Mostrando postagens com marcador De Cesaris. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador De Cesaris. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Andrea de Cesaris
























O piloto italiano que largou 208 vezes na Fórmula 1.

Nunca venceu.

Nunca pilotou pela Ferrari.

Andrea de Cesaris é lembrado por coisas assim.

Era conhecido pelo apelido: Crasheris.

Vinha da fama adquirida em seus primeiros anos da Fórmula 1.

Já tinha nome.

Ron Dennis o conhecia da Fórmula 2.

No seu começo no Kart alcançou o título mundial.

Mas sua passagem pela McLaren foi um desastre.

Um não, vários...

14 Carros quebrados.

Os mecânicos, irritados, chegaram a recusar fazer os reparos.

Um piloto jovem que desabou sob pressão.

Mas sua trajetória na categoria estava garantida.

Sua família possuía contatos interessantíssimos.

E o homem que respondia pela Marlboro era o melhor amigo de seu pai.

Assim se passaram 14 anos.

10 equipes.

Andrea era um italiano nevoso.

Certa vez em Mônaco por pouco não desceu do carro para enfiar a mão na
cara de Piquet após um acidente.

Quando colocou a cabeça no lugar já era tarde.

Seu tempo havia terminado.

Em Spa-Francorchamps um jovem Michael Schumacher conseguiu provar isso.

A equipe Jordan questionou o piloto romano.

Sua situação havia ficado desconfortável.

Parecia o final de um casamento.

Onde a paixão apenas não era mais suficiente.

Paixão mostrada em desenhos que apresentava aos engenheiros.

Buscando soluções.

Eram como cartões para a amada.

Porém todos sabemos que é preciso atitudes e postura para se manter
uma relação.

Resultados.

Ninguém vive de promessas.

O amadurecimento veio.

Mas a Fórmula 1 já não o queria em sua casa.

A história havia chegado ao fim.

Aposentado das pistas, Andrea de Cesaris foi para a praia.

E abraçou as ondas e o Windsurf.

Sem compromisso, claro!

Seu verdadeiro amor estava perdido no passado.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Punks
























Existe uma categoria diferente de pilotos na Fórmula 1.

Um clube.

Que ninguém gosta de ser sócio.

Lá estão os desajustados.

Os incompreendidos.

São como os punks.

Nomes?

Pastor Maldonado.

Kamui Kobayashi.

Petrov.

Nigel Mansell foi presidente da instituição por muitos anos.

Assumiu o cargo logo depois de Andrea de Cesaris.

O post é por causa de um desses associados.

Romain Grosjean.

O atual inimigo público número 1.

A figura que está sendo metralhada por críticas vindas de todos os lados.

Na última, Mark Webber declarou que ele merecia ser punido e ficar ausente
de outras provas.

A pressão é tanta que ameaça até o seu futuro.

Grosjean é um piloto que teve uma trajetória bem irregular.

Até 2008 veio colecionando títulos nas categorias de base.

Normal.

Depois a coisa bagunçou.

Em 2009 assumiu o lugar de Piquezinho depois daquela baixaria em Cingapura.

Uma batata quente.

No ano seguinte viveu de tudo.

FIA GT1, onde obteve duas vitórias.

Participou das 24 Horas de Le Mans.

Entrou na Auto GP, onde dirigiu em oito corridas e terminou como campeão.

E ainda brincou na GP2.

Tudo em 2010!

No ano passado se tornou piloto de testes da Lotus Renault e foi campeão da GP2.

Até que neste ano conseguiu a vaga de piloto ao lado do badalado Kimi Raikkonen
no Team Lotus.

Seu gráfico de aproveitamento no campeonato atual é uma montanha russa.

Mas está na frente de Felipe Massa, Michael Schumacher, Sérgio Perez e
Pastor Maldonado.

Esse suíço que corre com a bandeira da França é bom piloto.

Bom pra caramba.

O que não acho bom é ficar tacando pedras no cara por causa de seus erros.

Ainda mais porque não são propositais.

Até o hepta campeão teve neste ano seus acidentes bizarros.

É a primeira temporada real de Grosjean.

Primeira de verdade.

É normal passar apertos.

E errar.

Errar muito.

Por isso penso que é preciso cuidado ao criticar o piloto.

Jackie Stewart se ofereceu pra ajudá-lo.

Quer tranquilizar Romain.

Dar calma para que ele possa passar o desafio da primeira volta.

Onde sete de seus acidentes ocorreram.

Retirar a impetuosidade.

A afobação.

Como bom professor o velho Jackie observa com olhos experientes.

E crava na mosca.

"Ter talento e velocidade para vencer corridas pode ser intoxicante."

Bem que ele podia montar uma sala de aula.

Para domar todos esses simpáticos punks da velocidade.

Aí até nossos olhos seriam abertos.

E veríamos que estamos diante de uma safra espetacular de talentos na Fórmula 1.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Coletânea

























Retratos da temporada de 1981 da Fórmula 1. De cima para baixo: uma briga boa entre
Gilles Villeneuve e Nelson Piquet, depois, o estranho bico do carro de Patrick Tambay
e por último, o pesadelo de Ron Dennis, o destruidor de McLarens Andrea De Cesaris.