quinta-feira, 7 de abril de 2016

Pequenas Passagens

























"I have a dream..."

O tal sonho nasceu de uma necessidade.

A indústria do cigarro havia deixado a Fórmula 1.

E assim a Honda perdeu o apoio da Lucky Strike.

Ainda em 2006, os japoneses tinham como consultor de marketing Simon Fuller.

O cara que inventou as Spice Girls (hoje uma é casada com Christian Horner),
trouxe programas para a TV como o American Idol, conduziu toda a carreira
de David Beckham (outro que casou com uma Spice Girl) e estava ao lado
de Lewis Hamilton quando o piloto se moveu da McLaren para a Mercedes.

Foi da cabeça de Fuller que nasceu o projeto EarthDreams.

Uma ousadia.

Pois era uma plataforma para um conceito.

A ideia era que as empresas se associassem ao plano.

Fizessem parte e não apenas patrocinassem um carro.

Lembro da tentativa de conquistar os fãs.

Bastava inserir seu nome num site e ele apareceria escrito no carro.

(o site mostrava até em que parte do bólido ele seria impresso)

























De graça.

Sem contribuição alguma.

O meu estava lá!

Mas no final de 2008, em meio a uma crise global, a montadora japonesa decidiu
se desfazer da equipe.

O Grupo Virgin e o bilionário mexicano Carlos Slim mostraram interesse.

Mas a coisa acabou nas mãos de Ross Brawn.

O resto você sabe.

Interessante que a Petrobras ficou encantada com o sonho.

E a Honda recebeu da petrolífera brasileira a proposta de patrocínio master
para cinco temporadas.

Com valores altos que cobririam boa parte do orçamento anual da escuderia.

Nem assim houve mudança na decisão.

O sonho havia terminado.









9 comentários:

Paulo Bala disse...

Aí nasceu o sonho do Ross. O carro era de uma ruindade ímpar. Lembro da temporada trágica que poderia ter sido a última de Rubinho.

Ron Groo disse...

Meu filho mais velho dizia que por ter a pintura do mundo nele, este carro demorava 365 dias para completar uma volta em torno da pista.

Daniel Chagas disse...

Tenho a impressão de que a Honda se arrepende até hoje dessa decisão de ter saído no final de 2008. A montadora perdeu uma grande oportunidade com o carro de 2009 e a sequência que poderia ter feito nos anos posteriores. E agora apesar de ser uma tecnologia diferente com as unidades de força acho que a Honda estaria em outro patamar e não sofrendo dessa maneira se tivesse dado sequência ao projeto, enfim, mais um exemplo que só pensam no dinheiro e não no esporte. Daqui a pouco picam a mula de novo.

David Félix Krapp disse...

Vi uma entrevista do Brawn uma vez, e ele disse que se a Honda tivesse permanecido o domínio seria ainda maior...tipo a McLaren Honda dos anos 90...

E Corradi, e verdadr que a Petrobras topou ate bancar a Brawn da mesma forma mas exigiu Bruno Senna como titular ao inves de Barrichello ??? E e verdade que o Senna estava com contrato pronto porem o Barrichello "acampou" na frente da fabrica e correu a temporada toda de 2009 praticamente de graça ?

Renato Santos disse...

Eu escrevi para o Zé Simão dizendo que o carro parecia ter batido no caminhão de abacate da feita - E ele publicou! Rarará!

maria vitoria disse...

O problema é que a Honda viveu do fins dos anos 80 e começo de 90
O motor desse carro era ruim.
O Barrichelo comentou que havia gaps na aceleração, e que o mercedes era mais forte e constante. Tanto que ele comentou que quando o carro de 2009 saia de frente, no motor era possível em qualquer rotação forçar no acelerador o que equilibrava o carro. No Honda não.

Anônimo disse...

Maria Vitória lembro também dessa declaração. tenho a lembrança de que ele falou em 2009 que o carro da honda (de 2008) "até não era ruim, mas o problema era o motor"
Cleiton

LGD disse...

Sou da linha dos que defendem que se a Honda não fosse assumida por Brawn, esta continuaria mediana devido ao motor, que por mais que o difusor duplo ajudasse, acredito que não faria milagre com pouca potência.

Outra coisa que queria comentar, embora fuja do tema deste post. Eu comparo a chegada da Haas a chegada da Toyota em 2002, ambas fizeram um ano de preparação, com vantagem pra Toyota que naquela época podia colocar o carro na pista o quanto desejasse.

A Toyota no ano de estreia ficou em 10º lugar nos construtores (eram 11 ao todo) com apenas 2 pontos referentes a dois 6º lugares.

A Haas já possui um 6º e um 5º lugares... vamos ver como será a classificação final.

Leandro Legal disse...

Eu adoraria se os japas da Honda abandonassem a McLaren, comprassem a Sauber e acampassem em definitivo nas instalações de Hiniwil. A equipe suíça precisa dar uma UP na sua moral dentro da F1, pois anda muito caída.