terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Escolinhas
























O anúncio feito ontem pela Caterham não chamou muita atenção.

Mas é significativo.

A equipe de Tony Fernandes confirmou Gierdo van der Garde e Charles Pic
para a temporada de 2014.

Isso mostra que o time fez um acerto de longo prazo com a dupla.

Provavelmente com opções de renovação.

E daí?

A Caterham está se protegendo.

Com esse movimento evita o assédio de outras equipes.

Veja o caso da Force India.

O time foi surpreendido com a saída de Nico Hulkenberg para a Sauber.

Contava com o piloto para essa temporada.

Pior de tudo.

O adeus de Hulkenberg não rendeu nada aos seus cofres.

Como assim?

Voltemos um pouco no tempo.

Olhe o que aconteceu com Jenson Button.

Quando trocou a Williams pela Honda em 2005 sua saída colocou 40 milhões 
de dólares nos bolsos de Frank Williams.

O pensamento é simples se tomarmos como exemplo o passe de um jogador
de futebol.

As equipes que não colocaram uma cláusula de rompimento se lascaram.

Além da Force India, a própria Sauber foi outra que se deu mal.

Perdeu Sérgio Perez de forma gratuita para a McLaren.

Compensou um pouco com a chegada de Hulkenberg.

Mas podia ter levado algum com a ida do mexicano para debaixo das asas de
Ron Dennis.

A coisa fica mais estranha se lembrarmos da relação histórica entre as duas
equipes.

A McLaren, há mais de dez anos, pagou uma bolada a Sauber para ter
o talento de Kimi Raikkonen.

Podemos refletir que as expectativas sobre Button e Raikkonen eram
enormes já naquela época.

Seria o caso da Caterham ter toda essa preocupação?

Levando em consideração os recentes casos citados da Force India e da Sauber,
creio que sim.

Ferrari e Red Bull possuem programas contínuos para revelar estrelas.

A Lotus recentemente anunciou seu projeto de jovens talentos com
sete promessas.

A McLaren acabou de contratar o jovem piloto belga Stoffel Vandoorne 
para seus quadros.

São tentativas de achar novos Vettels e Hamiltons.

Se for um novo talento confirmado nas pistas e já com um pouco de 
experiência na Fórmula 1, melhor ainda não?

A chegada de novos nomes na categoria pode representar um risco para
as pequenas em termos de performance.

Porém se render frutos, e despertar o interesse de uma grande equipe,
poderia ser muito vantajoso financeiramente.

A Caterham pode ter mostrado um caminho interessante com um contrato
mais longo.

No caso dela estaria  dessa forma evitando perder além de um talento, também
um piloto que traz ótimos patrocinadores para a equipe.

Tomando novamente o exemplo do futebol, as equipes pequenas poderiam
ganhar como os clubes formadores de talentos.

Ou ainda alugar seus cockpits para amadurecer pilotos que necessitam de
experiência.

Abrindo portas para parcerias técnicas interessantes.

A vida das equipes pequenas não é fácil na Fórmula 1.

No entanto com boas administrações e iniciativas, como em outras
situações da vida, podem transformar problemas e dificuldades em  
oportunidades.

Assim os competentes sobrevivem.

Com inteligência e criatividade.

E seguem no jogo.

Enquanto que os incompetentes acabam sendo vendidos como sucata.

3 comentários:

Mário Pedrosa disse...

Bem, n sei se outras equipes irão querer os "talentos" de Charles e Giedo.

Eduardo Casola Filho disse...

Com relação a Sauber, ela nunca deve ter tido um contrato com o Perez isolado, pois há a presença do Carlos Slim, tanto que não sofreu prejuízo, pois manteve o patrocinador e chegou outro mexicano, no caso o Gutierrez. Para efeitos financeiros, foi seis por meia dúzia. Se será em talento, isso é uma outra história.

Leandro Legal disse...

PUTZ!!! Que legal!!! Olha só... na foto vemos Sebastian Vettel devidamente uniformiado pela... hã... Williams???

Dessa história, eu não conhecia.

Poderia nos contar melhor, Humberto?