quinta-feira, 24 de março de 2016

Pequenas Passagens



























Imagem de Rubens Barrichello em seus tempos de Jordan.

O herdeiro de Ayrton Senna.

Não pense que essa alcunha apareceu apenas em nossa pátria varonil.

O mundo daquela época também pensava assim.

Ron Dennis queria o piloto brasileiro na McLaren.

Eddie Jordan sorriu e pediu 5 milhões de dólares para rasgar seu contrato.

Dennis refugou.

Ao mesmo tempo, a Ferrari caçava um companheiro para Michael Schumacher.

No balcão da Jordan, Jean Todt pediu para embrulhar Eddie Irvine para viagem.

Pagou os mesmos 5 milhões de dólares.

Jordan era um comerciante no paddock.

(ele ainda venderia os passes de Giancarlo Fisichella e Ralf Schumacher)

A consumação de Barrichello numa equipe grande teria que esperar.

Ele ainda ficaria mais um tempo na Jordan.

E um período na Stewart.

Até que um dia, Todt reconheceu seu erro passado e firmou o acordo de
Rubens com a Scuderia Italiana.

O início do pesadelo para o brazuca.

15 comentários:

Eduardo Casola Filho disse...

Essa história do Rubinho na McLaren podia ter mexido com os rumos da F1 na segunda metade na década de 1990 e no começo dos anos 2000, pois não só afetaria o Schumacher, como também a Mika Hakkinen. Claro que essa coisa do "e se" não me agrada muito, mas vira e mexe, penso nisso.

E o Eddie Jordan sempre foi famoso como um tremendo muquirana, a lá Tio Patinhas ou Seu Sirigueijo. Por exemplo, foi por não ter que gastar com uma embreagem nova que a primeira (e última) corrida do Schumi não durou além da primeira passagem pela Eau Rouge.

Daniel Chagas disse...

O principal fator que atrapalhou a carreira de Barrichello na minha visão foi a morte de Senna. Simplesmente pelo fato de não ter sido uma transição natural de "troca de bastão", pois de um dia para o outro Rubens se viu e se colocou na posição de suprir a ausência de Senna. Caso Ayrton tivesse seguido sua carreira normalmente e encerrado anos mais tarde acredito que Barrichello teria tempo para amadurecer e mostrar resultados de forma mais tranquila e natural, consequentemente teria tido atitudes e escolhas diferentes ao longo da carreira. A morte do tricampeão afetou diretamente sua carreirae em diversos aspectos, emocional e esportivo.

Anônimo disse...

Corradi, seguinte:
Permita-me um acréscimo, dentro daquilo que sei dessa história, e que pode não ser 100% correto, mas está muito próximo, ok!
A Ferrari na verdade se cansou do brasileiro e fez a opção pelo Irvine, por culpa única e exclusivamente do Geraldo Rodrigues, que era manager do Rubinho naquela época, pelo simples fato de que ele (fazendo a cabeça do piloto) impôs uma série de objeções que deixaram os italianos "pês" da vida, simples assim!
Abraço.
Zé Maria

Anônimo disse...

Na época, a 4 rodas, q cobria a F1, disse q a Ferrari preferiu pagar pelo passe de Irvine pq seria mais barato q contratar o Rubens. Mas nunca soube se é verdade.

Fausto

Jeferson Araujo Pereira disse...

Gostaria de fazer uma análise diferente do que foi exposto.Aliás, concordo com o texto do post.

Não sou fanático pelo Rubinho, longe disso, mas gostaria de compará-lo com o Jean Alesi: ele correu 201 vezes e conseguiu uma única vitória na F1.Repetindo: uma única vitória!Quem critica o Alesi? Ninguém!

O Rubinho, além de ter mais vitórias (11 se não me falha a memória) foi duas vezes vice-campeão.Sejamos sinceros: poucos pilotos em toda a história da F1 foram vice duas vezes.Sim, eu concordo que ninguém leva o vice a sério, aliás, ninguém lembra do vice, mas acho que se o Rubinho fosse,por exemplo, inglês, as críticas seriam mais leves. Acho que nós, brasileiros, fãs e imprensa, pegamos pesado demais com o Rubinho.

Anônimo disse...

Também tem a história que tinha fechado com a beneton com apoio da pepsi porém a Renault queria alguém que falasse alemão e lá foi o berger

Cristiano

David Félix Krapp disse...

Vou fazer um adendo tb de que Ron Dennis ate topou pagar... mas o contrato era draconiano e sujeito a resultados o que assustou o Rubinho... e na salada tem a Benetton, Briatore sempre desejou Rubens em suas fileiras pra substituir o Verstappen... a verdade que ele era extremamente promissor, como um Max Verstappen de hj em dia...

Renato Santos disse...

Curti cada segundo. Ops!

Tiago Florêncio disse...

1994: A Mclaren queria testar o Rubinho nas últimas provas e decidir a sua contratação. Brundle não tinha contrato fixo com a equipe e poderia colocar o brasileiro. O contrato oferecido pelo Ron Dennis era similar ao do Hakkinen em 93, não deixava claro se o brasileiro seria um dos pilotos ou de teste.

1995: A Benetton já tinha contratado o Alesi e negociava com o Rubinho para ser o 2° piloto. Berger aceitou receber a metade do salário que ganhava na Ferrari e o negócio desandou. Na Ferrari o Schumacher era o 1°, 2°, 3°... E o Irvine não se importava com isso.

1996: Não havia vagas disponíveis nas principais equipes e o Barichello foi para a Stewart por ter apoio da Ford e por U$$.

David Félix Krapp disse...

O problema dos vices do Rubens e que ele nao competiu pra tentar ser campeao ao contrario dos outros vices da historia da F1...

Adalberto Camargo disse...

Problema do Rubinho ele mesmo criou: oba oba no domingo e gozação na terça.
Fora ele é extremamente respeitado.

Leandro Fontes disse...

Pesadelo? O que o cara ganhou na Ferrari fez o pé de meia dele, dos filhos e, provavelmente, dos netos! Acho engraçado isso, a Ferrari era um "pesadelo", mas ele ficou 6 (seis!!!) temporadas por lá. Se era tão "pesadelo" assim, por que ficou tanto tempo?

LGD disse...

Então Adalberto, eu lembro muito claramente disso, no início dos campeonatos ele dizia que iria lutar para ser campeão. Após os treinos ele vinha e falava pra reportagem da Globo ou jornais que iria lutar pela vitória, na hora da corrida era abandono por estouro de motor ou algum problema hidráulico... o problema é que ao falar isso ele criava expectativa na cabeça das crias do "vendedor de emoções", as pessoas acreditavam, entravam no oba-oba, aí ele virava motivo de piada, mas quem entendia da coisa ou tinha um olhar mais crítico, não caia nisso, mas eram minoria.

Anônimo disse...

Como já alguem referiu, não considero um pesadelo a ida para a Ferrari, muito pelo contrário.
Nem digo isso por ser a Ferrari onde se diz que todos querem estar. Mas estar numa equipa de ponta com possibilidades de vencer corridas era uma decisão que nunca se podia recusar. Caso tivesse recusado arriscava-se a ser um Hulkenberg do seu tempo com passagens em equipas do meio do pelotão e voçes estariam todos a dizer que ele perdeu a chance de uma vida ao recusar a Ferrari, teria derrotado o alemão, teria sido uma ou duas vezes campeão, foi um fraco, não agarrou a hipotese...etc.
Com a sua permanecia na equipa italiana venceu corridas, o que nem todos se podem gabar, ficou considerado como um excelente (mas nunca soberbo) piloto nos anais da história. Financeiramente ficou como poucos.
Acho que foi só beneficios, porque derrotar Schumacher na decada passada, mesmo sem os estatutos de 1º e 2º piloto, era tarefa quase impossivel. Porque em uns 100 GPs que fez de companheiro de Schumacher deve ter sido uma meia duzia de corridas que lhe foi superior. O pendulo cai sempre para o lado do alemão.

Paulo Alexandre Marques

Anônimo disse...

Demorou muito em equipes pequenas