Cada coisa.
Felipe Massa andou criticando Andre Lotterer.
Li a notícia no site TotalRace.
O brasileiro disse que o piloto alemão estava dando um passo atrás ao vir
para a Fórmula 1.
E ainda que desconfiava de ter dinheiro envolvido no caso, pois a Caterham
é uma equipe pequena que precisa de recursos.
Por partes.
Primeiro.
Andre Lotterer nunca vai dar um passo atrás.
O motorista só faz isso quando ainda não tem uma carreira estabelecida.
Ou, muito menos, títulos.
Não é o caso do piloto alemão.
Lotterer faturou por três vezes as lendárias 24 horas de Le Mans.
Além disso conquistou campeonatos na Fórmula BMW, Super GT, Mundial de
Endurance (WEC) e Formula Nippon.
Seu nome já está na história do automobilismo.
Um piloto deste calibre, aos 32 anos de idade, pode disputar até o Mundial de Kart
se quiser.
É um vitorioso.
Segundo.
Ele não está pagando para correr na Fórmula 1.
A Caterham fez um convite.
O objetivo é ajudar no desenvolvimento do carro.
Agora, vendo o seu currículo, não seria legal coroar toda uma vida dedicada ao
esporte à motor com uma participação na categoria máxima do automobilismo?
E ainda por cima na mítica Spa-Francorchamps?
Quem parece ter dado um passo atrás na carreira é Felipe Massa.
Parece um novato ao tecer críticas dessa maneira.
É preciso respeitar.
Massa é um bom piloto, mas há muito tempo está longe de seus melhores dias.
Digo, melhores resultados.
Pois penso que a carreira do piloto sempre foi regular, sem altos e baixos.
A variante era a máquina.
Bólidos melhores trouxeram resultados melhores e vice-versa.
Já sua performance sempre foi isso que está aí.
Claro, existiu alguma melhora (depois de mil anos na Fórmula 1).
Cito, por exemplo, seu ritmo de corrida no piso molhado.
E sobre pilotos pagantes, uma pergunta.
Sem o patrocínio, que o próprio Massa trouxe para a equipe, o piloto brasileiro
manteria sua vaga na Williams?
Sai um (Pastor) e entra outro (Massa).
Pelas mãos do mesmo empresário (Todt).
Tudo a mesma coisa (pra Williams).
É muito telhado de vidro.

