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quinta-feira, 17 de junho de 2021

Vanderbilt Cup




As imagens acima contam um pouco da história da Vanderbilt Cup.

O evento automobilístico americano criado por William Kissam 
Vanderbilt II em 1904.

William gostava da coisa.

E era um piloto conhecido.

Já naquela época ele havia conseguido alguns recordes de velocidade.

O local escolhido para a realização da prova foi Long Island, em New York.

E mesmo tendo enfrentado certa resistência da comunidade local, o evento
aconteceu por 3 anos seguidos.

Acabou atraindo ótimos pilotos tanto dos Estados Unidos como da Europa.

Por conta da elevada premiação em dinheiro.

E foi justamente as equipes do velho mundo, principalmente as francesas,
que marcaram o primeiro período de vida da corrida.

Isso acabou trazendo muita rivalidade.

Já que os americanos queriam ver um time da casa cruzar a linha de chegada
em primeiro lugar.

O que só aconteceu em 1908.

Após um ano de intervalo em que a Copa Vanderbilt não foi realizada
devido a um acidente.

Onde um espectador foi morto.

Nos anos seguintes houve uma evolução notável na segurança e também
diversas mudanças no local de realização da prova.

Georgia, Winsconsin e a Califórnia foram palcos da Vanderbilt até sua
interrupção causada pela I Guerra Mundial.

Apesar disso, seu nome já estava gravado no imaginário das corridas.

Em 1936 ela retornou.

O sobrinho de William Kissan ressuscitou a prova após os anos da Grande 
Depressão.

No recém inaugurado autódromo Roosevelt Speedway, a Vanderbilt Cup
deu seus últimos dois suspiros.

E com glamour.

Atraídos pelo dinheiro, os europeus vieram com toda força.

E não deu outra.

A bordo de uma Alfa-Romeo, Tazio Nuvolari (representando a Ferrari)
venceu sem dar chances a ninguém.

A turma do velho continente repetiria o feito no ano seguinte com Bernd 
Rosemeyer pilotando uma Auto Union.

Depois de um hiato de mais de 20 anos, algumas provas foram realizadas
novamente com o nome de Vanderbilt nos anos 60.

Porém não tinham o mesmo brilho de outrora.

Já nos anos 90, como reconhecimento ao que William Kissam Vanderbilt II
havia feito pelo automobilismo americano, foi criada uma réplica da taça
Vanderbilt Cup em sua homenagem.

O troféu foi feito para ser entregue na US 500.

Com uma honra.

Os vencedores teriam seus nomes gravados nele.

A prova, realizada em Michigan, foi criada pela CART para rivalizar
com as 500 milhas de Indianápolis da IRL.

Isso tudo devido a briga entre as duas entidades americanas.

O americano Jimmy Vasser faturou essa primeira edição da corrida.

Curioso é o número de brasileiros que participaram desta primeira
US 500.

Sete!

Exército brazuca.

Estavam lá: Maurício Gugelmin, Raul Boesel, Roberto Moreno, André
Ribeiro, Gil de Ferran além de Emerson e Christian Fittipaldi.

Até 1999, essas "500 milhas dos Estados Unidos" foram premiadas com
a luxuosa Taça Vanderbilt, sendo que neste mesmo ano Tony Kanaan
conseguiu gravar seu nome ali.

De 2000 a 2007 aconteceu uma mudança.

O troféu passou a ser dado ao campeão da temporada da CART/Champ Car.

E aí somente 4 pilotos puderam ver seus nomes escritos neste período.

Os brasileiros Gil de Ferran e Cristiano da Matta, o canadense Paul Tracy e o
francês Sebastian Bourdais.

Nenhum piloto dos Estados Unidos.

Curioso.

Mesmo depois de tantas mudanças sofridas ao longo dos anos, fica claro que
(apesar de ter sido criada por eles) a Vanderbilt Cup não foi feita para as mãos
dos americanos.

Acontece.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Resumo USA
























Muito legal a imagem acima.

(clique para ampliar)

Mostra onde as corridas eram realizadas nos Estados Unidos no final da
década de 50.

Olhando os circuitos ao longo da história, conseguimos enxergar as diversas
fases do automobilismo americano.

Coloquei um monte de links para ilustrar.

Vem comigo.

1 - No início do Século XX, o princípio.

Época da Vanderbilt Cup, da Era dos Motordromes e das corridas da região
da Califórnia.

clique aqui , aqui e aqui

2 - Após a Segunda Guerra Mundial.

Os pilotos utilizam as estradas (as Roads Tracks) e os aeroportos, abundantes 
no país. 

Surge as 12 horas de Sebring

clique aqui

3 - Já próximo da década de 60 são construídos diversos circuitos famosos:
Riverside,  Laguna Seca, Elkhart Lake são deste período.

clique aqui

4 - Chegamos ao modelo atual dos ovais, que tem como marco a construção de
Daytona.

clique aqui

Sem esquecer de Indianápolis, que é um caso a parte, pois esteve presente
durante toda a história das corridas na Terra dos Ianques.

clique aqui

Uma viagem!





terça-feira, 28 de maio de 2013

Significados


































Uma imagem.

A grandeza de um gesto.

A incontestável e tardia vitória de Tony Kanaan em Indianápolis.

Poderia ter vindo antes.

Foram muitas as tentativas.

Porém o destino quis assim.

A paz finalmente foi selada com os tijolinhos.

Mas como mensurar a grandeza de uma conquista como essa?

Quais os significados?

Para a TV brasileira responsável pelas imagens não foi tão importante.

O corte imediato para o futebol logo após a linha de chegada demonstrou isso.

Pena.

Interessante que o mesmo grupo transmite as duas categorias do automobilismo
onde os brasileiros têm sido protagonistas.

A Indy e a DTM.

Paciência.

Para os aficionados significou que a justiça finalmente foi feita.

Kanaan merecia colocar seu rosto no lendário troféu.

Para o público americano representou a redenção do herói.

Acostumado a valorizar o trabalho e o esforço, era difícil achar algum ianque que
não olhasse com simpatia para o piloto brasileiro.

Por isso tantas palmas e saudações vinham das arquibancadas.

Para Tony Kanaan significou o final de um ciclo.

Ele conquistou tudo que podia na América.

Campeão da categoria, vencedor da Vanderbilt Cup ( clique aqui ) e agora das
500 milhas de Indianápolis.

Seu nome está ao lado de estrelas como Graham Hill, Jim Clark, Tazio Nuvolari,
Bernd Rosemeyer e Mario Andretti.

Gigante Kanaan.

Acho que o domingo foi especial também para Emerson Fittipaldi.

O primeiro brasileiro a brilhar nas pistas dos Estados Unidos.

Mostrando que havia um outro caminho.

Aquele que iniciou tudo merece ser lembrado.

Sempre.

Sua semente germinou em terra estranha e sua árvore ainda dá bons frutos.

E Tony Kanaan comprovadamente é um dos mais excelentes.

Brilhando lá no alto.

Não poderia ser de outra forma.

Uma conquista assim nos faz recordar que Emerson inventou a história de um
país nas pistas dos dois lados do Atlântico.

O significado?

Que mesmo depois de tantos anos sua raiz ainda continua forte e poderosa.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Estrangeiros























1906. Imagem da corrida Norte-americana que nunca pertenceu aos americanos.

???

Clica aqui .