segunda-feira, 8 de abril de 2013

Academias

























Willi Weber, o famoso empresário de Michael Schumacher, está afastado
da Fórmula 1.

Pelo menos aparentemente.

Interessante vermos como sua passagem deixou marcas.

Uma herança.

Weber criou o piloto que conquistou impressionantes sete títulos.

E pulverizou todos os maiores recordes de velocidade nas pistas.

A carreira de Schumacher foi milimetricamente planejada.

Em todos os seus passos.

O piloto alemão estava pronto quando recebeu sua oportunidade.

Preparado, determinado e com talento.

O resto é história.

A Red Bull observou as lições de Weber.

E, atenta, criou outra máquina de vencer: Sebastian Vettel.

Destaque de sua academia, Vettel representa o supra-sumo de uma seleção
feita com vários pilotos.

Preparado, determinado e com talento.

Mesma receita.

O modelo de Weber agora se tornou uma regra entre as grandes equipes.

Vamos lá.

A McLaren, sem fazer alarde, prepara a sua renovação.

Kevin Magnussen e, o excelente belga, Steffan Vandoorne são as futuras
estrelas da equipe de Woking.

A Lotus anunciou neste ano a criação da sua academia.

Sete novas promessas serão apoiadas pelo time de Kimi Raikkonen.

Na Mercedes existe um trabalho com novos talentos sendo feito a partir
da DTM.

A categoria alemã é usada como laboratório pelo pessoal de Sttutgart.

A Ferrari só acordou para essa necessidade após o acidente de Felipe
Massa.

Aquele da mola.

Não havia um substituto que chegasse perto da performance do brasileiro.

O problema foi detectado e solucionado.

A prova disso não é Sergio Perez.

O nome é Jules Bianchi.

O melhor fruto da escola montada pelos italianos.

A Red Bull, pioneira na "Regra Weber", continua sua busca.

Felix da Costa está sendo provado na World Series by Renault.

Veja bem, aqui não há lugar para fracotes.

Na seleção das pistas eles ficam pelo caminho.

Só os vitoriosos sobrevivem.

Os que erram por conta da afobação também são limados.

Isso não cabe na Fórmula 1.

A Fórmula 1 é calma.

Sem essa qualidade ninguém consegue ficar preso tanto tempo num local
em que mal consegue mexer os braços.

Escravo do tempo, da rigidez técnica e das ordens de equipe.

O domínio próprio é essencial.

Até a fala denuncia.

Já notou as principais estrelas dando entrevistas?

Voz baixa, pausada...

Quase robôs.

Não chegaram onde estão à toa.

As academias vieram para ficar.

Quem parece ter percebido isso foi Steven Robertson empresário de Felipe
Nars.

Vendo o cenário que está se formando, tentou encaixar o piloto em dois
programas.

Da McLaren e da Ferrari.

Sem sucesso.

Após deixar a Red Bull no passado, o piloto brasileiro precisará pagar caro
para ocupar um lugar na categoria máxima do automobilismo.

Um título na GP2 poderá ajudar muito.

Fico com a impressão que caberá a Williams, Toro Rosso, Sauber, Marussia
e Force India o papel de último degrau antes que as novas estrelas se encaixarem
nas grandes equipes.

Uma pena essa divisão na Fórmula 1.

A Caterham segue como um incógnita.

Por não ter vínculos com nenhuma das maiores escuderias.

Seu compromisso é com a Renault e pronto.

A linha de produção está formada.

Arrisco dizer que em poucos anos todos os futuros campeões mundiais sairão
dela.

A qualidade deverá aumentar.

Hamilton, Vettel e o promissor Bianchi demonstram isso.

Por outro lado é altíssima a possibilidade de que nunca mais veremos um tipo
como Nigel Mansell chegar ao título.

Inconstante e imprevisível, nunca seria aprovado nas novas academias.

Ficaria sem o diploma.

Até porque, mesmo sendo essencial, a disciplina emoção não não faz parte da nova
grade curricular.

Hoje ela é vista apenas como um sinal de fraqueza.

9 comentários:

Rafael Dias disse...

Nigel Maldonado até conseguiu chegar lá, mas precisou de um caminhão de grana. Talvez se os custos com as mudanças ficarem menos proibitivos o grid de uma engordada, e daí apareçam mais bancos - para todos os naipes de pilotos

Anônimo disse...

Corradi, a cada dia aprecio mais o seu blog! Parabéns

André

Daniel I. disse...

As Academias ajudam de certa forma a melhorar o nível do grid. Porém, acho que isso acaba desgastando demais os pilotos; com 30 anos já são considerados "velhos" para o padrão atual. Damon Hill conseguiu um carro competitivo somente depois dessa idade! Fosse nos dias de hoje, acredito que nunca conseguiria um lugar no grid. Na outra ponta, temos Jaime Alguersuari, que com só 23 anos já passou pela F1 e aparentemente fora dos horizontes das equipes atuais.

Isso acaba respingando em outras categorias antes consideradas "de velho", como as de Endurance, Turismo e até mesmo a Indy. Sendo uma minoria que é apoiada por estas Academias, não restam na F1 boas oportunidades para pilotos "independentes", já que as vagas boas já estão de certa forma, reservadas.

Alias, não é só no automobilismo que existe essa pressa para chegar no topo. Nas empresas em geral, pessoas com "vinte-e-tantos anos" já possuem cargos importantes, de alto escalão. A vida está mais corrida atualmente e não parece perto de mudar.

Ituano Voador disse...

Pois é. Adeus, autenticidade... é a F1 se firmando de vez como evento corporativo, infelizmente.

Anônimo disse...

Que tal?

No dia em que TODAS as equipes tiverem sua 'academia', eu gostaria de ver a presença de um terceiro carro por equipe para os pilotos das tais 'academias'...

O terceiro carro só marcaria pontos para o campeonato de pilotos, e não para o de construtores.

Seria algo parecido como foram as incursões de carros da F2 em alguns GPs de F1 dos anos 60.

Ou, quem sabe, até como foram os 'Troféus Jim Clark (para pilotos) e Colin Chapman (para equipes)' em 1987, para os carros não-turbo...

O grid ficaria cheio. Os 'estudantes' ganhariam experiência. O número de vagas poderia aumentar - a cada GP, um membro diferente da academia poderia pilotar...

Enfim, idéias não faltam... se funcionam é outra história!

um abraço,
Renato Breder

Rubens disse...

Mais academias?

Mais Vettels?

Mais Playstations?

F1 vai se tornar um troço muito "aviadado"

PS: Se Ministro do PT inventa palavras eu também posso.

Jorge Dias Lage disse...

Considerando que existe tecnologia para guiar os carros a partir do box e dispensar os pilotos, e sendo isso (ainda) não autorizado pelos regulamentos "esportivos", não é absurdo pensar que os rapazes das academias estão mesmo sendo treinados e doutrinados para serem robôs humanos que obedeçam cegamente as ordens de box, transformando a F1 em uma competição de engenheiros de automação e não mais em um campeonato de pilotos. No futuro (não muito longe, logo ali), deverá ser assim, quando não for mais essencial e obrigatório que o homem esteja dentro do carro.

andre saldanha disse...

Até porque, mesmo sendo essencial, a disciplina emoção não não faz parte da nova
grade curricular.
Hoje ela é vista apenas como um sinal de fraqueza.

nao deveria ser assim

Luis Paulo disse...

Quem parece ter percebido isso foi Steven Robertson empresário de Felipe

Nars.


Vendo o cenário que está se formando, tentou encaixar o piloto em dois

programas.


Da McLaren e da Ferrari.


Sem sucesso.

Na verdade, Robertson nunca tentou encaixar o Nasr nesses programas, foi o piloto que foi procurado pela Ferrari, Red Bull e McLaren e rejeitou a entrada nesses programas para não ficar preso a uma so equipe, exemplo:

Ferrari - Sauber ou uma das pequenas
Red Bull - Toro Rosso ou uma das pequenas
McLaren - Uma das pequenas

O Nasr ja falou varias vezes que NAO QUIS assinar com essas equipes.