quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Pequenas Passagens

























Curioso como os patrocinadores da Fórmula 1 revelam histórias.

Conseguimos detectar movimentos estratégicos, experiências e os primeiros sinais
de grandes projetos apenas olhando fotos do passado recente da categoria máxima
do automobilismo.

Selecionei algumas imagens.

Na primeira, de cima para baixo, podemos ver a Subaru com o nome estampado na
carenagem da Coloni.

Era o início dos anos 90.

A pequena escuderia italiana estava quase morta no final de 1989.

Então a Subaru chegou como o raiar de um novo dia.

A montadora japonesa assumiu o controle da equipe (e das dívidas) e ainda
trouxe um motor que prometia ser competitivo.

Ilusão pura.

A máquina oriental era um lixo e antes do meio da temporada a Subaru já havia
devolvido suas ações para Enzo Coloni.

Destruída, a Coloni sobreviveu por mais uma temporada com somente seis pessoas
e um carro baseado num projeto estudantil.

Ainda em 1991, Enzo Coloni vendeu sua equipe para um aventureiro.

Nascia assim a lendária Andre Moda.

Na segunda imagem temos a Martini em destaque.

A marca de bebidas patrocinou a Ferrari por duas temporadas (2007/2008).

Um retorno depois da Brabham e Lotus nos anos 70.

Talvez uma experiência que trouxe a conclusão que era necessário uma exposição
maior para obter o retorno ideal.

A terceira foto mostra a Minardi de 2003.

Destacando a marca da Gazprom.

A poderosa estatal russa que domina o fornecimento de gás da Europa.

As palavras oficiais da empresa (de 13 anos atrás) não deixam dúvidas.

"A Fórmula Um é, sem dúvida, o auge do motorsport. O aparecimento de uma
bandeira russa no mundo lendário e de alto perfil desta categoria vai dar a Rússia
um imenso prestígio e abrir oportunidades significativas para os jovens pilotos do
nosso grande país."

Verdade.

E também um Grande Prêmio em Sochi!

Na quarta, e última, imagem surge a cervejaria Kingfisher na pele da
Benetton.

Isso mesmo.

Em 1996, Flavio Briatore fez Vijay Mallya sentir o gostinho das vaidades da F1.

Quem imaginaria, naquela época, que a Índia acolheria uma etapa e ainda contaria
com um time no circo?

Coincidência?

Pois fique sabendo que já em 1997 Bernie Ecclestone abriu tratativas para que a
Fórmula 1 fosse para o país.

Começou com uma conversa sobre uma corrida de rua em Calcutá.

(mas se o governo construísse um circuito, seria bem melhor)

Daí para o cartão de Hermann Tilke ter chegado até as autoridades locais deve
ter sido um pulo!

4 comentários:

Renato Santos disse...

Corradi, seus posts deviam ser parte do conteúdo de faculdades de jornalismo. Você é o único no mundo que não escreve aquele texto introdução-desenvolvimento-conclusão que tanto bitola as mentes dos estudantes. Eu babo.

Anônimo disse...

Roberto Pupo Moreno protagonizou uma das maiores façanhas da história da categoria ao se classificar com a raquítica Andrea Moda (atenção, revisor. . .kkkk) para o GP de Mônaco, acho que em 1992.
A ponto de ser aplaudido por todos, de todas as demais equipes, quando de seu retorno aos boxes.
Zé Maria

Anônimo disse...

Já conhecia os patrocínios e as histórias das fotos.

Muito bom.

E tem mais uma sobre esse carro da Benetton.

A marca energéticos Hype pertence a Bertrand Gachot (ele mesmo!) e depois de passar por Footwork e Williams voltou a encontrar Vijay Mallya e a Kingfisher ao patrocinar a Force India nos últimos anos.

Arthur Simões

Eduardo Casola Filho disse...

Muito legal ver toda essa movimentação e essas histórias tão incríveis.