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quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Clipping
História pura.
México.
1965.
Quem Fica?
Existem dois lugares para 2018 sendo disputados na Fórmula 1.
Um é o de companheiro de Lance Stroll na Williams.
O outro é na Toro Rosso.
Já que Pierre Gasly é nome certo no time de Faenza.
Na Williams aconteceram os testes de Robert Kubica.
Fique sabendo que o polonês não foi tão bem assim.
Paul di Resta estava lá para servir de referência.
E não é que o primo de Dario Franchitti obteve tempos melhores!
Claro que Kubica e di Resta rodaram em dias diferentes, mas não deixa
de ser surpreendente o resultado.
Paul di Resta tem chance?
O britânico está fazendo de tudo para conseguir a vaga.
Nos bastidores anda colado com a turma do Lance Stroll.
Marcação cerrada.
Tipo assim: estamos juntos...
Kubica parece ter um patrocinador no bolso.
Massa?
É coisa nossa.
A vantagem do brasileiro é ser da casa.
Um bom resultado no México, ajudaria.
O brasileiro duvida da capacidade de Robert Kubica e Paul di Resta em
cumprir as metas da Williams.
Pascal Wehrlein está no canto esperando que alguém olhe para ele.
Mas apareceram umas novidades.
Daniil Kvyat não tem mais futuro na família Red Bull.
O cara que quebrou o recorde de Vettel como piloto mais novo a pontuar
em um Grande Prêmio e foi eleito o rookie of de year na temporada de
2014.
O russo tem contra si o problema da idade (propaganda Martini).
Mas possui 15 milhões (euros) de qualidades segundo seus apoiadores.
E, quem sabe, (preciso dizer) Nico Rosberg não queira se divertir outra vez...
Nos lados da Toro Rosso, Brendon Hartley caiu nas graças de Helmut Marko.
Marko considerou o vencedor de Le Mans constante e de fácil trato com os
engenheiros.
O neozelandês se tornou favorito para o lugar disponível.
Programa
Quem está de volta é o nosso amigo Alfonso Celis Jr.
Ele aparecerá nos treinos livre do México conduzindo pela Force India.
(carro de Ocon)
Outros que também farão a festa são Sean Gelael (pela Toro Rosso), Antonio
Giovinazzi (pela Haas) e Charles Leclerc (pela Sauber).
Outro Americano
Michael está interessado na categoria máxima do automobilismo.
A ideia de se criar uma nova equipe não é devaneio.
Entretanto o filho de Mario Andretti espera para que se definam os rumos
da Fórmula 1 após 2020.
Só então, com as novas regras em mãos, decidirá se é viável ou não seu plano.
Liberado
Fernando Alonso pode tudo na McLaren.
Vai para as 24 horas de Daytona ao lado de Lando Norris defender o United
Autosports do seu chefe, Zak Brown.
Se houver um convite da Toyota, o espanhol mergulhará em Le Mans.
500 milhas de Indianápolis...
Acredite, nas horas de folga ele é ainda piloto de Fórmula 1.
Calma
Sergio Marchionne prega a estabilidade na Ferrari.
Bom.
Plano A e B
A Renault vai priorizar de vez a Fórmula 1.
Após a temporada 2017 / 2018 deixará a Fórmula E nas mãos da Nissan.
Esperado.
Contratando como ninguém (mais de 80 novos funcionários), o time francês quer
brigar pelo título até o final desta década.
Interessante ver como a turma de Viry-Châtillon vem trabalhando.
A ideia inicial no retorno da Renault como equipe era trilhar um caminho parecido
com o da Mercedes.
Repare nas semelhanças.
Adquirir um time (Lotus / Brawn).
Fazer uma temporada de transição (2016 / 2010).
Depois completar uma primeira temporada real como time de fábrica (2017 / 2011).
Contar com uma dupla de pilotos capaz de fazer a diferença.
Aqui houve uma ruptura.
Enquanto que a Mercedes apresentou Michael Schumacher (um campeão) e
Nico Rosberg (uma promessa), a Renault não conseguiu copiar o modelo.
Fernando Alonso (campeão) e Nico Hulkenberg (a promessa) seriam os nomes.
Então veio o plano B.
Carlos Sainz Jr. aparece.
Note.
Hulkenberg (contrato até o fim de 2019) assume agora o papel de referência.
Sainz Jr. será o novo (jovem) campeão "Fernando Alonso" pela mesma Renault?
As palavras de Alain Prost indicam que a aposta é real.
Mesmo que Sainz Jr. ainda seja funcionário da Red Bull.
Com Max Verstappen assumindo a herança de Milton Keynes nos próximos
anos.
(até que a Ferrari venha atrás do holandês)
Fica a dúvida se Daniel Ricciardo ficará estático (até 2020) com a turma do
energético ou buscará seu lugar ao sol em outra equipe.
As coisas parecem ligadas.
Sainz Jr. precisa mostrar que pode ser a ponta de um projeto ou repetirá a
história de Sergio Perez com a McLaren.
No caso de infortúnio do jovem espanhol, Ricciardo viraria opção para Enstone.
A ver.
Por fim
A Liberty estuda novas (?) ideias para trazer mais emoção.
Uma das sugestões cita o retorno do modelo de alinhamento de 3-2-3-2...
Ao contrário do pareamento atual.
Fico imaginando o trio Verstappen, Vettel e Hamilton alinhado e esperando
as luzes vermelhas se apagarem.
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Humberto Corradi
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segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Americanas
Retratos.
Todos seguiram as cores da Force India.
O espanhol texano.
Hartley tentando impressionar.
E o belo lusco-fusco de Austin.
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Humberto Corradi
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14:40
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quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Clipping
Não adianta inventar.
Não há muitas histórias novas para contar.
Sempre tem alguma coisa aqui e ali.
Mas nada muito relevante.
Alonso renovar com a McLaren é notícia?
OK.
Existem alguns rastros.
Fumaças.
Notícias que estão amadurecendo.
Mas é preciso ver o cenário clarear.
Enquanto isso, umas notinhas.
Kubica
Robert Kubica testou com a Williams (2014).
Paul di Resta esteve por perto para efeito de comparação.
Me disseram que o polonês pode aparecer em um treino livre no Brasil
ou em Abu Dhabi.
A briga é com Felipe Massa.
Contra Kubica vejo três coisas.
Primeira.
A Williams quer dinheiro e perguntou se haveria a possibilidade de Robert
trazer um novo patrocinador.
(estratégia comercial antiga - lembra da Susie Wolff?)
Segunda.
A Renault não abandonou à toa seu projeto com ele.
Os franceses fizeram um investimento para testar a viabilidade do piloto
e desistiram.
Terceira.
O risco.
Não sabemos como o mundo da Fórmula 1 reagiria caso Kubica se envolvesse
em um acidente grave com outro piloto durante uma prova oficial.
Volta
Pascal Wehrlein pode estar retornando para o DTM na próxima temporada.
Laranjas
Interessante ver a Red Bull oferecer um projeto de longo prazo para Max
Verstappen.
Ouvir o Horner falar em construir o time ao redor do holandês, foi surpreendente.
Fica claro que existe uma proposta séria de outra escuderia.
Penso na Ferrari, como já escrevi.
Outros falam na Mercedes.
Lembrando que Max só foi para a Red Bull porque não havia um lugar disponível
nas Flechas de Prata.
Batalha
A Mercedes entrou com uma nova acusação sobre a unidade de força da Ferrari.
Aquela história da queima de óleo.
Parece que os italianos acharam uma solução engenhosa com dois tanques com
óleos diferentes que seriam misturados apenas no modo qualificação.
2018
A Mercedes estuda a possibilidade de apresentar um projeto totalmente novo
para o W09 em relação ao W08.
Uma mudança de conceito.
Resumindo, um carro mais curto.
(semelhante a dupla Red Bull / Ferrari).
O que poderia trazer dificuldades nas primeiras provas do ano que vem por conta
de uma ideia tão nova.
Empolgado
Brendon Hartley viu seu mundo virar de cabeça para baixo.
Eu sei que o cara venceu as 24 horas de Le Mans.
Mas a Fórmula 1 é maior do que tudo.
A oportunidade na Toro Rosso pode se transformar numa vaga em 2018.
Pra quem estava se movendo para a Indy...
Por Fim
Tantos nomes citados e ninguém lembrou de chamar o Nasr para o jogo.
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Humberto Corradi
às
21:22
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sábado, 14 de outubro de 2017
Tá Doido!
Parece até que as coisas não estão ligadas, mas por conta das mazelas de
Fernando Alonso na McLaren...
Jolyon Palmer perdeu seu lugar na Renault e não poderá terminar a temporada.
Carlos Sainz Jr. ganhou sua chance numa equipe de fábrica.
Robert Kubica viu escapar uma grande oportunidade de retorno.
E o vencedor das 24 horas de Le Mans, Brendon Hartley, vai poder realizar seu
sonho de participar de um GP de Fórmula 1.
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Humberto Corradi
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17:10
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terça-feira, 20 de junho de 2017
Hartley
Não posso negar.
Eu tenho uma visão bem dura sobre o World Endurance Championship.
Acho pouco acessível.
Pelo formato.
Confunde.
Os construtores aparecem bem mais que os pilotos.
Isso dificulta.
Pois falta a referência.
Há tropeços até na transmissão ao tentar identificar quem está
conduzindo o carro em certo momento.
Outra.
Uma prova.
Não é um produto que consegue um acordo decente com a
televisão.
Por isso é facilmente encontrado ao vivo na internet.
Fato.
O Endurance não tem uma audiência absurda e muito menos
cobertura da mídia.
Quer um exemplo?
Dois anos atrás Mark Webber se sagrou campeão mundial.
Você estava presente nas 6 horas de Xangai quando a Porsche
garantiu seu título?
Nem qualquer jornalista australiano compatriota de Webber.
Não estou implicando de forma gratuita com a categoria.
(que é trabalhosa e possui uma história muito bonita)
Mas é preciso dimensionar de forma correta as coisas.
Enquanto tudo que acontece na Fórmula 1 é notícia no planeta,
a WEC precisa pagar para divulgar seus feitos.
Pra piorar, a LMP1 com seus motores híbridos se tornou excessivamente
custosa.
Como disse de forma cirúrgica o di Grassi.
"A LMP1-HY tem um modelo de negócio muito caro para pouco
retorno.
Então as montadoras estão saindo e dificilmente outras entrarão."
OK.
Não vamos ficar apenas no mal.
A tradição fala alto.
Comove o orgulho francês com as 24 horas de Le Mans.
Nurburgring, Spa-Francorchamps...
E faz pensar também.
Brendon Hartley fez parte do trio que conduziu o bólido da Porsche
que venceu a mais famosa das provas de maratona automobilística.
Após ser criado respirando motores em sua terra natal, esse piloto
da Nova Zelândia veio tentar sua sorte na Europa.
Adotado pelo programa Red Bull, chegou ao título da Fórmula
Renault 2.0 em 2007.
Hartley tinha 18 anos na época.
Campeonato que teve participação de nomes como Daniel Ricciardo,
Fabio Leimer, Roberto Merhi, Oliver Turvey, Jules Bianchi e Charles
Pic.
Significativo.
Pois é um torneio que teve pilotos importantes que levantaram a
taça ao longo dos anos.
Podemos citar alguns.
Kamui Kobayshi, Valtteri Bottas, Stoffel Vandoorne, Pierre Gasly
e Lando Norris.
Após a conquista, a Red Bull deu trabalho para o rapaz no ano
seguinte.
Testes na Toro Rosso, exibições e trabalho no simulador de Milton
Keynes.
Em 2009 ele se tornou o terceiro piloto das duas escuderias da
turma do energético.
Parecia que era uma questão de tempo para ele ser titular na
Fórmula 1.
Mas seus resultados insípidos em 2010 e a alta concorrência interna
no programa da Red Bull consumiram suas chances.
Jaime Alguersuari, Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne se tornaram
favoritos.
Hartley insistiu.
Patinou na GP2 por três temporadas.
Em 2012 foi convidado para ser piloto de teste da Mercedes
na F1.
(foto acima)
Ficou no posto por dois anos.
Nesse período, Hartley começou sua trajetória no Endurance.
Em 2014 já estava defendendo a Porsche.
Se tornou campeão mundial na WEC no ano seguinte ao lado
de Webber.
E em 2017 venceu em Le Mans.
Fincou sua bandeira no topo da categoria.
Como eu disse, fiquei pensando em tudo que esse rapaz passou.
Ele tem mais ou menos a mesma idade de Sebastian Vettel.
O supra-sumo da metodologia de Helmut Marko.
Quatro títulos mundiais na categoria máxima do automobilismo.
Mas e o resto?
Alguersuari, Vergne, Felix da Costa, Juncadella, Aleshin...
Onde estão?
Não devemos esquecer de Ricciardo, Verstappen, Kvyat e Sainz Jr.
Algum desses conseguirá repetir o brilho de Vettel?
Todos conseguirão pelo menos um título na Fórmula 1?
Difícil, não?
Tem que ser cascudo.
Brendon Hartley não fez escolhas.
Somente ficou com uma das opções que sobraram após seu sonho
da F1 se extinguir.
Por fim, se colocou no lugar certo e na hora certa.
Venceu.
E provou uma coisa.
Nada dessa bobagem de que há vida fora da Fórmula 1.
A palavra aqui é luta.
Ação.
Resistência.
Mesmo que tudo pareça estar contra você.
A tribulação, a dificuldade, produz a paciência.
Por sua vez, a paciência nos traz a experiência pra lidarmos com os infortúnios.
E a experiência se transforma em esperança.
Com segurança.
Pois não há mais confusão ou incertezas.
Brandon Hartley sabe onde está.
Seu nome está escrito ao lado de Graham e Phil Hill, Ickx, McLaren, Shelby,
Froilán Gonzalez e Nuvolari.
E, curiosamente, Helmut Marko (o vencedor de 1971).
Interessante.
Era para ser apenas um registro.
Porém, apesar de tanto tempo depois de ter sido feita, a imagem abaixo
continua viva.
Pois segue ainda adquirindo novos significados devido às vitórias
que estão sendo acrescentadas à mesma.
Isso se chama fazer seu próprio caminho.
Hartley não aceitou qualquer rótulo imposto.
Continuou se definindo pelos seus feitos.
E, assim, vem fazendo história.
Inspirador.
Postado por
Humberto Corradi
às
08:47
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