sexta-feira, 17 de março de 2017

Clipping





























Um post da conta oficial da McLaren.

A perfeição envolve a Mercedes.

Honda x McLaren x Mercedes

A notícia que o time de Woking negocia com os alemães está varrendo toda
imprensa especializada.

Ao mesmo tempo se fala na renovação de Fernando Alonso.

Mika Hakkinen acaba de assumir o cargo de Embaixador de Parcerias.

O finlandês que pilotou pela McLaren sendo empurrado pela Mercedes.

E também tendo seus salários pagos (na época) pela estrela de prata.

Um retorno?

Zak Brown (McLaren) sondou a possibilidade com a Mercedes.

Para 2018.

E Toto Wolff não fez oposição.

Parece haver uma urgência em começar o reinado (após a era Ron Dennis)
com números positivos na pista.

E a Honda não parece oferecer nada de bom.

Pelo menos no curto prazo.

Mas lembro que a Fórmula 1 é continuidade.

Gosto de dizer que a secretária de Briatore continua em Enstone.

Isso depois de Benetton, Renault, Lotus e Renault novamente.

Nenhuma mente sensata espera que a parceria entre os japoneses e a
McLaren possibilite títulos antes de 2019.

Contra.

Além das falhas, o bólido laranja nasceu nervoso.

O olhar apurado de De la Rosa revelou Ferdi brigando para domar a
máquina.

Dificuldade com os novos pneus Pirelli.

Tudo errado.

Difícil.

A tentação por um caminho mais suave é grande demais.

A troca de unidades de força mostraria que Zak Brown irá alterar toda
a estratégia para o futuro.

Por outro lado a Honda diz estar 100% comprometida com a McLaren.

A ideia de retomar a parceria com a marca japonesa começou com
Whitmarsh ainda em 2011.

Um tempo de turbulência.

Já que Ron Dennis trabalhava em outra frente.

Construir o próprio motor (estilo TAG-Porsche).

Em pouco tempo a McLaren perderia sua estrela, Lewis Hamilton, e ainda
sua maior patrocinadora, a Vodafone, que entregava 70 milhões de euros
por ano.

Garantir o futuro era essencial.

A Honda tirou a McLaren da posição prostrada de cliente (Mercedes) e
ainda injetou 100 milhões de euros anuais.

Foi incrível o ressurgimento dessa parceria.

Desde a Ford com a Stewart (20 anos atrás), não vemos uma fábrica construir
algo nesses moldes com uma escuderia.

Com desenvolvimento contínuo e comprometido.

Numa integração entre as partes com muita tecnologia envolvida.

Algumas perguntas precisam ser respondidas.

A Sauber possui um contrato assinado com a Honda para 2018, e aí?

A Mercedes tem um excelente motor, mas suas clientes não ameaçam sua
superioridade.

Ou alguém aqui sonha que Force India ou Williams irá derrotá-los?

A estrela de prata oferece um caminho mais largo e perfumado do que a Honda.

E até a possibilidade de chegar em segundo lugar.

Entretanto é só isso.

Para quem tem Alonso e uma história tão brilhante, acho pouco, não?

Endurance

Jean-Eric Vergne se juntou a Manor para disputar o WEC nesta atual
temporada.

Inclusive as 24 horas de Le Mans.

Mágoa

Niki Lauda ainda não digeriu a saída de Nico Rosberg.

Chegou

Paddy Lowe (Mercedes) finalmente se juntou as fileiras da Williams.

Pela porta da frente.

Como diretor técnico e com participação acionária na Casa de Grove.

Vale mencionar que pouco mais de duas décadas atrás, Adrian Newey fez
uma proposta semelhante.

Permanecer, mas sendo dono de parte minoritária da Williams.

Frank disse não.

E assim Newey foi embora em busca de novas aventuras com quatro campeonatos
e dezenas de vitórias na bagagem.

Lowe chega trazendo muitas esperanças.

Um sujeito que (diferente de Newey) nunca idealizou um projeto do zero até o topo.

Sempre pegou o bonde andando.

Vamos ver.

Recado

"Quero ir bem em 2017 para conquistar uma grande equipe."

Carlos Sainz Jr.

Sem Açúcar

Aeroporto de Barcelona.

Café.

Para ouvidos atentos, um engenheiro da Mercedes confessa.

"Os cálculos mostram que precisamos correr para alcançar a Ferrari."






















16 comentários:

Jeferson Araujo Pereira disse...

A volta da Honda.Contra fatos não há argumentos.

2015:foi o 1º ano.Não dá para fazer nenhuma crítica.Tudo é permitido e perdoado.

2016:Não conseguiram resolver os problemas.Desempenho medíocre!

2017:Várzea total!Eles tiveram dois anos para se prepararem!! Não tem desculpa, pois a coisa toda é um caso de vergonha alheia!!!

Reatorx disse...

Grande texto, parabéns! Acredito que situação da Maclaren seja realmente difícil, com escolhas obscuras na hipótese de ficar ou não com a Honda.

Társio disse...

Que ótimo texto, Corradi.

Será que vai pintar uma parceria para a Mercedes ajudar a Honda?

Abç
Tarsio

Renato Santos disse...

Corradi, um Clipping a seis dias do início dos treinos, é um acepipe especial. Obrigado! Nunca cheguei a um início de temporada sabendo tantos detalhes, graças a você.

Novamente, a McLaren deveria ter ficado de boca fechada, como manda a tradição do Oriente (tem esse nome porque serve de orientação pra mais de meio mundo). Meia dúzia de tweets e uma relação que pode dar frutos no momento certo pode ter jogado três anos pelo ralo. A mesma coisa aconteceu na saída do Rosberg, muito piloto deve ter corrido para contatar o Toto Wolff e deixado seus mecânicos e dirigentes bem indignados.

Danilo Silva disse...

Essa sondagem da McLaren na Mercedes só pode ser traduzida por uma palavra: DESESPERO.

Anônimo disse...

Não vejo muitas saídas para a McLaren... O negócio é se agarrar aos japoneses e ir até às últimas consequências. O mercado automotivo não tem sido abalado pelo desempenho nas pistas (quem compra McLaren lembra dela como aquela equipe do cara perfeccionista), então é pressionar por uma mudança de cultura dentro da Honda. Eu se fosse CEO dos nipônicos já contrataria para ontem os consultores da Ilmor e aliciaria pesadamente engenheiros na Mercedes (palavra de engenheiro: quem gosta de desafio como esses caras dos carros prateados, já estão de saco cheio do marasmo).

Daniel Chagas disse...

A Mclaren está correndo um sério risco de se apequenar caso confirme o acerto com a Mercedes.Vai virar uma Williams e temo que com a saida de Ron Dennis a equipe vá realmente para esse caminho. Virará uma equipe média metida a grande não mais do que isso.Incrivel que pareça a melhor coisa, pelo menos por enquanto, é continuar com a Honda pois como já disse uma vez aqui: Equipe cliente não tem chances de título

Jeferson Araujo Pereira disse...

Sejamos sinceros: se não acontecer um MILAGRE com esse motor Honda, o que nós veremos em 26 de novembro de 2017, após o fim do GP de Abu Dhabi, será a Sauber na frente da McLaren na pontuação final por equipe.

Insistir com esse motor Honda por mais um ano é dar murro em ponta de faca.Mas é exatamente isso o que a McLaren vai fazer. O fundo do poço está perto: novembro de 2017.

Jefferson disse...

Eu tenho contra mim o fato de torcer para o time do fundador Bruce, mas é preciso dar continuidade ao projeto. O que pode acontecer para o bem da competição é o auxilio de alguma das grandes equipes. Assim como se especula que a Mercedes tenha feito para trazer a Ferrari pra mais perto no grid.
É sempre mais valiosa a vitória contra grandes oponentes!
Mas isso vai de confronto com a politica e a tradição niponica.
Nos resta torcer.

Anônimo disse...

Achei que foram infelizes no Post.

Totalmente desnecessário e infantil.

Cleuber

Marcos José disse...

Primeiro...temos que deixar bem claro que a Honda teve 1 ano (2014) nos boxes da McLaren para "estudar" as "UP" da Mercedes antes de sua volta à F1 em 2015. Segundo...foi a própria Honda que disse pra todo mundo ouvir "que as suas UPs seriam bem superiores aos dos alemães"...e parece que a "maioria" acreditou (incluindo a própria McLaren) neste "conto de fadas". Terceiro...a Honda cometeu o mesmo erro da Renault (acreditar apenas em dados de dinamômetros ao invés de coletar dados práticos, como por exemplo : montar a UP em um chassi para coletar estes dados); a marca francesa "apanhou" (e feio...mas aprendeu algum tempo depois...) até entender que ela está errada em seu procedimento de desenvolvimento (a ajuda da Ilmor foi essencial para corrigir este erro). Quatro...ao invés de ter humildade e aceitar que cometeu um erro na construção da sua UP e trabalhar para corrigir este erro, a marca nipônica se tornou "orgulhosa e soberba" ao não admitir que errou no seu projeto (seria muito mais honesto por parte dela, Honda, admitir que cometeu um erro e que o corrigirá o mais rapidamente possível, como ela fazia nos anos 80). Não é possível que depois de 3 anos eles ainda estejam "perdidos" (será que temos um "sabotador" de dentro da própria Honda??) no desenvolvimento de sua UP!! E pra terminar...será que a Honda usaria a Sauber (se for mesmo confirmado o fornecimento da UP nipônica à equipe suíça para o ano que vem) como seu "laboratório" em 2018, visando a sua chegada na Red Bull pra 2019 (e para isto ocorrer, a Honda até mesmo "rasgaria" o contrato que ela tem com a McLaren no fim de 2017)??

Jefferson disse...

Creio que a RedBull não iria querer essa atual bomba que está o Honda.
E se em um futuro resolverem os problemas e mudarem de casa levarão um belo processo de Woking a tira colo.

arthur disse...

Me pergunto por quê a Honda ainda não pegou sua PU, instalou em um carro de Super Formula e colocou para rodar dia após dia em Motegi até estar com um funcionamento mais liso que faca quente na manteiga. Só se for proibido, pois em tese é um motor não-homologado para a F1 andando em um carro de outra categoria.

Acho que a Honda ainda está presa aos anos 80/90 que conseguiam ter um dos melhores motores da época, e acreditam que as PUs atuais possuem a "simplicidade técnica" (entre aspas pois nada na F1 é simples) de um V8 2,4 L de até 2013 (cujo da Honda também era um lixo).

Soberba extrema ou inocência extrema? Não sei dizer o que fala mais alto na cabeça da Honda. Talvez seja até um misto dos dois...

Fabrizio Salina disse...

Essa questão é um tremendo dilema do "jogo do prisioneiro"!

Sobre a Honda, é muito difícil comentar sobre um universo do qual estamos distantes, mas pelos resultados, é óbvio que existe alguma instância de decisão no processo de desenvolvimento da unidade motriz que está "dando varada n'água". Japoneses são ótimos em trabalho metódico, mas não são famosos pelo jogo de cintura.

Se não fosse pela grana envolvida, os contratos bem amarrados, essa parceria já teria sido rompida.

E, infelizmente, o chassi também não parece dos melhores.

Na minha modesta opinião, o que as duas deveriam fazer nessa altura é morrer abraçadas (pobre Alonso...), pois o rompimento será péssimo para ambas (em termos de imagem e de investimento), e quem sabe no futuro o mundo apronte com suas voltas...

Renato Aloizio de Oliveira Gimenes disse...

Com relação à Honda: Mário Illien está no mercado, foi dispensado pela Renault. Seria uma ENORME ajuda para o aperfeiçoamento do motor.

Com relação ao chassis da Mclaren: além da opinião de De La Rosa, Gary Anderson foi enfático ao dizer que o carro da Mclaren é ruim, isso em várias publicações (ex. http://www.f1fanatic.co.uk/2017/03/01/no-fundamental-problem-with-power-unit-mclaren/), chegando a isentar a Honda por todos os problemas.

Com o desenvolvimento dos motores liberado para este ano, a Honda, cedo ou tarde, vai melhorar esse motor. Ele nasceu mais veloz que os motores do ano passado, mas os concorrentes evoluíram bem mais. A Mclaren, por sua vez, terá que reorganizar o carro, e nós torcemos para que uma parte melhore a outra: o motor gere mais potência e o carro apresente mais velocidade e desempenho.

Parabéns pelo blog!

Cristiano disse...

Sobre a McLaren, enquanto oficial da Mercedes viu a Brawn ser campeã, sonhar não custa... mas o carro tem que andar