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terça-feira, 16 de maio de 2023
Jose Froilan Gonzalez
Quem olha as fotos de Jose Froilan Gonzalez pode ter uma impressão errada.
Gigante, grosseirão...
Não é verdade.
A história conta outra coisa.
Gonzalez era o protegido de Juan Manuel Fangio.
Fazia parte do grupo de pilotos argentinos que invadiu a Europa por volta dos anos 50.
Tomando suas pistas de assalto.
E no início tudo foi bem.
Tão bem que Gonzalez marcou seu nome para sempre na Ferrari.
Foi esse touro dos pampas que conquistou a primeira vitória da Scuderia Italiana
na Fórmula 1.
Claro que havia dificuldades.
Ainda mais nas partes lentas dos circuitos.
Nessa hora o lastro natural que carregava atrapalhava muito.
O fisico não ajudava...
Mas nas pistas mais rápidas ele voava.
Enfrentava qualquer um de igual para igual.
Por vezes, nem o grande Fangio podia com ele.
Até que se deu a tragédia.
Temporada de 1954.
Poucos dias depois de Gonzalez ter vencido as 24 horas de Le Mans.
Outro argentino, o jovem Onofre Marimón sofreu um acidente fatal em
Nurburgring.
A primeira morte na Fórmula 1.
Froilan Gonzalez desabou.
Chorou com Fangio ao lado dos carros no grid de largada na Alemanha.
Na corrida, deu três voltas e entregou seu carro para Mike Hawthorn.
O gigante havia deixado as pistas.
Ah sim, atuou algumas vezes como piloto convidado.
No entanto se tornou outra pessoa.
Aquele piloto que ultrapassava limites havia morrido.
Junto com Marimón.
O homem continuou a viver por muito tempo.
Alcançou os 90 anos.
Outro dia, em Buenos Aires, ele resolveu nos deixar.
Na Argentina as pessoas deviam lhe pedir histórias.
Com certeza perguntavam sobre os dia passados.
Da romântica Fórmula 1.
De como Juan Manuel Fangio, o ídolo maior, era mais rápido do que todos!
"Em algumas pistas."
Ele devia pensar.
"Em algumas pistas..."
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Humberto Corradi
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sexta-feira, 4 de novembro de 2022
70 x 7
Não se engane com a foto.
Os dois não se gostavam.
Talvez a causa seja a forma diferente que os dois encaravam a vida.
A rivalidade nas pistas também contava.
Hawthorn gostava de chamar Moss de "carequinha".
Irritante.
Temporada de 1958.
Moss tinha três vitórias a mais que Hawthorn.
Porém o piloto da Ferrari teve mais regularidade.
E venceu o campeonato.
Em Portugal aconteceu o improvável.
Uma daquelas ações que se tornaria lenda na Fórmula 1.
Moss liderava com facilidade e venceu a prova.
Logo atrás, faltando um quilômetro para a linha de chegada, Hawthorn perdeu o
controle do carro.
Stirling Moss olhou a situação.
Com brados, incentivou o piloto da Scuderia Italiana a retornar para a corrida
aproveitando a declividade da pista.
Hawthorn voltou e conseguiu a segunda colocação.
A direção de prova queria desclassificar o ferrarista.
A manobra feita pela contra-mão era ilegal.
Moss foi em defesa de Hawthorn que assim conservou o segundo lugar.
Como disse acima, Hawthorn foi o campeão daquele ano.
Com diferença de apenas um ponto sobre Moss.
Ética, nobreza...
Realmente não sei como nomear esse tipo de atitude.
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Humberto Corradi
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sábado, 14 de maio de 2022
Peter Collins
Ele era o parceiro de Mike Hawthorn.
Companheiro de festas.
De aventuras.
Isso mesmo.
Para Peter Collins a corrida era apenas mais uma aventura.
Não havia compromisso.
Tudo fazia parte do lúdico.
Collins era do time dos bem-nascidos.
O mundo era dele.
Ainda jovem, na Inglaterra, foi expulso da escola.
Matava aulas para ficar futucando carros.
Começou a vencer provas locais e logo se destacou entre seus pares.
Em 1952 chegou a Fórmula 1.
Com pouco mais de vinte anos.
Passou pela Vanwall e Maserati.
Na Ferrari encontrou Juan Manuel Fangio.
É aí que aparece um ato de desprendimento sem igual.
Final da temporada de 1956.
Na Itália os dois pilotos da Scuderia Italiana brigavam pelo título.
Collins precisava fazer sua parte: vencer a prova.
E ainda contar com a sorte para ter chances.
Fangio não podia terminar a corrida.
Um infortúnio de seu companheiro de equipe seria bem vindo.
Os dados foram lançados.
O carro do argentino quebrou.
Collins só tinha Stirling Moss na sua frente.
Durante a parada de reabastecimento, Collins olhou para Fangio
parado no box.
Sem hesitar, o inglês desceu do carro e cedeu seu lugar.
O regulamento da época permitia.
Juan Manuel Fangio chegou ao título.
Em meio a milhares de perguntas, Collins se justificou.
"Ele merecia vencer.
Ainda tenho muito tempo."
Ainda tenho muito tempo."
Não tinha.
A partir daqui a história fica dramática.
Os dois anos seguintes seriam os últimos de sua vida.
E Peter Collins os viveu intensamente.
Conheceu Lousie King e em uma semana eles se casaram.
Levou a atriz americana, filha de diplomata, para morar com ele
em Mônaco.
No Mipooka, seu iate, ele e Hawthorn selaram um acordo em 1958.
Um pacto.
Não importava mais quem chegasse em primeiro.
Os prêmios seriam sempre divididos entre eles.
Isso trouxe uma rivalidade com o piloto italiano Luigi Musso
dentro da Scuderia Italiana.
O Commendatore não tomou partido.
Só queria saber das vitórias.
Em Reims, Musso estava pressionado.
As dívidas estavam altas demais.
Precisava da vitória.
Do dinheiro.
Fiamma, sua namorada, acompanhava tudo e sofria junto.
O italiano andou acima de seus limites e acabou se acidentando.
Mesmo sendo levado ao hospital, não resistiu.
No hotel, a equipe Ferrari recebeu a notícia de sua morte.
Hawthorn foi o vencedor da prova.
E comemorou com Collins.
Com muita cerveja.
Fiamma não se conformava.
"Aquilo não estava certo".
Ela dizia.
Menos de um mês depois a parceria dos ingleses acabaria.
De forma trágica.
Em Nurburgring, Hawthorn assistiu ao acidente de Collins.
O piloto inglês, assim como Musso, morreu no hospital.
Hawthorn, amargurado, viveu apenas por mais seis meses.
Com o fim dos inimigos, Fiamma se sentiu liberta.
"Eu odiava os dois.
A morte deles me trouxe paz."
A morte deles me trouxe paz."
Tantos sentimentos.
Num esporte que exalta a mecânica.
A engenharia.
A tecnologia.
E parece frio.
Nobreza, cordialidade, amor, intriga, rivalidade, desejo de vingança.
E ódio.
Existe coisa mais humana que a Fórmula 1?
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Humberto Corradi
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quarta-feira, 29 de abril de 2020
Eugenio Castellotti
O italiano Eugenio Castellotti era filho único.
Mas tinha dois pais.
O primeiro era o natural.
Um rico proprietário de terras.
Que fez com que Castellotti nascesse em berço de ouro.
Uma riqueza que permitiu ao filho adquirir suas próprias Ferraris.
As primeiras vitórias não demoraram em chegar.
Despertando a atenção da Scuderia Italiana.
Neste momento Castellotti encontra seu segundo pai.
Seu professor.
Alberto Ascari.
Um amigo e conselheiro.
Foi tentando ajudá-lo que Ascari encontrou sua morte.
Ele não aceitava a morte do mentor.
Castellotti não corria por dinheiro.
Fazia parte do grupo romântico da Fórmula 1.
Na primeira foto eles aparecem juntos.
Mike Hawthorn, Alfonso de Portago, Peter Collins e Castellotti.
Todos ricos.
Bem-nascidos.
Fangio também está na imagem.
Destoando.
Eugenio namorava a atriz Della Scala.
Formavam o casal apaixonado e modelo da época.
O piloto da Ferrari, vencedor da Mille Miglia, e a bailarina e artista de cinema.
Em 1957 a performance da Maserati na primeira etapa assustou a Ferrari.
Em Buenos Aires os carros do time do tridente ocuparam as quatro primeiras posições
na chegada.
Castelloti então vai para a sede em Modena para trabalhar.
A Ferrari precisava reverter a situação.
Eugenio morre na pista.
Da mesma forma que Ascari.
Não estava buscando glória ou fama.
Apenas tentava derrotar o cronômetro.
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Humberto Corradi
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sexta-feira, 27 de abril de 2018
Mitologia
Agosto de 1957.
Nurburgring.
Apesar de ter ido bem nos treinos Juan Manuel Fangio sabia que sua
Maserati não era páreo para as Ferraris.
Os bem educados Mike Hawthorn e Peter Collins estavam com a vantagem.
Seus pneus Englebert eram melhores que os Pirelli que calçavam o carro do
argentino.
Isso exigiu um plano da Maserati para derrotar a Ferrari.
Simples.
Fangio largou com metade do tanque de combustível.
Queria abrir vantagem na primeira parte da corrida.
Tudo teria que ser cumprido à risca.
Sem erros.
A estratégia ia bem.
Na décima segunda volta o argentino entrou nos boxes para reabastecer.
Estava com quase 30 segundos de vantagem.
Mas algo deu errado.
A parada se prolongou além do esperado.
As Ferraris passaram e ficaram com quase 50 segundos de vantagem.
Fangio que era um piloto comedido e cauteloso ficou transtornado.
E começou a conduzir seu carro como nunca.
Aos olhos das testemunhas, ele parecia voar.
Cada vez mais rápido.
Superou seu tempo dos treinos.
Da pole position.
Desespero.
A cada passagem de seus pilotos, o box da Ferrari implorava com placas e
bandeiras.
Vendo o perigo se aproximar.
Queria que eles fizessem apenas uma coisa: que acelerassem mais e mais.
Inútil.
Pois logo ocorreu o encontro.
Registrado na foto logo acima.
Duas ultrapassagens.
Primeiro Collins e depois Hawthorn.
Fangio venceu.
Sua última vitória na Fórmula 1.
Uma das três mais belas pilotagens de toda história.
As outras duas?
Já contei no Blog.
Clique aqui para lembrar da mágica de Stirling Moss em Mônaco.
E aqui para ler sobre a corrida perfeita de Jackie Stewart na temporada
de 1968.
Máquinas, asfalto, óleo e borracha.
Uma linguagem diferente essa da velocidade.
No entanto muito bela.
Poesia pura.
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Humberto Corradi
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14:30
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sexta-feira, 29 de setembro de 2017
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Campeonato de Condutores
Imagens da Fórmula 1 em Portugal.
1958.
A gravata borboleta de Mike Hawthorn, Graham Hill enrolado com o feno
e o povo, nos muros ou nas arquibancadas, vendo seus ídolos da velocidade
bem de perto.
E na categoria havia a nobreza de certos atos...
Clique aqui para entender.
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Humberto Corradi
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20:15
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domingo, 4 de agosto de 2013
Realismo
Nas imagens aparece a Fórmula 1 em seu período mais romântico.
Na verdade era o final.
O profissionalismo de pilotos e equipes já mostrava o que seria o futuro.
A sorte não seria mais o principal ingrediente das vitórias.
Dan Gurney, esse que aparece na foto logo acima, serve como exemplo.
Era um daqueles que amavam mais os ajustes do que as batalhas no asfalto.
Toda aquela geração empírica com o tempo desapareceu.
Mike Hawthorn, Peter Collins, Alfonso de Portago...
Todos com histórias ótimas de serem contadas.
Depois você clica nos marcadores.
Os nobres, os ricos do grid.
Derrotados.
Ultrapassados.
Por uma Fórmula 1 rígida.
Iniciada por Stirling Moss.
Que já possuía um staff próprio.
Aprimorada por Jackie Stewart.
Que tinha a Ford e a Dunlop aos seus pés.
E elevada ao máximo com Niki Lauda.
Que fazia a Ferrari testar exaustivamente cada pedacinho do carro.
Não havia mais lugar para sonhos.
Os aventureiros seriam sempre esmagados no final.
Sem patrocinadores, sem talentos, sem evolução...
Os pilotos agora olham os dados da telemetria e sabem contar uma história com eles.
Os romantismo desapareceu.
O lirismo.
E com ele aqueles pilotos diferentes.
Que corriam pela vocação, pela diversão, para estar com os amigos ou apenas pela festa.
Como diria Suassuna.
A maioria morreu precocemente.
Do acidente.
Do acaso.
Por isso suas imagens nas fotos são sempre belas.
Como em geral são os mais novos.
Belos, cheios de vida e sempre em busca da aventura.
Passado.
Na Fórmula 1 a matemática venceu a poesia.
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Humberto Corradi
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11:04
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sábado, 22 de junho de 2013
50 cents
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sexta-feira, 10 de maio de 2013
1956
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17:33
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quinta-feira, 28 de março de 2013
Rivalidade
Os amigos.
Peter Collins e Mike Hawthorn.
Você acha que as intrigas entre companheiros de equipe na Fórmula 1 são uma
novidade?
Clique aqui !
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Humberto Corradi
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17:21
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segunda-feira, 18 de março de 2013
Era Romântica
Temporada de 1955.
Ensaio.
Aliás toda a década de 50 é especial.
Recheada de histórias e imagens maravilhosas.
Clique aqui .
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Humberto Corradi
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18:37
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segunda-feira, 21 de maio de 2012
1958
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15:07
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quinta-feira, 17 de maio de 2012
Fora de Escala
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Humberto Corradi
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15:49
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sábado, 12 de maio de 2012
Atos
Portugal. 1958.
Mike Hawthorn sendo perseguido por Stirling Moss.
Estava para acontecer um ato de nobreza.
Clica aqui .
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Humberto Corradi
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14:30
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Dundrod
O inglês Mike Hawthorn com seu Jaguar D-type abrindo caminho nas estradas do circuito
de Dundrod (Oeste de Belfast) na Irlanda do Norte.
Circuito...
Na verdade uma estrada.
Mato, pedras, barrancos e buracos aguardando os distraídos.
Não era um lugar para os fracos.
A edição da Tourist Trophy mostrada acima é a última.
No início de 1950.
O vídeo é uma preciosidade.
Batalha pela vitória ficou entre o já citado Hawthorn e Stirling Moss.
Jaguar contra as poderosas Mercedes 300 SLR.
Fangio também estava lá defendendo a equipe alemã.
Mas foi Moss quem levou a melhor.
Um pedaço dessa história de rivalidade.
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Humberto Corradi
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17:30
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sábado, 12 de novembro de 2011
Pau
Bom dia a todos.
Fórmula 2. O vencedor Alberto Ascari acompanhado de Nino Farina e Mike Hawthorn
no circuito de Pau, no sudoeste da França, 1953. Lembrando que desde 1899 acontecem
corridas nessa pista de rua.
Reparem na imagem o povo lá em cima. De camarote.
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Humberto Corradi
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09:19
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Respeitado
Um conto. Circuito de Reims, 1958.
Juan Manuel Fangio sofre com sua Maserati nas longas retas do circuito francês.
O inglês Mike Hawthorn com sua Ferrari é o dono da corrida.
Ao alcançar o argentino cinco vezes campeão mundial, não ultrapassa.
Diminui a velocidade e o acompanha até a linha de chegada.
Indagado sobre a atitude, Hawthorn foi direto ao ponto:
"Não se coloca uma volta sobre Fangio".
Atitude de reverência.
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Humberto Corradi
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16:02
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sábado, 15 de outubro de 2011
Extinto
O piloto inglês Mike Hawthorn sempre ria de seu compatriota Stirling Moss.
O motivo?
Moss era um metódico.
Planejava e organizava.
Em plena década de cinquenta ele possuia um administrador, assessoria de imprensa
e um preparador físico.
Enquanto isso Hawthorn estava preocupado onde seria a próxima festa e se sua caneca
de cerveja estava cheia.
Moss apontava para o que seria o futuro dos pilotos na Fórmula 1: profissionalismo e
dedicação.
Hawthorn, sem saber, representava o passado.
Fazia parte de uma raça em extinção.
Mesmo assim chegou a ser campeão mundial.
Um feito que o valoroso Stirling Moss, em 10 anos na categoria, nunca conseguiu
alcançar.
Uma das maiores injustiças da Fórmula 1...
Porém as festas de Hawthorn acabariam tristes.
Em 1955 nas 24 horas de Le Mans causou o pior acidente já visto no automobilismo.
Ao frear de forma brusca, causou um colisão em série que resultou numa tragédia:
85 pessoas perderam a vida.
Ele venceu a prova com seu Jaguar, mas não havia o que comemorar.
Também estava amargurado ao se sagrar campeão em 1958 na Fórmula 1.
Sofria muito com uma doença nos rins.
Não só isso.
Perdeu tantos companheiros nas pistas, entre eles Peter Collins, um quase irmão,
que não havia mais a alegria de pilotar.
Sem amigos e com a pressão do profissionalismo, abandonou as pistas.
Estava fora de seu ambiente.
Nada era mais trivial ou lúdico.
A festa havia terminado.
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Humberto Corradi
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19:39
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