quarta-feira, 17 de julho de 2013

Encaixes























Três títulos mundiais seguidos.

Olhando o quarto cada vez mais perto no horizonte.

A Red Bull poderia querer mais alguma coisa?

Parece que sim.

E deixa transparecer isso ao assediar Kimi Raikkonen.

A culpa é da latinha.

Que desde sempre nos passou a imagem de ousadia, surpresa.

Com ações de marketing espetaculares.

Sempre contando com estrelas "radicais" dos mais diferentes esportes.

Emoção.

Alma.

Falta isso na seu time da Fórmula 1.

Até a Renault reclama da falta de retorno das conquistas.

Sabe qual é o problema?

Sebastian Vettel.

O maior piloto da categoria não consegue se conectar ao coração da torcida.

Não que ele não faça sua parte.

O campeão costuma ser educado e solícito.

Porém falta o carisma.

Por isso surgem vaias aqui e ali quando está no alto do pódio.

Assim como Michael Schumacher, Vettel é admirado, no entanto não é amado.

A Alemanha aí no caso não é coincidência.

O país não incentiva a prática de esportes.

Ensina as crianças que o importante é vencer a competição.

Cultura de um povo.

Determinação e resultados.

Daí os que dominam as mentes dos fãs são outros.

Fernando Alonso e Kimi Raikkonen.

Os verdadeiros Pop Stars da categoria.

Impressiona o amor / ódio que desperta Alonso.

Ninguém fica indiferente ao piloto espanhol.

Admiro sua frieza.

Não é fácil ser um ídolo da Ferrari.

A história demonstra isso.

Muitos já foram consumidos pelo glamour da Scuderia Italiana.

Já o Kimi é querido por todos.

Atualmente é o melhor garoto-propaganda da Fórmula 1.

Engraçado, anti-herói.

Cairia como uma luva no time austríaco.

Seria o coração do homem de lata.

E ainda, quem sabe, poderia vencer algumas provas.

Não acredito que Vettel fique além da prorrogação de seu contrato.

2015.

A chegada de Raikkonen daria o tempo necessário para a renovação.

O time continuaria com um piloto de primeira linha.

E poderia amadurecer com calma um prodígio como o português Félix da Costa.

E Vettel iria pra onde?

Ah, o casamento com a Ferrari me parece inevitável.

O grande desejo de Luca di Montezemolo.

Que sonha trazer de volta o equilíbrio, e os títulos, para a mais passional equipe do circo.

Cada peça encaixada no seu devido lugar.

Faz sentido, não?

8 comentários:

Anônimo disse...

Que coisa, não sabia desta rejeição ao Vettel, se fosse brasileiro seria endeusado.

Depois dessa informação, considero impossível a Alemanha produzir um cara mais carismático que o Vettel.

O cara ganha tudo, faz coisas engraçadas, é meio irritado e bem diferente do Schumacher.

Agora fiquei sem entender os alemães...

Diego - Floripa SC

Anônimo disse...

acho engraçado isso, da ferrari querer vettel pra retomar os tempos de conquista. o problema da equipe nao é piloto, nunca foi. e sim o projeto. se tem um projeto bom, briga pelo titulo com chances reais. se o projeto é ruim, pode ate brigar mas pelo talento de seus pilotos. vide os ultimos anos com o alonso e mesmo, no final da era schummy. nao sou "alonsista", "schummacherista", "fulanista", etc. mas na minha visao, nao adianta trazer o vettel e continuar com esses projetos que nao encaixam, como diz o titulo do seu topico, corradi.

abraço

felipe casas

Anônimo disse...


Dois posts (este e o anterior) que se complementam e explicam o quê empurra o esporte. A Fórmula 1 vive do quê foi estruturado lá nos anos 60. Belos posts.

Marcelo Citadini.

Anônimo disse...

Alonso se aposenta depois de 2015?

Porque Alonso e Vettel na Ferrari.... sei não... o espanhol não cederia suas vantagens nem Vettel aceiraria ser o novo "1B" da Scuderia...

Acho que a coisa está mais para a aposentadoria de Vettel depois do 5o título... apenas um chute sem base alguma...

E quanto ao Räikkönen na Red Bull, os rubro-taurinos estariam traindo seu próprio modus operandi, ao colocar em seus carros alguém que não seja de sua "academia" de pilotos...


um abraço,
Renato Breder

Ron Groo disse...

Sei não.
O dia que as agências de alimentação ao redor do mundo se tocarem que as latinhas são tão viciantes (cafeina, taurina) quanto cigarro e tão nocivos quanto, o império começa a ruir.

Dinaldo Junior disse...

Concordo parcialmente. Verdade que o raikkonen é o mais desejado atualmente. Mas a redbull me parece mais dividida do que certa de que o quer lá. Acho que o Vettel não empolga porque tem uma vida muito reservada. Não é um showman. Vive meio isolado na Suíça, não dirige supercarros nem vive participando de eventos pomposos. Por isso mesmo a mídia não dá um retorno tão justo a ele. Por não morar em monaco, pro não gostar de ter os holofotes o tempo todo em cima de si e por ser alvo de uma marcação cerrada dos comentaristas esportivos, ele nunca será um Alonso. E se depender da Globo... xiiii...

JGould disse...

Faz sentido! Mas quanto as vaias, são os fans do Alonso/Cirilo que achavam que reeditariam a dupla Senna/Prost mas, não contavam com um new Schumy! Acho que poucos dão atenção à uma peça deste tabuleiro em relação ao futuro do Vettel. Você leu as últimas declarações do Whitmarsh? Mclaren/Honda pode levá-lo a algo que ele nega mas, está cada dia mais claro! Vettel quer destruir os records do Schumacher! O que fica são os registros como dizia Frank Sinatra.

TW disse...

O jeitão de Räikkönen é um dos motivos, além de seu talento, para que o povo goste dele. Quanto ao alonso, nem temos o que falar.

Vettel, por sua vez, sempre se manteve longe do glamour, das redes sociais, embora seja sempre solícito e simpático. Mas muitos negam a ver seu talento pelo ótimo carro que costuma ter em mãos, além do amor que sentem por Alonso e Kimi. Os anos de domínio de Schumacher, creio, pesam também aí e arrancam vaias ao alemão. Na verdade, é costume ouvir vaias sempre àquele que está no topo - ainda mais por tanto tempo.