteira.

Impressionante como os sites de automobilismo são rasos.

E se repetem com uma empáfia de dar pena.

Replicando notícias sem sequer fazer uma pesquisa mais aprofundada.

Agregar valor para que a informação possa chegar, ao menos, mais
prazerosa.

Nada.

Passo.

Até que li uma ou outra boa análise.

Entretanto a maioria acusa Stroll de ser filho de um pai lotado de dinheiro.

E que não merecia estar onde está.

Mas eu fiquei pensando numas coisas.

Tipo assim.

Que o automobilismo sem dinheiro não existe.

Parafraseando.

Não há corridas grátis.

Alguém precisa pagar.

Outro dia Felipe Massa contou sobre sua alegria quando o pai dele
comprou seu primeiro Kart.

Quem pode fazer isso por um filho?

Como um pobre iria começar uma carreira nas pistas?

O pai de Hamilton se desgraçou financeiramente, deixando de lado
até mesmo o irmão de Lewis nos primeiros anos, apostando que ele
poderia brilhar.

Até que um dia Ron Dennis abraçou e conduziu o restante da vida do
talentoso piloto.

E se a McLaren não tivesse feito isso?

Até onde iria Lewis sem grana e com seus parentes em sérias dificuldades?

Nas campeonatos de Kart para os mais novos na Europa, trinta garotos
andam trocando posições na frente separados por décimos.

Embolados.

Falando apenas dos promissores.

Penso como um menino brasileiro vai sair daqui sem grana para disputar
roda a roda no velho continente com uma galera que não está ali para
brincadeira.

Vai ficar sonhando que um Ron Dennis irá aparecer e apontar o dedo?

Quero dizer que é preciso haver uma base financeira sólida para que
haja continuidade.

Evolução.

E, aí sim, estar preparado para a oportunidade.

Mas alguém precisa bancar.

Bancar tudo.

Falamos de Hamilton.

Coisa de maluco.

Nos últimos seis meses antes de sua estreia na Fórmula 1, Lewis rodou o
equivalente a 24 GPs em testes com carros da McLaren nas mais diversas
pistas.

Programa pesado e caro de preparação.

Outro exemplo.

Sebastian Vettel.

Piloto milimetricamente moldado para a Fórmula 1 pela Red Bull.

A turma do energético criou uma equipe e um piloto.

Vettel é uma máquina programada para vencer desde o Kart.

Contemporâneo do alemão nas categorias de base e companheiro de time,
o brasileiro Átila Abreu revela que tudo era diferente com Sebastian.

Além da Red Bull, havia o apoio da BMW e Michael Schumacher.

Carros a disposição e estrutura.

"E ainda ele era muito talentoso, muito rápido e competitivo ao extremo.

Todos nós sabíamos que seria impossível ele não chegar até a Fórmula 1."

O dinheiro é essencial.

Para a preparação.

Para a trilhar o caminho.

Mais.

Repare que não basta apenas ter facilidades na conta bancária.

É preciso um planejamento detalhado para forjar um vencedor.

As pessoas certas precisam estar envolvidas no projeto o tempo
inteiro.

Cito o caso de Matheus Leist.

O campeão da F3 Britânica que nesta temporada se mudou para os
Estados Unidos e desembarcou na Indy lights.

A justificativa para a mudança?

O programa Mazda Road para Indy dá mais oportunidades para se
tornar um piloto de corrida profissional.

Simples.

Mais fácil por lá.

A concorrência é duríssima do outro lado do Atlântico.

Leist enfrentou Lando Norris.

Hoje Norris está com sua carreira vinculada a McLaren.

Entre os dois, quem você acha que possui mais chances?

Mesmo com dinheiro (família rica) e boa assessoria, o brasileiro
percebeu que não havia uma linha definida para seu futuro dentro
da Europa.

Difícil.

A FIA tentou privilegiar o talento com o sistema de pontuação da
Super Licença.

Com isso o piloto precisa mostrar resultados consistentes agora.

Note que ao final de tudo, o talento define até onde o piloto pode ir.

Citei os exemplos de Hamilton e Vettel de forma proposital.

São casos de sucesso.

Compare os resultados desses dois, que foram sempre tratados como joias,
com outros de sua geração que não tiveram os mesmos privilégios antes e
que chegaram até a Fórmula 1 sem estar tão preparados.

Recorde as dificuldades de Romain Grosjean.

E os problemas de relacionamento de Paul di Resta com seus engenheiros.

Somente para exemplificar.

Voltemos ao novato.

Enxergo Lance Stroll como um rapaz de família rica sendo preparado nas
melhores escolas.

(Hamilton e Vettel teriam sido bolsistas?)

Durante sua infância foi monitorado por Hugo Mousseau até adolescência.

A partir daí Luca Baldisserri (ex-engenheiro de Schumacher) assumiu até
sua chegada na Williams.

Acabou colecionando vitórias.

Stroll recebeu a melhor formação.

Foi educado para entender a linguagem dos engenheiros e analisar o
desempenho do carro.

Sabe como lidar com a mídia e os patrocinadores.

(falando nisso, Stroll colocou a fabricante de aviões Bombardier entre
os apoiadores da Williams em 2017)

Teve aulas de estratégia de corrida e acesso a programas de computador
projetados para melhorar reflexos e visão periférica.

Simuladores não possuem segredos para ele.

Sua preparação física é executado sob o olhar de Ville Vihola.

O mesmo que trabalhou por quatro temporadas com Lewis Hamilton
na F1.

Mousseau entrega que Stroll segue a risca a equação para ser campeão
mundial.

Imagino a equação.

Dinheiro + Preparação + Perseverança + Força + X = Conquistas

Lance Stroll precisa mostrar agora perseverança para superar as
dificuldades e a desconfiança que cerca seu nome.

Que possui força e cabeça para aturar comparações com um companheiro
experiente como Felipe Massa.

E, enfim, que consegue obter resultados.

O tempo também vai revelar se ele possui o elemento X.

Que é o mais importante.

Talento.