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quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Willy Mairesse






Fotos da carreira do belga Willy Mairesse.

Um vencedor.

Porém infausto.
 
Suas conquistas?

Targa Florio, 500 km de Spa-Francorchamps e 1000 km de Nurburgring.

São apenas algumas.

No seu tempo o piloto tinha seu talento provado em diversas categorias.

Rally, Turismo.

Endurance.

E Mairesse era talentoso.

E não tinha medo.

Pilotava no limite.

E às vezes até ultrapassava a razão.

Por isso vemos sua biografia lotada de acidentes.

E uma participação irregular na Fórmula 1.

Em Spa, 1962, após uma batalha épica com Trevor Taylor, Mairesse foi jogado
pra fora de sua Ferrari após capotar.

O carro pegou fogo.

E Mairesse, mesmo encontrado sem as calças e os sapatos, escapou com poucos
ferimentos.

Sua paixão era transparente.

Seu semblante antes das largadas assustava alguns de seus pares.

Era a vontade de vencer.

E o público sempre adorou esses tipos.

São amados.

Eu sei.

Gilles Villeneuve e Nigel Mansell são bons exemplos.

Qualquer post aqui falando mal do Leão é sempre recebido com vaias!

Mairesse pertencia a essa linhagem.

Porém lhe faltava aquele algo mais para atingir a genialidade.

E isso o destruiu por dentro.

No início de 1963, Phil Hill havia feito a previsão.

A briga interna na Ferrari entre John Surtees e Mairesse acabaria trazendo
erros forçados.

Mairesse foi a vítima da história.

Em Nurburgring o ferimento no braço foi grave demais.

E o deixou um ano longe das pistas.

E da Ferrari.

Ele ainda voltou aos circuitos.

Diferente.

Mais amargo.

Ciente que seu tempo havia passado.

Em Le Mans, 1968, aconteceu o golpe final.

A porta de seu Ford GT voou pelos ares.

Mairesse ficou 15 dias em coma.

Até para voltar a realizar os gestos mais simples precisou da fisioterapia.

O homem sobreviveu mas sua alma estava morta.

Um ano depois ele foi de trem até Ostende, no litoral da Bélgica.

No hotel, escolheu um quarto com vista para o mar.

E tomou uma decisão após anos de lutas e pouca sorte.

Com uma overdose de pílulas para dormir ele resolveu partir.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Raiz
















































O Blog voltando a suas origens.

De cima para baixo.

Primeira.

James Hunt e Niki Lauda juntos.

O primeiro já havia sido campeão em Fuji.

A imagem é de 1978.

Segunda.

Resgate histórico.

O início da aventura da Honda na Fórmula 1.

Terceira.

Spa-Francorchamps numa visão diferente.

Quarta.

Monte Carlo.

Bruce McLaren com a mão na massa.

Entretanto um vazamento de óleo acabaria com seu final de semana.

Quinta.

Ickx conversando com Frank Williams.

Empurrado pelo motor Ford, o piloto belga não conseguiu sequer classificar
seu bólido para a etapa em Long Beach.

Falta de sorte?

Jacky Ickx então é um azarado que venceu seis vezes as 24 horas de Le Mans,
o Rally Dakar e foi campeão na Can-Am.

Pilotou pela Ferrari, Williams, Brabham, Ligier, McLaren e Lotus na F1 e
subiu no degrau mais alto do pódio da categoria máxima do automobilismo
em oito oportunidades.

Coisas ruins também acontecem.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Belgas


























Retratos.

A luta pelo título.

Caricaturas.

E um Schumacher novamente acelerando em Spa-Francorchamps.

Abaixo.

O ser humano nunca decepciona.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Bélgica - 2017


























Foi uma vitória maiúscula de Lewis Hamilton.

Dura.

Surpreendente pela maneira.

Pois Spa-Francorchamps era uma pista que teoricamente deveria confirmar
o favorecimento ao carro da Mercedes.

Não foi assim.

Do início.

Desde os testes na Hungria, Ferrari e Red Bull apresentaram mais inovações em
seus bólidos do que as Flechas de Prata.

Mesmo assim a Mercedes chegou na Bélgica com um novo motor.

O quarto da temporada.

Porém sem apresentar uma diferença muito grande em relação ao anterior.

Poucos cavalos a mais.

Nos treinos livres a Scuderia Italiana e o time dos energéticos experimentaram
configurações diferentes com cada um de seus pilotos.

Sendo que a Ferrari guardou algumas novidades testadas em Hungaroring que
não vieram na mala.

A Mercedes conseguiu uma melhor acerto no composto mais duro do final
de semana.

Já a Ferrari se entendeu com os três tipos de borracha fornecidos pela Pirelli.

Isso revelou que a distância estabelecida em Silverstone havia caído.

Mais equilibrada do que na Inglaterra, a máquina italiana mostrou-se poderosa
em ritmo de corrida.

Cenário definido.

Mercedes favorita para a pole position (graças aos poucos cavalos a mais) e
Ferrari pronta para a corrida.

Hamilton no sábado confirmou a posição.

Restava agora o que viria no dia seguinte.

Domingo.

Sebastian Vettel e Gina perseguiram Hamilton desde o início.

O alemão domava seu corcel vermelho esperando a decisão do box da Mercedes.

A Ferrari possuía ainda ultra softs novos para calçar.

Lewis sofria com seus pneus na parte final.

Principalmente com o superaquecimento.

Bolhas.

Se fosse para a parada, Vettel seguiria para a vitória.

Uma situação delicada para o piloto inglês.

Então veio a sorte.

A Force India resolveu a questão após Sergio Perez e Esteban Ocon se
acharem.

O Safety-Car caiu do céu para Lewis.

Pneus novos e seu mapeamento de motor trouxe uma potência a mais nos
momentos decisivos de ameaça.

Vitória.

Mas Toto Wolff não se excedeu.

Spa era pra ter sido um passeio.

Se Gina só perdeu no qualifying, como Hamilton poderá levantar a taça do
campeonato?

No lado da Ferrari fica a certeza de que as batalhas dos sábados precisam
ser vencidas.

O resto?

Daniel Ricciardo fez sua parte de forma bonita.

Mesmo com punição, Kimi Raikkonen foi bem.

A gente sempre espera mais de Valtteri Bottas.

Nico Hulkenberg foi o primeiro após o hiato das grandes desta temporada.

Romain Grosjean, testando a nova unidade da Ferrari, veio em seguida.

Felipe Massa apagou o desastre das preliminares e alcançou os pontos.

Esteban Ocon, que acusou Perez de tentar assassiná-lo duas vezes e depois
se desculpou pelas palavras, colocou a Force India na zona de pontuação.

Carlos Sainz Jr. fechou os que levaram pontos para casa.

Sainz não me encanta, mas cumpre bom papel.

Campeonato de Construtores embolado.

Williams, Toro Rosso, Haas e Renault continuam separados por poucos
pontos.

Lembramos de Max Verstappen e suas repetidas quebras.

E Fernando Alonso.

O espanhol perguntou se havia possibilidade de chuva e depois abandonou a prova.

Me pareceu humilhado por sofrer sucessivas ultrapassagens grosseiras sem a cortesia
do DRS.

Por fim.

Os números.














quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Clipping

























Assim como nos anos anteriores, Kimi Raikkonen foi mais uma vez confirmado
na Ferrari.

Último campeão vermelho.

Não se pode criticar sua tocada.

Pois a pole position em Mônaco coloca todos os argumentos dos que não gostam
da condução do finlandês no lixo.

Raikkonen permanece por não haver um substituto claro entre os novos.

Destaques estão sob contrato.

E Romain Grosjean ou Sergio Perez seria trocar seis por meia dúzia.

Sem falar nos riscos do imprevisível.

Decisão compreensível.

Também Ficam

Stoffel Vandoorne na McLaren e o projetista James Key da Toro Rosso.

Um poderia ficar sem lugar.

E o outro se mudar para a Williams.

Ferrari

Há otimismo e cautela em Maranello para o restante do campeonato.

Existe a previsão de melhorias para a Bélgica e Itália.

(claro que a Mercedes também não vai ficar parada)

A razão indica que não se pode confiar em vitórias.

Sebastian Vettel trabalhará na diminuição dos danos.

Chegar em segundo em Spa Francorchamps e em Monza seria ótimo.

Olhando as circunstâncias.

Mercedes

Lewis Hamilton devolveu a posição para Valtteri Bottas na Hungria.

Nas entrelinhas fica claro que a confiança do time prateado é enorme.

Nas contas (deles), o campeonato é do inglês.

Comparação

Na Haas.

Grosjean quase sempre se qualifica melhor.

Entretanto a quantidade de posições ganhas por Kevin Magnussen a cada
largada chama atenção.

Na Renault.

Jolyon Palmer tem sido em média pouco mais de um segundo mais lento
que Nico Hulkenberg no sábado.

A equipe diz que ainda vai analisar derradeira parte do ano para decidir se
Palmer fica ou não em 2018.

Conversa.

Só um incentivo para ver se o piloto consegue alguns pontos para melhorar
a situação dos franceses no mundial de construtores.

Na Sauber.

Interessante.

Pascal Wehrlein aposta na agressividade da borracha para se destacar na
vitrine.

E sobre Marcus Ericsson.

Sua escolha quase sempre recai pelos pneus ultramacios na maioria das vezes.

Vapor

A Aston Martin não deverá estar presente na Fórmula 1 como uma fabricante
de motores.

Halo

A proteção escolhida pela FIA está dando dor de cabeça no paddock.

O motivo é que muitos começaram a desenvolver os bólidos da próxima
temporada apostando no outro modelo.

O tal Escudo.

Assim muitos projetos foram parar no lixo.

O giro dado por Vettel em Silverstone com o Escudo, e sua sensação ruim,
enterraram a ideia por enquanto.

A palavra do alemão tem peso dois.

Olho

Sabe o Nicholas Latifi?

O canadense da F2?

Então.

Minha Opinião

Estão quietos.

Porém a Renault deve ser um excelente lugar para se estar em 2018.

Newey Trabalha

A Red Bull apresentou dois modelos diferentes do RB13 em Hungaroring.

Daniel Ricciardo largou com um carro com uma distância entre eixos maior
do que a máquina utilizada por Max Verstappen.

Na nova configuração, Adrian Newey deixa o desenho mais semelhante ao
da Ferrari.

Sim.

Ainda longe dos longos Force India e Mercedes.

Curioso para ver se as diferenças para efeito de comparação estarão rodando
na Bélgica.

Unidades de Força

A Honda planeja trazer uma nova especificação em Suzuka para seu motor.

A conversa aqui é sobre potência.

Tentando fazer bonito em casa.

O plano é apresentar uma unidade mais poderosa que a da Renault no Japão.

Esperemos.

Spa-Francorchamps

As configurações dos carros para Spa deverão ser mais semelhantes aquelas
utilizadas em Silverstone.

Portanto as Flechas de Prata possuem vantagem.

Entretanto penso que com a evolução da Scuderia Italiana não veremos uma
vantagem tão gritante quanto foi na Inglaterra.

Lembre-se que houve testes nesse meio tempo.

A Red Bull fez uma escolha bem agressiva dos pneus se olharmos para suas
concorrentes.

Mesmo com a evolução não deveria ser páreo para Ferrari e Mercedes  na
Bélgica.

Talvez uma chuva para dar emoção...

Por Fim

No clima.


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Precedente



























Spa-Francorchamps.

2011.

Pastor Maldonado x Lewis Hamilton.

O piloto da McLaren recebeu apenas uma reprimenda pelo ocorrido.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Ódio




Os 1000 km de Spa-Francorchamps.

1970. 

Jo Siffert e Pedro Rodriguez armados.

Cada um com seu Porsche.

Chegando as vias de fato na descida que leva a Eau Rouge.

Pra sentir o clima, as palavras de Siffert sobre seu companheiro de escuderia:

"Esse pequeno sujo tenta sempre me tirar da pista."

Parece que havia muito mais coisa além de óleo e borracha no asfalto.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

1953
































Especial 1953.

De cima para baixo:

AVUS.

Daytona Beach.

Jean Behra com seu Gordini no México, corrida Panamericana.

O início de Brands Hatch.

E Spa-Francorchamps.

Temporada agitada.

Muita coisa acontecia ao mesmo tempo, não?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Tron


























A vitoriosa Sauber na temporada de 1988 do World Sports Prototype Championship.

Monstrinho empurrado por um motor Mercedes V8.

Duas vitórias lendárias.

Nos 1.000 km de Nurburgring,

E em Spa-Francorchamps.

Deixando na poeira Jaguar e Porsche.

Vale uma nota.

Acho essa pintura uma das mais legais da história do automobilismo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Pequenas Passagens





Nas imagens acima aparece o inglês Alan Stacey.

Sua estréia na Fórmula 1 se deu na temporada de 1958.

Em Silverstone.

Era considerado um piloto seguro e competente.

Conservador.

Não era pouca coisa.

Já que Stacey possuía certas desvantagens em relação aos seus pares.

Acredite.

Uma de suas pernas era mecânica.

Para passar nos exames físicos exigidos em Le Mans ele contou com ajuda.

Os outros pilotos fizeram um teatro para distrair e ludibriar os médicos.

Uma verdadeira loucura!

Porém sua morte nada teve a ver com sua deficiência.

Aquele final de semana na Bélgica já dava sinais que tudo daria errado.

Spa-Francorchamps.

1960.

Stirling Moss já havia sofrido um terrível acidente nos treinos.

Logo depois foi a vez de Mike Taylor.

O outro piloto da Lotus estava apenas indo até o local do sinistro ver como
estava seu companheiro.

A barra de direção de seu carro quebrou.

Taylor nunca mais andou na Fórmula 1.

No outro dia, durante a corrida, foi a vez de Chris Bristow.

Foi quando duelava por posição com o imprevisível Willy Mairesse.

Bristow perdeu o controle do carro na mesma curva onde Moss havia se
acidentado um dia antes.

A Burnenville.

A tragédia não paralisou a prova.

A pista belga queria mais sangue.

Chegou então a vez de Alan Stacey.

Quando se aproximou do mesmo local ele perdeu o controle.

Algumas pessoas que assistiam a prova notaram que um pássaro havia 
atingido seu rosto.

Provavelmente quebrou seu pescoço.

Uma fatalidade.

Agora, imagine.

Se com toda tecnologia atual dos capacetes, mesmo assim, Felipe Massa
apagou quando a mola solta do carro de Barrichello o atingiu.

Você acredita que houve alguma chance para o pobre Stacey 50 anos atrás?

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Tá doido!




Batalha: Raikkonen x Hamilton.

 Spa-Francorchamps. 2008.

(Box? Por que???)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Rascunho (e um pouquinho de história!)























Muita história!

Imagem da Eau Rouge.

Apenas dois anos após o fim da Segunda Guerra Mundial.

A Genni Capital (atual proprietária da Lotus) pretende vender o controle da equipe
para a Renault.

Porém o grupo de investimento deseja ficar ainda com uma parte da escuderia.

A Grand Prix Drivers Association (GPDA) colocou uma questão em sua pesquisa.

"Por favor, nomeie as primeiras cinco marcas ou empresas que patrocinam corridas,
equipes ou pilotos que vêm à sua mente no universo da F1."

O que deu?

Na ordem: Red Bull, Shell, Marlboro, Martini, Petronas, Santander, Pirelli, Ferrari,
Mercedes e Rolex.

Interessante que a Renault (ou Infiniti) não ficou entre as dez favoritas.

Repare também a força das marcas (Marlboro!!) que apoiam a Scuderia Italiana.

O energético (com dois times e um circuito particular no calendário) parece estar
tendo seu esforço e investimento recompensado, não?

A Williams reclamando que a abordagem da Ferrari sobre Bottas foi muito agressiva.

E que isso desestabilizou o piloto e o time.

Não sei vocês, mas a mim parece uma tentativa de justificar uma bela indenização.

Se alguém quiser comprar a Sauber da foto abaixo (que foi pilotada pela última
vez por Simona de Silvestro num teste em Fiorano), ela está à venda.

Preço?

250.000 dólares.






























A Haas (que em algumas semanas pretende começar a fabricação de suas peças)
está negociando atualmente com 10 pretendentes aos seus cockpits.

Leilão, né?

Por fim uma historinha.

Final da temporada de 1992.

Na Inglaterra, Flavio Briatore faz um convite verbal para Ayrton Senna.

A ideia é contar com a estrela na Benetton pelas duas temporadas seguintes.

Senna (que viu a raposa italiana tratar Piquet como um lixo) pede que a proposta
venha por escrito.

Assim não haveria espaços para brechas.

Briatore nunca retornou.

Sabia que não poderia atender os pedidos de Senna.

Flavio notou logo que a conversa era diferente com aquele ali.

Entretanto (no futuro) não faltariam Piquets no caminho do empresário...























sábado, 4 de abril de 2015

Eau Rouge
























Spa-Francorchamps.

A mítica Eau Rouge em dois momentos.

Durante os anos 40 e numa imagem mais recente.