quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Rascunho Pena

















































Grid cheio?

Quanto mais melhor!

Mas alguns não pensam assim.

Pelo menos dentro da Fórmula 1.

Falaremos disso.

Antes.

Sabe o que é contagiante?

A esperança da Williams de fazer um campeonato memorável.

Legal notar que o carro de Grove foi o que alcançou a maior velocidade nos
testes de Jerez.

Por outro lado (diz o Tordo), a Red Bull deverá penar.

O Bahrein deu sinal verde para a corrida no Qatar.

O que parecia bastante improvável.

Mas há uma lógica em permitir que um concorrente tão próximo também
receba a Fórmula 1.

Para Bernie Ecclestone foi um alívio encontrar mais um endinheirado na região
disposto a ser palco do circo.

Menos uma data para se preocupar nos próximos anos.

O troço faz sentido pois o Bahrein não deverá sair deste acordo de mãos vazias.

Assim o Qatar (provavelmente) irá bancar sua festa e ainda patrocinar a do
vizinho que desde 2005 sedia corridas da categoria máxima do automobilismo.

A nova etapa deverá estar coladinha com a do Bahrein (início do calendário)
ou com a de Abu Dhabi (final da temporada) devido as altas temperaturas nas
outras épocas do ano.

Vida de piloto.

Nico Hulkenberg juntinho com a Porsche.

E Giedo Van der Garde indo testar na GP2.

Ron Dennis ama Hamilton.

Hamilton ama Nicole.

Ron (que ficou com Alonso - aquele que ama a Mercedes) esperava um sim
definitivo de Lewis após Spa-Francorchamps.

Mas o motorista inglês permaneceu na Mercedes.

O casamento (de conveniência) realizado em Woking com alianças da Honda
terá um período no fio da espada (esperando por resultados, claro!).

Experiente, Briatore desconfia se haverá um final feliz.

Falando nisso, Hamilton pressiona a Mercedes para assinar seu novo contrato.

Quer o acordo no papel antes da primeira etapa na Austrália.

(vai que Rosberg comece bem demais...)

Nas discussões sobre o futuro da categoria, a Ferrari quer a volta dos V8.

De olho nesta alteração (e na redução brutal dos custos) estariam a BMW
e a Toyota.

Mas é muito difícil algo mudar nas próximas três temporadas.

Interessante.

Idealizaram um reality show para encontrar um piloto para uma das equipes
que irá participar das 24 horas de Le Mans.

Na competição estarão apenas profissionais.

Ainda no assunto Endurance, a Nissan apostou no milionário Superbowl para
lançar seu LMP1.





















Ousadia pura!

Por fim a história da Marussia.

O veto da Force India dispensou qualquer discussão do Grupo Estratégico
da Fórmula 1.

Formado pela FIA, Ferrari, Williams, Red Bull, McLaren, Mercedes e - pelo
time melhor colocado no último ano - Force India, a turma precisaria decidir
de forma unânime para que a ideia da Manor Racing (novo nome da Marussia)
usar o carro de 2014 fosse aprovada.

O problema aqui é dinheiro (ou falta dele, pra variar).

A Force India está doida para colocar as mãos em parte da grana que a Manor
irá receber nesta temporada.

Por que?

O motivo é que o time de Vijay Mallya não tem acesso ao chassi desenvolvido
para bólido de 2015.

A escuderia terceirizou a produção e não tem recursos para pagar a empresa
responsável pelo trabalho.

Resultado disso?

O Crash Test obrigatório da FIA ainda não foi finalizado e o material (fora de acesso)
aguarda a quitação da dívida dentro de um galpão.

Por isso a tentativa desesperada de pilhar os direitos da antiga Marussia.

Engraçado seria se, depois de tantas artimanhas contra outro time, a Force India tivesse
que pedir para usar o carro do ano passado para iniciar a temporada, não?

A Fórmula 1 vive dias sombrios.

















9 comentários:

Marques disse...

A eterna esperança de Rosberg ir muito bem... Essa não muda. Toto disse que quer assinar antes da Austrália.
Vais falar da Nicole, férias e etc, que iriam decidir o campeonato do ano passado mas não decidiram?

Agora a parte da Force India é triste. Bernie está matando o esporte, passou da hora desse lunático ir embora. Não é mais sécula XX.

David Felix Krapp disse...

Corradi, absolutamente SENSACIONAL essa foto das duas Force India "parqueadas"

vinicius sena disse...

só uma correção corradi, o primeiro gp do bahrein foi em 2004, que eu me lembre, o schumacher sobro na corrida, o rubinho chego a tqa uns 20s dele, mas na ultima volta diminui tudo e chegaram junto

Renato Santos disse...

Excelso rascunho. Quero pedir mais, mas sei que é feio.

Ron Groo disse...

Ok. Nós sabemos que o veto da FI foi por conta de grana, mas de boa? Serviu para afastar estes especuladores do grid.
Vem, vendem assentos ridículos para pilotos idem. Não são nem minimamente competitivos e ainda poe em risco os endinheirados...
Grid cheio, com gente que valha a pena é uma coisa, com gente que só vem recolher uma grana de pires na mão não vale a pena.

Daniel Santos disse...

Corradi, de que ano são estas 2 Force India? Quem é o dono que as deixa tomando chuva?

Ricardo disse...

Groo, é impossível uma equipe ser minimamente competitiva, começando sua história no zero e não apelando para a compra de um time já existente. Por outro lado, a formula 1 precisa de mais times e não de compras e meras mudanças de nomes de equipes estabelecidas. Esses nada mais são do que os "Title-Sponsors" da atualidade.

Somente com a entrada de novas equipes, ganha-se mais torcedores, patrocinadores, vagas para pilotos disputarem e reais times novos. Enfim, um ciclo vicioso que a categoria se meteu, onde o déficit de performance é o preço a pagar por ingressar no certame do zero.

Quanto a precisar de pilotos endinheirados, a F1 sempre teve eles. Faz parte da cultura do esporte e, pela sobrevivência deste e dos seus personagens, têm mais é que continuarem.

Abraços!

David Felix Krapp disse...

Groo, sou obrigado a discordar nesse caso... essas equipes que não são minimamente competitivas são bem melhores do que as antigas nanicas tradicionais como Minardi e afins que tinham uma estrutura totalmente amadora...

É preciso lembrar que sem as nanicas, só nos sobra equipes "vencedoras"... e aí, ninguém quer perder nessa turma... a F1 precisa das nanicas... triste ver que a Force India que sempre é competitiva e tem um bom conjunto de patrocínios sofrer dessa forma... só significa uma coisa - má administração

Marcos José disse...

Ué porque que elas (Toyota e BMW) aguardariam está mudança no regulamento? Mesmo afirmando no passado que só sairam pelo aumento dos custos e pela crise mundial na época? Não faz sentido agora voltarem a categoria depois dessa mudança do regulamento planejado pra 2017. Isto significa que algumas marcas que hoje só estão lá (no WEC)foi por não concordarem com o atual dirigente da FOM pelo seu modo de gerir a categoria. É isto mesmo que eu entendi e por isso a pressão delas sobre a CVC e a FIA para a saída do Bernie no comando da FOM para só assim retornarem para a categoria? Se as fabricantes assumirem o controle da F1 aí que ela acaba de vez mesmo!