sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Stop Loss






















"A vaga ao lado de Lance Stroll na Williams em 2018 custa 10 milhões de euros."

Essa foi a frase que todos os interessados ouviram.

Felipe Massa, Paul di Resta, Daniil Kvyat, Pascal Wehrlein, Robert Kubica,
Sergey Sirotkin...

Por que?

Porque não há dinheiro sobrando na Fórmula 1.

O último dos grandes patrocinadores deu adeus.

A saída do Banco Santander é o final de uma Era na categoria máxima
do automobilismo.

A instituição financeira espanhola não quis mais desembolsar 40 milhões
de euros por temporada.

O Santander extraiu tudo que podia dos autódromos para obter o máximo
de retorno sobre seu investimento.

Foi uma bela plataforma de negócios.

Enquanto durou.

Vai despejar recursos no Futebol.

Sua partida expõe o ocaso dos apoiadores que chegaram a colocar 60 milhões
de euros por ano em uma escuderia.

Isso acabou.

A McLaren sonha (desde 2014) com um nome que alivie suas contas.

Red Bull alcança no máximo parcerias (Aston Martin).

Assim como será a partir de agora entre a Sauber-Alfa Romeo.

(e pelas ações de Marchionne, Haas-Maserati e Force India-Lancia...)

O rombo que a Williams precisa cobrir é de 25 milhões de euros para 2018.

A família Stroll aparece com seu dinheiro pois o departamento de marketing
de Grove continua a falhar.

Massa esteve na equipe em 2017 por conta da saída repentina de Nico Rosberg.

A Mercedes tinha recursos e precisava de um piloto.

Mas não tinha se planejado.

A Williams precisava de recursos e tinha um piloto, Valtteri.

Assim a Mercedes levou Bottas e bancou a temporada do brasileiro.

Se tivesse recursos, provavelmente a Williams manteria Felipe em 2018.

Wehlein foi deixado na chuva.

Paul di Resta não tem nome e nem nacionalidade para levantar tal quantia.

Kvyat não obteve os contatos.

Robert Kubica foi o único que apresentou um valor.

Abaixo.

Mas é melhor que nada.

Sergey Sirotkin disse que tinha o patrocínio.

Entretanto o dinheiro russo costuma falhar.

Só que dessa vez não falhou.

A Williams adia a decisão para janeiro.

(esperando um milagre de Kubica aparecendo com mais grana?)

Difícil.

Pois ouvi a notícia sobre Sirotkin de duas fontes.

Uma de um jornalista que vive dentro da Fórmula 1 o ano inteiro.

E que nunca se ilude com fantasias.

Outra fonte, mais conhecida, foi italiana.

Jornalista ligado a Alessandro Aluni Bravi, o empresário de Kubica.

Do you have enough money for the trip?

É isso.


17 comentários:

Daniel Chagas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Al Unser Jr. disse...

Force India - Lancia (Ferrari), isso só aconteceu quando absorveram a Spyker e veio no pacote o motor Ferrari... estranho hein!?!?!

Eduardo Sacramento disse...

A F1 vai se baratear por bem ou por mal. O problema é que por mal ela vai vitimando, inicialmente, as menores.

Daniel Chagas disse...

Já escrevi inúmeras vezes aqui no blog sobre a mediocridade e incompetência da Williams, cansei. Só posso expressar o meu lamento no que se transformou essa equipe de 2006 para cá. É de dar pena uma equipe ter como dupla de pilotos stroll/sirotkin. De doer...

Anônimo disse...

"O último dos grandes patrocinadores deu adeus."

E a Philip Morris com a Scuderia Ferrari?
Me parece que o contrato ainda está de pé... ou eu viajei na maionese?
Mais ou menos 160 milhões de Euro por ano... é isso?


A Williams teve o dinheiro dos árabes, depois vieram 3 montadoras (Honda, Renault e BMW) que investiam na equipe. Depois disso... nada.. chegou a voltar aos motores Cosworth, deu uma crescida, como qualquer equipe média faria, mas não passou disso... de uns anos pra cá começou a agir como equipe pequena... Com a perda de dinheiro da FIA (pela classificação no Mundial) tem que passar o chapéu ou pires ou sei lá o que... lamentável!



um abraço,
Renato Breder

Marcos José disse...

Tudo indica que será mesmo Sergey Sirotkin, o piloto escolhido pela equipe pra 2018. "Talvez" Robert Kubica assuma o lugar do Paul di Resta (de piloto de teste); para "tentar" manter o contrato com a Martini (ou estaria a Martini, "perdendo" espaço na carenagem do carro; com a chegada deste novo "acordo russo"...para a Williams ter dois jovens pilotos em 2018...).

Ravenno disse...

Bela foto de início Corradi

Ricardo disse...

Tradição não paga conta. E como dinheiro não cai do céu, qual o problema de vender a vaga? Afinal automobilismo é movido a dinheiro. É como a profissão mais antiga do mundo, enquanto houver quem pague...

Humberto Corradi disse...

Bresser

Sim.

Mas estamos falando dos patrocinadores "normais"...

Valeu

Gabriel Pereira disse...

O modelo atual da Fórmula 1 não suporta mais equipes independentes.
1 ou 2 anos de penúria e a equipe já começa a não atrair mais nada.Nem pilotos e nem suporte de outras equipes.
É um modelo muito caro, eu sou contra.
Entendo ser a categoria máxima mas é necessária uma distribuição maior das fatias do bolo para que as equipes possam sobreviver.
Desperta um pouco de indignação ver esse caso da Williams mas ela não o faz por simples causuismo.
Existem contas pra pagar e o time precisa sobreviver.
Vocês acham que não seria do agrado de todos da equipe ver uma dupla de pilotos como Felipe Massa/Pascal Wherlein?
Mas as coisas não são assim.
A liberty precisa tomar providências antes que as menores morram
Um grid que já largou até com 32 carros.
Hoje larga com 20 e corre riscos de perder mais..
Até onde vai a Aventura da Hass?Ficar ali no meio do pelotão, sendo uma cliente.Até que ponto isso é lucrativo?As contas se pagam?
E a Force India?Nasce um mau carro e vai parar em 14°..quanto tempo sobreviveria?
Só as montadores são capazes desse aporte e eu não vejo uma fila delas implorando para entrar na F1..

Júlio disse...

Gabriel Pereira, concordo contigo. Aliás, a velha desculpa de ser a categoria máxima do automobilismo para justificar os altos orçamentos e, especialmente, a disparidade deles entre os concorrentes, não cola.

Por analogia, a NBA é a categoria máxima do basquete e, até onde sabemos, não tem nenhuma equipe próxima da insolvência. O mesmo vale para os demais esportes americanos.

Pode ver que sempre que a F1 periga baixar de 20 carros eles dão um jeito de providenciar uma equipe mambembe só para encher o grid e que já começa a tomar volta com 1/4 da corrida percorrida, tamanha a disparidade de performance.

Gabriel Pereira disse...

Valeu Júlio
é isso aí tomara que a Liberty salve a F1

Luca disse...

Eu até concordo com esses argumentos, mas não da pra ficar olhando o passado distante da categoria. É preciso entender a categoria hoje, coisa que a maior parte do publico e imprensa não fazem.

- A Williams é uma equipe média. Não importa quantos titulos ela tem: tem que se virar atrás de dinheiro e graças a muita política tem um motor mercedes, pois ja teve que correr de toyota. E com piloto japonês. Não vai ganhar nada ano que vem.

- A Mclaren é uma equipe média. Arrotou caviar dizendo que não vai ter patrocinador master pra valorizar a marca. Uma piada. Não quererm investir numa equipe que não vai vai ganhar nada. Nem se lembra como é um pódio, so diz que vai voltar a ganhar pro Alonso não se deprimir.

- A Force Índia sabe fazer carro. E não é só nos ultimos dois anos. Podem até cair umas posições no campeonato, mas é competente na construção dos carros e na escolha dos pilotos. Não dá vexame.
Se eu fosse a mercedes, também não ia querer correr contra ela com o mesmo orçamento.

A Hass ainda não sabe a que veio. Uma hora elas levam a brincadeira a sério, ou pulam fora.

Os tempos mudaram pessoal. Precisamos entender isso tanto quanto a Ferrari.

Ituano Voador disse...

Corradi, Feliz Natal para você e sua família!
Abs

Daniel Chagas disse...

Respeito a sua opinião Luca, porém acho que a Williams tinha potencial para ser maior.Ela parou no tempo, se apequenou por causa do seu conservadorismo e n pelos "novos" tempos.Simplesmente a equipe n acompanhou o ritmo da f1 desde a saída da BMW, isso é bastante nítido. E se continuar assim a equipe caminha para o fim na F1. Nem para bater na porta da Honda a equipe é capaz, acho isso uma falta de ousadia e visão atroz!!

Daniel Chagas disse...

Respeito a sua opinião Luca, porém acho que a Williams tinha potencial para ser maior.Ela parou no tempo, se apequenou por causa do seu conservadorismo e n pelos "novos" tempos.Simplesmente a equipe n acompanhou o ritmo da f1 desde a saída da BMW, isso é bastante nítido. E se continuar assim a equipe caminha para o fim na F1. Nem para bater na porta da Honda a equipe é capaz, acho isso uma falta de ousadia e visão atroz!!

Társio disse...

Corradi,

Apenas para dar a cornetada de fim-de-ano, os leitores do blog ainda estão esperando o post dizendo que o Ham foi melhor que o Vet em carros similares em 2017, ein? kkkk

Boas festas para você e sua familia, e um ótimo 2018.

Obrigado por todas as infos e papos aqui no blog.

Abç
Tarsio